O culto a São José

Segundo a tradição católica, celebrava-se a festa de São Jose já no século IV, no templo que Santa Helena, mãe do imperador Constantino, mandou construir no lugar do Presépio de Belém, na capela dedicada a São José que existe ainda hoje naquele lugar, dentro da Basílica da Natividade em Belém.

Há também tradições do século V de festa comemorando a fuga da Sagrada Família para o Egito. O nome de São Jose aparece pela primeira vez mencionada em 19 de março nos martirológios de Reims. Pela primeira vez esta festa foi celebrada pelos beneditinos de Abadia de Winchester no ano 1030. O Papa Bento XIV afirma que em 1124 em Bolonha, na Itália, se comemorava solenemente a festa de São José. No século XV, Gerson, o grande teólogo chanceler da universidade de Sorbone, pediu no Concílio de Constança (1417) uma festa em honra de São José e Maria. Em 1621 o Papa Gregório XV incluiu a festa entre as de preceito. Em 1651 a festa foi fixada em 19 de março. (GPSJ, p. 106)

São José recebe um culto especial da Igreja (prot-dulia); duas festas lhe são celebradas: 19 de março – Esposo da Virgem Maria; e 1º de maio – São José Operário. A festa de 19 de março normalmente cai no meio da Quaresma, então, a Igreja, abre neste dia uma exceção litúrgica e celebra com paramentos brancos a festa do glorioso pai de Jesus Cristo. É um dia da Quaresma que a Igreja retira o roxo.

A Igreja, antes de canonizar um Santo, faz um longo e cuidadoso exame de sua vida, e exige provas evidentes de sua santidade. Não faltam, porém, Santos constituindo exceção a essa regra, entre os quais São José.

“José era um homem justo”. Estas palavras encerram o exame, as provas e todo o processo de canonização. De fato, como os escritos dos Evangelistas são palavras de Deus, segue-se que José foi proclamado justo, isto é, santo, pelo próprio Deus.

A Igreja, para assegurar os fiéis a respeito de sua santidade, não fez mais que repetir-lhes as palavras inspiradas por Deus a São Mateus. A Igreja o fez desde os primeiros anos de sua existência; ao ler e explicar o Evangelho, porém, durante oitocentos anos aproximadamente, limitou-se ao que escrevera a seu respeito e não propunha publicamente a admiração e veneração dos cristãos, nem com festas, nem com funções solenes, nem com livros, como atualmente.

Naqueles tempos, a Igreja visava, antes de tudo, estabelecer profundamente na alma dos fiéis a fé em Cristo e propaga-la entre os hebreus e gentios. Por isso, devia insistir sobretudo nas verdades fundamentais da fé, esperando tempos mais adequados e tranquilos para as partes integrantes e acessórias.

Além disso, a Igreja devia manifestar Jesus Cristo verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Estas verdades eram negadas por alguns hereges, ensinando que Jesus Cristo era um simples homem, nascido de Mara como todos os outros homens. Em tais circunstâncias, se a Igreja propusesse São José como Esposo de Maria e Pai adotivo de Jesus Cristo, os pagãos não teriam percebido tudo quanto ensina a fé a esse respeito; os próprios cristãos recém-convertidos não teriam compreendido bem como o Santo não é pai natural de Jesus, mas somente pai adotivo.

Antes de promover amplamente o culto a São José, a Igreja precisou lutar durante cerca de oitocentos anos para vencer as terríveis heresias que ameaçavam o conteúdo da fé deixada por Cristo; o que São Paulo chamava de a “sã doutrina da fé”. Umas heresias negavam o dogma da Santíssima Trindade (adocionismo, monarquianismo, patripassionismo), outras negavam a divindade de Jesus (arianismo), a divindade do Espírito Santo (macedonismo); negavam que Jesus fosse homem verdadeiro (monofisismo), que tivesse encarnado de verdade (docetismo), que tinha uma vontade humana (monoteletismo), etc. Enquanto esse mar agitado por falsos profetas e hereges não foi acalmado, a Igreja não pôde falar de devoção de São José e de outras importantes.

Mas se não existia naqueles tempos o culto público a São José, reinava, porém, no coração dos cristãos um culto privado. O Evangelho falava então do Santo Patriarca como atualmente. Muitos Padres e Doutores, entre os quais São João Crisóstomo, Santo Epifânio, São João Damasceno, Santo Ambrósio, São Jerônimo e Santo Agostinho, exaltaram as suas virtudes, e em especial a justiça, a virgindade e a paternidade espiritual em relação a Jesus. E os cristãos reverentes à doutrina do Evangelho e dóceis às exortações dos Padres, invocavam e honravam São José em suas casas.

Encontrou-se no Oriente uma preciosa gema, atribuída ao primeiro século, com a inscrição: “São José, assisti-me nos trabalhos e alcançai-me a graça”. Também nas Catacumbas de Roma, em algumas Igrejas antigas e casas particulares, foram descobertas imagens atribuídas aos primeiros séculos honravam privadamente a São José; o culto privado precedeu ao público.

Apenas consolidada a fé com o testemunho do sangue dos mártires, com os escritos dos Padres e Doutores, com a prova dos milagres e o magistério infalível da Igreja. Não tardaram os Papas a promover, com grande solicitude, o culto público a São José, instituindo festas em sua honra, aprovando práticas devotas para invocar lhe a proteção e enriquecendo-as com recorrerem com frequência a esse grande Santo.

A primeira festa de São José era celebrada, a princípio, somente na Igreja Grega, e estava fixada em 20 de julho. O Papa Xisto IV, em (1471-1484), incluiu-a no Breviário e no Missal, 19 de março. Julga-se ter sido este o dia da morte de São José.

Depois outros Papas ocuparam-se desta festa: Inocêncio VIII (1484-1492) elevou-lhe o Ofício a rito duplo; Gregório XV (1621-1623) estendeu-a a toda a cristandade e declarou o dia em que cai (19 de março) festa de preceito; Clemente X, em 1670, elevou- a rito duplo de segunda classe e compôs ele próprio o Hino “Te Joseph celebrent”, que se canta nas Vésperas.

Em 1714, Clemente XI recompôs todo o Ofício dessa festa: Ofício e Missa próprios de São José; e, finalmente, Pio IX, em 1870, elevou o Ofício a rito duplo de primeira classe.

Mas não parou aí o cuidado da Igreja em festejar dignamente o Pai de Jesus e Esposo de Maria. Paulo III (1534-2549) acrescentou à Festa de São José, a de seus “Esponsais de Maria”, festa que era celebrada a 23 de janeiro e depois estendida a toda a Igreja por Bento XIII em 1725.

A essas duas festas, acrescentou-se uma terceira chamada do “Patrocínio de São José”; festa que, introduzida na Igreja em fins do século XVIII, foi elevada a rito duplo de segunda classe, em 1741, por Bento XIV (1740-1758), e estendida a toda a Igreja em 1847 por Pio IX. Enfim, em 1956, o Papa Pio XII (1939-1958) instituiu a festa de São José Operário, a ser celebrada em rito duplo de primeira classe no dia 1º de maio, Dia Universal do Trabalho.

No culto público dos Santos, além das Missas, existem as práticas de devoção que a Igreja institui ou aprova para invocá-los em nossas necessidades. Ora, a respeito de São José, a Igreja fez o que já fizera para com a Virgem Santíssima. A Maria foi dedicado o dia de sábado e o mês de maio, por isso chamados dia e mês de Maria. Também a São José se dedicaram a quarta-feira e o mês de março, que se chamam dia e mês de São José. Desde o século XVII os fiéis costumam dedicar a São José as quartas-feiras. Essa prática nasceu num convento beneditino de Châlons e espalhou-se rapidamente pelo mundo todo católico.

As mesmas indulgências, concedidas pela Igreja a quem fazia com as devidas disposições o mês de Maria, eram concedidas a quem fazia o mês de São José. Em 1967 o Papa Paulo VI atualizou as indulgencias e alterou algumas formas de obtê-las na “Constituição Apostólica sobre as Indulgências”. (Veja o livro “O que são as Indulgências”; Ed. Cléofas).

Da mesma forma que há uma devoção especial: “Às sete dores e aos sete gozos de Maria”, há também uma devoção especial “Às sete dores e aos sete gozos de São José”.

A Igreja não quer que seja separado o doce nome de José dos de Jesus e Maria, quer portanto que se diga nas invocações: Jesus, José e Maria.

Para São José, da mesma forma que para Maria, existem rosários, coroinhas ladainhas, orações, jaculatórias, hinos, a fim de honrá-Lo e invocá-Lo.

A Igreja honra Maria com um culto especial (hiper dulia), de ordem superior ao culto dado aos outros Santos; e a São José, embora não tenha decretado isso, tributam todos os fiéis o culto de “proto-dulia”, ou seja, honram-no como o maior, o primeiro entre os Santos, depois de Maria.

A Igreja teve, portanto, extremo cuidado para que São José fosse honrado como convém. A Divina Providência lhes unira os nomes e destinos e a Igreja, seguindo o exemplo da Providência, uniu-os nos lábios e no coração de seus fiéis, unindo-os em muitas práticas de piedade.

Há um axioma que diz: “Glória sanctorum imitativo eorum” (A glória dos santos está na imitação de suas virtudes).

Na missa do Patrocínio de São José se reza: “De qualquer tribulação que clamem a mim ouvir-lhes-ei, dar-lhes-ei sempre a minha proteção”.

São José é o chefe da Sagrada Família e intercessor de todas as famílias cristãs; é o Patrono dos operários e trabalhadores, é o Patrono Universal da Igreja e protetor do Corpo Místico de Cristo e o Padroeiro da boa morte e das almas atribuladas.

Quando os egípcios carentes de alimentos imploravam ao Faraó que lhes desse comida, este dizia-lhes: “Ide a José”. Hoje, quando os povos são invadidos de novo por um neopaganismo que nega a Deus e seu Cristo, abandona a Igreja e a ataca; quando o sensualismo toma conta das mentes e dos meios de comunicação; e as misérias humanas afloram em toda parte, a Igreja, mais ainda, continua a dizer: “Ide a São José!”.

Na festa de São José Operário (1º de maio) a Igreja canta o Hino (Liturgia das Horas):

Nossas vozes te celebram,

Operário São José,

Que a oficina consagraste,

Trabalhando em Nazaré.

Tão humilde tu vivias,

Tendo em ti sangue de rei!

Em silêncio um Deus nutrias,

Ao cumprires sua lei.

O seu lar era um modelo

De trabalho e de oração,

Com o suor de tua face,

Conquistavas o teu pão.

Elimina os egoísmos,

Dá aos pobres de comer;

Possa a Igreja, Cristo místico,

Sob a tua mão crescer.

No Deus trino, autor do mundo,

Proclamamos nossa fé,

Imitando a vida e a morte

Do operário São José.

Retirado do livro: “O Glorioso São José”. Prof. Felipe Aquino. Ed. Cléofas.

Prof. Felipe Aquino – Site Cléofas

 

Compartilhe!

Por que a festa de São José é celebrada no dia 19 de março?

Nem sempre foi nesta data

A devoção a São José, esposo de Maria, pode ser encontrada já no início da Igreja. Havia uma festa dedicada a ele no Egito do século IV. A data em que os fiéis costumavam homenagear o santo era, a princípio, 20 de julho.

No entanto, uma comemoração a São José foi logo acrescentada ao calendário bizantino em 26 de dezembro. Muitas Igrejas Orientais continuam com esta celebração nesta data. Segundo a Igreja Ortodoxa, “São José é comemorado no domingo depois da natividade. Se não houver domingo entre 25 de dezembro e 1.º de janeiro, sua festa será transferida para o dia 26 de dezembro.”

Esta celebração de José o coloca próximo da festa do nascimento de Cristo, 25 de dezembro, evento no qual ele estava presente, segundo os relatos dos Evangelhos. 

Na Igreja Ocidental, a festa de São José não foi fixada até o século XV. De acordo com algumas tradições, 19 de março foi o dia da morte de José, embora haja poucas evidências para sustentar esta data. 

A Bíblia é totalmente silenciosa sobre a morte do pai adotivo de Jesus e, como resultado, a Igreja baseia-se em tradições orais transmitidas ao longo dos séculos.

Em 1621, o papa Gregório XV estendeu a festa de São José a toda a Igreja. Já em 1870, o Papa Pio IX declarou José o “Patrono da Igreja Universal”. Por muitas décadas, 19 de março foi um dia de preceito para a Igreja, ou seja, era mandatório ir à Missa neste dia. 

A celebração de São José em março o coloca próximo a outro episódio bíblico, em que ele é mencionado diretamente. No dia 25 de março, a Igreja comemora a Anunciação do Senhor, quando o anjo Gabriel visitou a Santíssima Virgem Maria. Como o Evangelho de Mateus narra, “Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo.José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente” (Mateus 1, 18-19).

Em todo caso, o foco principal da festa em 19 de março é revelado no título litúrgico “José, Marido da Bem-Aventurada Virgem Maria”. Esta solenidade – com a mais alta posição litúrgica atribuída aos santos – honra seu compromisso com Maria e sua dedicação como um marido fiel e devoto.

O Dia de São José é uma bela festa, amada e querida pelos católicos de todo o mundo.

Fonte: Aleteia

Compartilhe!

Por que é necessário confessar-se para a Páscoa?

Confessar é entregar-se a conversão com espírito novo para uma vida nova

A Páscoa representa tempo de renovação e conversão. Após o período da Quaresma, em que nos dedicamos com maior afinco às práticas do jejum, da oração e da penitência, se faz necessário que, ao testemunhar a misericórdia de Deus para conosco, que entregou seu filho unigênito para a morte e ressurreição, possamos celebrar esta data livres do pecado. A presença do pecado em nossa vida, nos direciona para o pedido constante do perdão de Deus, que acontece através do sacramento da confissão. Portanto, confessar-se, especialmente para a celebração da Páscoa, é entregar-se à conversão com Espírito novo para uma vida nova.

A aparição de Jesus aos discípulos e a efusão do Espírito Santo sobre eles é o momento concreto do plano de salvação dos homens. Era apropriado que nós participássemos desse plano de santidade e abandonássemos nossa vida anterior, que é transformada e confirmada no caminho da salvação. Desde então, o sacramento chamado de Penitência, da Reconciliação, do Perdão, da Confissão, da Conversão (Compêndio C.I.C nº 296), é sinal da presença constante da misericórdia divina na vida de cada cristão.

A instituição do sacramento

Ao instituir o sacramento da Penitência, o Cristo ressuscitado, apareceu aos discípulos e desejando-lhes a paz soprou sobre os eles dizendo “recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão perdoados, a quem retiverdes, lhes serão retidos” (Jo 20, 22-23). Por esse sinal, confiou-se a Igreja e aos seus sacerdotes: a sucessão legítima dos apóstolos, para perdoarem os pecados e reconciliar os fiéis que fraquejaram depois do Batismo. A presença da Igreja é a lembrança da presença do Deus Vivo e Verdadeiro. Jesus Cristo anunciou que “estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28, 20), confirmando as palavras do profeta de que “Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus-conosco” (Mt 1, 23).

E essa presença é necessária para que, mesmo diante das fraquezas da carne, possamos alcançar a salvação. Observar os mandamentos e os ensinamentos do Cristo é o caminho para alcançar o reino de Deus. Por isso, devemos compreender que fomos criados para a glória de Deus e para a vida eterna, esse é o objetivo de nossa alma e o tesouro do nosso coração. Alcançar a santidade é atingir o próprio designo de nossas vidas.

Libertação dos pecados

Mas, por sermos imperfeitos é necessária a presença constante da misericórdia divina, que manifesta-se pelo Sacramento da Confissão. A Igreja mantém viva a prática da confissão “porque a nova vida da graça, recebida no Batismo, não suprimiu a fragilidade da natureza humana, nem a inclinação para o pecado (isto é, a concupiscência), Cristo instituiu este Sacramento para a conversão dos batizados que pelo pecado d’Ele se afastaram” (Compêndio C.I.C nº 297).

E a necessidade de confessarmos mostra-se ainda mais presente no tempo Pascal, eis que a própria instituição do Sacramento ocorreu na noite de Páscoa. No Sacramento da Confissão somos libertados do pecado para que, possamos celebrar o mistério Pascal com o Espírito renovado.

Eis o tempo de conversão, de aproximação com a vontade de Deus, de celebrarmos o sinal da ressurreição, do recomeço e da vida nova. Confessar-se para a celebração da Páscoa é testemunhar a fé cristã na paz do Senhor. E nas palavras do Papa Bento XVI: “Estimados irmãos e irmãs, peçamos a Nossa Senhora, Mãe de Deus e da Igreja, que nos acompanhe ao longo do caminho Quaresmal, para que seja um caminho de verdadeira conversão. Deixemo-nos conduzir por Ela e, assim, havemos de chegar, interiormente renovados, à celebração do grande mistério da Páscoa de Cristo, revelação suprema do amor misericordioso de Deus”.

Luis Gustavo Conde

Referências:
BÍBLIA SAGRADA. Tradução da CNBB, 18 ed. Editora Canção Nova.
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. Compêndio. 2005 – Libreria Editrice Vaticana.
PAPA BENTO XVI. Audiência Geral. Vaticano, 06 de fevereiro de 2008.

Fonte: Canção Nova – Formação

 

LEIA MAIS

Regiões Pastorais da Arquidiocese de Uberaba organizam mutirões de confissão na Quaresma

 

Compartilhe!

A antiga oração a São José que é “conhecida por nunca ter falhado”

Reze com fé e peça por um benefício espiritual

Embora São José nunca tenha falado uma palavra nas Escrituras, seu silencioso exemplo de fidelidade, obediência e cuidado para com a Sagrada Família durante os anos de formação de Jesus o tornou um dos mais queridos santos do Cristianismo.

Estima-se que a devoção ao pai adotivo de Jesus tenha começado no 3.º ou 4.º século. Mas, de acordo com o livro de oração Pietá, há uma prece a São José que data do ano 50:

 “Esta oração foi encontrada no 50.º ano de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Em 1505, foi enviada do papa para o imperador Carlos, quando ele estava indo para a batalha [de Lepanto]. Aquele que ler esta oração, ouvi-la ou guardá-la consigo nunca morrerá de morte súbita ou se afogará, nem será atingido por veneno ou cairá nas mãos do inimigo, nem será queimado em qualquer fogo ou rendido na batalha. Reze esta oração durante nove manhãs por qualquer intenção. Ela é conhecida por nunca ter falhado.”

Eis aqui a oração que “é conhecida por nunca ter falhado, que providencia o pedido para o benefício espiritual de quem está rezando ou para quem se está rezando”:

Ó São José, cuja proteção é tão grande, tão forte e tão imediata diante do trono de Deus, a vós confio todas as minhas intenções e desejos.

Ajudai-me, São José, com a vossa poderosa intercessão, a obter todas as bênçãos espirituais por intercessão do vosso Filho adotivo, Jesus Cristo Nosso Senhor, de modo que, ao confiar-me, aqui na terra, ao vosso poder celestial, Vos tribute o meu agradecimento e homenagem.

Ó São José, eu nunca me canso de contemplar-Vos com Jesus adormecido nos vossos braços. Não ouso aproximar-me enquanto Ele repousa junto do vosso coração. Abraçai-O em meu nome, beijai por mim o seu delicado rosto e pedi-Lhe que me devolva esse beijo quando eu exalar o meu último suspiro.

São José, padroeiro das almas que partem, rogai por mim! Amém. 

Lembre-se: Deus sempre atende as nossas orações. Mas nós nem sempre esperamos pelas respostas que recebemos.

Fonte: Aleteia
Compartilhe!

9 mulheres que foram exemplares para a Igreja e o mundo

Desde o início do cristianismo até a atualidade, Deus suscitou mulheres que orientaram o seu povo na Terra

Há quem diga que a mulher não tem papéis importantes na Igreja. Entretanto, desde o início do cristianismo até a atualidade, Deus suscitou mulheres que orientaram o Povo de Deus, influenciando também no curso do Papado. Conheça 9 mulheres que foram exemplares para a Igreja.

1. A Virgem Maria
VIRGIN MARY

Mbolina | Shutterstock

“Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou” (Jo 2,4), disse Jesus à sua Mãe nas Bodas de Caná, em um casamento ao qual ambos tinham sido convidados. Cristo escutou sua mãe, a primeira mulher que acolhe o Senhor e motiva o primeiro milagre conhecido da vida pública de Jesus.

Os primeiros séculos do cristianismo estão cheios de mulheres corajosas que não duvidaram em dar sua vida por Cristo, incentivando os demais cristãos a não fraquejar quando lhes chega o momento.

2. Santa Hildegarda de Bingen
HILDEGARDA BINGEN

EAST NEWS

Mais tarde, durante a Idade Média, a Igreja já não era perseguida, mas vivia-se uma cultura machista, própria da época. Isto não foi impedimento para Santa Hildegarda de Bingen (1098-1179), religiosa beneditina de origem alemã, que chegou a ter uma séria de visões místicas.

Escreveu obras teológicas e de moral com notável profundidade e foi declarada Doutora da Igreja por Bento XVI no ano 2012, junto com São João d’Ávila. Sua popularidade fez com que muitas pessoas, entre bispos e abades, lhe pedissem conselhos.

“Quando o imperador Federico Barbarroja provocou um cisma eclesial, opondo 3 antipapas ao Papa legítimo, Alexandre III, Hildegarda, inspirada em suas visões, não hesitou em recordar-lhe que também ele, o imperador, estava submetido ao juízo de Deus”, contou o Papa Bento XVI em sua audiência geral sobre esta santa em 2010.

3. Santa Catarina de Sena
SAINT CATHERINE OF SIENA

Public Domain

Posteriormente, apareceria outra mística e Doutora da Igreja, Santa Catarina de Sena (1347-1380), que vestiu o hábito da ordem terceira de Santa Domingo. Nesta época, os Papas viviam em Avignon (França) e os romanos se queixavam de ter sido abandonados por seus bispos, ameaçando com o cisma.

Gregório XI fez um voto secreto a Deus de regressar a Roma e ao consultar Santa Catarina, ela lhe disse: “Cumpra com sua promessa feita a Deus”. O Pontífice ficou surpreso porque não tinha contado a ninguém sobre o voto e, mais tarde, o Santo Padre cumpriu sua promessa e voltou para a Cidade Eterna.

A Santa também escreveu a Urbano VI, exortando-o a levar com temperança e alegria os problemas, controlando o temperamento. Santa Catarina foi a Roma, a pedido do Papa, que seguiu suas instruções. A Santa também escreveu aos reis da França e Hungria para que deixassem o cisma. Toma uma mostra de defesa do papado.

4. Santa Teresa de Jesus
SAINT THERESE OF AVILA

Public Domain

Com a aparição do protestantismo, a Igreja se dividiu e foi realizado o Concílio de Trento. Estes são os anos de Santa Teresa de Jesus (1515-1582), religiosa contemplativa que marcou a Igreja com sua reforma carmelita.

Apesar de ter sido incompreendida, perseguida e até acusada na Inquisição, seu amor a Deus a impulsionou a fundar novos conventos e a optar por uma vida mais austera, sem vaidades, nem luxos. Submersa muitas vezes em êxtases, nunca deixou de ser realista.

Sendo Santa Teresa D’Ávila relativamente inculta, dialogava com membros da realeza, pessoas ilustres, membros eclesiásticos e santos de sua época para lhes dar conselhos, receber ajuda e levar adiante o que havia se proposto. Tornou-se escritora mística e é também Doutora da Igreja.

5. Santa Rosa de Lima
Santa Rosa de Lima

Creative Commons

Do outro lado do mundo, na América, mais precisamente no Peru, Santa Rosa de Lima (1586-1617) tomou Santa Catarina de Sena como modelo e se omitiu àqueles que a pretendiam por sua grande beleza, para poder viver em virgindade, servindo aos pobres e doentes.

“Provavelmente, não houve na América um missionário que com suas pregações tenha conquistado mais conversões do que as que Rosa de Lima obteve com sua oração e suas mortificações”, disse o Papa Inocêncio IX ao se referir à primeira Santa da América.

São João Paulo II disse sobre a santa que sua vida simples e austera era “testemunho eloquente do papel decisivo que a mulher teve e segue tendo no anúncio do Evangelho”.

6. Santa Teresa de Lisieux
LISIEUX

carmelites.net

Do amor dos santos esposos franceses Louis Martin e Zélia Guérin, canonizados em outubro de 2015, nasceu Santa Teresa de Lisieux (1873-1897), Doutora da Igreja e padroeira universal das missões.

Santa Teresa viveu somente 24 anos. Um ano depois de sua morte, a partir de seus escritos, foi publicado o livro “História de uma alma”, que conquistou o mundo porque deu a conhecer o muito que esta religiosa tinha amado Jesus.

“Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face é a mais jovem dos ‘Doutores da Igreja’, mas seu ardente itinerário espiritual manifesta tal maturidade, e as intuições de fé expressas em seus escritos são tão vastas e profundas, que lhe merecem um lugar entre os grandes professores do espírito”, disse São João Paulo II sobre esta santa.

O Papa Francisco também comentou em diversas ocasiões a profunda devoção que o une a esta santa e compartilhou em uma de suas viagens que antes de cada viagem ou diante de uma preocupação, costuma pedir “uma rosa”.

7. Santa Edith Stein

©KNA-Bild/CIRIC
Edith Stein prima di entrare nel Carmelo nel 1931

Durante a perseguição nazista no século XX, surgiu na Europa outra grande mulher, convertida do judaísmo, religiosa carmelita descalça e mártir, Santa Edith Stein, também conhecida como Santa Teresa Benedita da Cruz (1891-1942).

Junto com outros judeus conversos, foi levada ao campo de concentração de Westerbork em vingança das autoridades pelo comunicado de protesto dos bispos católicos dos Países Baixos contra as deportações de judeus.

Santa Edith foi transferida para Auschwitz, onde morreu nas câmaras de gás, junto com sua irmã Rosa, também convertida ao catolicismo, e muitos outros de seu povo.

São João Paulo II diria sobre ela: “Uma filha de Israel, que durante a perseguição dos nazistas permaneceu, como católica, unida com fé e amor ao Senhor Crucificado, Jesus Cristo, e, como judia, ao seu povo”.

8. Santa Teresa de Calcutá

© Túrelio

O testemunho de Santa Teresa de Calcutá (1910-1997) de servir a Cristo nos “mais pobres entre os pobres” ensinou que a maior pobreza não estava nos subúrbios de Calcutá, mas nos países “ricos” quando falta o amor ou nas sociedades que permitem o aborto.

“Para poder amar, é preciso ter um coração puro e é preciso rezar. O fruto da oração é o aprofundamento da fé. O fruto da fé é o amor. E o fruto do amor é o serviço ao próximo. Isso nos conduz à paz”, dizia a também ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 1979.

Em sua canonização em outubro de 2016, o Papa Francisco disse que “Madre Teresa, ao longo de toda a sua existência, foi uma dispensadora generosa da misericórdia divina, fazendo-se disponível a todos, através do acolhimento e da defesa da vida humana, dos nascituros e daqueles abandonados e descartados. Comprometeu-se na defesa da vida, proclamando incessantemente que ‘quem ainda não nasceu é o mais fraco, o menor, o mais miserável’”.

9. Santa Gianna Beretta Molla

© José Luiz Bernardes Ribeiro | CC BY-SA 3.0
St. Gianna Beretta-Molla: “Pray, pray well, pray a lot.”

Para encerrar esta lista de grandes mulheres que mudaram o mundo e a história, recordamos Santa Gianna Beretta Molla (1922-1962). Esta santa italiana adoeceu de câncer e decidiu continuar com a gravidez de seu quarto filho, em vez submeter-se a um aborto, como lhe sugeriam os médicos para salvar sua vida.

Gianna estudou medicina e se especializou em pediatria. Seu trabalho com os doentes se resumia na seguinte frase: “Como o sacerdote toca Jesus, assim nós, os médicos, tocamos Jesus nos corpos de nossos pacientes”.

Casou-se com o Pietro Molla, com quem teve quatro filhos. Durante toda sua vida, conseguiu equilibrar seu trabalho com sua missão de mãe de família.

Gianna morreu em 28 de abril de 1962, aos 39 anos, uma semana depois de ter dado à luz. Foi canonizada em 16 de maio de 2004 pelo Papa João Paulo II, que a tornou padroeira da defesa da vida.

Fonte: ACI Digital

Compartilhe!

Que tal escolher um santo para te ajudar na Quaresma?

Ter um ajudante celestial vai deixar este tempo de oração ainda mais bem sucedido

Uma tradição em alguns grupos católicos é a escolha de um santo protetor para as festividades de Natal ou Ano Novo. O padroeiro – escolhido aleatoriamente – é convidado a cuidar de nós para o próximo ano. Assim, nos é dada a chance de conhecer melhor um de nossos amigos celestiais.

Essa é uma bela tradição, que merece ser expandida. Por que, então, não escolher um padroeiro especial para a Quaresma?

Você pode escolher aleatoriamente o santo ou procurá-lo com a ajuda de sites especializados. Não há uma “escolha errada”. Não importa quem você escolha; ele ou ela,  com certeza, estará disposto(a) a interceder em seu nome.

Aqui está outra ideia: Considere algumas das virtudes que você mais gostaria (ou mais precisa) para crescer durante a Quaresma. Em seguida, peça ao Espírito Santo para ajudá-lo a encontrar ou lembrar de um santo que lutou ou se destacou nessa virtude. Desta forma, você pode se inspirar no testemunho dele para trabalhar a sua vida.

Existem milhares e milhares de santos – e eles vêm de todo tipo possível de contexto e situação, trazendo todo tipo possível de personalidade, força e fraqueza ao seu amor pelo Senhor. Certamente haverá um que fará com que você pare e diga: “Nossa, ele é muito parecido comigo”.

Encontre este santo ou santa e tenha uma Quaresma frutífera! 

Fonte: Aleteia

Compartilhe!

Oração para pedir proteção espiritual durante a Quaresma

Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais o diabo quer nos afastar Dele

A Quaresma é um verdadeiro tempo de batalha. Neste período, acompanhamos Jesus no deserto para travarmos uma guerra espiritual contra as tentações do diabo. Não é fácil, pois, nestes 40 dias, estamos mais suscetíveis aos ataques espirituais, que tentam nos afastar da prática de nossa fé.

Por isso, precisamos “vestir a armadura de Deus” e pedir proteção divina. Os santos e anjos que nos cercam estão prontos para vir em nosso auxílio e nos proteger das ações do mal. 

Abaixo sugerimos uma oração tradicional, que pode ser feita para pedir a proteção e libertação, especialmente nesta época. Reze com fé: 

Defendei-nos, Vos pedimos, ó Senhor, de todos os perigos da mente e do corpo. E através da intercessão da Bem-Aventurada e Gloriosa Maria, sempre Virgem, Mãe de Deus, de São José, dos Vossos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, e de todos os santos, em Vossa bondosa benevolência concedei-nos segurança e paz; que todas as adversidades e erros sejam superados, e que Vossa Igreja possa Vos servir em segurança e liberdade. Amém.

Fonte: Aleteia

Compartilhe!

São Valentim: por que o dia dos namorados na maioria dos países é 14/02?

Conheça a tradição popular que atribui a São Valentim o martírio em nome do amor – e saiba por que no Brasil a data é outra (12 de junho)

A festa de São Valentim, celebrada em 14 de fevereiro, equivalente ao Dia dos Namorados na maioria dos países. O Brasil é uma exceção: o dia dos namorados é celebrado aqui em 12 de junho, por ser a véspera da festa de Santo Antônio de Lisboa e de Pádua. Na cultura luso-brasileira, Santo Antônio é considerado o “santo casamenteiro”.

Por que São Valentim?

Segundo a tradição popular, São Valentim teria sido um bispo que viveu em uma das severas épocas de perseguição perpetrada pelo Império Romano contra os cristãos. Apesar das proibições impostas pelo imperador, ele continuou celebrando casamentos cristãos clandestinamente. Recusando-se a renunciar à fé em Jesus Cristo, Valentim acabou sendo martirizado num dia 14 de fevereiro.

Não há, porém, comprovações históricas desse relato. É por isso que a Igreja retirou essa festa do calendário litúrgico em 1969, mantendo-a apenas como memória facultativa.

A celebração dos namorados, portanto, tem vínculo direto com a fé cristã, seja no Brasil, com Santo Antônio, seja nos países em que a data dedicada a eles é 14 de fevereiro, dia de São Valentim: são dois santos que celebram e exaltam na sua integridade e sublimidade o santo matrimônio cristão.

Fonte: Aleteia

Compartilhe!

Por que visitar os enfermos é uma prática de misericórdia?

Entre as práticas de misericórdia corporal, o gesto de visitar os enfermos nos convida a desinstalarmo-nos de nós mesmos e irmos ao encontro daqueles que padecem dos mais diversos tipos de sofrimento. Jesus é nosso modelo de misericórdia. Ele sempre está ao lado dos fracos e oprimidos, dos pobres e marginalizados, dos enfermos e excluídos. Em cada visita que Jesus realizava, ele devolvia ao ser humano o direito à dignidade e à vida plena.

Visitar uma pessoa enferma é um gesto de misericórdia carregado de profundo sentido humano e espiritual. Em cada visita que realizamos, levamos não somente a nossa amizade, mas também nosso carinho, nossa oração e fraternidade às pessoas.

Seja mais que uma visita

Muitos enfermos quase nunca recebem uma visita. No entanto, visitar é um gesto profundamente cristão. Jesus sempre visitou quem estava com algum tipo de enfermidade. Quando a sogra de Pedro estava enferma, Jesus foi até sua casa e restabeleceu a sua saúde (cf. Mt 8,14-15); também curou a filha de um chefe (cf. Mt 9,18-19.23-26). Em cada visita e encontro, Jesus inaugurava, com seu amor misericordioso, um novo tempo na vida de cada pessoa. Seus gestos de ternura devolviam a paz em cada coração.

Grande é a multidão de pessoas enfermas que esperam nossa visita. Essas pessoas não estão longe de nós. Muitas vezes, são nossos próprios familiares ou alguém que se encontra em nossa rua ou bairro. Muitos são membros de nossas comunidades cristãs. A cada uma dessas pessoas somos enviados como missionários da misericórdia.

Somos convidados a fazermos a diferença na vida de alguém com pequenos gestos, que, quando praticados com amor, deixam marcas de eternidade no coração.

O momento da enfermidade é sempre um período de fragilidade e, muitas vezes, de solidão, em que a pessoa faz a dolorosa experiência da sua incapacidade, dos seus limites e também da finitude da vida. Sozinho em casa, o enfermo, muitas vezes, passa dias e noites sem receber uma única visita, tendo apenas como companhia a televisão, o rádio, o computador ou ainda o celular. A misericórdia não se realiza com palavras bonitas ou frases de efeito, ela é concreta e precisa ser exercitada. Nenhum equipamento eletrônico substitui um sorriso que devolve a alegria, um abraço que conforta, uma palavra que tranquiliza, uma oração que aumenta a fé, um olhar que dá esperança, um ouvido que escuta as dores e os medos.

Pratique atos de misericórdia

Hoje, é o momento propício para atravessarmos as fronteiras de nossos quintais e irmos ao encontro de quem necessita de nosso carinho, conforto e ternura. No leito de dor encontraremos o próprio Cristo sofredor: “Estive doente e me visitastes” (cf. Mt 25,36).

Em cada visita que realizamos, levamos não somente nosso amor, mas o próprio Cristo. E que, ao chegar ao fim deste ano, você possa olhar para trás e dizer com o coração agradecido: “Eu fiz a diferença na vida de alguém!”.

O mundo tem necessidade de pessoas que tenham a coragem de semear o bem e levar a misericórdia aos mais necessitados. Nas Sagradas Escrituras, encontramos um sábio conselho que desperta nosso coração para a assistência aos irmãos doentes: “Não temas visitar doentes, porque serás amado por isso” (cf. Ecl 7,35) Acredite: o mundo pode ser melhor com pequenos gestos de amor que você praticar.

Por Pe. Flávio Sobreiro, via Canção Nova

Compartilhe!

Nossa Senhora de Lourdes: “Eu sou a Imaculada Conceição”

No mês de fevereiro, celebramos uma devoção mariana muito conhecida: Nossa Senhora de Lourdes, que apareceu para a menina Bernadete em 1858 na gruta de Massabielle, localizada nos arredores da cidade de Lourdes, na França.

Percebe-se que essa revelação da Mãe de Deus foi feita a uma pessoa simples, visto que Bernadete pertencia a uma família de camponeses, era pobre, analfabeta e, de acordo com os relatos, de saúde frágil. Isso nos mostra que Deus sempre age com simplicidade na vida de pessoas simples e humildes.

As aparições da Santíssima Virgem em Lourdes surpreendem todas as pessoas, justamente pela ternura com que Maria se apresenta naquele tempo em que havia um grande pensamento racionalista que se opunha à Igreja. Ela vem e se manifesta como a Mãe que se preocupa com seus filhos, trazendo alento e esperança a todos. Não foi fácil para a menina Bernadete, pois muitos não acreditavam nela, criticavam e até zombavam das mensagens testemunhadas por ela. Como bem disse o Papa Pio XI, “a voz daquela menina, mensageira da Imaculada, se impôs ao mundo”, chegando até nós e com certeza chegará ainda a muitas gerações futuras.

Podemos destacar que a centralidade da mensagem transmitida nas aparições de Lourdes está em quatro pontos que são essenciais para vivermos a fé cristã: a pobreza, a oração, a penitência e o dogma da Imaculada Conceição. Explicando cada um destes pontos para melhor compreendermos a mensagem: a pobreza evangélica é a condição que nos identifica com o Cristo que, em toda sua vida, foi pobre e obediente; a vida de oração é essencial para que possamos conhecer e amar a Deus; a penitência nos ajuda no caminho da santidade, educa nosso corpo e preserva a saúde espiritual; a Imaculada Conceição nos leva a entendermos que não estamos sozinhos nesta vida e muito menos abandonados à ação do mal, pois o Deus rico em misericórdia que, em sua benevolência preservou a Virgem Maria do pecado original, também nos alcança com sua Graça transbordante e inesgotável.

Que a devoção a Nossa Senhora de Lourdes nos inspire sempre mais a vivermos uma vida de intensa oração, pautada na pobreza evangélica e na penitência. Que assim seja!

Também em Lourdes, Maria nos leva a Jesus, como reflete o Papa emérito Bento XVI: “É significativo que, na aparição a Bernadete, Maria inicie o seu encontro com o sinal da Cruz. Mais do que um simples sinal, é uma iniciação aos mistérios da fé que Bernadete recebe de Maria. O Sinal da Cruz é de alguma forma a síntese da nossa fé, porque nos diz quanto Deus nos amou; diz-nos que, no mundo, há um amor mais forte do que a morte, mais forte do que as nossas fraquezas e os nossos pecados. A força do amor é maior do que o mal que nos ameaça. É este mistério da universalidade do amor de Deus pelos homens que Maria veio revelar aqui, em Lourdes. Ela convida todos os homens de boa vontade, todos aqueles que sofrem no coração ou no corpo, a levantar os olhos para a Cruz de Jesus a fim de encontrar nela a fonte da vida, a fonte da salvação”.

Padre Sebastião Ribeiro – Quase Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, Mãe da Esperança

Compartilhe!