Visitação: o serviço alegre de Maria

Dentre os poucos episódios sobre a vida de Maria que encontramos na Sagrada Escritura está a Visitação a Isabel. De um episódio aparentemente simples e sem muita transcendência, podemos conhecer muito sobre Maria. Neste episódio podemos perceber como Ela está sempre disposta a servir com alegria e prontidão a todos, especialmente os que mais precisam. Sobre o serviço alegre de Maria gostaria de refletir um pouco.Pouco depois de ter recebido a Boa Nova de que seria a Mãe do Salvador, cheia do Espírito Santo, nossa Mãe deve ter ficado meditando, recordando as maravilhosas palavras do Anjo Gabriel. E, entre elas, estas ressoam como um convite:

“Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice” (Lc 1, 36) .

Maria, dócil ao anúncio, decide ir ver sua prima Isabel. Já desde esse momento se evidencia como o sutil convite do anjo se transforma, para Santa Maria, em um convite cordial para compartilhar o dom que recebeu.

Escritura resume no Evangelho de São Lucas o que houve a seguir. Vejamos os finos detalhes que o bom médico Lucas nos oferece para nos dar a entender como o coração de nossa Mãe transborda de amor neste singelo episódio da Visitação.

“Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas…” (Lc 1,39).

Maria não fica de braços cruzados, pensando em si mesma, no que lhe havia dito o anjo Gabriel e inquietando-se além da conta por assuntos que não podia resolver por si mesma. Levantou-se. Por que dizer que se levantou? São João Paulo II em uma de suas catequeses explica que o verbo grego que São Lucas utiliza nesta passagem indica uma força espiritual intensa que impulsiona Maria a visitar a Isabel. É a força interior do amor, o desejo de compartilhar a alegria da Boa Nova e a vontade de servir que faz com que Maria vá imediatamente à casa de Isabel.

Por isso se afirma depois que “foi às pressas”. Provavelmente aproveitou alguma caravana que se dirigia para Ain Karin, que é onde parece ter vivido Santa Isabel, sua prima. Teria que percorrer cerca de cento e cinquenta quilômetros, e uma mulher não costumava fazer isso sozinha. Mas nossa Mãe recebeu o Espírito Santo e tem o ânimo aceso, está cheia do fogo do Amor. E quando esse Amor se derrama em nosso coração, parece que ardemos de desejo de levar adiante o projeto que concebemos. Não podemos perder tempo. Sejamos prontos no cumprimento do Plano divino.

Ir à região montanhosa

Foi “às montanhas”. Quando servimos, vamos com prontidão às montanhas? Deixamos que nosso coração responda a esse desejo interior de entregar-se até as últimas consequências? Ir às montanhas é caminhar sem temer os perigos que nosso serviço de caridade vai implicar.

Não é a imprudência de quem se atira de um precipício sem medir o perigo. É a audácia de quem sabe que se não fizermos o que devemos, ninguém vai nos substituir. É a valentia de ir por onde talvez possa me incomodar mais, mas que ao mesmo tempo me faz ir por onde o outro mais necessita. Sejamos valentes. Sejamos audazes. Caminhemos pela região montanhosa.

Terminado o longo e difícil percurso, Maria chega à casa de Zacarias. E não espera ser atendida nem que lhe ofereçam descanso depois deste longo caminho. Justamente o contrário. São Lucas nos fala que “entrou na casa de Zacarias e saudou a Isabel” (Lc 1,40). Ela sai logo ao encontro e se coloca a serviço.

A alegria no serviço

“Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre” (Lc 1, 41).

Quanta alegria transborda de nossa Mãe! A saudação chega ao coração de Isabel e penetra seu interior, comovendo seu filho. Eles foram os primeiros a escutar a Boa Nova.

E São João Batista salta de alegria, como o profeta Davi dançava e saltava diante da presença de Deus. Maria serve a sua prima anunciando-lhe o Evangelho e mostrando o que tem em seu interior.

Assim também deve ser nosso serviço no apostolado, na evangelização, no anúncio da Boa Nova. Santa Maria nos convida a sermos anunciadores da Boa Nova cheios de alegria, de entusiasmo, de ardor, abertos à presença do Espírito Santo. O serviço evangelizador de nossa Mãe se complementa com o serviço doméstico:

“Permaneceu com ela mais ou menos três meses” (Lc 1, 56).

Sem se importar com todo o incômodo que poderia ter, dedica-se a atender sua prima com todo carinho. Isto nos faz recordar o gesto do bom samaritano que atende ao homem caído até que se recupere totalmente. Também ao pastor que se preocupa com zelo amoroso por todas as suas ovelhas.

Olhando a Maria, aprendemos a descobrir, como em um espelho, ao próprio Cristo. O serviço evangelizador e doméstico de Maria é modelo para nós. Aprendamos de Maria a sempre servir com alegria.

Que Ela seja nossa guia e modelo, dando a coragem que precisamos para servir, especialmente àqueles quem mais precisam da gente, a fazermos aquele serviço que mais nos custa.

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Irmão Gilberto Teixeira da Cunha Jr., via Portal A12.com

 

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Ascensão do Senhor, a certeza de que um dia voltará

A Ascensão é uma solenidade litúrgica comum a todas as Igrejas cristãs, que é celebrada 40 dias depois da Páscoa da Ressurreição. Com a Ascensão ao Céu conclui-se a presença de Cristo no contexto histórico e inaugura-se a história da Igreja. No Brasil é celebrada no próximo domingo

Cidade do Vaticano

“Depois de dizer isto, Jesus foi elevado, à vista deles, e uma nuvem o retirou aos seus olhos. Continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia. Apresentaram-se a eles então dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: ‘Homens da Galileia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus que, do meio de vós, foi elevado ao céu, virá assim, do mesmo modo como o vistes partir para o céu’” (At 1, 9-11).

Na quinta-feira da sexta semana do Tempo Pascal celebra-se no Vaticano e em alguns países do mundo, a solenidade da Ascensão, que no Brasil e em outras nações, celebra-se no domingo. Estamos no Tempo Pascal, ou seja da alegria, da libertação da morte e do pecado graças à Ressurreição, no tempo da promessa de salvação. Portanto, Jesus despede-se novamente dos apóstolos que agora estão prontos para o destacamento, como filhos crescidos. Porém, a separação é só aparente porque o Senhor, invisível, continua a operar na Igreja, e é temporâneo, porque um dia Ele voltará.

Fontes históricas e origens da solenidade

Os Evangelhos falam pouco da Ascensão: Mateus e João terminam suas narrações com a aparição de Jesus depois da Ressurreição; Marcos dedica-lhe a última frase do texto, enquanto que Lucas descreve muito mais, principalmente nos Atos dos Apóstolos. Nos Atos, Lucas detalha que 40 dias depois da Páscoa – um número muito simbólico em toda a Bíblia – Jesus conduz os apóstolos para Betânia e ao chegar no Monte das Oliveiras (chamado por isso Monte da Ascensão) os abençoa e fala a todos antes de subir ao céu e retornar ao Pai. Neste discurso Jesus confirma a promessa da vinda do Espírito que não os deixará sós e prefigura a sua segunda vinda, no final dos tempos. A celebração da Ascensão tem origens antigas e é testemunhada tanto por Eusébio de Cesareia como pela peregrina Egéria, e é influenciada pela tradição judaica como por exemplo na imagem da “subida” para Deus não apenas física – embora catedrais e mosteiros estejam quase sempre em posições elevadas – mas também espiritual, entendida como purificação e recolhimento para escutar a sua Palavra. Inicialmente era celebrada em Belém para evidenciar que tudo tinha começado ali e era unida à festa de Pentecostes, celebrada na tarde do mesmo dia. Mas no século V-VI já estavam separadas como demonstram São João Crisóstomo e Santo Agostinho que dedicaram várias homilias à Ascensão.

O significado da Ascensão

Retornando ao Pai, Jesus conclui um ciclo, que atravessou a sua existência humana para voltar aos céus, mesmo permanecendo vivo e presente na Igreja. Mas é graças ao momento da Ascensão que esta dicotomia entre céus e terra é superada: Jesus parte, mas apenas precede – como um irmão, como um rei e como o Filho predileto -, todos os homens no paraíso, ali onde está Deus. Como um homem, Jesus tinha descido aos infernos para salvar Adão e assim, com a Ascensão, reitera mais uma vez que o céu é o destino que o homem deve almejar, a santidade, resumindo o sentido do mistério da Encarnação e o objetivo final da salvação. A glorificação da natureza humana, encarnada pelo Verbo em toda a sua pobreza e mais tarde, elevada aos céus por Ele, é muito bem explicada em várias orações da tradição bizantina nas quais superar-se a disputa entre céu e terra.

“À direita do Pai”

Há muitos pontos, dentro dos Evangelhos, nos quais Jesus prefigura o que acontecerá na Ascensão, por exemplo na Última Ceia, quando anuncia “vou ao Pai”. E o lugar à direita do Pai é, justamente, o lugar de honra, o Filho predileto que por amor se fez carne, morreu e ressuscitou para salvar a humanidade. Aquele lugar é seu para sempre, porque Jesus antes de ser um homem é Filho do Pai e junto d’Ele tem a glória eterna. Portanto, Jesus sobe aos céus para dar início ao reino que não tem fim, mas também para preparar o nosso lugar no céu. Se Jesus não retornasse ao Pai nos céus, não haveria redenção nem salvação para o homem: de fato, só assim Ele completa a Sua Ressurreição enviando ao mundo, em seguida, o Consolador.

Fonte: Vatican news

 

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Reflexão para o VI Domingo da Páscoa

Na reflexão deste domingo, Jesus promete a paz e a serenidade aos seus discípulos, antes de subir ao Céu. Mas, voltará: “Eu estarei convosco até o fim dos séculos”!

Manoel Tavares – Cidade do Vaticano

Na Liturgia deste VI Domingo da Páscoa, vemos que o Espírito Santo de Deus conduz a Igreja frente aos desafios e conflitos da sua história.

O Evangelho será sempre o fermento libertador, quando o futuro da Igreja corre risco. A Igreja, por meio dos Apóstolos e animada pelo Espírito Santo, deve discernir o que é essencial diante dos desafios do mundo. O importante é a encarnação do Projeto do Reino de Deus na realidade dos povos.

Na segunda leitura encontramos uma linda descrição da Morada de Deus, a nova Jerusalém, onde viveremos a vida definitiva no seio da Trindade. A sociedade ideal começa aqui, não na vida futura.

No Evangelho, São João fala da promessa de Cristo aos seus discípulos de enviar-lhes o Espírito Santo, que virá morar no coração humano: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada”.

No percurso da Igreja, o Pai envia seu “paráclito”, o Espírito Santo. Sua missão é ensinar e recordar tudo o que Jesus propôs na sua vida terrena. Trata-se, portanto, de uma presença dinâmica, que ilumina a caminhada e o apostolado dos discípulos.

Assim, o Espírito, junto com o Pai e o Filho, confirma a fé dos fiéis, para que possam continuar a percorrer este caminho de amor e de entrega.

Logo, a comunidade cristã torna-se morada de Deus: na sua ação revela-se o Deus libertador, que mora no coração de cada homem e tem um plano de salvação para o homem.

Na Liturgia de hoje, Jesus se despede dos discípulos desejando a “Paz”: “Dou-vos a paz, não como o mundo vos dá!” É o que lemos na última parte do Evangelho de São João, neste domingo: Jesus promete a “paz”. A saudação “Shalom”, que significa “paz”, era normal entre as pessoas, seja naquela época como em nossos dias.

Diante dos discípulos, apreensivos pela sua ascensão ao céu, Jesus lhes promete a paz, a serenidade. Mas, ele também lhes prometeu que voltaria, que não os iria deixar órfãos.

Com estas palavras, os discípulos se tranquilizaram. Sua iminente ascensão ao céu não seria um ponto final na relação entre Jesus e sua comunidade nascente. A ausência de Jesus não seria definitiva: “Eu estarei convosco até o fim dos séculos”!

(Dehonianos)

Fonte: Vatican News

 

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Dia das Mães: 10 mamães católicas que alcançaram a santidade

Por ocasião da celebração do Dia das Mães, no último domingo (12/05), o site ACI Digital apresentou uma lista de 10 mães que chegaram à santidade. Mulheres que são exemplo para as mães católicas de hoje, que mostram que na vida cotidiana do matrimônio e da família é possível alcançar a glória do céu.

Antes de todas as santas, porém, destacamos a Mãe de Deus, a Virgem Maria, aquela que com o seu “sim” concebeu e deu à luz o Salvador. Ela que acompanhou o Senhor em todos os momentos, guardava e meditava tudo em seu coração.

Maria, a mais humilde entre as mulheres, se tornou modelo para toda mulher e mãe, exemplo de amor, fidelidade, confiança em Deus. Além disso, foi à Maria que, na cruz, Jesus entregou toda a humanidade através de São João. Por isso, também nós a chamamos nossa Mãe.

A seguir, a lista das 10 santas mães:

1. Santa Gianna Beretta Molla (1922-1962)

Esta Santa italiana adoeceu de câncer e decidiu continuar com a gravidez de seu quarto filho, em vez submeter-se a um aborto, como lhe sugeriam os médicos para salvar sua vida.

Gianna estudou medicina e se especializou em pediatria. Seu trabalho com os doentes se resumia na seguinte frase: “Como o sacerdote toca Jesus, assim nós, os médicos, tocamos Jesus nos corpos de nossos pacientes”.

Casou-se com o Pietro Molla, com quem teve quatro filhos. Durante toda sua vida, conseguiu equilibrar seu trabalho com sua missão de mãe de família.

Gianna morreu em 28 de abril de 1962, aos 39 anos, uma semana depois de ter dado à luz. Foi canonizada em 16 de maio de 2004 pelo Papa João Paulo II, que a tornou padroeira da defesa da vida.

2. Santa Mônica (332-387), mãe de Santo Agostinho

A mãe de Santo Agostinho nasceu no Tagaste (África) no ano 332. Seus pais a casaram com um homem chamado Patrício. Embora fosse trabalhador, seu marido era violento, mulherengo, jogador e desprezava a religião.

Durante 30 anos, Mônica sofreu os ataques de ira de seu marido. Santa Mônica orava e oferecia sacrifícios constantemente pela conversão de seu esposo. No ano 371, Deus lhe concedeu este desejo e Patrício se batizou. Ficou viúva um ano depois, quando Agostinho tinha 17 anos.

Durante 15 anos rezou e ofereceu sacrifícios pela conversão de seu filho, que levava uma vida libertina. No ano 386, Santo Agostinho lhe anunciou sua conversão ao catolicismo e seu desejo de permanecer celibatário até a morte.

Morreu santamente no ano 387, aos 55 anos. Muitas mães e esposas se pedem a intercessão de Santa Mônica pela conversão de seus filhos e maridos.

3. Santa Rita de Cássia (1381-1457)

Embora desde menina quisesse ser religiosa, seus pais a casaram com o Paolo Ferdinando.

Seu marido pertencia a uma família de mercenários e, apesar de beber muito, ser mulherengo e violento, Rita foi fiel durante todo seu matrimônio. O casal teve filhos gêmeos do mesmo temperamento do pai. A Santa encontrou fortaleza em Jesus, a quem oferecia sua dor.

Depois de 20 anos de oração, Paolo se converteu e começou um caminho de santidade junto a Rita. Entretanto, foi assassinado por seus inimigos. Seus filhos juraram vingar a morte de seu pai e Rita pediu ao Senhor que lhes concedesse a morte antes de vê-los cometer um pecado mortal. Antes de morrer, os gêmeos perdoaram os assassinos de seu pai.

No ano 1417, ingressou como religiosa no convento das religiosas Agostinianas. Ali meditou e aprofundou a Paixão de Cristo. Em 1443, recebeu os estigmas. Depois de uma grave enfermidade, faleceu em 1457. Seu corpo está incorrupto até hoje. É conhecida como a “Santa das Causas Impossíveis”.

4. Santa Maria da Cabeça (?- 1175)

Maria Toribia nasceu na Espanha, próximo de Madri. Foi a esposa de São Isidro Lavrador. Realizava seus trabalhos com humildade, paciência, devoção e austeridade. Além disso, sempre foi atenta e serviçal com seu marido. O casal só teve um filho.

Como tanto Isidro como Maria queriam ter uma vida totalmente entregue a Deus, decidiram se separar. Seu marido ficou em Madri e Maria partiu para uma ermida. Ali, entregou-se a profundas meditações e fazia obras de caridade.

Quando Maria da Cabeça morreu, foi enterrada na ermida que com tanto amor visitava. Seus restos foram transladados para Madri e são atribuídos a ela milagres de cura dos males da cabeça.

5. Santa Ana, Mãe da Virgem Maria

Joaquim e Ana eram um rico e piedoso casal que residia no Nazaré. Como não tinham filhos, ele sofria humilhações no Templo. Um dia, o santo não voltou para sua casa, mas foi às montanhas para entregar a Deus sua dor. Quando Ana se inteirou do motivo da ausência de seu marido, pediu ao Senhor que lhe tirasse a esterilidade e lhe prometeu oferecer seus filhos para seu serviço.

Deus escutou suas orações e enviou-lhe um anjo que lhe disse: “Ana, o Senhor olhou suas lágrimas; conceberá e dará à luz e o fruto de seu ventre será bendito por todo mundo”. Este anjo fez a mesma promessa a Joaquim. Ana deu à luz uma filha a quem chamou Miriam (Maria) e que foi a Mãe de Jesus Cristo.

6. Beata Ângela de Foligno (1249-1309)

Ângela viveu apegada às riquezas desde sua juventude até sua vida de casada. Além disso, teve uma vida libertina.

Em 1285, sofreu uma crise existencial. Como vivia perto de Assis, sentiu-se tocada e desafiada pelo exemplo de São Francisco. Um dia, estava tão atormentada pelo remorso que pediu ao Santo que a livrasse. Então foi à Igreja de São Feliciano, onde fez uma confissão de vida.

Ali fez uma promessa de castidade perpétua e começou a levar uma vida de penitência, dando de presente seus melhores vestidos e fazendo estritos jejuns. Depois de sua conversão, perdeu sucessivamente sua mãe, seu marido e seus oito filhos. Morreu em 1309.

7. Santa Isabel de Portugal (1274-1336)

Aos 12 anos tornou-se esposa do Diniz, rei de Portugal. Desde que chegou ao país, ganhou a simpatia do povo por seu caráter piedoso e devoto. Embora seu marido fosse mulherengo e tivesse filhos com várias mulheres, Isabel os acolheu na corte e lhes deu uma atenção cristã. Mas, quando o príncipe Afonso advertiu que seu direito ao trono estava em perigo, decidiu rebelar-se e o rei respondeu violentamente.

Esta briga entre Diniz e Afonso causou muita dor a Isabel que interveio muitas vezes nas batalhas entre eles. Um dia, a rainha se interpôs entre ambos exércitos para evitar o derramamento de sangue.

Logo depois da morte do rei em 1324, Isabel se retirou para Coimbra e recebeu o hábito como franciscana clarissa. Em 1336, eclodiu um novo conflito entre o Afonso IV e o rei de Castilla, Afonso XI, que era neto da Isabel.

A rainha foi até o acampamento dos exércitos, onde foi recebida e caiu doente. Antes de morrer, seu filho lhe prometeu que não invadiria Castilla.

8. Santa Clotilde (474-545)

Graças a ela, o fundador da nação francesa se converteu ao catolicismo e a França foi um país católico. A rainha convencei seu marido a converter-se ao cristianismo se ele ganhasse a batalha de Tolbiac, contra os alemães.

O rei Clodoveu obteve a vitória e foi batizado no Natal de 496 pelo Bispo São Remígio. Naquela mesma noite, receberam o sacramento a irmã do rei e três mil de seus homens. Desde esse momento, Clotilde foi chamada na França: “Filha primogênita da Igreja”.

Clotilde era amada por todos por causa de sua grande generosidade com os pobres, sua pureza e devoção. Seus súditos estavam acostumados a dizer que parecia mais uma religiosa do que uma rainha.

Depois da morte de Clodoveu, houve guerra porque seus dois filhos queriam o trono. Durante 36 anos, Clotilde rezou pela reconciliação de ambos. Um dia, quando os dois exércitos estavam preparados para o combate, surgiu uma forte tormenta que impediu a batalha. Graças à oração da rainha, os irmãos fizeram as pazes.

9. Santa Helena (270-329)

Em meio à pobreza, conheceu o general romano Constâncio Cloro. Apaixonaram-se e se casaram. O filho do casal foi o imperador Constantino. Foi repudiada por seu marido, por ambição ao poder. Santa Helena passou 14 anos de sofrimento e se converteu ao cristianismo.

Em 306, Constantino foi proclamado imperador romano, embora continuasse sendo pagão. Entretanto, converteu-se quando viu uma Cruz, antes da batalha da Saxa Rubra, com uma legenda que dizia: “Com este sinal vencerás”.

Depois da vitória, Constantino decretou a livre profissão da religião católica e expandiu o cristianismo por todo o império. O imperador autorizou sua mãe para que utilizasse o dinheiro do governo para realizar boas obras. A Igreja atribui à Santa Helena o descobrimento da Cruz de Cristo. Morreu santamente no ano 329.

10. Santa Zélia Martin, Mãe de Santa Teresinha de Lisieux (1831-1877)

Embora durante sua juventude também quisesse ser religiosa, a abadessa lhe negou a entrada ao convento. Por isso, decidiu abrir uma fábrica de rendas caseiras. A boa qualidade de seu trabalho fez sua oficina famosa. Sempre teve uma boa relação para com seus trabalhadores.

Em 1858, Zélia passou pelo jovem relojoeiro Luís Martin na rua. Em pouco tempo ambos se apaixonaram e se casaram três meses depois.

Zélia sempre quis ter muitos filhos e que todos fossem educados para o céu. Isso foi exatamente o que fez porque suas cinco filhas Paulina, Leonia, Maria, Celina e Teresa foram religiosas. A última foi Santa e Doutora da Igreja.

O amor que Zélia sentia por Luís era profundo e elevado. Para ela, sua maior alegria era estar junto a seu marido e compartilhar com ele uma vida santa.

Em 1865, o câncer no seio provocaria muito sofrimento a Zélia. Entretanto, soube assumir sua enfermidade e estava disposta a aceitar a vontade de Deus. Morreu em 1877. Foi beatificada junto com seu marido pelo Papa Bento XVI no ano 2008. Em 2015, o casal foi canonizado pelo Papa Francisco.

Fonte: ACI Digital

 

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Reflexão para o V Domingo da Páscoa

Sejamos homens e mulheres novos, construtores de uma nova sociedade alicerçada no amor.

Cidade do Vaticano

O Evangelho de hoje é surpreendente enquanto nos diz qual o modo de agir de Jesus, diferente do modo de agir dos homens: é claro que já sabemos, mas não nos acostumamos com isso.

Na história antiga, a vitória dos reis, dos generais, manifestava-se na opressão dos vencidos. A entrada triunfal dos generais romanos, a de Júlio César, por exemplo, e também a de outros povos, era a maior expressão da opressão. À frente de sua pessoa, no desfile, eram levados troféus, objetos de valor, animais, tudo pego nos saques. Mas ainda mais horripilante, era, no conjunto desses despojos, a presença de seres humanos: homens, mulheres, crianças, reis, príncipes, pessoas comuns, todos arrastados como escravos, objetos para serem vendidos. A glória do comandante e a vitória do povo eram baseadas na desgraça, na baixa humilhação, no sangue, na morte de todo um povo.

Ouça a reflexão

Uma oportunidade a mais

Com Jesus acontece o contrário. No Evangelho de hoje, nos capítulos 31 e 32 de São João, Jesus nos fala que a sua morte é a sua glorificação; na cruz, ele demonstrou seu amor por todos nós. Além do mais, ele disse isso após lavar os pés dos discípulos, de todos, inclusive de Judas, o traidor. O Senhor não usa de represálias contra Judas. Pelo contrário, oferece-lhe mais uma oportunidade de se deixar tocar pelo amor.

Aproveitemos desta ocasião para fazer uma reflexão sobre nosso testemunho que damos de Jesus. Como proceder? Qual nossa visão de sucesso, de êxito? A quem parabenizar?

A quem é rico, inteligente, bonito, culto? A quem nos colocamos prontamente à disposição? Somente a quem tem algo para nos dar em troca? Qual nossa relação para com os pobres, os idosos, os doentes, os aleijados, os excluídos pela sociedade?

O Senhor termina o Evangelho de hoje, dizendo: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”.

Assim, Jesus nos sugere um modo de agir para a construção de um mundo novo, de amor, de respeito, de serviço.

Segunda leitura

A segunda leitura do livro do Apocalipse fala de um novo céu e de uma nova terra, referindo-se, exatamente, a uma nova civilização, onde uma nova ordem social é instaurada: a ordem do amor, da fraternidade.

Por isso, “a morte não existirá mais”, não haverá mais violência, nem escárnio do mais forte com o mais fraco, mas a misericórdia vencerá! Então ouviremos: “Eis que faço novas todas as coisas”!

Sejamos homens e mulheres novos, construtores de uma nova sociedade alicerçada no amor.

Fonte: Vatican News

 

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Como rezar o terço? Um guia ilustrado

Para recordar e compartilhar

A oração do Terço (ou Rosário) é uma oração milenar da igreja. Somente um coração puro, humilde e de fé compreende o valor desta oração. Ela é destinada aos que buscam ter um coração puro como de uma criança.Muitos têm dúvidas sobre algumas orações das orações recitadas no terço ou mesmo não descobriram ainda a riqueza que é esta oração. Por isso, preparamos este artigo explicando de forma bem didática como rezar o terço e o texto das orações.

A partir da cruz, siga as orações na sequência indicada

  • Inicia-se segurando pela cruz, com a oração do Creio
  • Reza-se um Pai-Nosso, seguido de três Ave-Maria (Cada Ave-Maria é precedida de uma oração. Vide orações abaixo)
  • Recita-se: Glória ao Pai, ao Filho…
  • O terço possui 5 dezenas. A cada dezena contempla-se o mistério, seguido de 1 Pai-Nosso e 10 Ave-Maria
  • Ao final de cada dezena reza-se Glória ao Pai seguido da jaculatória Oh! meu bom Jesus… (vide orações abaixo)
  • Ao concluir as 5 dezenas, reza-se os agradecimentos

Orações do Santo Terço

Orações do Santo Terço na sequência da oração.

Oferecimento do Terço

Divino Jesus, eu vos ofereço este terço (Rosário) que vou rezar, contemplando os mistérios de nossa Redenção. Concedei-me, pela intercessão de Maria, vossa Mãe Santíssima, a quem me dirijo, as graças necessárias para bem rezá-lo para ganhar as indulgências desta santa devoção.

Creio em Deus Pai

Creio em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo poderoso, donde há de vir julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém.

Pai Nosso

Pai Nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossa ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Ave Maria

Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre Jesus. Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

  • A primeira Ave-Maria em honra a Deus Pai que nos criou [Ave-Maria…]
  • A segunda Ave Maria a Deus Filho que nos remiu: [Ave-Maria…]
  • A terceira Ave Maria ao Espírito Santo que nos santifica: [Ave-Maria…]
  • Amém.

Glória ao Pai

  • Glória ao Pai, ao Filho e o Espírito Santo. Como era no princípio, agora é sempre. Amém.

Oh! Meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem. Amém.

Na oração do Rosário contemplam-se todos os mistérios. No caso da oração do Terço, contempla-se um dos mistérios, conforme dias e mistérios a seguir:

Mistérios Gozosos (segundas e sábados, e nos domingos do Advento)

 

1- Anunciação do Arcanjo São Gabriel à nossa Senhora.
No primeiro mistério contemplemos a Anunciação do Arcanjo São Gabriel à Nossa Senhora.

2- A visita de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel.
No segundo mistério contemplemos a Visitação de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel.

3- O nascimento de Jesus em Belém.
No terceiro mistério contemplemos o Nascimento do Menino Jesus em Belém.

4- A apresentação do Menino Jesus no Tempo.
No quarto mistério contemplemos a Apresentação do Menino Jesus no templo e a Purificação de Nossa Senhora.

5- Encontro de Jesus no Templo entre os Doutores da Lei.
No quinto mistério contemplemos a Perda e o Encontro do Menino Jesus no templo.

Mistérios Dolorosos (terças e sextas-feiras, e domingos da Quaresma até a Páscoa)

 

1- A agonia de Jesus no Horto das Oliveiras.
No primeiro mistério contemplemos a Agonia de Cristo Nosso Senhor, quando suou sangue no Horto.

2- A flagelação de Jesus atado à coluna.
No segundo mistério contemplemos a Flagelação de Jesus Cristo atado à coluna.

3- A coroação de espinhos de Jesus.
No terceiro mistério contemplemos a Coroação de espinho de Nosso Senhor.

4- A subida dolorosa do Calvário.
No quarto mistério contemplemos Jesus Cristo carregando a Cruz para o Calvário.

5- A morte de Jesus.
No quinto mistério contemplemos a Crucificação e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Mistérios Gloriosos (quartas-feiras e domingos da Páscoa até o Advento)

 

1- A ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
No primeiro mistério contemplemos a Ressurreição de Cristo Nosso Senhor.

2- A ascensão admirável de Jesus Cristo ao céu.
No segundo mistério contemplemos a Ascensão de Nosso Senhor ao Céu.

3- A vinda do Espírito Santo.
No terceiro mistério contemplemos a Vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos reunidos com Maria Santíssima no Cenáculo em Jerusalém.

4- A assunção de Nossa Senhora no Céu.
No quarto mistério contemplemos a Assunção de Nossa Senhora ao Céu.

5- A coroação de Nossa Senhora no Céu .
No quinto mistério contemplemos a Coroação de Nossa Senhora no Céu como Rainha de todos os anjos e santos.

Mistérios Luminosos (quinta-feira)

 

1- Batismo de Jesus no rio Jordão.
No primeiro mistério contemplemos o Batismo de Jesus no rio Jordão.

2- Autorrevelação de Jesus nas Bodas de Caná.
No segundo mistério contemplemos a Auto-revelação de Jesus nas Bodas de Caná.

3- Anúncio do Reino de Deus.
No terceiro mistério contemplemos o Anúncio do Reino de Deus.

4- Transfiguração de Jesus.
No quarto mistério contemplemos a Transfiguração de Jesus.

5- Instituição da Eucaristia.
No quinto mistério contemplemos a Instituição da Eucaristia.

Agradecimentos

Infinitas graças vos damos, Soberana Rainha, pelos benefícios que todos os dias recebemos de vossa mão liberais. Dignai-vos, agora e para sempre, tomar-nos debaixo do vosso poderoso amparo e para mais vos obrigar vos saudamos com uma Salve Rainha:

Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, salve! A vós bradamos, os degredados filhos de Eva; a vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro nos mostrai a Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó Clemente, ó Piedosa, ó Doce, sempre virgem Maria.

V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.

(via No colo de Maria)

Fonte: Aleteia

 

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Qual é o discernimento cristão sobre a Reforma da Previdência?

Infelizmente, a polarização ideológica e a falta de conhecimento aprofundado da doutrina social da Igreja levam a uma leitura frequentemente distorcida das preocupações expostas pelos bispos

O Conselho Permanente da CNBB, em Nota publicada no último 28 de março, se posicionou sobre a questão social mais debatida atualmente no Brasil: a reforma da Previdência. Os bispos, motivados por “valores ético-sociais e solidários” e orientados pela doutrina social da Igreja, se preocupavam com essa reforma e suas consequências sobre os mais pobres e fragilizados na sociedade.Reconheciam que o sistema de Previdência, em nosso País, precisa ser avaliado e, se necessário, sofrer mudanças. Contudo, deixavam claro sua preocupação com a possibilidade da reforma penalizar os mais fragilizados na sociedade, ao invés de se orientar rumo à construção do bem comum.

Infelizmente, a polarização ideológica e a falta de conhecimento aprofundado da doutrina social da Igreja levam a uma leitura frequentemente distorcida das preocupações expostas pelos bispos. Aqueles que são contrários a uma possível reforma enfatizam as ressalvas e a preocupação com seu impacto sobre os mais pobres. Já os que desejam que aconteça a qualquer custo dizem: “vejam, até eles reconhecem que o sistema precisa ser avaliado e sofrer mudanças”.

Uma análise mais criteriosa das palavras dos bispos e dos critérios contidos no ensino social católico nos afastam, contudo, dessas simplificações esquemáticas. É bem verdade que a doutrina social da Igreja não é um programa político ou uma opção ideológica. Não quer se sobrepor ao debate social e às decisões políticas que cabem ao povo brasileiro, num contexto de sadia laicidade. A sabedoria cristã oferece, isso sim, critérios de discernimento éticos que ajudam a enfrentar mais adequadamente a esse e a outros problemas sociais.

Partindo desse princípio, o Ciclo de Estudos “Políticas públicas à luz da doutrina social da Igreja”, promovido pelo Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP e pela Oficina Municipal, traz uma reflexão, a partir do magistério da Igreja, sobre a reforma da Previdência (leia aqui). O trabalho faz uma pequena caracterização dos pontos mais importantes e polêmicos da questão, elenca critérios de discernimento extraídos de documentos da Igreja e traz um vídeo no qual é entrevistado Wagner Balera, professor de Direitos Humanos na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, especialista em Direito Previdenciário.

O estudo mostra, em primeiro lugar, a importância de um olhar realista sobre a questão – lembrando que o realismo, que se contrapõe a qualquer reducionismo ideológico, é justamente um dos pilares de uma verdadeira postura cristã diante dos problemas. Constata a existência de um problema decorrente do envelhecimento da população e de outro decorrente da crise financeira do Estado brasileiro. São desafios reais, dos quais não se pode fugir com negativas ideológicas.

A superação desses desafios, como salientam os bispos em seu documento, não pode ser desvinculado de um critério ético de construção do bem comum e uma atenção especial pelos mais pobres e mais fragilizados. Nesse sentido, o professor Balera salienta que as desigualdades de remuneração no sistema previdenciário brasileiro, aliadas à crise financeira atual, ferem o princípio básico da própria criação dos sistemas públicos de Previdência Social, que é garantir uma aposentadoria digna para todos. Mostra que existem mecanismos possíveis para uma reforma realista, que atenda às necessidades dos mais pobres e respeite direitos adquiridos.

Associado ao material publicado no site, o Núcleo Fé e Cultura ainda propõe um trabalho de grupos de discussão online e respostas a dúvidas específicas. Os interessados podem obter mais informações pelo e-mail do projeto.

O estudo não apresenta soluções para esse grande problema, mas demonstra que as preocupações dos bispos não estão fora da realidade e que a doutrina social da Igreja pode ajudar a sociedade a travar um diálogo realista e solidário, que leve à construção do bem comum.

Links: https://olharintegral.com/doutrina-social-da-igreja-e-politicas-publicas-de-previdencia-social/

olharintegraldsi@gmail.com

Fonte: Aleteia

 

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5 revelações surpreendentes do “terceiro segredo” de Fátima

Os incríveis sinais e símbolos das aparições marianas

Durante todo o século passado, pessoas do mundo inteiro elaboraram teorias para decifrar a mensagem oculta nos “três segredos” de Fátima, mas a Irmã Lúcia disse que a interpretação não pertencia ao vidente, e sim à Igreja. Cabe à Igreja interpretar os diversos sinais e símbolos de Nossa Senhora de Fátima, para oferecer aos fiéis um guia claro na compreensão do que Deus quer revelar.A Igreja fez isso precisamente no ano 2000, quando o então cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, escreveu um longo comentário teológico e interpretação do famoso “terceiro segredo”. Ele esclareceu os sinais e símbolos que se encontravam nas visões da Virgem e fez algumas descobertas extraordinárias.

Apresentamos, a seguir, 5 revelações surpreendentes que derivam do “terceiro segredo” de Nossa Senhora de Fátima, exatamente da maneira como foram interpretados pelo então cardeal Ratzinger (atual papa emérito Bento XVI).

1. Penitência, penitência, penitência

“A palavra-chave desta parte do ‘segredo’ é o tríplice grito: ‘Penitência, Penitência, Penitência!’ Volta-nos ao pensamento o início do Evangelho: ‘Pænitemini et credite evangelio’ (Mc 1, 15). Perceber os sinais do tempo significa compreender a urgência da penitência, da conversão, da fé. Tal é a resposta justa a uma época histórica caracterizada por grandes perigos, que serão delineados nas sucessivas imagens.”

A mensagem central de Nossa Senhora de Fátima era “penitência”. Ela quis recordar ao mundo a necessidade de afastar-se do mal e reparar os danos provocados pelos nossos pecados. Esta é a “chave” para compreender o resto do “segredo”. Tudo gira ao redor da necessidade de penitência.

2. Nós preparamos a espada de fogo

“O anjo com a espada de fogo à esquerda da Mãe de Deus lembra imagens análogas do Apocalipse: ele representa a ameaça do juízo que pende sobre o mundo. A possibilidade que este acabe reduzido a cinzas num mar de chamas, hoje já não aparece de forma alguma como pura fantasia: o próprio homem preparou, com suas invenções, a espada de fogo. Em seguida, a visão mostra a força que se contrapõe ao poder da destruição: o brilho da Mãe de Deus e, de algum modo proveniente do mesmo, o apelo à penitência.”

Esta parte da aparição tende a ser a mais angustiante. Parece que Deus pode destruir todos com uma “espada de fogo”. Mas o cardeal Ratzinger, no entanto, sublinha que a “espada de fogo” seria algo criado por nós mesmos (como a bomba atômica), e não um fogo que desce do céu. A boa notícia é que a visão afirma que a espada de fogo é extinta no contato com o esplendor da Virgem, em conexão com o convite à penitência. Maria tem a última palavra e seu esplendor pode deter qualquer cataclismo.

3. O futuro não está gravado em pedra

“É sublinhada a importância da liberdade do homem: o futuro não está de forma alguma determinado imutavelmente, e a imagem vista pelos pastorinhos não é, absolutamente, um filme antecipado do futuro, do qual já nada se poderia mudar. Na realidade, toda a visão acontece só para chamar em campo a liberdade e orientá-la numa direção positiva. O sentido da visão não é, portanto, o de mostrar um filme sobre o futuro, já fixo irremediavelmente; mas exatamente o contrário: o seu sentido é mobilizar as forças da mudança em bem.”

Ao contrário da convicção popular, as intensas visões oferecidas por Nossa Senhora de Fátima não são uma previsão do futuro, do que vai acontecer. São uma previsão do que poderia acontecer se não respondermos ao convite à penitência e à conversão do coração, que Ela faz. Ainda temos nosso livre arbítrio, e somos convidados a usá-lo pelo bem de toda a humanidade.

4. O sangue dos mártires é semente da Igreja

“A conclusão do ‘segredo’ (…) é uma visão consoladora, que quer tornar permeável à força santificante de Deus uma história de sangue e de lágrimas. Anjos recolhem, sob os braços da cruz, o sangue dos mártires e com ele regam as almas que se aproximam de Deus… Tal como nasceu a Igreja da morte de Cristo, do seu lado aberto, assim também a morte das testemunhas é fecunda para a vida futura da Igreja. Deste modo, a visão da terceira parte do ‘segredo’, tão angustiante ao início, termina numa imagem de esperança: nenhum sofrimento é vão, e precisamente uma Igreja sofredora, uma Igreja dos mártires torna-se sinal indicador para o homem na sua busca de Deus.”

É verdade que a visão contém muito sofrimento, mas não é em vão. A Igreja pode ter de sofrer muito nos anos vindouros, e isso pode não ser uma surpresa. A Igreja viveu a perseguição desde a crucificação de Jesus, e nosso sofrimento na época atual produzirá efeitos positivos no futuro.

5. Tende confiança! Eu venci o mundo

“’O meu Imaculado Coração triunfará.’ Que significa isto? Significa que este Coração aberto a Deus, purificado pela contemplação de Deus, é mais forte que as pistolas ou outras armas de qualquer espécie… O maligno tem poder neste mundo… Tem poder, porque a nossa liberdade se deixa continuamente desviar de Deus. Mas… a liberdade para o mal deixou de ter a última palavra. O que vale desde então, está expresso nesta frase: ‘No mundo tereis aflições, mas tende confiança! Eu venci o mundo’ (Jo 16, 33). A mensagem de Fátima convida a confiar nesta promessa.”

Para concluir, o “segredo” de Fátima nos dá esperança neste mundo lacerado pelo ódio, pelo egoísmo e pela guerra. Satanás não triunfará, e seus planos malignos serão impedidos pelo Coração Imaculado de Maria. Poderá haver sofrimento no futuro próximo, mas, se nos afiançarmos em Jesus e sua Mãe, sairemos vitoriosos.

Fonte: Aleteia
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7 coisas que você precisa saber sobre Nossa Senhora de Fátima

Apresentamos 7 coisas que todo católico deve saber sobre esta aparição

A aparição de Nossa Senhora de Fátima, aprovada pela Santa Sé, é a mais conhecida do século XX, particularmente pelo terceiro segredo que Maria revelou aos três pastorinhos na Cova da Iria (Portugal) e transcrito pela Irmã Lúcia em 3 de janeiro de 1944.A seguir, apresentamos 7 coisas que todo católico deve saber sobre esta aparição.

1. A Virgem apareceu 6 vezes em Fátima

Nos tempos da Primeira Guerra Mundial, a pastorinha Lúcia dos Santos disse ter experimentado visitas sobrenaturais da Virgem Maria em 1915, dois anos antes das conhecidas aparições.

Em 1917, ela e seus primos Francisco e Jacinta Marto, estavam trabalhando como pastores nos rebanhos de suas famílias. Em 13 de maio daquele ano, as três crianças presenciaram uma aparição da Virgem Maria que lhes disse, entre outras coisas, que regressaria durante os próximos seis meses todos os dias 13 na mesma hora.

Maria também revelou às crianças, na segunda aparição, que Francisco e Jacinta morreriam cedo e que Lúcia sobreviveria para dar testemunho das aparições.

Na terceira aparição, no dia 13 de julho, a Virgem revela a Lúcia o segredo de Fátima. Conforme os relatos, ela ficou pálida e gritou de medo chamando a Virgem pelo seu nome. Houve um trovão e a visão terminou. As crianças viram novamente a Virgem em 13 de setembro.

Na sexta e última aparição, no dia 13 de outubro, diante de milhares de peregrinos que chegaram à Fátima (Portugal), aconteceu o chamado “Milagre do sol”, no qual, após a aparição da Virgem Maria aos pastorinhos Jacinta, Francisco e Lúcia, pôde-se ver o sol tremer, em uma espécie de “dança”, conforme relataram os que estavam lá.

2. Francisco e Jacinta morreram jovens, Lúcia se tornou religiosa

Uma epidemia de gripe espanhola atingiu a Europa em 1918 e matou cerca de 20 milhões de pessoas. Entre eles, estavam Francisco e Jacinta, que contraíram a doença naquele ano e faleceram em 1919 e 1920, respectivamente. Por sua parte, Lúcia entrou no convento das Irmãs Doroteias.

Em 13 de junho de 1929, na capela do convento em Tuy, na Espanha, Lúcia teve outra experiência mística na qual viu a Santíssima Trindade e a Virgem Maria. Esta última lhe disse: “Chegou o momento em que Deus pede ao Santo Padre, em união com todos os bispos do mundo, fazer a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração, prometendo salvá-la por este meio” (S. Zimdars-Schwartz, Encontro com a Maria, 197).

No dia 13 de outubro de 1930, o Bispo de Leiria (agora Leiria-Fátima) proclamou as aparições de Fátima autênticas.

3. Irmã Lúcia escreveu o segredo de Fátima 18 anos depois das aparições

Entre 1935 e 1941, sob as ordens de seus superiores, Irmã Lúcia escreveu quatro memórias dos acontecimentos de Fátima.

Na terceira memória – publicada em 1941 – escreveu as duas primeiras partes do segredo e explicou que havia uma terceira parte que o céu ainda não lhe permitia revelar.

Na quarta memória acrescentou uma frase ao final da segunda parte do segredo: “Em Portugal, se conservará sempre o dogma da fé, etc.”.

Esta frase foi a base de muita especulação, disseram que a terceira parte do segredo se referia a uma grande apostasia.

Depois da publicação da terceira e quarta memória, o mundo colocou a atenção no segredo de Fátima e nas três partes da mensagem, inclusive no pedido da Virgem para que a Rússia fosse consagrada ao seu Imaculado Coração através do Papa e dos bispos do mundo.

No dia 31 de outubro de 1942, Pio XII consagrou não só a Rússia, mas também todo o mundo ao Imaculado Coração de Maria. O que faltou, entretanto, foi a participação dos bispos do mundo.

Em 1943, o Bispo de Leiria ordenou que Irmã Lúcia escrevesse o terceiro segredo de Fátima, mas ela não se sentia em liberdade de fazê-lo até 1944. Foi colocado em um envelope fechado no qual a Irmã Lúcia escreveu que não deveria ser aberto até 1960.

4. A terceira parte do segredo de Fátima foi lida por vários Papas

O segredo se manteve com o Bispo de Leiria até 1957, quando foi solicitado (junto com cópias de outros escritos da Irmã Lúcia) pela Congregação para a Doutrina da Fé. Segundo o Cardeal Tarcísio Bertone, o segredo foi lido por João XXIII e Paulo VI.

“João Paulo II, por sua parte, pediu o envelope que contém a terceira parte do ‘segredo’ após a tentativa de assassinato que sofreu no dia 13 de maio 1981”.

Depois de ler o segredo, o Santo Padre percebeu a ligação entre a tentativa de assassinato e Fátima: “Foi a mão de uma mãe que guiou a trajetória da bala”, detalhou. Foi este Papa quem decidiu publicar o terceiro segredo no ano 2000.

5. As chaves do segredo: arrependimento e conversão

O então Cardeal Joseph Ratzinger (Papa Emérito Bento XVI), Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, assinalou que a chave da aparição de Fátima é seu chamado ao arrependimento e à conversão. (Comentário Teológico)

As três partes do segredo servem para motivar o indivíduo ao arrependimento e o fazem de uma maneira contundente.

6. A primeira parte do segredo é uma visão do inferno

A primeira parte do segredo – a visão do inferno – é para muitos a mais importante, porque revela aos indivíduos as trágicas consequências da falta de arrependimento e o que lhes espera no mundo invisível se não se converterem.

7. A segunda parte do segredo é sobre a devoção ao Imaculado Coração

Na segunda parte do segredo Maria diz:

“Você viu o inferno para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para salvá-las, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração”.

Depois de explicar a visão do inferno, Maria falou de uma guerra que “iniciará durante o pontificado de Pio XI”.

Esta última foi a Segunda Guerra Mundial, ocasionada, segundo as considerações da Irmã Lúcia, pela incorporação da Áustria à Alemanha durante o pontificado de Pio XI (J. do Marchi, Temoignages sur les apparitions de Fatima, 346).

Fonte: ACIdigital

 

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Na íntegra: as três partes do Segredo de Fátima – e uma interpretação

O pedido de Nossa Senhora não está sendo cumprido por nós

Em 1917, Nossa Senhora apareceu em Fátima, Portugal, para três pastorzinhos: Lúcia, Francisco e Jacinta. Maria fez revelações que, mais tarde, ficaram conhecidas como “O Segredo de Fátima“.A 1ª e a 2ª parte do segredo foram escritas por Lúcia no ano de 1941 e conhecidas logo em seguida. Já a 3ª parte do segredo foi escrita em 1944, em uma correspondência privada a ser aberta somente pelo Santo Padre. No dia 26 de junho de 2000, a 3ª parte do segredo foi finalmente publicada pelo Vaticano.

Conheça a íntegra das três partes:

1ª e 2ª parte do Segredo de Fátima

Transcrição na íntegra das palavras da Irmã Lúcia, contendo a revelação da primeira e da segunda partes do segredo de Fátima:

“(…) o segredo consta de três coisas distintas, duas das quais vou revelar. A primeira foi, pois, a vista do inferno! Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fogo que parecia estar debaixo da terra. Mergulhados nesse fogo, os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronzeadas com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas nos grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizavam e fazia estremecer de pavor.

Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e acrosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros.

Esta vista foi um momento, e graças à nossa boa Mãe do Céu, que antes nos tinha prevenido com a promessa de nos levar para o Céu (na primeira aparição); se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor.

Em seguida, levantamos os olhos para Nossa Senhora, que nos disse com bondade e tristeza: Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração.

Se fizerem o que eu disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar, mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo dos seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja; os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas; por fim, o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz”.

3ª parte do Segredo de Fátima

O conteúdo da terceira parte do Segredo de Fátima, anunciado em 13 de julho de 1917, em Fátima, e que a Ir. Lúcia, a única das três videntes ainda viva, redigiu em 3 de janeiro de 1944, é o seguinte:

“Escrevo em ato de obediência a Vós, meu Deus, que me mandais por meio de Sua Excelência Reverendíssima, o Sr. Bispo de Leiria, e da Vossa e minha Santíssima Mãe. Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora, um pouco mais alto, um anjo com uma espada de fogo na mão esquerda.

Ao cintilar despedia chamas que pareciam incendiar o mundo. Mas apagavam-se com o contato do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro. O anjo, apontando com a mão direita para a terra, com voz forte dizia: Penitência, penitência, penitência.

E vimos numa luz imensa, que é Deus, algo semelhante a como se veem as pessoas no espelho, quando lhe diante passa um bispo vestido de branco. Tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre. Vimos vários outros bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande cruz, de tronco tosco, como se fora de sobreiro com a casca. O Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade, meia em ruínas e meio trêmulo, com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena. Ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho.

Chegando ao cimo do monte, prostrado, de joelhos, aos pés da cruz, foi morto por um grupo de soldados que lhe disparavam vários tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns após os outros os bispos, os sacerdotes, religiosos, religiosas e várias pessoas seculares. Cavalheiros e senhoras de várias classes e posições. Sob os dois braços da cruz, estavam dois anjos. Cada um com um regador de cristal nas mãos recolhendo neles o sangue dos mártires e com eles irrigando as almas que se aproximavam de Deus”.

Um comentário de Sergio Vellozo, da Canção Nova

Nossa Senhora, em Fátima, fez um diagnóstico, mostrou os riscos e prescreveu os remédios. Ela ofereceu à humanidade meios para se livrar de males ameaçadores representados nas visões dadas às três crianças. Na medida em que usamos o remédio, o mal é vencido. Almas são salvas de cair no inferno e guerras destruidoras que atingem a Igreja são afastadas, adiadas.

O mundo viveu durante vários anos a chamada guerra fria, em que o conflito com a Rússia e todo o bloco soviético podia explodir a qualquer momento numa guerra nuclear. O remédio oferecido em Fátima, uma especial consagração ao Imaculado Coração, ficou por longo tempo sem a aplicação devida. Foi somente depois de ser salvo por milagre de um atentado em 13 de maio de 1981, aniversário das aparições, que João Paulo II se ocupou das revelações de Fátima. Quando, em 1984, nosso querido Papa fez a consagração solene nos moldes prescritos por Nossa Senhora, o remédio celestial começou a agir. Bastaram cinco anos para o mundo assistir ao desmantelamento do bloco soviético.

Parte do tratamento prescrito cabia ao Papa e aos bispos, mas a outra parte cabe a cada um de nós. Como temos feito a comunhão reparadora? Qual a visão pior: a da primeira parte ou a da última parte do segredo? A queda do muro de Berlim é um testemunho de como os remédios oferecidos pela Mãe são eficazes. Diante de tudo, só posso pedir misericórdia, pois tenho sido relaxado no uso destes remédios para o bem de tantos. Penitência! Penitência! Penitência!, dizia o anjo em 1917. Que diria ele agora?

Fonte: Aleteia

 

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