Escolhido e enviado

Quando alguém é escolhido e enviado para exercer alguma missão na vida da sociedade, dependendo de sua criatividade e das iniciativas pessoais, há possibilidade de abertura de caminhos novos, porque o mundo apresenta uma vasta riqueza para dar condição de vida melhor. O Senhor escolheu e enviou os profetas e os apóstolos para guiar as pessoas na sua peregrinação como povo de Deus.

Deus continua escolhendo e enviando muitas pessoas para construir, de forma autêntica, o mundo e transformá-lo radicalmente na sua espiritualidade, na vida social, política, econômica etc. É o que aconteceu com seu próprio Filho, Jesus Cristo, para garantir um futuro de liberdade para aqueles que O reconhecem como Salvador. Hoje a missão é confiada a todos que Nele depositam esperança.

A missão requer do escolhido e enviado uma prática de envolvimentos sadios e responsáveis na comunidade. Ele deve ser liderança comprometida com as situações concretas que afetam positiva ou negativamente a vida das pessoas. Foi o que fez Jesus, servindo primeiro aos mais necessitados para dar-lhes dignidade, principalmente superando os reais preconceitos de seu tempo.

Para a realização do verdadeiro bem, é importante acolher a Palavra de Deus como perfil de referência para construir um caminho seguro e cheio de esperança. Caminho com pés fixados nos valores do Reino de Deus, livre das fortes influências presentes na mente flutuante dos tempos modernos. Superar os problemas que afetam o cotidiano de todas as pessoas, de modo particular os mais sofredores.

Em linhas gerais, o desenvolvimento econômico acontece com a exploração do povo e o acúmulo de poucos. O critério não condiz com a missão do cristão, porque ele é missionado para realizar os valores da justiça social, onde ninguém pode ficar marginalizado. Jesus fala da partilha como critério de paz social, porque todas as pessoas são valorizadas em sua condição saudável de vida.

Deus escolhe as pessoas para que trabalhem e promovam a verdadeira transformação e ressurreição das comunidades, fazendo delas ambientes acolhedores e capazes de harmonizar os ânimos dos que estão descontrolados. É na comunidade que as pessoas são chamadas para a prestação de serviço numa dimensão de gratuidade e espiritualidade samaritana, que caminha com todos.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.

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