Hoje é a festa do Santíssimo Nome de Maria, luz que ilumina

A cada dia 12 de setembro, é celebrado o Santíssimo Nome de Maria. “O nome de Maria, que significa Senhora da luz, indica que Deus me encheu de sabedoria e luz, como astros brilhantes, para iluminar os céus e a terra”, disse- a Virgem à Santa Matilde.

Este fato, no qual a Mãe de Deus revela o significado de seu nome para a Santa, foi recolhido por São Luís Maria Grignion de Montfort, grande propagador da devoção mariana, no livro “O Segredo do Rosário”.

No Novo Testamento, foi o Evangelista Lucas quem deu o nome da donzela que seria a Mãe do Salvador: “…O nome da virgem era Maria” (Lc 1, 27).

É por isso que, desde os primeiros cristãos até nossos dias, foi honrada com toda classe de títulos, porque o “nome” representa a “pessoa”, assim como nos diz o Catecismo da Igreja Católica (2158):

“O nome de todo homem é sagrado. O nome é a imagem da pessoa. Exige respeito em sinal da dignidade do que o leva”.

Eis, então, uma das tantas razões desta importante festa, que foi instituída com o propósito de que os fiéis encomendem a Deus, através da intercessão da Santa Mãe, as necessidades da Igreja, agradeçam por seu amparo e seus inumeráveis benefícios, em especial os que recebem pelas graças e a mediação da Virgem Maria.

A celebração desta festa foi autorizada pela primeira vez em 1513, na cidade espanhola de Cuenca, de onde se estendeu por toda a Espanha. Em 1683, o Papa Inocêncio XI a admitiu na Igreja do Ocidente como ação de graças pela vitória sobre os turcos na Batalha de Viena.

Para este dia, a ACI digital selecionou uma oração extraído do livro Glórias de Maria, de Santo Afonso Maria de Ligório.

Oração para invocar sempre o nome de Maria Santíssima

Grande Mãe de Deus e minha Mãe, ó Maria, é verdade que eu não sou digno de proferir o vosso nome; mas vós, que me tendes amor e desejais minha salvação, concedei-me, apesar de minha indignidade, a graça de invocar sempre em meu socorro vosso amantíssimo e poderosíssimo nome. Pois é ele o auxílio de quem vive e salvação de quem morre.

Puríssima e dulcíssima Virgem Maria, fazei que seja vosso nome de hoje em diante o alento de minha vida. Senhora, não tardeis a socorrer-me quando vos invocar. Pois, em todas as tentações que me assaltarem, em todas as necessidades que me ocorrerem, não quero deixar de chamar-vos em meu socorro, repetindo sempre:

Maria! Maria! Assim espero fazer durante a vida, assim espero fazer particularmente na hora da morte, para ir depois louvar eternamente no céu vosso querido nome, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria.

Fonte: ACI Digital

 

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Solenidade da Assunção de Nossa Senhora

“A Virgem de Nazaré representa todas as pessoas simples com o seu ‘Magnificat’, um canto de gratidão a Deus”, escreve o Padre Cesar Augusto dos Santos.

Padre Cesar Augusto dos Santos

A Bíblia e a vida nos ensinam que quando o Senhor vai realizar ações magníficas, Ele se dirige aos humildes e pede a colaboração deles. Todos os relatos bíblicos nos mostram isso e também os acontecimentos recentes, quando Ele permitiu a pastores, camponeses e crianças verem Maria Santíssima. Também a devoção à Padroeira do Brasil deve-se à tarefa de três pescadores que encontraram a imagem da Mãe de Deus e nossa no rio Paraíba do Sul.

Maria, a Virgem de Nazaré, representando todas as pessoas simples, ignoradas pelos poderosos, mas plenamente confiantes em Deus, no seu “Magnificat”, canta sua gratidão a Deus porque Ele beneficiou a ela e aos necessitados. Ela anuncia a nova sociedade, não apenas a celeste, mas também a terrestre, quando esta última seguir seu conselho de “fazer tudo o que Jesus mandar”.

Nessa nova sociedade, os que detêm poder irão usá-lo para servir os pobres, os marginalizados, os aflitos. Jesus já nos deu o exemplo lavando os pés dos apóstolos e morrendo por nós na cruz, ou seja, se entregando para que fôssemos libertados do domínio do mal. Deus é fiel, conclui Nossa Senhora ao dizer que a misericórdia prometida a Abraão e seus descendentes foi mantida e realizada.

Paulo, em sua 1ª Carta aos Coríntios, explicita esse bem querer de Deus a todos nós quando diz que a ressurreição de Jesus destruiu o destino do homem de ser-para-a-morte e lhe restituiu sua vocação eterna de ser-para-a-vida. Cristo morreu para que o homem confiasse plenamente no amor do Pai e fizesse sua entrega radical a Ele. Com isso acaba o egocentrismo e Jesus Cristo passa a ser o centro da vida do ser humano. O homem se descentraliza para que Deus possa ocupar o lugar que sempre foi Seu, o centro de tudo e de todos.

Consequentemente, acaba a pobreza, a injustiça, a opressão. Se o amor está no centro, deixarei de ser apegado ao dinheiro, ao poder, ao prazer egoísta. Serei fraterno, misericordioso, solidário. Surge, então, um mundo onde reina a Justiça e a Paz. O Canto de Maria e a oração de São Francisco se tornarão realidade!

Celebrar a Assunção de Nossa Senhora é praticar tudo o que Jesus ensinou e ela viveu em toda sua vida. “Antes, são bem-aventurados aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a colocam em prática”, disse Jesus quando louvaram Maria por ser sua mãe.

Fonte: Vatican News

 

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Maria: um coração tão grande que toda a criação pode entrar nele

A Assunção de Maria é uma antecipação da ressurreição da carne, que para todos os outros homens só acontecerá no fim dos tempos, com o Juízo Final. Esta solenidade é considerada a festa principal da Virgem Maria.

Padre Arnaldo Rodrigues – Cidade do Vaticano

Hoje a Igreja celebra a Assunção de Nossa Senhora. No Brasil esta festa é transferida para o domingo seguinte. Na Itália a festa de hoje é comemorada com o tradicional “ferragosto”.

“Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos s. Pedro e s. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”. Foram com estas palavras que o Papa Pio XII, no dia 1 de novembro de 1950 festa de todos os santos, declarou o Dogma da Assunção de Maria.

dormitio Virginis e a Assunção, no Oriente e no Ocidente, estão entre as mais antigas festas marianas. A Igreja Ortodoxa e a Igreja Apostólica Arménia celebram a festa da Dormição de Maria no dia 15 de Agosto.

A Virgem Imaculada, que, preservada imune de qualquer culpa original, no final da sua vida, foi assunta, isto é, acolhida, para a glória celeste em corpo e alma e exaltada pelo Senhor como rainha do universo, para que estivesse mais plenamente em conformidade com o seu Filho, Senhor dominante e vencedor do pecado e da morte. (Concílio Vaticano II, Lumen Gentium, 59).
A Virgem Assunta, diz o Missal Romano, é primícias da Igreja celeste e um sinal de consolação e esperança segura para a Igreja peregrina. Isto porque a Assunção de Maria é uma antecipação da ressurreição da carne, que para todos os outros homens só acontecerá no fim dos tempos, com o Juízo Final. Esta solenidade é considerada a festa principal da Virgem Maria.

Teologia

Para nós cristãos, existe o significado teológico para esta grande festa. O Doutor da Igreja, São João Damasceno (676-749), assim escrevera:
“Convinha que aquela que guardara ilesa a virgindade no parto, conservasse seu corpo, mesmo depois da morte, imune de toda corrupção. Convinha que aquela que trouxera no seio o Criador como criancinha fosse morar nos tabernáculos divinos. Convinha que a esposa, desposada pelo Pai, habitasse na câmara nupcial dos céus. Convinha que, tendo demorado o olhar em seu Filho na cruz e recebido no peito a espada da dor, ausente no parto, o contemplasse assentado junto do Pai. Convinha que a Mãe de Deus possuísse tudo o que pertence ao Filho e fosse venerada por toda criatura como mãe e serva de Deus”.
A Mãe de Deus que foi preservada da corrupção do pecado original, foi preservada também da corrupção do seu corpo imaculado. É a nossa esperança

Por que a Assunção de Maria é importante em nossa vida?

O Papa emérito, Bento XVI, em uma homilia em Castelgandolfo no ano de 2012, nos mostra a importância deste grande acontecimento para a história da salvação. De modo especial, nos explica como se dá a relação de Deus com o homem e a sua proximidade para conosco. E nessa dinâmica, Maria tem um papel muito importante.

“Na Assunção vemos que em Deus existe espaço para o homem, o próprio Deus é a casa de muitos aposentos da qual Jesus fala (cf. Jo 14, 2); Deus é a casa do homem, em Deus há espaço de Deus. Quanto a Maria, unindo-se, unida a Deus, não se afasta de nós, não vai a uma galáxia desconhecida, mas quem procura Deus aproxima-se, porque Deus está próximo de todos nós; e Maria, unida a Deus, participa da presença de Deus, encontra-se extremamente próxima de nós, de cada um de nós. Maria tem um coração tão grande que toda a criação pode entrar nele. Maria está próxima, pode ouvir, pode ajudar, encontra-se próxima de todos nós. Em Deus há espaço para o homem e Deus está próximo; quanto a Maria, unida a Deus, está extremamente próxima, tem um coração tão grande quanto o coração de Deus. (…) Mas existe também outro aspecto: em Deus não existe espaço unicamente para o homem; no homem há espaço para Deus. Também isto vemos em Maria, a Arca Santa que traz em si a presença de Deus. Em nós há espaço para Deus, e esta presença de Deus em nós, tão importante para iluminar o mundo na sua tristeza, nos seus problemas, esta presença realiza-se na fé: na fé abrimos as portas do nosso ser, de tal forma que Deus entre em nós, a fim de que Deus possa ser a força que dá vida e caminho ao nosso ser. Em nós existe espaço, abramo-nos como Maria se abriu, dizendo: «Que se cumpra em mim a tua vontade, eu sou a serva do Senhor». Abrindo-nos a Deus, nada perdemos. Pelo contrário: a nossa vida torna-se rica e grande.”

O “Ferragosto”

Na Itália, no dia 15 de agosto, se celebra também o famoso ferragosto. O termo “Ferragosto” deriva da frase latina feriae Augusti (descanso de Augusto) que indica uma festa instituída pelo Imperador Augusto em 18 a.C. que foi adicionada às festividades existentes e muito antigas que caíram no mesmo mês, como a Vinalia rustica ou as Consualia, para celebrar as colheitas e o fim dos principais trabalhos agrícolas.

O antigo Ferragosto, tinha a intenção de conectar os principais feriados agostinianos para proporcionar um período adequado de descanso, também chamado de Augustali, necessário após os grandes esforços prodigalizados durante as semanas anteriores.

Para esta grande festa da Assunção, seja na celebração no domingo no Brasil ou hoje na Itália e em outras partes do mundo, abramo-nos a Deus como Maria, deixando-se preencher da presença do Espírito Santo e dizendo como ela: “Que se cumpra em mim a tua vontade, eu sou a serva do Senhor”. Enchendo assim o coração e a vida de alegria e esperança.

Fonte: Vatican News

 

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3 tipos de bullying vocacional (e como lidar com eles)

Chega de omissão e negativismo! Jesus merece ser propagado, amado e seguido

Em casa, na comunidade, na escola ou no trabalho, o jovem vocacionado tem receio em dizer que quer ser padre. Isso porque é só revelar a vocação que o bullying corre solto.Trata-se de um tema delicado e atual, que o arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, discutiu muito bem no portal A12. Para ele, existem três tipos de bullying vocacional e é preciso vencê-los. Confira:

1. Bullying dos colegas

Um jovem tem receio de dizer que quer ser padre, porque leva logo uma vaia, ganha apelidos, é vítima de gozações e até humilhação. Lembremos que toda vocação passa por provações. É preciso remar contra a corrente. Diante desse fato, o vocacionado precisa selecionar suas amizades, participar do grupo de jovens, procurar orientação vocacional. Quantos vocacionados encontram apoio, estímulo e ajuda de tantas pessoas que são verdadeiros anjos vocacionais!

2. Bullying dos familiares

Muitos vocacionados evitam falar de vocação em casa, porque pais, irmãos, parentes são os primeiros a desanimá-los, com uma série de impedimentos, dificuldades, gozações. Quantos sacerdotes, religiosos e santos enfrentaram clima negativo da família para defender e confirmar sua vocação. É preciso tomar a cruz.A cruz do bullying é uma das mais perversas, porque julga, projeta conceitos falsos, usa as armas destrutivas da crítica, da humilhação, da mentira. Só com muita oração, muita leitura orante, boas amizades e orientação de pessoas competentes e o bom testemunho dos sacerdotes se vence esses desafios.

3. Bullying da sociedade

Fazem-se mil caricaturas do padre. Eis algumas: grosseiro, tradicionalista, moderninho, homoafetivo, dependente da mãe, liberal, etc. Em nossas casas e nas rodinhas dos bares, churrascos, almoços, um dos assuntos mais comentados é depreciar a Igreja e falar mal dos padres. Nós todos precisamos ser mais corajosos, otimistas, motivadores das vocações.

Chega de tanta omissão e negativismo. Jesus merece ser propagado, amado, conhecido e seguido!

(Com informações de A12)

Fonte: Aleteia

 

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Reflexão para o XVII Domingo do Tempo Comum

“Abraão foi muito humilde em sua oração. Jesus também nos indica a humildade quando nos orienta pedir ao Pai que não nos deixe cair em tentação. Se Deus não nos ajudar, nada conseguiremos, somos fracos, somos pó.”

Padre César Augusto dos Santos – Cidade do Vaticano

A leitura do Gênesis falando da intercessão que Abrãao faz a Deus pelos seus conterrâneos, serve para nós como incentivo para uma oração bem feita.

Abrãao dialoga com Deus, suplica, apresenta suas razões, escuta, volta a falar, enfim são dois amigos convesando através de um diálogo espontâneo e sincero.

No Evangelho, os discípulos pedem a Jesus que os ensine a rezar.

Jesus começa dizendo que quando quiserem rezar, deverão se dirigir a Deus chamando-O de Pai, pois Ele é o nosso querido Pai. Jesus dá um passo gigantesco em relação a Abraão. Se esse já demonstrava confiança e intimidade, Jesus recomenda o posicionamento de filho que conversa com o Pai querido.

Simultaneamente, demonstramos que de fato somos seus filhos quando pedimos que o seu Reino, ou seja, os seus planos, seus projetos, também sejam nossos, sejam realizados. Estamos, somos comprometidos com a realização da nova sociedade.

Ao mesmo tempo nos ensina que somos irmãos, por isso o pedido do pão para cada dia, feito também na primeira pessoa do plural, no nós, significando que assumimos como nossas, as necessidades dos demais, seja de alimento, de moradia, de saúde, de educação, de emprego, de justiça.

Nossa filiação se torna mais autêntica quando pedimos para que perdoe as nossas ofensas do mesmo modo que perdoamos aos que nos ofenderam. “Filho de peixe, peixinho é”, diz um ditado! Filho de um misericordioso, também é misericordioso! Filho de um Deus perdão, também perdoa!

Abraão foi muito humilde em sua oração. Jesus também nos indica a humildade quando nos orienta pedir ao Pai que não nos deixe cair em tentação. Se Deus não nos ajudar, nada conseguiremos, somos fracos, somos pó.

Finalmente o ensinamento de Jesus termina com o resultado de nossa oração, com a certeza de quem pede, recebe: quem procura, encontra;  para quem bate, se abrirá. Pedi e recebereis!

É preciso confiar em Deus, reconhecê-lo como Pai e Pai querido.

Fonte: Vatican News

 

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Por que São Bento é invocado contra o mal?

Ele mesmo se livrou de uma tentativa de assassinato quando foi abade em um convento

Nascido na Itália no ano de 480, São Bento estudou Direito em Roma, mas decidiu consagrar sua vida a Deus. Aos 40 anos, fundou o primeiro mosteiro no Monte Cassino.

Propôs as regras para a vida monástica, sendo a mais conhecida delas “Ora et Labora” (Reza e Trabalha). Durante sua vida, realizou diversos milagres e muitos exorcismos, levando os fiéis à conversão.

São Bento é comumente invocado na luta contra o mal. Ele mesmo se livrou de uma tentativa de assassinato enquanto foi abade em um convento. Os religiosos que lá viviam ficaram insatisfeitos com o rigor de suas regras e planejavam matá-lo colocando veneno em sua bebida. Assim que a taça com vinho foi servida, São Bento fez o sinal da cruz para abençoar a bebida. No mesmo momento, a taça se quebrou.

Ele morreu em 547, aos 67 anos. Foi canonizado no ano de 1220.

A medalha

Não se sabe ao certo quando surgiu a medalha de São Bento, mas ela passou a ser difundida no século 17. De um lado, traz a imagem de São Bento com a cruz e o livro das regras. Do outro uma cruz com a inscrição C S P B (Cruz do Santo Pai Bento). Na haste vertical, estão as iniciais C S S M L: “A cruz sagrada seja a minha luz”. Na haste horizontal, N D S M D: “Não seja o dragão o meu guia”. No alto da cruz, a palavra PAX (Paz), que é lema da ordem de São Bento. E as iniciais V R S N S M V: “Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs!” e S M Q L I V B: “É mau o que me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos!”.

Proteção contra o mal

Na devoção popular, São Bento é invocado para o combate contra as forças do mal. A medalha não deve ser usada como um amuleto da sorte, mas deve ser um sinal de fé.

Muitas famílias costumam rezar a oração de São Bento, especialmente no dia dedicado a ele, 11 de julho. Com a medalha nas mãos, fazem a oração em frente a porta da casa, pedindo a proteção para o lar, e também nas portas dos quartos, para que todos os que ali moram sejam livrados das forças do maligno.

Além da oração, outra jaculatória bastante usada é a seguinte:

“São Bento, água benta

Jesus Cristo no altar

que todo mal saia desta casa

para eu poder morar”.

Para empresas, pode-se rezar da seguinte forma:

“São Bento, água benta

Jesus Cristo no altar

Que todo mal saia desta empresa

Para que todos possam trabalhar”.

São Bento, rogai por nós!

 

Fonte: Aleteia
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O que São Tomé nos ensina sobre a fé?

São Tomé é conhecido popularmente como o “sem fé”. O seu nome é citado constantemente quando queremos falar para alguém não duvidar. Mas será que é assim mesmo? Será que ele não teria algo para acrescentar à nossa vida cristã, à nossa fé?

Tentarei responder essas perguntas inspirado em algumas passagens do Evangelho de São João, onde aparece Tomé, e em uma catequese que o Papa emérito Bento XVI deu sobre São Tomé, no dia 27 de setembro de 2006.

A primeira coisa que proponho é compreendermos melhor o sentido do seu nome. Ele deriva de uma raiz hebraica ta’am que significa “junto”, “gêmeo”. Ele também é chamado no Evangelho algumas vezes de Dídimo (cf. Jo 11,16; 20, 24; 21,2), que no grego significa precisamente “gêmeo”. Agora que compreendemos um pouco melhor o seu nome vejamos algumas de suas características que nos tem muito a ensinar.

A primeira delas é que Tomé era um homem de valor. Esse valor é mostrado quando Jesus, em um momento crítico de sua vida, decide ir a Betânia para ressuscitar o seu amigo Lázaro. Betânia fica muito próxima a Jerusalém, cidade onde as autoridades judias já haviam decidido que Jesus deveria morrer. Existia um perigo real de Jesus e os Apóstolos serem capturados e mortos. Surge então a voz corajosa de Tomé: “Vamos nós também, para morrermos com Ele” (Jo 11, 16)

Bento XVI fala que “sua determinação de seguir o Mestre é deveras exemplar e oferece-nos um precioso ensinamento: revela a disponibilidade total de aderir a Jesus, até identificar o próprio destino com o d’Ele e querer partilhar com Ele a prova suprema da morte”.

Tenho esse valor de seguir a Jesus em todos os momentos, especialmente os mais difíceis? Ou diante das dificuldades, quando me perseguem ou zombam da minha opção pelo Senhor a minha fé fraqueja e desisto? Animo outros a não desistirem?

Outra lição que aprendemos de Tomé é que ele era um homem que não tinha medo de perguntar, de buscar a verdade. Ele não podia viver com uma pergunta sem resposta. Essa característica está presente no episódio da Última Ceia.

Naquela ocasião, Jesus, predizendo a sua morte iminente, anuncia que vai preparar um lugar para os discípulos para que eles estejam onde Ele estiver; e esclarece “E, para onde Eu vou, vós sabeis o caminho” (Jo 14,4). É então que Tomé questiona: “Senhor, não sabemos para onde vais, como podemos nós saber o caminho?” (Jo 14, 5). E aí que recebe a célebre resposta de Jesus: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). “Portanto, Tomé é o primeiro a quem é feita esta revelação, mas ela é válida também para todos nós e para sempre. Todas as vezes que ouvimos ou lemos estas palavras, podemos colocar-nos com o pensamento ao lado de Tomé e imaginar que o Senhor fala também conosco como falou com ele.” (Bento XVI)

Portanto, essa passagem nos dá a convicção de que temos o direito, por assim dizer, de pedir explicações a Jesus, de conversar com Ele com confiança e pedir que nos ajude a compreender aquilo que não entendemos, aquilo que acontece em nossas vidas. Ele certamente nos ouve e nos ajuda a compreender, nos diz quem somos. Eu dialogo com Jesus? Rezo com confiança, procurando conhecê-Lo mais e me conhecer? Busco no Senhor o sentido para a vida, a chave para compreender as coisas que acontecem comigo?

A próxima característica veremos na cena mais conhecida sobre a sua vida: a cena do Tomé incrédulo, que acontece oito dias depois da Páscoa.

Num primeiro momento, ele não tinha acreditado que Jesus apareceu aos outros discípulos durante a sua ausência e disse: “Se eu não vir o sinal dos pregos nas suas mãos e não meter o meu dedo nesse sinal dos pregos e a minha mão no seu peito, não acredito” (Jo 20, 25). “No fundo, destas palavras sobressai a convicção de que Jesus já é reconhecível não tanto pelo rosto quanto pelas chagas. Tomé considera que os sinais qualificadores da identidade de Jesus são agora sobretudo as chagas, nas quais se revela até que ponto Ele nos amou. Nisto o Apóstolo não se engana.” (Bento XVI)

“Tomé responde com a profissão de fé mais maravilhosa de todo o Novo Testamento:”Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20, 28).” Sabemos que oito dias depois Jesus volta a aparecer aos discípulos e Tomé está presente. Então o Senhor fala para ele: “Põe teu dedo aqui e vê minhas mãos! Estende tua mão e põe-na no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!” (Jo 20, 27). Tomé responde com a profissão de fé mais maravilhosa de todo o Novo Testamento: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20, 28). Frase que até os dias de hoje respondemos com muita fé e devoção quando Jesus sacramentado é elevado pelas mãos do sacerdote durante a Santa Missa.

O evangelista prossegue com uma última palavra de Jesus a Tomé: “Porque me viste, acreditaste. Felizes os que, sem terem visto, crerão” (cf. Jo 20, 29). Esta frase também pode ser conjugada no presente; “Bem-aventurados os que creem sem terem visto”. Jesus enuncia aqui um princípio fundamental para todos os cristãos que virão depois de Tomé.

Bento VXI, sobre essa passagem, comenta que o “caso do Apóstolo Tomé é importante para nós pelo menos por três motivos: primeiro, porque nos conforta nas nossas inseguranças; segundo porque nos demonstra que qualquer dúvida pode levar a um êxito luminoso além de qualquer incerteza; e por fim, porque as palavras dirigidas a ele por Jesus nos recordam o verdadeiro sentido da fé madura e nos encorajam a prosseguir, apesar das dificuldades, pelo nosso caminho de adesão a Ele.”

Uma última passagem em que aparece Tomé demonstra uma última lição, que podemos dizer que é o fruto do amadurecimento de sua fé no Senhor: a aparição do Ressuscitado na pesca milagrosa no Lago de Tiberíades (cf. Jo 21,2). Ele é mencionado no relato imediatamente após o nome de Pedro: sinal evidente da grande importância de que gozava no âmbito das primeiras comunidades cristãs. Em seu nome foram escritos depois os Atos e o Evangelho de Tomé, ambos apócrifos, mas que são importantes para o estudo das origens cristãs.

Tomé havia mudado. Ele já não estava ausente quando Jesus se manifestou. Acompanhou o Senhor em todos os momentos. Sua fé madura permitiu que ele desse muitos frutos apostólicos. Segundo uma antiga tradição, Tomé evangelizou primeiro a Síria e a Pérsia (assim refere já Orígenes, citado por Eusébio de Cesareia, Hist. eccl. 3, 1), depois foi até à Índia ocidental (cf. Atos de Tomé 1-2 e 17ss.), de onde enfim alcançou também a Índia meridional.

“Nesta perspectiva missionária terminamos a nossa reflexão, expressando votos de que o exemplo de Tomé corrobore cada vez mais a nossa fé em Jesus Cristo, nosso Senhor e nosso Deus.” Bento XVI

Fonte: Redação A12

 

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Por que julho é o mês do Preciosíssimo Sangue de Cristo?

Conheça as origens dessa devoção

Existe uma devoção particular na Igreja Católica que está ligada à Paixão de Jesus Cristo: é a honra do seu Precioso Sangue.Trata-se de um reconhecimento do sacrifício de Jesus e como ele derramou seu sangue para a salvação da humanidade. Além disso, este sangue é feito presente através do dom da Eucaristia e é algo que podemos comungar na Missa, juntamente com o corpo de Cristo, sob a aparência de pão e vinho.

Com o passar do tempo, a Igreja desenvolveu várias festas do Preciosíssimo Sangue, mas foi no século 19 que uma festa universal foi estabelecida.

Durante a Primeira Guerra Italiana pela Independência, em 1849, o Papa Pio IX foi para o exílio em Gaeta. Ele estava com Don Giovanni Merlini, terceiro superior geral dos Padres do Preciosíssimo Sangue.

Enquanto a guerra ainda estava em fúria, Merlini sugeriu ao Papa Pio IX que ele criasse uma festa universal ao Precioso Sangue para implorar a ajuda celestial de Deus para acabar com a guerra e trazer a paz a Roma. Pio IX, posteriormente, fez uma declaração em 30 de junho de 1849 que ele pretendia criar uma festa em honra ao Precioso Sangue. A guerra logo terminou e ele retornou a Roma pouco depois.

Em 10 de agosto, ele oficializou e proclamou que o primeiro domingo de julho seria dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo. Mais tarde, o Papa Pio X atribuiu o dia 1º de julho como a data fixa dessa celebração.

Depois do Vaticano II, a festa foi removida do calendário, mas uma Missa votiva em honra do Preciosíssimo Sangue foi estabelecida e pode ser celebrada no mês de julho (assim como na maioria dos outros meses do ano).

Por estas razões, todo o mês de julho é tradicionalmente dedicado ao Preciosíssimo Sangue, e os católicos são encorajados a meditar sobre o profundo sacrifício de Jesus e o derramamento de seu sangue para a humanidade.

Abaixo está a oração de abertura da Missa votiva, bem como uma oração adicional que pode ser usada como meditação pessoal ou oração durante o mês de julho:

“Ó Deus, que pelo Precioso Sangue do teu Filho Unigênito redimiu o mundo inteiro, preserva em nós o trabalho de tua misericórdia, para que, sempre honrando o mistério da nossa salvação, possamos merecer obter bons frutos. Por nosso senhor Jesus Cristo, teu filho, que vive e reina na unidade do Espírito Santo, um só Deus, para todo o sempre. Amém.”

“Admitidos à vossa mesa sagrada, ó Senhor, com alegria extraímos água das fontes do Salvador: que o vosso sangue, pedimos a vós, torne dentro de nós uma fonte de água que salta para a vida eterna. Amém.”

Fonte: Aleteia

 

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Por que a festa de Corpus Christi é celebrada sempre em uma quinta-feira?

“Que maravilha deve suscitar, também no nosso coração, o mistério eucarístico!”

Muitas pessoas me questionam: como surgiu a Festa de Corpus Christi?  Por que acontece em outra data e não na Quinta-feira Santa, dia da instituição da Eucaristia? Conhecer um pouco mais sobre esta festa ajudará a melhor celebrar e a mais amar Jesus, presença real na Eucaristia. 

A ideia de lançar no calendário litúrgico esta festa originou-se a partir das visões de uma Irmã Agostiniana chamada Juliana de Mont Cornillon, nascida em Liége na Bélgica.  

Ela, desde os 17 anos ,começou a ter visões nas quais Jesus pedia uma festa anual para agradecer o Sacramento da Eucaristia. Aos 38 anos, Irmã, Juliana confidenciou esse segredo ao Cônego Tiago Pantaleão, que 31 anos mais tarde, foi eleito papa e adotou o nome de Urbano IV. Três anos antes de sua morte o Papa Urbano IV, escreve a Bula “Tansiturus” de 11 de agosto de 1264, instituindo mundial a Festa de Corpus Christi, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade.

O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, devido a morte do Papa, logo a seguir, mesmo assim algumas igrejas adotaram a festa como a diocese de Colônia, na Alemanha.

Corpus Christi tomou seu caráter universal definitivo, 50 anos depois, quando o Papa Clemente, confirmou a bula de Urbano IV nas Constituições Clementinas do Corpus Júris, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial. No século XI, começaram a surgir dúvidas sobre a presença real de Cristo na hóstia consagrada e o povo cristão reagiu multiplicando as formas de devoção e adoração da hóstia. As devoções eram muito centralizadas nas relíquias dos santos, para atrair a devoção para a pessoa de Jesus a Igreja favoreceu-se desta festa. Assim, os ostensórios com a hóstia consagrada, substituíram os relicários e foram apresentadas ao povo para adoração considerada como uma “relíquia” de Jesus. Os relicários foram substituídos pelas custódias ou ostensórios, que mostravam ao povo a hóstia consagrada. 

Foi escolhida a quinta-feira, para sempre celebrar o Corpus Christi, porque a Eucaristia foi celerada pela 1ª vez na quinta-feira Santa, véspera da Sexta-Feira da Paixão, a morte na cruz impede uma festa solene nestas datas. 

Em nenhum versículo da Sagrada Escritura, a Eucaristia é apresentada como um mero ‘símbolo’ do corpo de Cristo. Na verdade, nela está presente o próprio Cristo: corpo, sangue, alma e divindade. Essa é a verdadeira doutrina sobre a Eucaristia ensinada por Cristo e pelos apóstolos, até porque se a Eucaristia fosse apenas um “símbolo”, uma “lembrança”, ela não poderia constituir-se num alimento para a vida eterna.

O Papa João Paulo II assim falou sobre a Eucaristia: “Debaixo das aparências do pão e do vinho consagrados, permanece conosco o mesmo Jesus dos Evangelhos, que os discípulos encontraram e seguiram, viram crucificado e ressuscitado, cujas chagas Tomé tocou, prostrando-se em adoração e exclamando: ‘Meu Senhor e Meu Deus!’”.

Há também um trecho belíssimo da exortação apostólica de Bento XVI, chamada “Sacramentum Caritatis”, em que o Santo Papa comenta sobre a Eucaristia: “Sacramento da Caridade, a santíssima Eucaristia é a doação que Jesus Cristo faz de Si mesmo, revelando-nos o amor infinito de Deus por cada homem. Neste sacramento admirável, manifesta-se o amor ‘maior’: o amor que leva a « dar a vida pelos amigos » (Jo 15, 13). De fato, Jesus ‘amou-os até ao fim’ (Jo 13, 1). Com estas palavras, o evangelista introduz o gesto de infinita humildade que Ele realizou: na vigília da sua morte por nós na cruz, pôs uma toalha à cintura e lavou os pés dos seus discípulos. Do mesmo modo, no sacramento eucarístico, Jesus continua a amar-nos ‘até ao fim, até o dom do seu corpo e do seu sangue. Que enlevo se deve ter apoderado do coração dos discípulos à vista dos gestos e palavras do Senhor durante aquela Ceia! Que maravilha deve suscitar, também no nosso coração, o mistério eucarístico! ”

Olhar para Jesus no Sacramento do Altar é ter a consciência de que somos amados por Deus e reconhecer os sinais desse amor presentes nos acontecimentos da nossa vida.

Fonte: Aleteia

 

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Reflexão para a Solenidade da Santíssima Trindade

Para conhecer a Deus, “deveremos abrir a Sagrada Escritura, principalmente o Novo Testamento, e ver o que Jesus, o Verbo Encarnado, nos diz.”

Padre César Augusto dos Santos – Cidade do Vaticano

Hoje, de um modo especial, celebramos Deus. Mas quem é Deus? Como explicá-lo? Como defini-lo? Como conhecê-lo?

Nenhuma pergunta sobre Deus pode ser respondida por nós humanos. Deus nos supera!

Temos noção de quem Ele é, mas não conseguimos defini-lo. É impossível! Ele é a eterna surpresa. Nosso Deus não é o Deus dos filósofos, mas é o Pai de Jesus Cristo, é o próprio Cristo, é o Espírito de Amor.

Para conhecê-lo deveremos abrir a Sagrada Escritura, principalmente o Novo Testamento, e ver o que Jesus, o Verbo Encarnado, nos diz.

O Evangelho de hoje, tirado de São João, nos fala que Deus é o Amigo do Homem, não apenas o seu Criador, mas o seu Redentor, aquele que o protege e que foi capaz de sofrer e morrer para que o Homem tivesse a plena felicidade.

Já São Paulo em sua Carta aos Coríntios nos orienta sobre a resposta a ser dada ao Deus Amigo. O homem deverá deixar-se transfigurar através  dos dons, das qualidades divinas, especialmente pelo amor, pelo perdão e pelo serviço.

Falar com Jesus é falar com Deus. Sua bondade foi tanta que Ele se revelou a nós na pessoa de Jesus.

Filipe, quem me vê, vê o Pai. Dirijamo-nos ao Deus de Amor, a esse Deus que, por amor, rasgou seu coração, e sintamos a plenitude de seu querer bem a nós. Se o mandamento se resume em amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo, do mesmo modo como Ele nos amou, saibamos que antes de tudo o Senhor não só nos criou, mas, por amor a nós, se entregou até a morte.

O Espírito é escuta e disponibilidade.

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