Retiro Espiritual da Pascom da Província de Uberaba

A Pastoral da Comunicação da Província Eclesiástica de Uberaba, composta pelas Dioceses de Uberaba, Uberlândia, Patos de Minas e Ituiutaba, realizou no dia de ontem (19/11) o seu retiro anual. O mesmo aconteceu em Patrocínio-MG no Colégio Berlaar Nossa Senhora do Patrocínio e teve como tema: “Com Maria, comunicamos a esperança e a confiança em nosso tempo”.

O retiro iniciou com a Celebração Eucarística e, posteriormente, aconteceram as meditações que foram conduzidas por Pe. Ricardo Fidélis, da Arquidiocese de Uberaba. Pela manhã e a tarde o mesmo envolveu os participantes com suas reflexões e palavras de estímulo.

Ao longo do dia aconteceram momentos de música, teatro, meditação e oração.

Confira as fotos em nossa galeria!

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Papa Francisco almoça com 1.500 pobres: desejemos o bem um ao outro

Ao término do Angelus, este domingo (19/11), o Papa deslocou-se do palácio apostólico até a Sala Paulo VI, no Vaticano, para participar do almoço festivo com 1.500 pobres e necessitados acompanhados por voluntários de associações do mundo inteiro. Iniciativas análogas foram verificadas em refeitórios, abrigos e paróquias de Roma e de todas as dioceses italianas.

Logo após a saudação do presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, o Papa dirigiu aos presentes uma breve saudação e fez uma oração:

“Sejam todos bem-vindos! Preparemo-nos para este momento juntos: cada um de nós com o coração repleto de boa vontade e de amizade para com os outros, partilhar o almoço e desejando-nos o melhor uns aos outros. E agora pedimos ao Senhor que abençoe, que abençoe esta refeição, abençoe aqueles que a prepararam, abençoe todos nós, abençoe nossos corações, nossas famílias, nossos desejos, a nossa vida e nos dê saúde e força. Amém. Também uma bênção a todos aqueles que estão nos outros refeitórios espalhados por Roma, porque Roma hoje está repleta dessas refeições, hoje. Daqui, uma saudação e um aplauso para eles.” (RL/GC)

Fonte: br.radiovaticana.va

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Jornada Mundial dos Pobres

A Igreja realiza de 12 a 19 de novembro, a Jornada Mundial dos Pobres, com o tema: “Não amemos com palavras, mas com obras”. Trata-se, segundo mensagem do papa Francisco, publicada dia 17 de junho deste ano, de um convite dirigido a todos, independente de sua crença religiosa, para que se abram à partilha com os pobres em todas as formas de solidariedade, como sinal concreto de fraternidade.

Segundo o santo padre, o amor não admite álibes. “Quem pretende amar como Jesus amou, deve assumir o seu exemplo, sobretudo quando somos chamados a amar os pobres”, diz trecho do texto. Instituído pelo chefe da Igreja Católica na conclusão do Ano Santo Extraordinário da Misericórdia, o primeiro Dia Mundial dos Pobres será celebrado pela Igreja em todo mundo no próximo dia 19 de novembro, 33º domingo do Tempo Comum.

No Brasil, a animação e coordenação das atividades foi delegada à Cáritas Brasileira, um dos organismos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por sua experiência na realização Semana da Solidariedade. Para o bispo de Aracaju (SE), presidente da Cáritas Brasileira, dom João José Costa, as respostas sobre que fazer só virão se a Igreja e os cristãos se colocarem de forma próxima aos empobrecidos e sentir a sua dor. “A proximidade faz com que o Espírito Santo desperte em cada um de nós a criatividade para que possamos ter iniciativas concretas para transformar a realidade”, disse.

De acordo com estudo divulgado em fevereiro pelo Banco Mundial, o número de pessoas vivendo na pobreza no Brasil deverá aumentar entre 2,5 milhões e 3,6 milhões até o fim de 2017. Segundo o documento, a atual crise econômica representa uma séria ameaça aos avanços na redução da pobreza e da desigualdade. O Banco Mundial também atribuiu a ações sociais protetivas como o Bolsa Família, um papel fundamental para evitar que mais brasileiros entrem na linha da miséria. A pesquisa aponta ainda que o aumento da pobreza vai se dar principalmente em áreas urbanas, e menos em áreas rurais, isso porque nas áreas rurais essas taxas já são mais elevadas.

Objetivo e material da Jornada

O diretor-executivo da Cáritas Brasileira, Luiz Claudio Mandela, lembra que a Jornada Mundial dos Pobres, em comunhão com a Semana da Solidariedade, quer acima de tudo chamar atenção de forma organizada, reflexiva e também em oração para a grande condição de vulnerabilidade e desigualdade por que passa grande parte da população do mundo e do Brasil.

A Cáritas Brasileira preparou o cartaz e o subsídio com sugestões de ações para esta semana. A proposta, segundo o diretor-executivo da Cáritas, é que as comunidades, igrejas, escolas e toda sociedade realizem, por meio do que propõem a cartilha, as “Ruas Solidárias” e “Rodas de Conversa” cujo objetivo é proporcionar espaços, momentos e dinâmicas para que as pessoas, em suas mais várias localidades, possam refletir e olhar, em forma de oração, sobre esta realidade.

O presidente da Cáritas Brasileira convida cada um a dar a sua contribuição. “Se vamos mudar o mundo não sei, mas o importante é cada um fazer a sua parte”, disse. O bispo lembrou de madre Tereza de Calcutá que não desanimava quando se tratava de realizar obras em favor dos pobres. A religiosa, declarada santa pelo papa Francisco em 04/09/2016, dizia que somos uma gota d’água no oceano, mas que este seria menor sem aquela. “Que durante esta semana possamos fixar o nosso olhar nesta realidade que desafia todo nosso mundo para que se transforme na casa do Bem Viver, onde todas as pessoas sejam reconhecidas e acolhidas em sua dignidade”, concluiu dom João José.

Fonte: cnbb.net.br

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Dom Paulo recebe congratulações do Legislativo de Rio Preto

O arcebispo dom Paulo Mendes Peixoto recebeu congratulações da Câmara Municipal de São José do Rio Preto, por artigo publicado no jornal, sobre o tema “Importância do Trabalho”.

O requerimento, de autoria da vereadora Márcia Caldas, é assinado por diversos vereadores daquela Casa. O documento é datado de 05 de outubro, durante sessão ordinária na Câmara de São José do Rio Preto.

A decisão de homenagear dom Paulo, disse a vereadora Márcia Caldas, decorre sobretudo pela excelente matéria produzida pelo arcebispo. “Ele consegue falar com desenvoltura da importância do trabalho no momento em que há quase 14 milhões de desempregados no Brasil”, ressalta Márcia, acrescentando que as congratulações se devem também aos serviços prestados por dom Paulo à frente da Diocese de Rio Preto, onde foi bispo por cinco anos.

Em seu artigo, dom Paulo destaca que o cidadão sem trabalho se torna frágil, tendo seu estado emocional e a autoestima abalados. Ele enfatiza que não é saudável uma sociedade que explora o trabalhador e endeusa a riqueza de forma desonesta. “A importância do trabalho deve coincidir com a justiça e o direito do trabalhador”, afirma.

Da Redação

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Igreja no Brasil se prepara para celebrar a abertura do Ano Nacional do Laicato

Após as comemorações do Ano Nacional Mariano, instituído pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Igreja no Brasil se prepara agora para celebrar a abertura do Ano do Laicato no próximo dia 26 de novembro. Com o tema “Cristãos Leigos e Leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema “Sal da Terra e Luz do Mundo”, a iniciativa de acordo com o papa Francisco, deseja fazer crescer “a consciência da identidade e da missão dos leigos na igreja”.

“O Ano do Laicato nos empolga e fomenta em nós uma feliz e agradável expectativa, para juntos escutarmos o que diz o Espírito Santo aos nossos corações e assumirmos a ação transformadora na Igreja e no mundo. A obra é de Deus e de todos nós”, afirma o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB, dom Severino Clasen.

O bispo espera que no Ano do Laicato, a partir de cada reflexão, os leigos possam ouvir Jesus Cristo os chamando e os enviando para serem sal, luz e fermento na massa. “Vamos todos, através da oração e meditação da Palavra de Deus, de olhos abertos para a realidade onde vivemos, transformar as injustiças em relações de paz e amor”, exorta.

Para o bom êxito do Ano Nacional do Laicato, que seguirá até o dia 25 de novembro de 2018, o assessor da Comissão para o Laicato, Laudelino Augusto dos Santos Azevedo aponta que é preciso em primeiro lugar a abertura do coração, presença e participação de todos. “É participando que a gente vai adquirir conhecimentos, experiências, vai entender melhor a nossa identidade como cristão leigo e leiga, a nossa vocação, espiritualidade e missão”, garante.

Laudelino faz ainda um apelo para que todos contribuam com o sucesso do Ano do Laicato: “Você aí que é cristão leigo e leiga ou você que tenha algum ministério na igreja mesmo não sendo ordenado, religioso ou religiosa, diácono, bispo ou presbítero você pode com a sua presença, com a sua participação, levar o bom êxito para o Ano Nacional do Laicato.

Subsídios – Para vivenciar a proposta do Ano, a Comissão Especial para o Ano do Laicato preparou alguns subsídios que contém orientações metodológicas para as comunidades. Um deles é composto por orientações para os grupos de reflexões e o outro por propostas de celebração.

De acordo com a secretária da Comissão para o Laicato, Pietra da Silva os membros da Comissão Especial para o Ano do Laicato estão muito felizes com a procura do material pelas dioceses e paróquias. “A gente recebe muitos e-mails e telefonemas; todo mundo solicitando o material e é aí que a gente percebe que o Ano do Laicato está acontecendo e está acontecendo em todos os regionais e em todas as dioceses”, afirma.

Para ela, ter esse contato com o material é um momento também de aprendizado. “A partir do material que estamos produzindo, vamos aprendendo sobre qual é o nosso papel dentro da Igreja, dentro do mundo em que vivemos e também vamos passando isso para as pessoas que estão à nossa volta e as pessoas com as quais convivemos”, afirma.

Além dos roteiros para as comunidades, a Comissão disponibilizou também o cartaz oficial do Ano do Laicato, além de banners.

Fonte: cnbb.net.br

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Papa reconhece as virtudes heroicas de João Paulo I

O Papa Francisco reconheceu as virtudes heroicas do Servo de Deus João Paulo I. O Papa Albino Luciani esteve à frente da Igreja Católica somente por 33 dias, no ano de 1978.

O reconhecimento das virtudes ocorreu na quarta-feira (08/11), durante a audiência que Francisco concedeu ao Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato.

João Paulo I nasceu em 17 de outubro de 1912, em Forno di Canale (Itália) e morreu em 28 de setembro de 1978, no Palácio Apostólico no Vaticano. Ele foi eleito Papa no conclave de 26 de agosto daquele mesmo ano.

O Papa Francisco autorizou ainda a promulgação dos seguintes decretos:

– o martírio do Servo de Deus João Brenner, Sacerdote diocesano; nascido na Hungria, morreu no país em 1957;

– o martírio da Serva de Deus Leonella Sgorbati, irmã  professa do Instituto das Missionárias da Consolata. Ela nasce una Itália e morreu em 17 de setembro de 2006 a Mogadíscio (Somália);

– as virtudes heroicas do Beato Bernardo di Baden, Marquês de Baden; nasceu em 1428 na Alemanha e morreu em 1458 na (Itália);

– as virtudes heroicas do Servo de Deus Gregório Fioravanti, Sacerdote professo da Ordem dos Frades Menores, fundador da Congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias do Sagrado Coração; morreu na Itália 1894;

– as virtudes heroicas do Servo de Deus Tomás Morales Pérez, Sacerdote professo da Companhia de Jesus, fundador dos Institutos Seculares Cruzados e Cruzadas de Santa María; nasceu na Venezuela em 1908 e morreu na Espanha em 1994;

– as virtudes heroicas do Servo de Deus Marcellino da Capradosso, leigo professo da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos; morreu na Itália em 1909;

– as virtudes heroicas da Serva de Deus Teresa Fardella, viúva De Blasi, fundadora do Instituto das Irmãs Pobres, nasceu nos Estados Unidos em 1867 e morreu em 1957 em Trapani (Itália).

Fonte: br.radiovaticanva.va

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Missa não é espetáculo para foto, é o encontro com Cristo

A Praça S. Pedro acolheu milhares de fiéis para a Audiência Geral desta quarta-feira ensolarada de outono (08/11) no Vaticano.

Após saudar os peregrinos de papamóvel, ao se dirigir a eles o Papa Francisco anunciou um novo ciclo de catequeses depois concluir na semana passada a série sobre a esperança.

A partir de agora, o tema será dedicado ao “coração” da Igreja, isto é, a Eucaristia. Para Francisco, é fundamental que os cristãos compreendam bem o valor e o significado da missa, para viver sempre mais plenamente a relação com Deus.

“Não podemos esquecer o grande número de cristãos que, no mundo inteiro, em 2000 anos de história, resistiram até a morte para defender a Eucaristia; e quantos, ainda hoje, arriscam a vida para participar da missa dominical.”

De fato, Jesus diz aos seus discípulos: “Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. (João 6,53-54)”

O Papa então manifestou o desejo de dedicar as próximas catequeses para responder a algumas perguntas importantes sobre a Eucaristia e a Missa, para redescobrir, ou descobrir, como a fé resplende o amor de Deus através deste mistério.

Francisco citou o Concílio Vaticano II, que promoveu uma adequada renovação da Liturgia para conduzir os cristãos a compreenderem a grandeza da fé e a beleza do encontro com Cristo. Um tema central que os padres conciliares destacaram foi a formação litúrgica dos fiéis, indispensável para uma verdadeira renovação.

“E esta é justamente a finalidade do clico de catequeses que hoje iniciamos: crescer no conhecimento do grande dom que Deus nos doou na Eucaristia.”

A Eucaristia, explicou o Papa, é um acontecimento “maravilhoso”, no qual Jesus Cristo, nossa vida, se faz presente. “Participar da missa é viver outra vez a paixão e a morte redentora do Senhor. É uma teofania: o Senhor se faz presente no altar para ser oferecido ao Pai para a salvação do mundo.

“O Senhor está ali conosco, presente. Mas muitas vezes, nós vamos lá, conversamos enquanto o sacerdote celebra a eucaristia, mas não celebramos com ele. Mas é o Senhor. Se hoje viesse aqui o presidente da República, ou uma pessoa muito importante, certamente todos ficaríamos perto dele para saudá-lo. Quando vamos à missa, ali está o Senhor. Mas estamos distraídos. Mas, padre, as missas são chatas. A missa não, os sacerdotes! Então eles devem se converter.”

O Pontífice fez algumas perguntas às quais pretende responder como, por exemplo: por que se faz o sinal da cruz e o ato penitencial no início da missa? “Vocês já viram como as crianças fazem o sinal da cruz? Não se sabe bem o que é, se é um desenho… É importante ensinar as crianças a fazerem o sinal da cruz, pois assim tem início a missa, a vida, o dia.”

E as leituras, qual o seu significado? Ou por que, a um certo ponto, o sacerdote diz ‘corações ao alto? “Ele não diz celulares ao alto para tirar foto! Não! Fico triste quando celebro e vejo muitos fiéis com os celulares ao alto. Não só os fiéis, mas também sacerdotes e até bispos. A missa não é espetáculo, é ir ao encontro da paixão e ressurreição do Senhor. Lembrem-se: chega de celulares.”

“Através dessas catequeses, concluiu o Papa, gostaria de redescobrir com vocês a beleza que se esconde na celebração eucarística e que, quando desvelada, dá pleno sentido à vida de cada um de nós. Que Nossa Senhora nos acompanhe nesta nova etapa do percurso.”

Fonte: br.radiovaticana.va

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Papa: é preciso deixar-se “misericordiar” por Deus

Quando Deus dá um dom, este é irrevogável. Isto é, não pode ser desfeito, não dá hoje e tira amanhã. Quando Deus chama, esta chamada permanece toda a vida. Assim tem início a homilia do Papa na Casa Santa Marta, inspirada pela “eleição de Deus”, presente na leitura do dia de São Paulo aos Romanos.

Na história da salvação, explicou o Papa, três foram os dons e os chamados de Deus ao seu povo. Todos irrevogáveis, porque Deus é fiel: “o dom da eleição, da promessa e da aliança”. Foi assim para Abraão, e é assim para cada um de nós:

“Cada um de nós é um eleito, uma eleita de Deus. Cada um de nós carrega uma promessa que o Senhor fez: ‘Caminha na minha presença, seja irrepreensível e eu lhe farei isso’. E cada um de nós faz alianças com o Senhor. Pode fazê-las, não quer fazê-las – é livre. Mas isso é um fato. E também deve ser uma pergunta: como sinto eu a eleição? Ou me sinto cristão por acaso? Como eu vivo a promessa, uma promessa de salvação no meu caminho, e como sou fiel à aliança? Como Ele é fiel?”.

Diante, portanto, da “própria fidelidade” que é Deus, podemos nos perguntar: nós sentimos o Seu “carinho”, o Seu “cuidar” de nós e o Seu “procurar-nos” quando nos afastamos?

E ainda, prosseguiu Francisco comentando a leitura de São Paulo: falando da eleição de Deus, o Apóstolo repete quatro vezes duas palavras: “desobediência” e “misericórdia”. Onde há uma, comentou o Papa, está a outra. Este é o nosso caminho de Salvação:

“Isso quer dizer que no caminho da eleição, rumo à promessa e à aliança, haverá pecados, haverá a desobediência, mas diante desta desobediência há sempre a misericórdia. É como a dinâmica do nosso caminhar rumo à maturidade: sempre há a misericórdia, porque Ele é fiel, Ele não revoga os seus dons. Os dons são irrevogáveis e isso tudo está interligado, por quê? Porque diante das nossas fraquezas, dos nossos pecados, há sempre a misericórdia e quando Paulo chega a esta reflexão, faz um passo a mais: não de explicação a nós, mas de adoração.”

Francisco recomendou adoração e louvor silencioso diante “deste mistério da desobediência e da misericórdia que nos faz livres e diante desta beleza dos dons irrevogáveis como são a eleição, a promessa e a aliança”:

“Penso que pode nos fazer bem, a todos nós, pensar hoje na nossa eleição, nas promessas que o Senhor nos fez e como eu vivo a aliança com o Senhor. E como me deixo – permitam-me a palavra – misericordiar pelo Senhor, diante dos meus pecados, das minhas desobediências. E, no final, se eu sou capaz – como Paulo – de louvar Deus por aquilo que me deu, a cada um de nós: louvar e fazer aquele ato de adoração. Mas jamais se esquecer: os dons e a chamada de Deus são irrevogáveis”.

Fonte: br.radiovatican.va

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Finados: dia de oração, de homenagem cristã aos nossos entes queridos falecidos

No mês de novembro, a Igreja nos convida com maior insistência a rezar e a oferecer sufrágios pelos fiéis defuntos do Purgatório. Com esses irmãos nossos, que “também participaram da fragilidade própria de todo o ser humano, sentimos o dever – que é ao mesmo tempo uma necessidade do coração – de oferecer-lhes a ajuda afetuosa da nossa oração, a fim de que qualquer eventual resíduo de debilidade humana, que ainda possa adiar o seu encontro feliz com Deus, seja definitivamente apagado”.

O Dia de Finados deve ser um dia de oração, de homenagem cristã aos nossos entes queridos falecidos, e, também, um dia de reflexão sobre o mistério da morte e da ressurreição que marcam nossas vidas.

Assim falou Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida, quem crê em mim ainda que esteja morto viverá” (Jo 11, 24). Em outra passagem ele disse: “Todo aquele que crê em mim não morrerá para sempre” (Jo 11, 26). Na verdade Jesus está dizendo que não nascemos para morrer. Mas, morremos para viver. Portanto, a morte, para os que têm fé, não interrompe a vida. Não é passageira ilusão. Não é a destruição da vida. Mas, é o encontro com a plenitude da vida que está em Deus. Deus nos criou para a vida plena e não para a morte. As pessoas que morrem no Senhor descansam para sempre na paz, na alegria, no convívio dos anjos, dos santos, na plena e eterna felicidade que só encontramos na comunhão com Deus.

Para o cristão a morte é o começo de uma nova vida, realizando sempre o que de bom ele esperou neste mundo. É o coroamento da vida. É a perfeita e plena realização humana e cristã. Na perspectiva cristã, a morte se torna bendita porque é nossa libertação. Assim reza a oração do prefacio dos mortos: Ó Pai, para os que crêem em vós a vida não é tirada, mas transformada e desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível e aos que a certeza da morte entristece, a promessa da imortalidade consola.

Jesus afirmou: Eu sou a Vida, Eu sou o Pão da vida, Eu sou a luz do mundo. Jesus veio ao mundo para despertar a criatura humana do sono. E esta vida nova só será possível àqueles que viverem, com dignidade, a grandeza do seu Batismo. Aderindo a Cristo o batizado deve viver uma vida realmente nova, animada pelo espírito de Cristo. Mas sem a fé, traduzida em obras, o batismo ficará morto. A vida da fé batismal se verifica, se atualiza, por exemplo, quando ela transforma a sociedade de morte numa comunidade viva de vida, de fraternidade e de comunhão.

A vida eterna começa á aqui com uma nova vida. Como Lázaro, acolhamos a ordem de Jesus: “Sai para fora”. Peçamos ao Senhor que nos desperte e ressuscite do sono da morte e nos revista da Sua imortalidade. A fé, entretanto, sempre nos levou a crer que muitas pessoas, apesar de imperfeitas e manchadas, não se distanciaram de Deus por uma absoluta prevaricação. Estas pessoas, após a morte, devem ser purificadas. Então, haverá pecados que possam ser perdoados, ou de que possamos nos purificar no outro mundo? Foi o que ensinou Jesus: “Se alguém disser blasfêmia contra o Espírito Santo, nem neste mundo, nem no outro isto lhe será perdoado” (Mt 12, 32). Do que inferiu o 1º Concílio de Lião: “disto se dá a entender que certas culpas são perdoadas na presente vida, e outras o são na vida futura, e o Apóstolo disse que a obra de cada um, qual seja, o fogo a provará e aquele cuja obra arder ao fogo, sofrerá; mas ele será salvo, porém, como quem o é através do fogo (I Cor 3, 13 e 15).

Contudo, o Catecismo da Igreja Católica, ao expor esta matéria: “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida a sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrarem na alegria do Céu.” (nº 1030).

Rezemos neste mês de novembro pelos falecidos. Procure visitar os cemitérios, refletir sobre a brevidade da vida neste mundo e das implicações do seu relacionamento pessoal para com Deus, antevendo já aquele dia inevitável do juízo final. Rezemos pelas almas dos sacerdotes e bispos que passaram pela nossa vida aspergindo o bem e anunciando a Vida Plena. Rezemos pelos nossos parentes falecidos e por eles façamos a memória da gratidão no Ressuscitado! Dai-lhes a Senhor o descanso eterno, e a luz perpetua os ilumine. Descanse em paz. Amém.

Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Fonte: br.radiovaticana.va

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Missas em Uberada no Dia de Finados

A Igreja em Uberaba programou para este dia de Finados cinco missas nos dois cemitérios da cidade. Pela manhã, no cemitério da Medalha Milagrosa, a celebração foi presidida pelo arcebispo Dom Paulo Mendes Peixoto.

A tarde, haverá Missa às 15h no Cemitério Medalha Milagrosa e às 17h no Cemitério São João Batista.

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