Qual a diferença entre Beato, Servo de Deus e Mártir?

Entenda como a Igreja reconhece cada um desses títulos

OPapa Francisco assinou um decreto que reconhece o martírio da menina brasileira Benigna Cardoso da Silva, natural de Santana do Cariri, no Ceará. Ela foi brutalmente assassinada, aos 13 anos, em 1941, por um jovem da mesma idade que a assediava.No dia 24 de outubro de 1941, sabendo que ela buscaria água em um poço perto de casa, o jovem assassino decidiu esperá-la escondido. Ao tentar agarrá-la à força, ele a assassinou com um facão após uma tentativa de defesa de Benigna.

A declaração do martírio é decisiva para a beatificação, já que assim não é necessário reconhecer um milagre confirmado pela medicina. Conforme a natureza do martírio, o Papa pode também canonizar um mártir sem a necessidade do segundo milagre, normalmente exigido para a canonização. Isso depende de cada caso

A palavra mártir vem do grego martys, martyros, que significa testemunha. O mártir é uma testemunha qualificada que chega ao derramamento do próprio sangue pela fé católica. Papa Bento XIV assim se exprime: “O martírio é a morte voluntariamente aceita por causa da fé cristã ou por causa do exercício de outra virtude relacionada com a fé”. Só o Papa pode declarar alguém beato ou santo.

O Catecismo da Igreja Católica (§ 2473) retoma o conceito: “O martírio é o supremo testemunho prestado à verdade da fé; designa um testemunho que vai até a morte”. Não é simplesmente a defesa de uma ação social ou política, ainda que louvável.

Quando a comunidade entende que alguém que faleceu apresenta sinais de santidade, então, a diocese pode começar um processo de canonização, que tem quatro etapas. Qualquer diocese do mundo pode iniciar uma causa de canonização.

Para cada causa é escolhido pelo bispo, um postulador, espécie de advogado que tem a tarefa de investigar, detalhadamente, a vida do candidato para conhecer sua fama de santidade. Quando a causa é iniciada, o candidato recebe o título de Servo de Deus.

O primeiro processo é o das virtudes ou martírio

Esse é o passo mais demorado, porque o postulador deve investigar, minuciosamente, a vida do Servo de Deus. Em se tratando de um mártir, devem ser estudadas as circunstâncias que envolveram sua morte para comprovar se houve, realmente, o martírio. Ao terminar esse processo, a pessoa é considerada Venerável, após aprovação do Papa.

O segundo processo é o milagre da beatificação

Para se tornar beato, é necessário comprovar um milagre ocorrido por sua intercessão. O beato pode receber um culto restrito em sua diocese ou congregação.

O terceiro e último processo é o milagre para a canonização

Esse tem de ter ocorrido após a beatificação. Comprovado esse milagre, o beato é canonizado e o novo santo passa a ser cultuado universalmente.

Um milagre para a beatificação ou canonização deve ser confirmado pelos médicos e observar três requisitos:

1 – a cura da pessoa não podia ser conseguida pelo estágio atual da medicina.

2 – a cura foi imediata e não por um processo lento.

3 – a cura é permanente e o mal não voltou.

Fonte: Aleteia

 

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O profundo significado espiritual e histórico de Nossa Senhora do Rosário

A festa litúrgica celebrada em 7 de outubro tem raízes na proteção de Maria diante de árduos desafios para a civilização cristã

Nossa Senhora do Rosário é o título mariano relacionado com a própria história do Santo Rosário: em 1214, na igreja do mosteiro francês de Prouille, a Santíssima Virgem Maria apareceu para o frade dominicano São Domingos de Gusmão e lhe confiou essa forma de oração contemplativa que foi depois se espalhando magnificamente mundo afora.O título também se relaciona com as aparições de Nossa Senhora de Fátima aos três pastorinhos, em Portugal. Ela se identificou para as crianças como “a Senhora do Rosário”. Na sua mensagem apresentada em Fátima, Nossa Senhora insiste nos pedidos de oração, nomeadamente na oração do Santo Rosário.

A revelação do Santo Rosário a São Domingos de Gusmão

São Domingos de Gusmão é o fundador da Ordem dos Pregadores, cujos membros são conhecidos como os frades dominicanos. Em 1214, ele estava na cidade francesa de Toulouse quando Nossa Senhora lhe apareceu enquanto ele orava e fazia penitência já havia três dias e três noites pelos pecados da humanidade. Maria lhe disse então:

“Sabes, meu querido Domingos, de que arma a Santíssima Trindade se serviu para reformar o mundo?”

Ele respondeu:

“Ó Senhora! Vós o sabeis melhor que eu, porque, depois de vosso Filho, Jesus Cristo, fostes o principal instrumento de nossa Salvação”.

Nossa Senhora prosseguiu:

“Sabe que a peça principal foi a saudação angélica, fundamento do Novo Testamento. Se queres, portanto, ganhar esses corações endurecidos para Deus, reza o meu saltério”.

A expansão da devoção do Santo Rosário

Depois dessa aparição, Domingos entrou na catedral de Toulouse para falar aos fiéis, enquanto os sinos tocavam sem nenhuma intervenção humana. Quando o santo começou a pregar, desataram-se tremores de terra e uma enorme tormenta, com terríveis trovões e poderosos relâmpagos. Uma imagem de Nossa Senhora levantou três vezes os braços para pedir a Deus justiça pelos que não se arrependessem e não recorressem à sua proteção. São Domingos rezou então algumas das preces do Santo Rosário e a tormenta cessou.

Ele retomou serenamente a pregação e a fez com tamanho ardor que os cidadãos quase todos aderiram à devoção do Santo Rosário, percebendo-se nos tempos seguintes uma conversão substancial de vida entre as pessoas, de acordo com o relato dos livros “São Domingos de Gusmão e a origem do Santo Rosário” (Apostolado do Oratório, 07-10-2013) e “A história do Santo Rosário” (Opus Dei, 07-10-2017).

O próprio São Domingos se tornou o grande propagador dessa devoção mariana no início do século XIII, a ponto de que a Igreja lhe conferiu o título de “Apóstolo do Santo Rosário“.

Uma oração capaz de converter quem se afastou da fé católica

Havia na época uma complexa variedade de heresias que desviavam os fiéis da Igreja, em especial as dos albingenses, que cresciam vertiginosamente na França. Pouco foi conseguido pelos missionários enviados pelo Papa a fim de combater as heresias.

São Domingos, no entanto, as combatia mediante a oração do Rosário da Virgem Maria. Com a criação da sua ordem religiosa e com a persistência na oração do Rosário, São Domingos pedia a intercessão de Nossa Senhora para converter os hereges, uma árdua conquista que foi sendo obtida com o passar dos anos.

A festa litúrgica de Nossa Senhora do Rosário

Paolo Veronese

 

Em 1572, o Papa Pio V instituiu a festa de Nossa Senhora da Vitória para celebrar o triunfo dos cristãos na Batalha de Lepanto, em que foram derrotados os invasores otomanos. Essa épica vitória foi atribuída à intercessão da Virgem Maria, porque havia sido feita uma procissão do Rosário naquele mesmo dia em plena Praça de São Pedro, em súplica de ajuda para a Liga Santa naquela batalha decisiva travada em terras europeias.

Em 1573, Papa Gregório XIII mudou o título da comemoração para Festa do Santo Rosário. O Papa Clemente XII estendeu esta festa a toda a Igreja Católica.

As reformas do Concílio Vaticano II renomearam a festa para Nossa Senhora do Rosário.

Trata-se de uma memória universal celebrada em 7 de outubro, a data da vitória na Batalha de Lepanto.

Fonte: ALETEIA

 

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Por que outubro é o mês do Rosário?

Conheça a origem desta devoção

Em outubro, a Igreja celebra o mês Rosário, uma oração querida por muitos santos ao longo da história e divulgada por São Domingos de Gusmão a pedido da Santíssima Virgem Maria.Mas como surgiu essa tradição?

Segundo o site ACI Digital, antigamente romanos e gregos costumavam coroar com rosas as imagens que representavam os seus deuses, como símbolo da oferta dos seus corações. A palavra “rosário” significa “coroa de rosas”.

Seguindo essa tradição, as mulheres cristãs que marcharam ao Coliseu Romano para serem martirizadas, usavam coroas de rosas nas suas cabeças, como símbolo da alegria e da entrega dos seus corações para ir ao encontro de Deus. Estas rosas eram recolhidas à noite pelos cristãos, que rezavam uma oração ou um salmo pelo eterno descanso dos mártires.

A Igreja recomendou rezar este rosário recitando os 150 salmos de Davi, entretanto, só faziam isso as pessoas cultas. Diante dessa situação, sugeriu que aqueles que não sabiam ler, substituíssem os salmos por 150 Ave Marias, divididas em quinze dezenas. Este “rosário curto” era conhecido como “o saltério da Virgem”.

Alguns séculos depois, exatamente no ano 1208, dizem que a Virgem Maria ensinou a São Domingos de Gusmão, fundador da Ordem dos Pregadores (dominicanos), a oração do Rosário.

A Virgem apareceu-lhe segurando um rosário e ensinou-lhe a recitá-lo. Em seguida, pediu que o pregasse por todo o mundo, prometendo-lhe que muitos pecadores se converteriam e conseguiriam abundantes graças.

São Domingos de Gusmão deixou a capela cheio de entusiasmo com o rosário na mão. E, efetivamente, levou-o por todas as partes e muitos albigenses voltaram à fé católica.

Alguns anos depois, em 7 de outubro de 1571, aconteceu a batalha naval de Lepanto, quando o cristianismo foi ameaçado pelos turcos. Frente ao perigo iminente, alguns dias antes, o Papa São Pio V pediu aos fiéis que rezassem o rosário pedindo pelas forças cristãs.

A história conta que o Pontífice estava em Roma, resolvendo alguns assuntos, quando de repente levantou-se e anunciou que sabia que a frota cristã havia triunfado. Ordenou que tocassem os sinos e organizassem uma procissão. Logo depois, os mensageiros chegaram anunciando a vitória. Em seguida, instituiu a festa de Nossa Senhora das Vitórias, em 7 de outubro.

Um ano depois, Gregório XIII mudou o nome da festa para Nossa Senhora do Rosário e determinou que fosse celebrada no primeiro domingo de outubro (dia em que a batalha foi vencida). Atualmente, celebra-se a festa do Rosário em 7 de outubro e alguns dominicanos continuam comemorando esta festa no primeiro domingo do mês.

Fonte: ALETEIA

 

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4 lições de Sta. Teresinha do Menino Jesus para uma vida espiritual simples e plena

1 – Humildade e simplicidade

Ficar pequeno é reconhecer o próprio nada, tudo esperar de Deus, não se afligir com as faltas, porque as criancinhas, se caem muitas vezes, por serem pequeninas, pouco se machucam.

Faço como as crianças que não sabem ler: digo a Deus simplesmente o que desejo dizer-lhe, sem palavras bonitas, e ele me compreende.

Ocupemos o último lugar. Ninguém brigará convosco por causa dele.

A santidade não consiste nesta ou naquela prática, é mais uma disposição do coração que nos faz humildes e pequenos nos braços de Deus, conscientes de nossa fragilidade, e confiantes, até a ousadia, em sua bondade de Pai.

Com os pequeninos, ele [demônio] não pode…

2 – Confiança e esperança em Deus

Nunca é demais a confiança no bom Deus, tão poderoso e tão misericordioso.

Como é grande o poder da oração! Poderíamos compará-la a uma rainha, que tem sempre entrada franca junto do rei e consegue tudo o que pede.

Jesus não exige grandes obras, apenas confiança e gratidão.

Nossa confiança é combatida obstinadamente pelo Inferno, porque ela é a vida, a salvação. À obstinação de Satã, operemos a obstinação de nossa confiança. E seremos salvos.

O que em minha alma agrada ao bom Deus é ver o amor que tenho à minha pequenez e à minha pobreza, é a minha esperança cega em sua misericórdia.

Nós que corremos na vida do amor, não devemos pensar no que há de acontecer de doloroso no futuro; seria faltar à confiança… é como meter-se a criar.

3 – Abandono em Deus

Eu sou a bolinha do menino Jesus, que Ele faça de mim o que quiser. Brinque à vontade com sua bolinha. Se me quiser atirar a um canto abandonada, serei feliz, contanto que Ele o queira.

Não me amedronta Ter que sofrer por Vós! Escolho tudo o que Vós quereis!

Às vezes custa à nossa fraqueza dar a Nosso Senhor aquilo que Ele pede. E, porque custa, é meritório e precioso o nosso sacrifício.

Que importa o sucesso? O que Deus nos pede é não nos determos diante do cansaço da luta.

Experimentamos grande paz em sermos absolutamente pobres, em contar só com Deus.

4 – Amor a Jesus

O Senhor não precisa de nossas obras, e sim do nosso amor.

O sofrimento unido ao amor é a única coisa que me parece desejável neste vale de lágrimas.

Não creiais que possa amar sem sofrer muito. Quando se sofre devidamente, o amor aumenta.

Apenas me levanto, penso logo nas contrariedades e trabalhos que me esperam e fico cheia de alegria e de coragem, meditando nas venturosas ocasiões que terei de dar provas do meu amor a Jesus.

Amemos a Jesus a ponto de sofrermos tudo o que Ele quiser, mesmo a aridez e frieza aparentes. É sublime o amor a Jesus sem os gozos da doçura desse amor. É um martírio!…Pois bem, morramos mártires!

Amar aos pés da cruz é mais belo e heroico do que amar nos esplendores do Tabor. É ali que se prova o verdadeiro amor.

É pura verdade tudo quanto escrevi sobre os meus desejos de sofrer muito pelo bom Deus! Ah! Não me arrependo, não, de me Ter oferecido como vítima de Amor!

Fonte: Aleteia | Prof. Felipe Aquino

 

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Hoje é a festa do Santíssimo Nome de Maria, luz que ilumina

A cada dia 12 de setembro, é celebrado o Santíssimo Nome de Maria. “O nome de Maria, que significa Senhora da luz, indica que Deus me encheu de sabedoria e luz, como astros brilhantes, para iluminar os céus e a terra”, disse- a Virgem à Santa Matilde.

Este fato, no qual a Mãe de Deus revela o significado de seu nome para a Santa, foi recolhido por São Luís Maria Grignion de Montfort, grande propagador da devoção mariana, no livro “O Segredo do Rosário”.

No Novo Testamento, foi o Evangelista Lucas quem deu o nome da donzela que seria a Mãe do Salvador: “…O nome da virgem era Maria” (Lc 1, 27).

É por isso que, desde os primeiros cristãos até nossos dias, foi honrada com toda classe de títulos, porque o “nome” representa a “pessoa”, assim como nos diz o Catecismo da Igreja Católica (2158):

“O nome de todo homem é sagrado. O nome é a imagem da pessoa. Exige respeito em sinal da dignidade do que o leva”.

Eis, então, uma das tantas razões desta importante festa, que foi instituída com o propósito de que os fiéis encomendem a Deus, através da intercessão da Santa Mãe, as necessidades da Igreja, agradeçam por seu amparo e seus inumeráveis benefícios, em especial os que recebem pelas graças e a mediação da Virgem Maria.

A celebração desta festa foi autorizada pela primeira vez em 1513, na cidade espanhola de Cuenca, de onde se estendeu por toda a Espanha. Em 1683, o Papa Inocêncio XI a admitiu na Igreja do Ocidente como ação de graças pela vitória sobre os turcos na Batalha de Viena.

Para este dia, a ACI digital selecionou uma oração extraído do livro Glórias de Maria, de Santo Afonso Maria de Ligório.

Oração para invocar sempre o nome de Maria Santíssima

Grande Mãe de Deus e minha Mãe, ó Maria, é verdade que eu não sou digno de proferir o vosso nome; mas vós, que me tendes amor e desejais minha salvação, concedei-me, apesar de minha indignidade, a graça de invocar sempre em meu socorro vosso amantíssimo e poderosíssimo nome. Pois é ele o auxílio de quem vive e salvação de quem morre.

Puríssima e dulcíssima Virgem Maria, fazei que seja vosso nome de hoje em diante o alento de minha vida. Senhora, não tardeis a socorrer-me quando vos invocar. Pois, em todas as tentações que me assaltarem, em todas as necessidades que me ocorrerem, não quero deixar de chamar-vos em meu socorro, repetindo sempre:

Maria! Maria! Assim espero fazer durante a vida, assim espero fazer particularmente na hora da morte, para ir depois louvar eternamente no céu vosso querido nome, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria.

Fonte: ACI Digital

 

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Solenidade da Assunção de Nossa Senhora

“A Virgem de Nazaré representa todas as pessoas simples com o seu ‘Magnificat’, um canto de gratidão a Deus”, escreve o Padre Cesar Augusto dos Santos.

Padre Cesar Augusto dos Santos

A Bíblia e a vida nos ensinam que quando o Senhor vai realizar ações magníficas, Ele se dirige aos humildes e pede a colaboração deles. Todos os relatos bíblicos nos mostram isso e também os acontecimentos recentes, quando Ele permitiu a pastores, camponeses e crianças verem Maria Santíssima. Também a devoção à Padroeira do Brasil deve-se à tarefa de três pescadores que encontraram a imagem da Mãe de Deus e nossa no rio Paraíba do Sul.

Maria, a Virgem de Nazaré, representando todas as pessoas simples, ignoradas pelos poderosos, mas plenamente confiantes em Deus, no seu “Magnificat”, canta sua gratidão a Deus porque Ele beneficiou a ela e aos necessitados. Ela anuncia a nova sociedade, não apenas a celeste, mas também a terrestre, quando esta última seguir seu conselho de “fazer tudo o que Jesus mandar”.

Nessa nova sociedade, os que detêm poder irão usá-lo para servir os pobres, os marginalizados, os aflitos. Jesus já nos deu o exemplo lavando os pés dos apóstolos e morrendo por nós na cruz, ou seja, se entregando para que fôssemos libertados do domínio do mal. Deus é fiel, conclui Nossa Senhora ao dizer que a misericórdia prometida a Abraão e seus descendentes foi mantida e realizada.

Paulo, em sua 1ª Carta aos Coríntios, explicita esse bem querer de Deus a todos nós quando diz que a ressurreição de Jesus destruiu o destino do homem de ser-para-a-morte e lhe restituiu sua vocação eterna de ser-para-a-vida. Cristo morreu para que o homem confiasse plenamente no amor do Pai e fizesse sua entrega radical a Ele. Com isso acaba o egocentrismo e Jesus Cristo passa a ser o centro da vida do ser humano. O homem se descentraliza para que Deus possa ocupar o lugar que sempre foi Seu, o centro de tudo e de todos.

Consequentemente, acaba a pobreza, a injustiça, a opressão. Se o amor está no centro, deixarei de ser apegado ao dinheiro, ao poder, ao prazer egoísta. Serei fraterno, misericordioso, solidário. Surge, então, um mundo onde reina a Justiça e a Paz. O Canto de Maria e a oração de São Francisco se tornarão realidade!

Celebrar a Assunção de Nossa Senhora é praticar tudo o que Jesus ensinou e ela viveu em toda sua vida. “Antes, são bem-aventurados aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a colocam em prática”, disse Jesus quando louvaram Maria por ser sua mãe.

Fonte: Vatican News

 

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Maria: um coração tão grande que toda a criação pode entrar nele

A Assunção de Maria é uma antecipação da ressurreição da carne, que para todos os outros homens só acontecerá no fim dos tempos, com o Juízo Final. Esta solenidade é considerada a festa principal da Virgem Maria.

Padre Arnaldo Rodrigues – Cidade do Vaticano

Hoje a Igreja celebra a Assunção de Nossa Senhora. No Brasil esta festa é transferida para o domingo seguinte. Na Itália a festa de hoje é comemorada com o tradicional “ferragosto”.

“Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos s. Pedro e s. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”. Foram com estas palavras que o Papa Pio XII, no dia 1 de novembro de 1950 festa de todos os santos, declarou o Dogma da Assunção de Maria.

dormitio Virginis e a Assunção, no Oriente e no Ocidente, estão entre as mais antigas festas marianas. A Igreja Ortodoxa e a Igreja Apostólica Arménia celebram a festa da Dormição de Maria no dia 15 de Agosto.

A Virgem Imaculada, que, preservada imune de qualquer culpa original, no final da sua vida, foi assunta, isto é, acolhida, para a glória celeste em corpo e alma e exaltada pelo Senhor como rainha do universo, para que estivesse mais plenamente em conformidade com o seu Filho, Senhor dominante e vencedor do pecado e da morte. (Concílio Vaticano II, Lumen Gentium, 59).
A Virgem Assunta, diz o Missal Romano, é primícias da Igreja celeste e um sinal de consolação e esperança segura para a Igreja peregrina. Isto porque a Assunção de Maria é uma antecipação da ressurreição da carne, que para todos os outros homens só acontecerá no fim dos tempos, com o Juízo Final. Esta solenidade é considerada a festa principal da Virgem Maria.

Teologia

Para nós cristãos, existe o significado teológico para esta grande festa. O Doutor da Igreja, São João Damasceno (676-749), assim escrevera:
“Convinha que aquela que guardara ilesa a virgindade no parto, conservasse seu corpo, mesmo depois da morte, imune de toda corrupção. Convinha que aquela que trouxera no seio o Criador como criancinha fosse morar nos tabernáculos divinos. Convinha que a esposa, desposada pelo Pai, habitasse na câmara nupcial dos céus. Convinha que, tendo demorado o olhar em seu Filho na cruz e recebido no peito a espada da dor, ausente no parto, o contemplasse assentado junto do Pai. Convinha que a Mãe de Deus possuísse tudo o que pertence ao Filho e fosse venerada por toda criatura como mãe e serva de Deus”.
A Mãe de Deus que foi preservada da corrupção do pecado original, foi preservada também da corrupção do seu corpo imaculado. É a nossa esperança

Por que a Assunção de Maria é importante em nossa vida?

O Papa emérito, Bento XVI, em uma homilia em Castelgandolfo no ano de 2012, nos mostra a importância deste grande acontecimento para a história da salvação. De modo especial, nos explica como se dá a relação de Deus com o homem e a sua proximidade para conosco. E nessa dinâmica, Maria tem um papel muito importante.

“Na Assunção vemos que em Deus existe espaço para o homem, o próprio Deus é a casa de muitos aposentos da qual Jesus fala (cf. Jo 14, 2); Deus é a casa do homem, em Deus há espaço de Deus. Quanto a Maria, unindo-se, unida a Deus, não se afasta de nós, não vai a uma galáxia desconhecida, mas quem procura Deus aproxima-se, porque Deus está próximo de todos nós; e Maria, unida a Deus, participa da presença de Deus, encontra-se extremamente próxima de nós, de cada um de nós. Maria tem um coração tão grande que toda a criação pode entrar nele. Maria está próxima, pode ouvir, pode ajudar, encontra-se próxima de todos nós. Em Deus há espaço para o homem e Deus está próximo; quanto a Maria, unida a Deus, está extremamente próxima, tem um coração tão grande quanto o coração de Deus. (…) Mas existe também outro aspecto: em Deus não existe espaço unicamente para o homem; no homem há espaço para Deus. Também isto vemos em Maria, a Arca Santa que traz em si a presença de Deus. Em nós há espaço para Deus, e esta presença de Deus em nós, tão importante para iluminar o mundo na sua tristeza, nos seus problemas, esta presença realiza-se na fé: na fé abrimos as portas do nosso ser, de tal forma que Deus entre em nós, a fim de que Deus possa ser a força que dá vida e caminho ao nosso ser. Em nós existe espaço, abramo-nos como Maria se abriu, dizendo: «Que se cumpra em mim a tua vontade, eu sou a serva do Senhor». Abrindo-nos a Deus, nada perdemos. Pelo contrário: a nossa vida torna-se rica e grande.”

O “Ferragosto”

Na Itália, no dia 15 de agosto, se celebra também o famoso ferragosto. O termo “Ferragosto” deriva da frase latina feriae Augusti (descanso de Augusto) que indica uma festa instituída pelo Imperador Augusto em 18 a.C. que foi adicionada às festividades existentes e muito antigas que caíram no mesmo mês, como a Vinalia rustica ou as Consualia, para celebrar as colheitas e o fim dos principais trabalhos agrícolas.

O antigo Ferragosto, tinha a intenção de conectar os principais feriados agostinianos para proporcionar um período adequado de descanso, também chamado de Augustali, necessário após os grandes esforços prodigalizados durante as semanas anteriores.

Para esta grande festa da Assunção, seja na celebração no domingo no Brasil ou hoje na Itália e em outras partes do mundo, abramo-nos a Deus como Maria, deixando-se preencher da presença do Espírito Santo e dizendo como ela: “Que se cumpra em mim a tua vontade, eu sou a serva do Senhor”. Enchendo assim o coração e a vida de alegria e esperança.

Fonte: Vatican News

 

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3 tipos de bullying vocacional (e como lidar com eles)

Chega de omissão e negativismo! Jesus merece ser propagado, amado e seguido

Em casa, na comunidade, na escola ou no trabalho, o jovem vocacionado tem receio em dizer que quer ser padre. Isso porque é só revelar a vocação que o bullying corre solto.Trata-se de um tema delicado e atual, que o arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, discutiu muito bem no portal A12. Para ele, existem três tipos de bullying vocacional e é preciso vencê-los. Confira:

1. Bullying dos colegas

Um jovem tem receio de dizer que quer ser padre, porque leva logo uma vaia, ganha apelidos, é vítima de gozações e até humilhação. Lembremos que toda vocação passa por provações. É preciso remar contra a corrente. Diante desse fato, o vocacionado precisa selecionar suas amizades, participar do grupo de jovens, procurar orientação vocacional. Quantos vocacionados encontram apoio, estímulo e ajuda de tantas pessoas que são verdadeiros anjos vocacionais!

2. Bullying dos familiares

Muitos vocacionados evitam falar de vocação em casa, porque pais, irmãos, parentes são os primeiros a desanimá-los, com uma série de impedimentos, dificuldades, gozações. Quantos sacerdotes, religiosos e santos enfrentaram clima negativo da família para defender e confirmar sua vocação. É preciso tomar a cruz.A cruz do bullying é uma das mais perversas, porque julga, projeta conceitos falsos, usa as armas destrutivas da crítica, da humilhação, da mentira. Só com muita oração, muita leitura orante, boas amizades e orientação de pessoas competentes e o bom testemunho dos sacerdotes se vence esses desafios.

3. Bullying da sociedade

Fazem-se mil caricaturas do padre. Eis algumas: grosseiro, tradicionalista, moderninho, homoafetivo, dependente da mãe, liberal, etc. Em nossas casas e nas rodinhas dos bares, churrascos, almoços, um dos assuntos mais comentados é depreciar a Igreja e falar mal dos padres. Nós todos precisamos ser mais corajosos, otimistas, motivadores das vocações.

Chega de tanta omissão e negativismo. Jesus merece ser propagado, amado, conhecido e seguido!

(Com informações de A12)

Fonte: Aleteia

 

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Reflexão para o XVII Domingo do Tempo Comum

“Abraão foi muito humilde em sua oração. Jesus também nos indica a humildade quando nos orienta pedir ao Pai que não nos deixe cair em tentação. Se Deus não nos ajudar, nada conseguiremos, somos fracos, somos pó.”

Padre César Augusto dos Santos – Cidade do Vaticano

A leitura do Gênesis falando da intercessão que Abrãao faz a Deus pelos seus conterrâneos, serve para nós como incentivo para uma oração bem feita.

Abrãao dialoga com Deus, suplica, apresenta suas razões, escuta, volta a falar, enfim são dois amigos convesando através de um diálogo espontâneo e sincero.

No Evangelho, os discípulos pedem a Jesus que os ensine a rezar.

Jesus começa dizendo que quando quiserem rezar, deverão se dirigir a Deus chamando-O de Pai, pois Ele é o nosso querido Pai. Jesus dá um passo gigantesco em relação a Abraão. Se esse já demonstrava confiança e intimidade, Jesus recomenda o posicionamento de filho que conversa com o Pai querido.

Simultaneamente, demonstramos que de fato somos seus filhos quando pedimos que o seu Reino, ou seja, os seus planos, seus projetos, também sejam nossos, sejam realizados. Estamos, somos comprometidos com a realização da nova sociedade.

Ao mesmo tempo nos ensina que somos irmãos, por isso o pedido do pão para cada dia, feito também na primeira pessoa do plural, no nós, significando que assumimos como nossas, as necessidades dos demais, seja de alimento, de moradia, de saúde, de educação, de emprego, de justiça.

Nossa filiação se torna mais autêntica quando pedimos para que perdoe as nossas ofensas do mesmo modo que perdoamos aos que nos ofenderam. “Filho de peixe, peixinho é”, diz um ditado! Filho de um misericordioso, também é misericordioso! Filho de um Deus perdão, também perdoa!

Abraão foi muito humilde em sua oração. Jesus também nos indica a humildade quando nos orienta pedir ao Pai que não nos deixe cair em tentação. Se Deus não nos ajudar, nada conseguiremos, somos fracos, somos pó.

Finalmente o ensinamento de Jesus termina com o resultado de nossa oração, com a certeza de quem pede, recebe: quem procura, encontra;  para quem bate, se abrirá. Pedi e recebereis!

É preciso confiar em Deus, reconhecê-lo como Pai e Pai querido.

Fonte: Vatican News

 

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Por que São Bento é invocado contra o mal?

Ele mesmo se livrou de uma tentativa de assassinato quando foi abade em um convento

Nascido na Itália no ano de 480, São Bento estudou Direito em Roma, mas decidiu consagrar sua vida a Deus. Aos 40 anos, fundou o primeiro mosteiro no Monte Cassino.

Propôs as regras para a vida monástica, sendo a mais conhecida delas “Ora et Labora” (Reza e Trabalha). Durante sua vida, realizou diversos milagres e muitos exorcismos, levando os fiéis à conversão.

São Bento é comumente invocado na luta contra o mal. Ele mesmo se livrou de uma tentativa de assassinato enquanto foi abade em um convento. Os religiosos que lá viviam ficaram insatisfeitos com o rigor de suas regras e planejavam matá-lo colocando veneno em sua bebida. Assim que a taça com vinho foi servida, São Bento fez o sinal da cruz para abençoar a bebida. No mesmo momento, a taça se quebrou.

Ele morreu em 547, aos 67 anos. Foi canonizado no ano de 1220.

A medalha

Não se sabe ao certo quando surgiu a medalha de São Bento, mas ela passou a ser difundida no século 17. De um lado, traz a imagem de São Bento com a cruz e o livro das regras. Do outro uma cruz com a inscrição C S P B (Cruz do Santo Pai Bento). Na haste vertical, estão as iniciais C S S M L: “A cruz sagrada seja a minha luz”. Na haste horizontal, N D S M D: “Não seja o dragão o meu guia”. No alto da cruz, a palavra PAX (Paz), que é lema da ordem de São Bento. E as iniciais V R S N S M V: “Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs!” e S M Q L I V B: “É mau o que me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos!”.

Proteção contra o mal

Na devoção popular, São Bento é invocado para o combate contra as forças do mal. A medalha não deve ser usada como um amuleto da sorte, mas deve ser um sinal de fé.

Muitas famílias costumam rezar a oração de São Bento, especialmente no dia dedicado a ele, 11 de julho. Com a medalha nas mãos, fazem a oração em frente a porta da casa, pedindo a proteção para o lar, e também nas portas dos quartos, para que todos os que ali moram sejam livrados das forças do maligno.

Além da oração, outra jaculatória bastante usada é a seguinte:

“São Bento, água benta

Jesus Cristo no altar

que todo mal saia desta casa

para eu poder morar”.

Para empresas, pode-se rezar da seguinte forma:

“São Bento, água benta

Jesus Cristo no altar

Que todo mal saia desta empresa

Para que todos possam trabalhar”.

São Bento, rogai por nós!

 

Fonte: Aleteia
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