Tempo da alegria

A chegada de Jesus na noite de Natal tem o simbolismo de uma grande alegria, conforme está expresso nas significativas palavras do profeta: “Alegrai-vos, o Senhor está próximo” (cf. Sf 3,14). A vinda ao mundo do Filho de Deus marcou profundamente a história dos novos tempos, conseguindo transformar a expectativa do povo do passado em realidade de uma presente alegria.

Todas as pessoas têm momentos de alegria, mas nem todos eles são totalmente verdadeiros e duradouros. Só Deus é capaz de proporcionar alegria consistente, aquela que sai de dentro do coração e contamina positivamente os que se encontram nos arredores. É justamente nesta circunstância que está o sentido real das Festas natalinas, porque Deus está presente na Pessoa de Jesus Cristo.

A vida tem momentos de tristeza, de angústia e até de revolta. Foi o que aconteceu com o povo de Deus preso no Exílio da Babilônia. A baixa autoestima dos remanescentes foi superada por uma convicção firmada nas palavras dos profetas. Deus passou a ser reconhecido e tomou posse do coração das pessoas. Daí surgiu uma nova realidade, conseguindo recuperar o humor até então perdido.

É triste quem não consegue vivenciar a presença alegre de Deus no coração. A vida não pode ser fonte de tristeza, porque ela pertence e está nas mãos do Criador. As atitudes de tibieza podem causar tristeza e desânimo na conquista de uma vida feliz e alegre. Tudo depende do poder de humor da pessoa para conseguir chegar a uma vida saudável, mesmo tendo que enfrentar dificuldades.

A vida humana, nos últimos tempos, vem enfrentando as imposições dos diversos tipos de opressores, e eles estão por todos os lados, espalhados na sociedade. Olhando por outro ângulo, há motivos também de encorajamento, que causam sublimação dos reais atos de ignorância e desmotivadores da autêntica alegria. A proximidade do Natal é motivo de incentivo para uma vida positiva.

Falar de alegria é olhar para os valores éticos, porque são apoiados na solidariedade, na partilha, na justiça, como também na forma, sem abuso, de exercer o poder. Assim foi o reinado de Jesus Cristo, de comunhão e serviço ao povo, principalmente àqueles mais carentes e injustiçados. É Ele quem conduz a história e faz acontecer a alegria no coração daqueles que fazem opção sincera por Ele.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.

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