Santuário da Medalha Milagrosa (1949)

A história do Santuário da Medalha Milagrosa confunde-se com a história do clero e do povo católico uberabense e indubitavelmente com a própria caminhada na fé das irmãs concepcionistas. Desta forma, o início desta memória vai até o século XV, na Espanha, onde uma jovem chamada Dona Beatriz da Silva, de origem lusitana e nobre, se recolhe em vida monástica após perseguições sofridas na corte castelhana. Transcorridos os trâmites eclesiásticos, em 1498 o Papa Inocêncio II através da Bula Inter Universa autorizou o funcionamento da Ordem da Imaculada Conceição – OIC. Esta ordem, que possui no silêncio adorante e na experiência contemplativa marcas indeléveis de sua identidade religiosa, e nos exemplos da Virgem Maria e de Santa Beatriz inspirações para o seguimento a Jesus Cristo chegou a Uberaba – no Planalto Central do Brasil – em junho de 1949. Ainda que estivessem separadas por milhas e milhas daquele primeiro mosteiro em Toledo e séculos e séculos daquelas primeiras irmãs que ouviram o chamado de Cristo na pessoa de Santa Beatriz, as irmãs que chegaram a Uberaba estavam àquelas unidas através de uma profunda e ininterrupta história de amor a Deus.

Tendo chegado em junho de 1949, sob a condução de Madre Maria Virgínia do Nascimento, as irmãs concepcionistas fixaram-se em dois endereços distintos antes de, finalmente, se mudarem para onde, ainda hoje, se encontram localizadas. Primeiro formaram o Mosteiro na Rua Gonçalves Dias, em 1951 mudaram-se para a Rua Afonso Rato e definitivamente em 1961 o Mosteiro foi estabelecido na Rua Medalha Milagrosa. Em 1957 foi lançada a pedra fundamental do Santuário da Medalha Milagrosa e desde 1955 tem se rezado a Novena Perpétua de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, infundindo esta devoção mariana tão presente em nossa Igreja Particular através das gerações.

Os leigos tiveram papel central no desenvolvimento material e espiritual do Santuário, visto que contribuíram desde o princípio seja com a realização de festas e campanhas seja na participação piedosa nas santas missas e novenas. Lembramos de forma particular o dr. Nicolau Laterza e o sr. Orlando Bruno, respectivamente autor do projeto arquitetônico e presidente da Comissão Construtora do Santuário; o Prof. Djalma Alvarenga de Oliveira, fundador e entusiasta da Novena Perpétua, as sras. Arethusa Fernandes Brasil e Esperança Ribeiro Borges, respectivamente responsáveis pela Comissão Feminina Pró-Construção e difusora da devoção à Medalha Milagrosa através do Correio Católicoe da extinta rádio PRE-5.

Quanto à participação do clero, destacamos a figura sempre altiva de D. Alexandre Gonçalves do Amaral, então bispo de Uberaba e incentivador constante da presença religiosa no território arquidiocesano; também haveria de proclamar Nossa Senhora da Medalha Milagrosa como Rainha da Diocese de Uberaba. Foram capelães e reitores das irmãs concepcionistas: Mons. Genésio Borges (1955 a 1994), D. Benedito de Ulhôa Vieira (1997 a 2005) – na condição de arcebispo emérito – tendo sido auxiliado por Pe. Sebastião Ribeiro (2002 a 2003) e Pe. Roberto Oliveira (2004) na condição de pró-reitores, Pe. Geraldo Maia (2005 a 2007) e atualmente o Reitor é Pe. Ricardo Fidélis. O Mosteiro da Imaculada Conceição, da Divina Providência e de São José é atualmente conduzido pela Abadessa Madre Maria dos Anjos do Santíssimo Sacramento – OIC.

Fonte: “Preservando a Memória” da Irmã Maria Antônia de Alencar – OIC.
“Memória da Arquidiocese de Uberaba” de Pe. Thomaz de Aquino Prata.

Por Vitor Lacerda

Compartilhe!
0 respostas

Deixe um comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *