Por que São Bento é invocado contra o mal?

Ele mesmo se livrou de uma tentativa de assassinato quando foi abade em um convento

Nascido na Itália no ano de 480, São Bento estudou Direito em Roma, mas decidiu consagrar sua vida a Deus. Aos 40 anos, fundou o primeiro mosteiro no Monte Cassino.

Propôs as regras para a vida monástica, sendo a mais conhecida delas “Ora et Labora” (Reza e Trabalha). Durante sua vida, realizou diversos milagres e muitos exorcismos, levando os fiéis à conversão.

São Bento é comumente invocado na luta contra o mal. Ele mesmo se livrou de uma tentativa de assassinato enquanto foi abade em um convento. Os religiosos que lá viviam ficaram insatisfeitos com o rigor de suas regras e planejavam matá-lo colocando veneno em sua bebida. Assim que a taça com vinho foi servida, São Bento fez o sinal da cruz para abençoar a bebida. No mesmo momento, a taça se quebrou.

Ele morreu em 547, aos 67 anos. Foi canonizado no ano de 1220.

A medalha

Não se sabe ao certo quando surgiu a medalha de São Bento, mas ela passou a ser difundida no século 17. De um lado, traz a imagem de São Bento com a cruz e o livro das regras. Do outro uma cruz com a inscrição C S P B (Cruz do Santo Pai Bento). Na haste vertical, estão as iniciais C S S M L: “A cruz sagrada seja a minha luz”. Na haste horizontal, N D S M D: “Não seja o dragão o meu guia”. No alto da cruz, a palavra PAX (Paz), que é lema da ordem de São Bento. E as iniciais V R S N S M V: “Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs!” e S M Q L I V B: “É mau o que me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos!”.

Proteção contra o mal

Na devoção popular, São Bento é invocado para o combate contra as forças do mal. A medalha não deve ser usada como um amuleto da sorte, mas deve ser um sinal de fé.

Muitas famílias costumam rezar a oração de São Bento, especialmente no dia dedicado a ele, 11 de julho. Com a medalha nas mãos, fazem a oração em frente a porta da casa, pedindo a proteção para o lar, e também nas portas dos quartos, para que todos os que ali moram sejam livrados das forças do maligno.

Além da oração, outra jaculatória bastante usada é a seguinte:

“São Bento, água benta

Jesus Cristo no altar

que todo mal saia desta casa

para eu poder morar”.

Para empresas, pode-se rezar da seguinte forma:

“São Bento, água benta

Jesus Cristo no altar

Que todo mal saia desta empresa

Para que todos possam trabalhar”.

São Bento, rogai por nós!

 

Fonte: Aleteia
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O que São Tomé nos ensina sobre a fé?

São Tomé é conhecido popularmente como o “sem fé”. O seu nome é citado constantemente quando queremos falar para alguém não duvidar. Mas será que é assim mesmo? Será que ele não teria algo para acrescentar à nossa vida cristã, à nossa fé?

Tentarei responder essas perguntas inspirado em algumas passagens do Evangelho de São João, onde aparece Tomé, e em uma catequese que o Papa emérito Bento XVI deu sobre São Tomé, no dia 27 de setembro de 2006.

A primeira coisa que proponho é compreendermos melhor o sentido do seu nome. Ele deriva de uma raiz hebraica ta’am que significa “junto”, “gêmeo”. Ele também é chamado no Evangelho algumas vezes de Dídimo (cf. Jo 11,16; 20, 24; 21,2), que no grego significa precisamente “gêmeo”. Agora que compreendemos um pouco melhor o seu nome vejamos algumas de suas características que nos tem muito a ensinar.

A primeira delas é que Tomé era um homem de valor. Esse valor é mostrado quando Jesus, em um momento crítico de sua vida, decide ir a Betânia para ressuscitar o seu amigo Lázaro. Betânia fica muito próxima a Jerusalém, cidade onde as autoridades judias já haviam decidido que Jesus deveria morrer. Existia um perigo real de Jesus e os Apóstolos serem capturados e mortos. Surge então a voz corajosa de Tomé: “Vamos nós também, para morrermos com Ele” (Jo 11, 16)

Bento XVI fala que “sua determinação de seguir o Mestre é deveras exemplar e oferece-nos um precioso ensinamento: revela a disponibilidade total de aderir a Jesus, até identificar o próprio destino com o d’Ele e querer partilhar com Ele a prova suprema da morte”.

Tenho esse valor de seguir a Jesus em todos os momentos, especialmente os mais difíceis? Ou diante das dificuldades, quando me perseguem ou zombam da minha opção pelo Senhor a minha fé fraqueja e desisto? Animo outros a não desistirem?

Outra lição que aprendemos de Tomé é que ele era um homem que não tinha medo de perguntar, de buscar a verdade. Ele não podia viver com uma pergunta sem resposta. Essa característica está presente no episódio da Última Ceia.

Naquela ocasião, Jesus, predizendo a sua morte iminente, anuncia que vai preparar um lugar para os discípulos para que eles estejam onde Ele estiver; e esclarece “E, para onde Eu vou, vós sabeis o caminho” (Jo 14,4). É então que Tomé questiona: “Senhor, não sabemos para onde vais, como podemos nós saber o caminho?” (Jo 14, 5). E aí que recebe a célebre resposta de Jesus: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). “Portanto, Tomé é o primeiro a quem é feita esta revelação, mas ela é válida também para todos nós e para sempre. Todas as vezes que ouvimos ou lemos estas palavras, podemos colocar-nos com o pensamento ao lado de Tomé e imaginar que o Senhor fala também conosco como falou com ele.” (Bento XVI)

Portanto, essa passagem nos dá a convicção de que temos o direito, por assim dizer, de pedir explicações a Jesus, de conversar com Ele com confiança e pedir que nos ajude a compreender aquilo que não entendemos, aquilo que acontece em nossas vidas. Ele certamente nos ouve e nos ajuda a compreender, nos diz quem somos. Eu dialogo com Jesus? Rezo com confiança, procurando conhecê-Lo mais e me conhecer? Busco no Senhor o sentido para a vida, a chave para compreender as coisas que acontecem comigo?

A próxima característica veremos na cena mais conhecida sobre a sua vida: a cena do Tomé incrédulo, que acontece oito dias depois da Páscoa.

Num primeiro momento, ele não tinha acreditado que Jesus apareceu aos outros discípulos durante a sua ausência e disse: “Se eu não vir o sinal dos pregos nas suas mãos e não meter o meu dedo nesse sinal dos pregos e a minha mão no seu peito, não acredito” (Jo 20, 25). “No fundo, destas palavras sobressai a convicção de que Jesus já é reconhecível não tanto pelo rosto quanto pelas chagas. Tomé considera que os sinais qualificadores da identidade de Jesus são agora sobretudo as chagas, nas quais se revela até que ponto Ele nos amou. Nisto o Apóstolo não se engana.” (Bento XVI)

“Tomé responde com a profissão de fé mais maravilhosa de todo o Novo Testamento:”Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20, 28).” Sabemos que oito dias depois Jesus volta a aparecer aos discípulos e Tomé está presente. Então o Senhor fala para ele: “Põe teu dedo aqui e vê minhas mãos! Estende tua mão e põe-na no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!” (Jo 20, 27). Tomé responde com a profissão de fé mais maravilhosa de todo o Novo Testamento: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20, 28). Frase que até os dias de hoje respondemos com muita fé e devoção quando Jesus sacramentado é elevado pelas mãos do sacerdote durante a Santa Missa.

O evangelista prossegue com uma última palavra de Jesus a Tomé: “Porque me viste, acreditaste. Felizes os que, sem terem visto, crerão” (cf. Jo 20, 29). Esta frase também pode ser conjugada no presente; “Bem-aventurados os que creem sem terem visto”. Jesus enuncia aqui um princípio fundamental para todos os cristãos que virão depois de Tomé.

Bento VXI, sobre essa passagem, comenta que o “caso do Apóstolo Tomé é importante para nós pelo menos por três motivos: primeiro, porque nos conforta nas nossas inseguranças; segundo porque nos demonstra que qualquer dúvida pode levar a um êxito luminoso além de qualquer incerteza; e por fim, porque as palavras dirigidas a ele por Jesus nos recordam o verdadeiro sentido da fé madura e nos encorajam a prosseguir, apesar das dificuldades, pelo nosso caminho de adesão a Ele.”

Uma última passagem em que aparece Tomé demonstra uma última lição, que podemos dizer que é o fruto do amadurecimento de sua fé no Senhor: a aparição do Ressuscitado na pesca milagrosa no Lago de Tiberíades (cf. Jo 21,2). Ele é mencionado no relato imediatamente após o nome de Pedro: sinal evidente da grande importância de que gozava no âmbito das primeiras comunidades cristãs. Em seu nome foram escritos depois os Atos e o Evangelho de Tomé, ambos apócrifos, mas que são importantes para o estudo das origens cristãs.

Tomé havia mudado. Ele já não estava ausente quando Jesus se manifestou. Acompanhou o Senhor em todos os momentos. Sua fé madura permitiu que ele desse muitos frutos apostólicos. Segundo uma antiga tradição, Tomé evangelizou primeiro a Síria e a Pérsia (assim refere já Orígenes, citado por Eusébio de Cesareia, Hist. eccl. 3, 1), depois foi até à Índia ocidental (cf. Atos de Tomé 1-2 e 17ss.), de onde enfim alcançou também a Índia meridional.

“Nesta perspectiva missionária terminamos a nossa reflexão, expressando votos de que o exemplo de Tomé corrobore cada vez mais a nossa fé em Jesus Cristo, nosso Senhor e nosso Deus.” Bento XVI

Fonte: Redação A12

 

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Por que julho é o mês do Preciosíssimo Sangue de Cristo?

Conheça as origens dessa devoção

Existe uma devoção particular na Igreja Católica que está ligada à Paixão de Jesus Cristo: é a honra do seu Precioso Sangue.Trata-se de um reconhecimento do sacrifício de Jesus e como ele derramou seu sangue para a salvação da humanidade. Além disso, este sangue é feito presente através do dom da Eucaristia e é algo que podemos comungar na Missa, juntamente com o corpo de Cristo, sob a aparência de pão e vinho.

Com o passar do tempo, a Igreja desenvolveu várias festas do Preciosíssimo Sangue, mas foi no século 19 que uma festa universal foi estabelecida.

Durante a Primeira Guerra Italiana pela Independência, em 1849, o Papa Pio IX foi para o exílio em Gaeta. Ele estava com Don Giovanni Merlini, terceiro superior geral dos Padres do Preciosíssimo Sangue.

Enquanto a guerra ainda estava em fúria, Merlini sugeriu ao Papa Pio IX que ele criasse uma festa universal ao Precioso Sangue para implorar a ajuda celestial de Deus para acabar com a guerra e trazer a paz a Roma. Pio IX, posteriormente, fez uma declaração em 30 de junho de 1849 que ele pretendia criar uma festa em honra ao Precioso Sangue. A guerra logo terminou e ele retornou a Roma pouco depois.

Em 10 de agosto, ele oficializou e proclamou que o primeiro domingo de julho seria dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo. Mais tarde, o Papa Pio X atribuiu o dia 1º de julho como a data fixa dessa celebração.

Depois do Vaticano II, a festa foi removida do calendário, mas uma Missa votiva em honra do Preciosíssimo Sangue foi estabelecida e pode ser celebrada no mês de julho (assim como na maioria dos outros meses do ano).

Por estas razões, todo o mês de julho é tradicionalmente dedicado ao Preciosíssimo Sangue, e os católicos são encorajados a meditar sobre o profundo sacrifício de Jesus e o derramamento de seu sangue para a humanidade.

Abaixo está a oração de abertura da Missa votiva, bem como uma oração adicional que pode ser usada como meditação pessoal ou oração durante o mês de julho:

“Ó Deus, que pelo Precioso Sangue do teu Filho Unigênito redimiu o mundo inteiro, preserva em nós o trabalho de tua misericórdia, para que, sempre honrando o mistério da nossa salvação, possamos merecer obter bons frutos. Por nosso senhor Jesus Cristo, teu filho, que vive e reina na unidade do Espírito Santo, um só Deus, para todo o sempre. Amém.”

“Admitidos à vossa mesa sagrada, ó Senhor, com alegria extraímos água das fontes do Salvador: que o vosso sangue, pedimos a vós, torne dentro de nós uma fonte de água que salta para a vida eterna. Amém.”

Fonte: Aleteia

 

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Por que a festa de Corpus Christi é celebrada sempre em uma quinta-feira?

“Que maravilha deve suscitar, também no nosso coração, o mistério eucarístico!”

Muitas pessoas me questionam: como surgiu a Festa de Corpus Christi?  Por que acontece em outra data e não na Quinta-feira Santa, dia da instituição da Eucaristia? Conhecer um pouco mais sobre esta festa ajudará a melhor celebrar e a mais amar Jesus, presença real na Eucaristia. 

A ideia de lançar no calendário litúrgico esta festa originou-se a partir das visões de uma Irmã Agostiniana chamada Juliana de Mont Cornillon, nascida em Liége na Bélgica.  

Ela, desde os 17 anos ,começou a ter visões nas quais Jesus pedia uma festa anual para agradecer o Sacramento da Eucaristia. Aos 38 anos, Irmã, Juliana confidenciou esse segredo ao Cônego Tiago Pantaleão, que 31 anos mais tarde, foi eleito papa e adotou o nome de Urbano IV. Três anos antes de sua morte o Papa Urbano IV, escreve a Bula “Tansiturus” de 11 de agosto de 1264, instituindo mundial a Festa de Corpus Christi, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade.

O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, devido a morte do Papa, logo a seguir, mesmo assim algumas igrejas adotaram a festa como a diocese de Colônia, na Alemanha.

Corpus Christi tomou seu caráter universal definitivo, 50 anos depois, quando o Papa Clemente, confirmou a bula de Urbano IV nas Constituições Clementinas do Corpus Júris, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial. No século XI, começaram a surgir dúvidas sobre a presença real de Cristo na hóstia consagrada e o povo cristão reagiu multiplicando as formas de devoção e adoração da hóstia. As devoções eram muito centralizadas nas relíquias dos santos, para atrair a devoção para a pessoa de Jesus a Igreja favoreceu-se desta festa. Assim, os ostensórios com a hóstia consagrada, substituíram os relicários e foram apresentadas ao povo para adoração considerada como uma “relíquia” de Jesus. Os relicários foram substituídos pelas custódias ou ostensórios, que mostravam ao povo a hóstia consagrada. 

Foi escolhida a quinta-feira, para sempre celebrar o Corpus Christi, porque a Eucaristia foi celerada pela 1ª vez na quinta-feira Santa, véspera da Sexta-Feira da Paixão, a morte na cruz impede uma festa solene nestas datas. 

Em nenhum versículo da Sagrada Escritura, a Eucaristia é apresentada como um mero ‘símbolo’ do corpo de Cristo. Na verdade, nela está presente o próprio Cristo: corpo, sangue, alma e divindade. Essa é a verdadeira doutrina sobre a Eucaristia ensinada por Cristo e pelos apóstolos, até porque se a Eucaristia fosse apenas um “símbolo”, uma “lembrança”, ela não poderia constituir-se num alimento para a vida eterna.

O Papa João Paulo II assim falou sobre a Eucaristia: “Debaixo das aparências do pão e do vinho consagrados, permanece conosco o mesmo Jesus dos Evangelhos, que os discípulos encontraram e seguiram, viram crucificado e ressuscitado, cujas chagas Tomé tocou, prostrando-se em adoração e exclamando: ‘Meu Senhor e Meu Deus!’”.

Há também um trecho belíssimo da exortação apostólica de Bento XVI, chamada “Sacramentum Caritatis”, em que o Santo Papa comenta sobre a Eucaristia: “Sacramento da Caridade, a santíssima Eucaristia é a doação que Jesus Cristo faz de Si mesmo, revelando-nos o amor infinito de Deus por cada homem. Neste sacramento admirável, manifesta-se o amor ‘maior’: o amor que leva a « dar a vida pelos amigos » (Jo 15, 13). De fato, Jesus ‘amou-os até ao fim’ (Jo 13, 1). Com estas palavras, o evangelista introduz o gesto de infinita humildade que Ele realizou: na vigília da sua morte por nós na cruz, pôs uma toalha à cintura e lavou os pés dos seus discípulos. Do mesmo modo, no sacramento eucarístico, Jesus continua a amar-nos ‘até ao fim, até o dom do seu corpo e do seu sangue. Que enlevo se deve ter apoderado do coração dos discípulos à vista dos gestos e palavras do Senhor durante aquela Ceia! Que maravilha deve suscitar, também no nosso coração, o mistério eucarístico! ”

Olhar para Jesus no Sacramento do Altar é ter a consciência de que somos amados por Deus e reconhecer os sinais desse amor presentes nos acontecimentos da nossa vida.

Fonte: Aleteia

 

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Reflexão para a Solenidade da Santíssima Trindade

Para conhecer a Deus, “deveremos abrir a Sagrada Escritura, principalmente o Novo Testamento, e ver o que Jesus, o Verbo Encarnado, nos diz.”

Padre César Augusto dos Santos – Cidade do Vaticano

Hoje, de um modo especial, celebramos Deus. Mas quem é Deus? Como explicá-lo? Como defini-lo? Como conhecê-lo?

Nenhuma pergunta sobre Deus pode ser respondida por nós humanos. Deus nos supera!

Temos noção de quem Ele é, mas não conseguimos defini-lo. É impossível! Ele é a eterna surpresa. Nosso Deus não é o Deus dos filósofos, mas é o Pai de Jesus Cristo, é o próprio Cristo, é o Espírito de Amor.

Para conhecê-lo deveremos abrir a Sagrada Escritura, principalmente o Novo Testamento, e ver o que Jesus, o Verbo Encarnado, nos diz.

O Evangelho de hoje, tirado de São João, nos fala que Deus é o Amigo do Homem, não apenas o seu Criador, mas o seu Redentor, aquele que o protege e que foi capaz de sofrer e morrer para que o Homem tivesse a plena felicidade.

Já São Paulo em sua Carta aos Coríntios nos orienta sobre a resposta a ser dada ao Deus Amigo. O homem deverá deixar-se transfigurar através  dos dons, das qualidades divinas, especialmente pelo amor, pelo perdão e pelo serviço.

Falar com Jesus é falar com Deus. Sua bondade foi tanta que Ele se revelou a nós na pessoa de Jesus.

Filipe, quem me vê, vê o Pai. Dirijamo-nos ao Deus de Amor, a esse Deus que, por amor, rasgou seu coração, e sintamos a plenitude de seu querer bem a nós. Se o mandamento se resume em amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo, do mesmo modo como Ele nos amou, saibamos que antes de tudo o Senhor não só nos criou, mas, por amor a nós, se entregou até a morte.

O Espírito é escuta e disponibilidade.

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Que tal uma resolução de Tempo Comum este ano?

O Tempo Comum não precisa ser um período de férias do crescimento espiritual

Passaram o Pentecostes, a Páscoa, as longas semanas da Quaresma. Agora entramos nos seis meses do Tempo Comum, até que o Advento chegue mais uma vez.Mas o Tempo Comum não é um mero intervalo entre as temporadas principais da Páscoa e do Natal. É uma época de trabalho profundo da alma, de cura e crescimento simbolizado pela cor verde usada pelo clero semana após semana.

Durante muito tempo, esse período de domingos e mais domingos em que embarcamos não se chamou Tempo Comum; em vez disso, era assinalado como Pentecostes: primeiro domingo depois do Pentecostes, segundo domingo depois do Pentecostes, etc. Cada semana, os fiéis eram lembrados de que esses dias comuns, sem semanas intermináveis ​​de banquetes ou jejuns, eram o dia-a-dia da Igreja.

É bonito pensar que os domingos depois da Epifania e do Pentecostes são hoje chamados de ordinários, no sentido de que nós, fiéis, vivemos nossa vida comum em continuidade com o mistério da Epifania e de Pentecostes.

Agora, num momento em que os apóstolos são enviados do Cenáculo para fazer discípulos entre todas as nações, nós também ouvimos esse chamado.

É o Tempo Comum, em que somos convidados, como os Apóstolos, a fazer o trabalho comum de viver no Espírito, de deixar o Espírito falar através de nós, para que inúmeras almas conheçam o Senhor. Nós que passamos a Páscoa (ou toda a nossa vida) no Cenáculo, com medo de ser obrigados a falar o nome de Jesus e suportar as consequências, agora devemos nos mover.

Em um mundo que considera os frágeis, os pobres e os vulneráveis como descartáveis, em um mundo onde a solidão e o desespero tantas vezes reinam, é onde devemos pronunciar o nome de Jesus. Mas como?

Bem, fazendo um plano. Aprendendo como dar testemunho. Mas, acima de tudo, colocando o coração diante do Espírito em oração e pedindo a Ele que nos conduza. Ao pedir ao Senhor que lhe mostre as pessoas que Ele colocou em sua vida para ouvir o testemunho do Seu amor. Pedindo as palavras certas e o silêncio certo e o coração certo para falar do amor com tanta força que ressoe nas almas.

Estamos vivendo o tempo do Espírito Santo. Nos próximos seis meses, temos duas opções: seguir de cabeça baixa até que o Advento apareça para nos lembrar de que deveríamos estar em crescimento, ou convidar o Espírito Santo para nos guiar e transformar, assim como fez com os apóstolos.

Estamos acostumados às resoluções da Quaresma. Que tal uma resolução de Tempo Comum este ano? Que tal reservar cinco minutos por dia ou meia hora por semana para pedir ao Espírito Santo que nos mostre quem Ele está nos enviando e como ele quer que nós testemunhemos?

O Tempo Comum não precisa ser um período de férias do crescimento espiritual. Esses meses comuns são o tempo em que Deus está plantando, cuidando e regando. E Ele nos pede para fazer o mesmo. Vamos pedir a Ele que nos guie.

Fonte: Aleteia

 

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10 ensinamentos de Santo Antônio de Pádua, doutor da Igreja

Santo Antônio é chamado “doutor do Evangelho”, pela grandeza com que soube pregá-lo. Soube unir muito bem a sua cultura teológica, filosófica e científica

Quando entrou no convento foi incumbido das humildes funções de cozinheiro e viveu na obscuridade até que os seus superiores, percebendo seus extraordinários dons de pregador, enviaram-no pela Itália e pela França, a fim de pregar nos lugares onde a heresia dos Albigenses e Valdenses era mais forte. Até São Francisco de Assis o chamava informalmente de “o meu bispo”.Santo Antônio foi declarado doutor pela Igreja e nos deixou muitos ensinamentos. Conheça alguns deles:

1. “É viva a Palavra quando são as obras que falam”.

2. “Quando te sorriem prosperidade mundana e prazeres, não te deixes encantar; não te apegues a eles; brandamente entram em nós, mas quando os temos dentro de nós, nos mordem como serpentes”.

3. “Uma água turva e agitada não espelha a face de quem sobre ela se debruça. Se queres que a face de Cristo, que te protege, se espelhe em ti, sai do tumulto das coisas exteriores, seja tranquila a tua alma”.

4. “A paciência é o baluarte da alma, ela a fortifica e defende de toda perturbação”.

5. “Ó Senhor, dá-me viver e morrer no pequeno ninho da pobreza e na fé dos teus Apóstolos e da tua Santa Igreja Católica”.

6. “Neste lugar tenebroso, os santos brilham como as estrelas do firmamento. E como os calçados nos defendem os pés, assim os exemplos dos santos defendem as nossas almas tornando-nos capazes de esmagar as sugestões do demônio e as seduções do mundo”.

7. “Quem não pode fazer grandes coisas, faça ao menos o que estiver na medida de suas forças; certamente não ficará sem recompensa”.

8. “Como os raios se desprendem das nuvens, assim também dos santos pregadores emanam obras maravilhosas. Disparam os raios, enquanto cintilam os milagres dos pregadores; retornam os raios, quando os pregadores não atribuem a si mesmos as grandes obras que fazem, mas à graça de Deus”.

9. “Ó meu Senhor Jesus, eu estou pronto a seguir-te mesmo no cárcere, mesmo até a morte, a imolar a minha vida por teu amor, porque sacrificaste a tua vida por nós”.

10. “Deus é Pai de todas as coisas. Suas criaturas são irmãos e irmãs”.

 

Por Prof. Felipe Aquino, via Canção Nova 

 

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Hoje celebra-se a memória da Virgem Maria, Mãe da Igreja

Neste dia 10 de junho, segunda-feira após o Domingo de Pentecostes, é celebrada a memória da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, data que foi estabelecida pelo Papa Francisco no início de 2018, por meio de um Decreto da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

“Esta celebração ajudará a recordar que a vida cristã, para crescer, deve ser ancorada no mistério da Cruz, na oblação de Cristo no convite eucarístico e na Virgem oferente, Mãe do Redentor e dos redimidos”, afirma o documento.

O texto explica ainda que o Papa Francisco decidiu estabelecer esta memória da Virgem Maria, Mãe da Igreja, “considerando atentamente quanto à promoção desta devoção possa favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos Pastores, nos religiosos e nos fiéis, como, também, da genuína piedade mariana”.

O Evangelho de São João narra que, “junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis aí teu filho’. Depois disse ao discípulo: ‘Eis aí tua mãe’” (Jo 19,25-27).

Com referência a este episódio evangélico, o decreto assinala que a Virgem Maria “aceitou o testamento do amor do seu Filho e acolheu todos os homens, personificado no discípulo amado, como filhos a regenerar à vida divina, tornando-se a amorosa Mãe da Igreja, que Cristo gerou na cruz, dando o Espírito”.

“Por sua vez, no discípulo amado, Cristo elegeu todos os discípulos como herdeiros do seu amor para com a Mãe, confiando-a a eles para que estes a acolhessem com amor filial”.

Além disso, continua o texto, “dedicada guia da Igreja nascente, Maria iniciou, portanto, a própria missão materna já no cenáculo, rezando com os Apóstolos na expectativa da vinda do Espírito Santo”.

Segundo o decreto, ao longo dos séculos, “a piedade cristã honrou Maria com os títulos, de certo modo equivalentes, de Mãe dos discípulos, dos fiéis, dos crentes, de todos aqueles que renascem em Cristo e, também, ‘Mãe da Igreja’, como aparece nos textos dos autores espirituais assim como nos do magistério de Bento XIV e Leão XIII”.

Assim, recorda que “o beato papa Paulo VI, a 21 de novembro de 1964, por ocasião do encerramento da terça sessão do Concílio Vaticano II, declarou a bem-aventurada Virgem Maria ‘Mãe da Igreja, isto é, de todo o Povo de Deus, tanto dos fiéis como dos pastores, que lhe chamam Mãe amorosíssima’ e estabeleceu que ‘com este título suavíssimo seja a Mãe de Deus doravante honrada e invocada por todo o povo cristão’”.

Além disso, a Sé Apostólica propôs uma Missa votiva em honra de Santa Maria, Mãe da Igreja, por ocasião do Ano Santo da Reconciliação em 1975. “A mesma deu a possibilidade de acrescentar a invocação deste título na Ladainha Lauretana (1980), e publicou outros formulários na Coletânea de Missas da Virgem Santa Maria (1986). Para algumas nações e famílias religiosas que pediram, concedeu a possibilidade de acrescentar esta celebração no seu Calendário particular”.

Assim, o Papa Francisco “estabeleceu que esta memória da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, seja inscrita no Calendário Romano na Segunda-feira depois do Pentecostes, e que seja celebrada todos os anos”.

Fonte: ACI Digital

 

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Reflexão para a Solenidade de Pentecostes

“Pelo batismo e pela crisma fazemos parte dessa comunidade que deve continuar a missão redentora de Jesus. Que honra!”

Padre César Augusto dos Santos – Cidade do Vaticano

O autor do Evangelho deste domingo, João Evangelista, nos diz que a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos se deu no dia de Páscoa.

Ele deseja fazer-nos compreender que o Espírito que conduziu Jesus para sua missão de salvar a Humanidade é o mesmo que agora conduz a Igreja, comunidade dos seguidores de Jesus, na continuidade da mesma missão. A Igreja torna presente, na História, o Cristo Redentor.

Quando os discípulos, à tarde do primeiro dia da semana, estão reunidos o Senhor aparece no meio deles e lhes comunica a paz. Mostra-lhes os sinais de seus sofrimentos para lhes dizer que, apesar de seu aspecto glorioso, a memória da paixão não poderá ser deixada de lado, que a glória veio através da cruz.

Estamos no primeiro dia da semana, não nos esqueçamos. Exatamente com esse sentido do novo, do novo pós pascal, isto é, do novo eterno, que não caduca, que não envelhece, Jesus faz a nova criação soprando o Espírito sobre seus seguidores. É uma referência à criação do homem, relatada no cap. 2º, vers. 7 do Gênesis, quando diz que Deus insuflou em suas narinas o hálito de vida e o homem passou a viver. No relato desse fato na tarde pascal, temos a criação da Comunidade Cristã.

A missão é dada logo em seguida: perdoar os pecados e até retê-los, se for o caso. Pecado é aquilo que impede a realização do projeto do Pai, que é a felicidade do ser humano. Ora, perdoar os pecados significa lutar para que os planos de Deus cheguem à sua concretização e, evidentemente, devolvendo àquele que está arrependido de suas ações contrárias a esse plano, a reconciliação.

Pelo batismo e pela crisma fazemos parte dessa comunidade que deve continuar a missão redentora de Jesus. Que honra!

Que nossas ações, seja na família, no trabalho ou no meio dos amigos, colaborem com a alegria e felicidade daqueles que nos cercam. Assim estaremos dando glória a Deus, pois a glória de Deus é a felicidade do homem.

Fonte: Vatican News

 

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Junho, o mês do Sagrado Coração de Jesus

Entenda a origem desta devoção

No mês de junho, a Igreja celebra o Sagrado Coração de Jesus, uma devoção que existe desde os primórdios do Cristianismo, quando as pessoas refletiam sobre o coração aberto de Jesus. Celebrar o Coração de Jesus torna-se uma importante ocasião pastoral para que toda a comunidade cristã novamente se sensibilize para fazer deste admirável Sacrifício e Sacramento o coração da própria vida.

Bento XVI, certa vez, falou sobre a importância desta devoção: 

“A contemplação do ‘lado transpassado pela lança’, na qual resplandece a vontade infinita de salvação por parte de Deus, não pode ser considerada, portanto, como uma forma passageira de culto ou de devoção: a adoração do amor de Deus, que encontrou no símbolo do ‘coração transpassado’ sua expressão histórico-devocional, continua sendo imprescindível para uma relação viva com Deus”. 

A origem da devoção 

A devoção ao Sagrado Coração aparece em dois acontecimentos fortes do evangelho: o gesto de São João, discípulo amado, encostando a sua cabeça em Jesus durante a última ceia (cf. Jo 13,23); e na cruz, onde o soldado abriu o lado de Jesus com uma lança (cf. Jo 19,34). Em um temos o consolo pela dor da véspera de sua morte, e no outro, o sofrimento causado pelos pecados da humanidade. Estes dois exemplos do evangelho nos ajudam a entender o apelo de Jesus, feito em 1675, a Santa Margarida Maria Alacoque:

“Eis este coração que tanto tem amado os homens. Não recebo da maior parte senão ingratidões, desprezos, ultrajes, sacrilégios, indiferenças… Eis que te peço que a primeira sexta-feira depois da oitava do Santíssimo Sacramento (Corpo de Deus) seja dedicada a uma festa especial para honrar o Meu coração, comungando neste dia e dando-lhe a devida reparação por meio de um ato de desagravo, para reparar as indignidades que recebeu durante o tempo em que esteve exposto sobre os altares. E prometo-te que o Meu Coração se dilatará para derramar com abundância as influências de Seu divino Amor sobre os que tributem esta divina honra e que procurem que ela lhe seja prestada.”

O papa João Paulo II sempre cultivou esta devoção e a incentivava a todos que desejassem crescer na amizade com Jesus.

Fonte: Aleteia

 

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