Que tal escolher um santo para te ajudar na Quaresma?

Ter um ajudante celestial vai deixar este tempo de oração ainda mais bem sucedido

Uma tradição em alguns grupos católicos é a escolha de um santo protetor para as festividades de Natal ou Ano Novo. O padroeiro – escolhido aleatoriamente – é convidado a cuidar de nós para o próximo ano. Assim, nos é dada a chance de conhecer melhor um de nossos amigos celestiais.

Essa é uma bela tradição, que merece ser expandida. Por que, então, não escolher um padroeiro especial para a Quaresma?

Você pode escolher aleatoriamente o santo ou procurá-lo com a ajuda de sites especializados. Não há uma “escolha errada”. Não importa quem você escolha; ele ou ela,  com certeza, estará disposto(a) a interceder em seu nome.

Aqui está outra ideia: Considere algumas das virtudes que você mais gostaria (ou mais precisa) para crescer durante a Quaresma. Em seguida, peça ao Espírito Santo para ajudá-lo a encontrar ou lembrar de um santo que lutou ou se destacou nessa virtude. Desta forma, você pode se inspirar no testemunho dele para trabalhar a sua vida.

Existem milhares e milhares de santos – e eles vêm de todo tipo possível de contexto e situação, trazendo todo tipo possível de personalidade, força e fraqueza ao seu amor pelo Senhor. Certamente haverá um que fará com que você pare e diga: “Nossa, ele é muito parecido comigo”.

Encontre este santo ou santa e tenha uma Quaresma frutífera! 

Fonte: Aleteia

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Oração para pedir proteção espiritual durante a Quaresma

Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais o diabo quer nos afastar Dele

A Quaresma é um verdadeiro tempo de batalha. Neste período, acompanhamos Jesus no deserto para travarmos uma guerra espiritual contra as tentações do diabo. Não é fácil, pois, nestes 40 dias, estamos mais suscetíveis aos ataques espirituais, que tentam nos afastar da prática de nossa fé.

Por isso, precisamos “vestir a armadura de Deus” e pedir proteção divina. Os santos e anjos que nos cercam estão prontos para vir em nosso auxílio e nos proteger das ações do mal. 

Abaixo sugerimos uma oração tradicional, que pode ser feita para pedir a proteção e libertação, especialmente nesta época. Reze com fé: 

Defendei-nos, Vos pedimos, ó Senhor, de todos os perigos da mente e do corpo. E através da intercessão da Bem-Aventurada e Gloriosa Maria, sempre Virgem, Mãe de Deus, de São José, dos Vossos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, e de todos os santos, em Vossa bondosa benevolência concedei-nos segurança e paz; que todas as adversidades e erros sejam superados, e que Vossa Igreja possa Vos servir em segurança e liberdade. Amém.

Fonte: Aleteia

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São Valentim: por que o dia dos namorados na maioria dos países é 14/02?

Conheça a tradição popular que atribui a São Valentim o martírio em nome do amor – e saiba por que no Brasil a data é outra (12 de junho)

A festa de São Valentim, celebrada em 14 de fevereiro, equivalente ao Dia dos Namorados na maioria dos países. O Brasil é uma exceção: o dia dos namorados é celebrado aqui em 12 de junho, por ser a véspera da festa de Santo Antônio de Lisboa e de Pádua. Na cultura luso-brasileira, Santo Antônio é considerado o “santo casamenteiro”.

Por que São Valentim?

Segundo a tradição popular, São Valentim teria sido um bispo que viveu em uma das severas épocas de perseguição perpetrada pelo Império Romano contra os cristãos. Apesar das proibições impostas pelo imperador, ele continuou celebrando casamentos cristãos clandestinamente. Recusando-se a renunciar à fé em Jesus Cristo, Valentim acabou sendo martirizado num dia 14 de fevereiro.

Não há, porém, comprovações históricas desse relato. É por isso que a Igreja retirou essa festa do calendário litúrgico em 1969, mantendo-a apenas como memória facultativa.

A celebração dos namorados, portanto, tem vínculo direto com a fé cristã, seja no Brasil, com Santo Antônio, seja nos países em que a data dedicada a eles é 14 de fevereiro, dia de São Valentim: são dois santos que celebram e exaltam na sua integridade e sublimidade o santo matrimônio cristão.

Fonte: Aleteia

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Por que visitar os enfermos é uma prática de misericórdia?

Entre as práticas de misericórdia corporal, o gesto de visitar os enfermos nos convida a desinstalarmo-nos de nós mesmos e irmos ao encontro daqueles que padecem dos mais diversos tipos de sofrimento. Jesus é nosso modelo de misericórdia. Ele sempre está ao lado dos fracos e oprimidos, dos pobres e marginalizados, dos enfermos e excluídos. Em cada visita que Jesus realizava, ele devolvia ao ser humano o direito à dignidade e à vida plena.

Visitar uma pessoa enferma é um gesto de misericórdia carregado de profundo sentido humano e espiritual. Em cada visita que realizamos, levamos não somente a nossa amizade, mas também nosso carinho, nossa oração e fraternidade às pessoas.

Seja mais que uma visita

Muitos enfermos quase nunca recebem uma visita. No entanto, visitar é um gesto profundamente cristão. Jesus sempre visitou quem estava com algum tipo de enfermidade. Quando a sogra de Pedro estava enferma, Jesus foi até sua casa e restabeleceu a sua saúde (cf. Mt 8,14-15); também curou a filha de um chefe (cf. Mt 9,18-19.23-26). Em cada visita e encontro, Jesus inaugurava, com seu amor misericordioso, um novo tempo na vida de cada pessoa. Seus gestos de ternura devolviam a paz em cada coração.

Grande é a multidão de pessoas enfermas que esperam nossa visita. Essas pessoas não estão longe de nós. Muitas vezes, são nossos próprios familiares ou alguém que se encontra em nossa rua ou bairro. Muitos são membros de nossas comunidades cristãs. A cada uma dessas pessoas somos enviados como missionários da misericórdia.

Somos convidados a fazermos a diferença na vida de alguém com pequenos gestos, que, quando praticados com amor, deixam marcas de eternidade no coração.

O momento da enfermidade é sempre um período de fragilidade e, muitas vezes, de solidão, em que a pessoa faz a dolorosa experiência da sua incapacidade, dos seus limites e também da finitude da vida. Sozinho em casa, o enfermo, muitas vezes, passa dias e noites sem receber uma única visita, tendo apenas como companhia a televisão, o rádio, o computador ou ainda o celular. A misericórdia não se realiza com palavras bonitas ou frases de efeito, ela é concreta e precisa ser exercitada. Nenhum equipamento eletrônico substitui um sorriso que devolve a alegria, um abraço que conforta, uma palavra que tranquiliza, uma oração que aumenta a fé, um olhar que dá esperança, um ouvido que escuta as dores e os medos.

Pratique atos de misericórdia

Hoje, é o momento propício para atravessarmos as fronteiras de nossos quintais e irmos ao encontro de quem necessita de nosso carinho, conforto e ternura. No leito de dor encontraremos o próprio Cristo sofredor: “Estive doente e me visitastes” (cf. Mt 25,36).

Em cada visita que realizamos, levamos não somente nosso amor, mas o próprio Cristo. E que, ao chegar ao fim deste ano, você possa olhar para trás e dizer com o coração agradecido: “Eu fiz a diferença na vida de alguém!”.

O mundo tem necessidade de pessoas que tenham a coragem de semear o bem e levar a misericórdia aos mais necessitados. Nas Sagradas Escrituras, encontramos um sábio conselho que desperta nosso coração para a assistência aos irmãos doentes: “Não temas visitar doentes, porque serás amado por isso” (cf. Ecl 7,35) Acredite: o mundo pode ser melhor com pequenos gestos de amor que você praticar.

Por Pe. Flávio Sobreiro, via Canção Nova

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Nossa Senhora de Lourdes: “Eu sou a Imaculada Conceição”

No mês de fevereiro, celebramos uma devoção mariana muito conhecida: Nossa Senhora de Lourdes, que apareceu para a menina Bernadete em 1858 na gruta de Massabielle, localizada nos arredores da cidade de Lourdes, na França.

Percebe-se que essa revelação da Mãe de Deus foi feita a uma pessoa simples, visto que Bernadete pertencia a uma família de camponeses, era pobre, analfabeta e, de acordo com os relatos, de saúde frágil. Isso nos mostra que Deus sempre age com simplicidade na vida de pessoas simples e humildes.

As aparições da Santíssima Virgem em Lourdes surpreendem todas as pessoas, justamente pela ternura com que Maria se apresenta naquele tempo em que havia um grande pensamento racionalista que se opunha à Igreja. Ela vem e se manifesta como a Mãe que se preocupa com seus filhos, trazendo alento e esperança a todos. Não foi fácil para a menina Bernadete, pois muitos não acreditavam nela, criticavam e até zombavam das mensagens testemunhadas por ela. Como bem disse o Papa Pio XI, “a voz daquela menina, mensageira da Imaculada, se impôs ao mundo”, chegando até nós e com certeza chegará ainda a muitas gerações futuras.

Podemos destacar que a centralidade da mensagem transmitida nas aparições de Lourdes está em quatro pontos que são essenciais para vivermos a fé cristã: a pobreza, a oração, a penitência e o dogma da Imaculada Conceição. Explicando cada um destes pontos para melhor compreendermos a mensagem: a pobreza evangélica é a condição que nos identifica com o Cristo que, em toda sua vida, foi pobre e obediente; a vida de oração é essencial para que possamos conhecer e amar a Deus; a penitência nos ajuda no caminho da santidade, educa nosso corpo e preserva a saúde espiritual; a Imaculada Conceição nos leva a entendermos que não estamos sozinhos nesta vida e muito menos abandonados à ação do mal, pois o Deus rico em misericórdia que, em sua benevolência preservou a Virgem Maria do pecado original, também nos alcança com sua Graça transbordante e inesgotável.

Que a devoção a Nossa Senhora de Lourdes nos inspire sempre mais a vivermos uma vida de intensa oração, pautada na pobreza evangélica e na penitência. Que assim seja!

Também em Lourdes, Maria nos leva a Jesus, como reflete o Papa emérito Bento XVI: “É significativo que, na aparição a Bernadete, Maria inicie o seu encontro com o sinal da Cruz. Mais do que um simples sinal, é uma iniciação aos mistérios da fé que Bernadete recebe de Maria. O Sinal da Cruz é de alguma forma a síntese da nossa fé, porque nos diz quanto Deus nos amou; diz-nos que, no mundo, há um amor mais forte do que a morte, mais forte do que as nossas fraquezas e os nossos pecados. A força do amor é maior do que o mal que nos ameaça. É este mistério da universalidade do amor de Deus pelos homens que Maria veio revelar aqui, em Lourdes. Ela convida todos os homens de boa vontade, todos aqueles que sofrem no coração ou no corpo, a levantar os olhos para a Cruz de Jesus a fim de encontrar nela a fonte da vida, a fonte da salvação”.

Padre Sebastião Ribeiro – Quase Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, Mãe da Esperança

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Irmã Maria Antônia, retorno à luz perpétua do Pai

Relendo, hoje, o texto (abaixo) elaborado por ocasião do Tríduo de Santa Beatriz da Silva, tocada pelo profundo sentimento de pesar pela passagem da nossa querida Irmã Maria Antônia, reconheço o valor de seu esforço tão sincero, caridoso e pleno de fé, em passos que seguiram, cotidianamente, o caminho de Santa Beatriz em direção ao Cristo, com o coração voltado à contemplação da Imaculada Conceição de Maria.

Em sua vida totalmente dedicada ao cumprimento da Regra da Ordem da Imaculada Conceição, Irmã Maria Antônia compôs uma harmoniosa obra voltada para Deus, com ardente aspiração de pureza, de virtudes compartilhadas com todos, sobretudo, também, mediante o exercício diário da oração. Elevamos ao Céu nosso preito de profunda gratidão por essa alma que nos deixa para habitar a Luz Perpétua do Pai, serenos diante dessa passagem abençoada.

Certamente, todos que a conheceram, sentem-se comprometidos com a continuidade do seu trabalho na Terra, fiel e perseverantemente realizado em nome de seu amor a Jesus Cristo e a Maria Santíssima, na pessoa dos necessitados de amparo material e espiritual, mediante suas orações e a ação social da Pequena Obra de Santa Beatriz, que incentivou e apoiou durante 39 anos de sua vida, desde o início das atividades.

Obras literárias de autoria da Irmã Maria Antônia de Alencar, OIC.

Ressaltamos também, sua dedicação ao delicado trabalho literário que desenvolveu e ao importante trabalho de pesquisa, historiográfico, ambos de grande valor como contribuição à difusão e divulgação da Ordem da Imaculada Conceição, em Uberaba e no contexto dos Mosteiros presentes no mundo, dentre eles, o nosso querido Mosteiro da Imaculada Conceição da Divina Providência e de São José, que integra o Santuário da Medalha Milagrosa, tão significativo para nosso município e para o Brasil todo.

A Câmara Municipal de Uberaba, por iniciativa do vereador Agnaldo Silva e mediante assinatura do vereador Rubério Santos,  prestou à Irmã Maria Antônia de Alencar, OIC, uma homenagem, recentemente, conferindo-lhe a Comenda Mário de Almeida Franco, recebida pela querida Monja Concepcionista, com humildade e respeito, no dia 07 de novembro do corrente ano de 2018.  Irmã Maria Antônia proporcionou a todos nós, a alegria de testemunhar esse reconhecimento do seu valoroso esforço que enaltece, sobretudo, seu exemplo de fé e de dedicação a Deus, como forma também, principalmente, de despertar no coração dos jovens a vocação para o serviço religioso de vida consagrada.

Rita De Blasiis

A Ordem da Imaculada Conceição, em virtude do vínculo que existe entre as Monjas Concepcionistas e a Ordem Franciscana, usa o cordão de São Francisco, à cintura. Na foto, na outorga da Comenda Mário de Almeida Franco à Irmã Maria Antônia Alencar (à frente), estão presentes, da direita para a esquerda, Maurício Araújo, OFS, da Pequena Obra de Santa Beatriz da Silva, o Padre Manoel Messias, Reitor do Santuário de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, Irmã Maria da Conceição Luísa, OIC, a autora de Literatura Infanto-Juvenil, Rita De Blasiis, simpatizante da OFS e as Irmãs Ideilda Lucas ,Creuza Cardoso e Nilza Dutra da Ordem Franciscana Secular da Fraternidade Nossa Senhora de Fátima de Uberaba.

A Ministra da Ordem Franciscana Secular e coordenadora da Comunidade Santa Clara, Mirna Spirandeli, externou o seu pesar pela triste notícia, enviando seu abraço fraterno a todas as Monjas Concepcionistas e ao Reitor do Santuário de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, Padre Manoel Messias e, especialmente, aos familiares da Irmã Maria Antônia de Alencar.

Santa Beatriz da Silva

Dia 17 de agosto: Santa Beatriz da Silva, companheira que militou em favor da dignidade feminina, orando durante 30 anos em um convento dominicano, o São Domingos, o Real, até que, um mês depois de sua morte, no dia 17 de setembro de 1511 a Ordem que ela aspirava criar foi aprovada pelo Papa Júlio II.

Fiquei pensando… O Brasil contava, então, apenas 11 anos de idade! De lá para cá, se passaram séculos e os Mosteiros se multiplicaram pelo mundo até que, na atualidade, se tornassem, aproximadamente, 155 Monastérios em 4 continentes…

[…] “em junho de 1949, sob a condução de Madre Maria Virgínia do Nascimento, as irmãs concepcionistas fixaram-se em dois endereços distintos antes de, finalmente, se mudarem para onde, ainda hoje, se encontram localizadas. Primeiro formaram o Mosteiro na Rua Gonçalves Dias, em 1951 mudaram-se para a Rua Afonso Rato e definitivamente em 1961 o Mosteiro foi estabelecido na Rua Medalha Milagrosa. Em 1957 foi lançada a pedra fundamental do Santuário da Medalha Milagrosa e desde 1955 tem se rezado a Novena Perpétua de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, infundindo esta devoção mariana tão presente em nossa Igreja Particular através das gerações[1]“.

Mosteiro da Imaculada Conceição e da Divina Providência de São José… a Capela desse Mosteiro tornou-se conhecida como Santuário de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa!

Hoje, fui à Missa em Louvor à Santa Beatriz da Silva e senti imensa gratidão pela presença abençoada das Monjas Concepcionistas em Uberaba… Presença abençoada por Deus, velada pela Mãe Santíssima, benção e amparo que se estende sobre a cidade inteira e região… Vêm pessoas de longe visitar o Santuário, orar, pedir e agradecer graças!

O que significa tudo isso? Que sentido tem para nós, um grupo de Irmãs dedicadas ao trabalho contínuo de orar, de contemplar e de meditar sobre a Imaculada Conceição, sobre nossa Mãe Santíssima? Sabemos nós quais são os frutos dessa vida contemplativa, de oração, de silêncio, de expressão de amor a Deus, através da renúncia a tudo aquilo que nos satisfaz e nos seduz e por vezes, até, nos arrasta por caminhos desarmoniosos e infelizes?

Faz sentido para muitos, para outros, talvez não… Mas, nesse dia de hoje, enquanto colocava flores aos pés da imagem de Santa Beatriz da Silva, eu agradecia por, pelo menos, compreender que “no silêncio do claustro, uma oração se eleva a Deus, qual incenso agradável, eis nossa oferta, Senhor!”

Que de bênçãos vêm para os uberabenses, descidas do Céu em resposta a essas orações, “no silêncio do claustro”?

Nesse lindo dia de louvor à Santa Beatriz da Silva, data de seu falecimento em Toledo na Espanha, em 1492, temos, sim, muito a agradecer!

Quem puder, venha à Solenidade em Louvor à Santa Beatriz da Silva no Santuário de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, tragam flores e venham mesmo, de coração feliz e em paz, ou de coração sofrido e contrito, haveremos de nos unir e de nos confortar, na presença de Nosso Senhor Jesus Cristo, que ela seguiu com tanto fervor e sacrifício pessoal e de nossa Mãe Santíssima, que espera que lhe peçamos as graças que ela pode nos conceder!

Rita De Blasiis

[1] Disponível em:< https://arquidiocesedeuberaba.org.br/espaco-memoria/santuario-da-medalha-milagrosa-1949/>. Acesso em: 17 ago. 2018.

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“Deixai vir a mim as criancinhas” Mateus 19,14

Ao celebrarmos a Solenidade de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do nosso Brasil, lembramos de nossas crianças, cujo dia também lhes é muito especial. Pedimos neste dia que a Mãe Aparecida abençoe todas as crianças de nosso país, especialmente as mais vulneráveis, que são um reflexo de uma sociedade que não olha o ser humano como filho de Deus, e sim como objeto descartável.

Visando a dignidade da família, em particular as gestantes e crianças sofridas, trazemos neste dia uma palavra de esperança a todos. E esta esperança se manifesta através das diversas ações que realizamos mensalmente no acompanhamento das nossas famílias, para que todas as crianças, desde o ventre materno, tenham vida e vida em abundância.

Sejamos multiplicadores do amor de Deus participando das ações da Pastoral da Criança em sua comunidade, tornando fermente na massa, fazendo multiplicar os trabalhos por ela desenvolvidos.

Pedimos ao nosso Deus, que é infinitamente bom, que encha de amor e verdade os corações humanos. E que Ele derrame copiosas graças e bênçãos sobre todos!

Pe. José Edilson da Silva

Coordenador Arquidiocesano da Pastoral da Criança

  

“Então disse Jesus: ‘Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas’” Mateus 19, 14

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Festas Marianas do mês de outubro: Nossa Senhora do Rosário e Nossa Senhora da Conceição Aparecida

No mês de outubro, a Igreja Católica tem a alegria de celebrar dois títulos de Maria: Nossa Senhora do Rosário no dia 07 e Nossa Senhora Aparecida – Padroeira do Brasil – no dia 12. Para nós, são momentos importantes e especiais para reconhecermos a maternidade de Maria e a homenagearmos como Mãe de Jesus e de todos nós.

Celebrando Nossa Senhora do Rosário

A Festa de Nossa Senhora do Rosário foi instituída pelo Papa Pio V em 1571, por ocasião da celebração da vitória dos cristãos na batalha naval de Lepanto. Essa batalha é marcada pela vitória dos cristãos católicos contra os turcos otomanos, resistindo-lhes pela recitação do Rosário. A celebração dessa festa nos convida à meditação dos Mistérios de Cristo, que nos guiam à Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição do Filho de Deus.

Sabemos que a origem do Rosário é antiquíssima. Segundo relatos históricos, os monges anacoretas usavam umas pedrinhas para contar o número das orações vocais. Sendo assim, nos conventos medievais, os irmãos leigos que eram dispensados da recitação do Saltério (devido à pouca familiaridade com o latim) completavam suas práticas de piedade com a recitação repetida da oração do Pai-Nosso e, para a contagem, o Doutor da Igreja São Beda, o Venerável (séc. VII-VIII), havia sugerido a adoção de vários grãos colocados em um barbante.

Outro dado da história é que Maria apareceu a São Domingos e indicou-lhe o Rosário como potente arma para a conversão: “Quero que saibas que a principal peça de combate tem sido sempre o Saltério Angélico (Rosário), que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Assim, quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para Deus, com a oração do meu Saltério”.

Tal devoção, propagada principalmente pelos filhos de São Domingos, recebeu da Igreja a melhor aprovação, sendo ainda enriquecida por muitas indulgências. Deste modo, o Rosário é rezado praticamente em todas as línguas, e o saudoso São João Paulo II e tantos outros Papas que o precederam recomendaram essa singela e poderosa oração, através da qual, confiantes na segura e materna intercessão da Virgem Maria, alcançamos muitas graças de Jesus, como nos ensina a própria Virgem Santíssima em todas as suas aparições.

Portanto, nos dediquemos à oração do Santo Rosário suplicando à Virgem Maria que leve ao coração do seu Filho Jesus os nossos pedidos e os mais sinceros agradecimentos pelas graças que d’Ele recebemos.

Homenageando a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Ano após ano, o mês de outubro para nós, brasileiros, é o momento de mais uma vez recordar a história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Essa história tem o seu início em meados de 1717, momento em que chega a notícia de que o Conde de Assumar, Dom Pedro de Almeida e Portugal, então Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, passaria pela Vila de Guaratinguetá, pois estava a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto (MG).

De acordo com os dados históricos, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves foram convocados pela Câmara de Guaratinguetá para irem à procura de peixes no rio Paraíba. Desceram o rio, mas nada conseguiram. Após muitas tentativas sem nenhum sucesso, chegaram finalmente a Porto Itaguaçu, lugar especial onde lançaram as redes e, para sua surpresa, apanharam uma imagem sem cabeça. Lançaram novamente as redes e então apanharam a cabeça. Uma terceira vez lançaram as redes que vieram cheias de peixes.

Dizem que a imagem permaneceu com Filipe, por muitos anos, até que presenteou seu filho com ela. Este, manifestando amor à Virgem, fez um oratório simples, onde passou a se reunir com os familiares e vizinhos, para receber todos os sábados as graças do Senhor por Maria. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi sendo conhecida cada vez mais pelas regiões do Brasil e, por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá ergueu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Como a notícia se espalhava, o número de fiéis só aumentava e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (que conhecemos como Basílica Velha).

Alguns anos mais tarde, em 1894, chegam a Aparecida os padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, com a função de trabalhar no atendimento aos romeiros que constantemente iam para rezar à Senhora “Aparecida” das águas. A devoção crescia sempre mais e as inúmeras manifestações de carinho e amor à Nossa Senhora eram especiais.

No ano de 1904, o Papa Pio X deu ordem para que a imagem fosse coroada solenemente e, em 29 de abril de 1908, recebeu o título de basílica. Outro grande e marcante acontecimento para a nossa devoção à Virgem foi quando em 1929 o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil, com a intenção de favorecer o bem espiritual do povo e proporcionar o aumento cada vez maior de devotos à Imaculada Mãe de Deus. Em 1967, por ocasião dos 250 anos da devoção, o Beato Paulo VI ofereceu ao Santuário de Aparecida a Rosa de Ouro, gesto que reconhecia a importância do Santuário, estimulando o culto à Mãe de Deus.

O tempo foi passando e, com a graça de Deus, a devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida cresceu ainda mais e o número de romeiros foi aumentando. Então, aquela primeira Basílica se tornou pequena. Era necessária a construção de outro templo, bem maior, com estrutura para acolher e acomodar tantos romeiros. Desta forma, por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos Senhores Bispos, iniciou-se em 11 de novembro de 1955 a construção de outra igreja, a atual Basílica. No ano de 1980, ainda em construção, a Igreja foi consagrada pelo Papa São João Paulo ll, recebendo o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida Santuário Nacional, sendo o “maior Santuário Mariano do mundo”. E no ano passado (2017), tivemos a grande alegria de celebrar os 300 anos da aparição da imagem no rio Paraíba, o que reacendeu a devoção à Virgem Maria em nosso país.

Que Nossa Senhora Aparecida interceda por todos nós e pela nossa Pátria, a fim de que recebamos copiosas bênçãos divinas!

Fonte: Jornal Metropolitano Edição de Outubro de 2018

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Santa Teresinha como doutora: o reflorescimento da doutrina cristã em meio à heresia

‘‘Meus imensos desejos me eram um autêntico martírio. Fui, então, às cartas de São Paulo a ver se encontrava uma resposta’’ (Manuscritos Autobiográficos, 227)

No período histórico (Século XVII e XVIII) em que a França estava imersa na heresia jansenista, que apregoava um rigorismo moral, desvios abomináveis sobre a doutrina da graça e do pecado, floresceu no Carmelo da pacata cidade de Lisieux, uma ‘pequena via (doutrina)’ de espiritualidade genuína, que conduzira os cristãos de volta à verdade da fé. Uma pequena via evangélica que marcaria toda família carmelita francesa: Teresa Martin, que assumira o nome religioso (de consagração) de Teresinha do Menino Jesus.

O que uma simples freira de um carmelo francês teria a ver com a questão jansenista e os desvios de fé praticados naquela época? Respondo esta questão com o pensamento de um dos grandes teólogos do século XX, Yves Congar, de que ‘‘houveram dois ‘faróis atômicos’ que a Providência acendera na beira do século XIX: Charles de Foucauld (místico francês) e Teresa de Lisieux’’.

De fato, podemos pensar que não há nada a ver sobre a crise doutrinária/moral que a Igreja enfrentava naquela época com nossa santa das rosas, mas o farol atômico de que Yves Congar fala não é meramente espiritual, mas doutrinário. A chamada ‘pequena via’ de Santa Teresinha é um reequilíbrio entre a lei e a graça diante do abandono total a Deus e à sua infinita bondade e misericórdia (o Bom Deus). Lei e graça, o foco que estava em questão naquele período da história da Igreja. Os jansenistas, que, influenciados pela doutrina luterana de que a natureza decaída do homem não era capaz de fazer coisas boas, que nega o livre-arbítrio diante dos homens e de Deus, e que tudo é somente advindo da graça de Deus, sem considerar o papel da consciência do fiel, haviam contaminado grande parte da Igreja.

Desconsiderar o papel do homem é desconsiderar toda história da salvação que se faz mediante um ‘Sim’ particular, o ‘Sim’ de Maria, atitude que brotou do livre-arbítrio e que trouxe o Salvador ao mundo. Santa Teresinha de Lisieux é um ‘farol atômico’ no meio disso tudo; atômico, porque retorna à verdade da fé, ao átomo da crença no Deus verdadeiro e na retidão de seus ensinamentos: o ser criança mediante o amor.

Dentro dos escritos autobiográficos de Santa Teresinha (História de uma alma), a edição exegética (analítica dos textos de Teresinha) do Padre Conrad DeMeester (intelectual carmelita belga e exegeta teresiano) traz a nomenclatura do Manuscrito M, que é o último manuscrito, dentro do conjunto de três manuscritos (A, G e M), e que trata da doutrina propriamente dita de Santa Teresinha, e que é a base para compreender o reflorescimento espiritual e doutrinário proposto por nossa santa francesa naquele contexto de heresias.

Este Manuscrito M, que traz a doutrina da ‘pequena via’, expressa os sentimentos que todo cristão deveria ter para com o seu Deus. Expressa o seguimento de uma ordem dada pelo próprio Jesus. O Senhor diz que ‘‘se não mudardes e não vos tornardes como crianças, nunca entrareis no Reino dos Céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus’’ (Mt 18, 3-4).

Ser criança não é ser simplesmente pura, no sentido moral. O sentido bíblico é outro: ser criança é se abandonar aos cuidados do adulto. O adulto na Bíblia é o Pai (Deus), que olha por seus filhos e que não quer sacrifícios e holocaustos, mas um coração arrependido e disposto a amá-Lo. Ser criança é amar verdadeiramente, sem o declive das paixões, e se entregar por amor. Qual criança não confia nos pais que a educam e amam? Qual criança não obedece os pais quando se encontram no erro? Qual criança não segue o exemplo do pai, não escutando meramente o ensinamento paternal, mas o colocando em prática?

Mas por que Jesus fala em ‘‘se humilhar como esta criança’’? Porque as pessoas não estão acostumadas a confiar, a se abandonar aos cuidados de Deus. Pedimos em nossas orações, mas a insegurança, a incerteza cerca os nossos corações. Não confiamos verdadeiramente em ninguém, e o fato de fazê-lo nos coloca em nossa fragilidade, pois confiança é abertura a Deus e ao outro. O problema é que não confiamos verdadeiramente, nem em Deus, tampouco no outro, porque não queremos nos abrir.

Santa Teresinha é uma feixe de luz para o seguimento da doutrina do Senhor, pois ela se fez criança: ‘‘minha desculpa é que sou uma criança’’ (M 4r). E ela tem muito a nos ensinar quando diz que

‘‘Tudo o que Jesus reclama de nós é o nosso amor (…) Ele tinha sede, mas ao dizer ‘dá-me de beber’ era o amor da sua pobre criatura que o Criador do universo reclamava. Ele tinha sede de amor.

Ah, sinto-o mais do que nunca que Jesus está sedento, e ele só encontra ingratos e indiferentes entre os discípulos do mundo e entre seus próprios discípulos encontra poucos corações que se entregam a Ele sem reserva, que compreendem toda a ternura de seu Amor infinito…’’

(M 1v)   

Neste dia de Santa Teresinha e em todos os dias de nossa vida façamos a experiência de ser criança, façamos como nossa santa doutora, que reequilibra a lei e a graça; que nos fala sobre o abandono do cristão diante da graça de Deus, mas que não desresponsabiliza a consciência humana diante disso, mas exorta-nos a não sermos indiferentes e ingratos diante da sede de amor do Senhor. Façamos como Santa Teresinha do Menino Jesus: sejamos crianças do Menino Jesus!

‘Jesus se compraz em mostrar-me o único caminho que conduz a essa fornalha Divina, esse caminho é o abandono da criança pequena que adormece sem medo nos braços de seu Pai’’

(Santa Teresinha, M 1r)

Seminarista Pablo Henrique
2º ano de Teologia

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