Arquidiocese de Uberaba orienta sobre o Pleito Eleitoral / 2014

 

Nunca podemos perder a esperança. Este ano teremos eleições novamente. Vamos escolher Presidente da República, Governadores dos Estados, Senadores, Deputados Federais e Estaduais. É uma missão grave, que exige responsabilidade. O voto tem que ser consciente, porque ele tem consequências na vida do país e do povo.

Mais uma vez vamos exercer nosso dever de cidadãos, de compromisso de fé e de vivência cristã. É hora de saber ouvir e discernir o que vamos fazer, não deixando de pedir ao Espírito Santo para não nos deixar errar na hora de votar. Não votar ou anular o voto revela descompromisso e fugir da responsabilidade.

Nas manifestações populares, quando as pessoas ocuparam as praças de diversas cidades, as motivações foram de exigir melhores serviços de transporte, saúde, educação, políticas públicas comprometidas com os interesses populares, preocupação com a corrupção e insatisfação com a maneira de agir dos políticos.

Nas palavras de Paulo VI, “A política é uma forma sublime do exercício da caridade”. Se ela propicia o bem-estar e a garantia dos direitos de todos, é um exercício de amor e de justiça. Por isto ela implica uma enorme responsabilidade. Da ação de cada político vai depender a sorte de muitas pessoas para melhorar suas condições de vida ou não. Se o político olha apenas para seus interesses particulares, em vez do bem comum, é a comunidade que perde.

O eleitor não pode ser conivente com as falcatruas de alguns políticos.

Por isto, votar em quem age com irresponsabilidade é ser corrupto com ele.

 

Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba

 

SAIBA SEPARAR O JOIO DO TRIGO

 

  • Observe a história de vida do candidato (se é injusto no pouco, não será diferente no muito);
  • Olhe sua base familiar. É fundamental ter estrutura;
  • Não votar em quem compra voto. Você não poderá cobrar depois;
  • Vote consciente, afinal o voto deve ser fruto da liberdade das pessoas;
  • Não votar em pessoas cujos princípios e valores você não conhece. É preciso ter uma história que os confirme;

 

Não votar em políticos que agem representando a si próprios. Eles precisam ser identificados e afastados, deixando quem realmente quer o bem da população.

Vote em candidato Ficha Limpa;

O bom candidato deve ter boas ideias, bons projetos, bons programas e apresentar à população aquilo que, de fato, pretende fazer, para que, se eleito, o povo possa acompanhar e cobrar;

Observe também a viabilidade da proposta. Há muitos candidatos que propõem ações impossíveis e, sobretudo, ilegais.

É preciso combater a corrupção, defender os valores éticos, a inviolabilidade da vida humana, a unidade da família, o direito dos pais educarem seus filhos de acordo com suas convicções etc. Os jovens precisam envolver-se nesse processo, participando nas decisões políticas, construindo uma sociedade mais justa.

Palavras do papa Francisco: “Envolver-se na política é uma obrigação de todo cristão. A autêntica ação política visa o bem comum da sociedade, por isso cabe a todos e, em especial, às pessoas de fé, participar do processo, contribuindo para uma sociedade justa, fraterna e solidária. As corrupções não podem nos desanimar, mas devem nos levar a agir com mais coragem contra todo mal na política.”

 

Uberaba, Setembro de 2014

Arquidiocese de Uberaba

 

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