Campanha da Fraternidade de 2023: Fraternidade e Fome

   A Campanha da Fraternidade é uma proposta evangelizadora da Igreja Católica no Brasil, em preparação para a Páscoa, voltada à conversão pessoal e comunitária. Desde o ano de 1964, contribui para a renovação da vida da Igreja e a transformação da sociedade, a partir de problemas específicos, tratados à luz do projeto de Deus. Além de um chamado à conversão, incentiva a prática de gestos concretos de fraternidade em prol da transformação de situações injustas e não-cristãs.

   A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresentou em 2022 a identidade visual da Campanha da Fraternidade 2023, que teve como tema “Fraternidade e fome” e o lema “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16).

   “Vemos no cartaz o mapa do Brasil, país considerado o celeiro do mundo, mas que carrega uma grande contradição: a fome é real e atinge hoje cerca de 33,1 milhões de Brasileiros. Em destaque, contemplamos as mãos que repartem e dão vida a solidariedade guiada pela fé. O arroz e o feijão, alimento do povo, passam pelas mãos de homens e mulheres que sabem que a solução do problema da miséria e da fome não está somente nos recursos financeiros, mas na vida fraterna. Ninguém deve sofrer com a fome quando realmente vivemos como irmãos e irmãs. Eis o convite: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16)”.

 

 

A Campanha da Fraternidade 2023

   Pela terceira vez a fome é tratada pela Igreja no Brasil, na Campanha da Fraternidade. A primeira foi em 1975, com o tema ‘Fraternidade é repartir’ e o lema ‘Repartir o pão’, no clima do Ano Eucarístico que precedeu o Congresso Eucarístico Nacional de Manaus, que trazia o mesmo tema e lema e desejava intensificar a vivência da Eucaristia em nosso povo. A segunda foi em 1985, outro Ano Eucarístico, desta vez em preparação para o Congresso Eucarístico de Aparecida, com o lema ‘Pão para quem tem fome’.

    Visando tornar a coleta do Domingo de Ramos ou Coleta da Solidariedade eficaz instrumento de solidariedade, em 1998, na 36ª Assembleia Geral, a CNBB criou o Fundo Nacional de Solidariedade (40% da coleta), o FNS. Fruto do gesto concreto dos cristãos, assume o compromisso social, como importante instrumento para apoio a iniciativas de enfrentamento das condições de pobreza e miséria. O Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS) (60% da coleta) permanece na diocese de origem, os recursos são destinados ao apoio a projetos locais de enfrentamento da miséria e da exclusão social.

   Por isto, é importante que todas as Comunidades participem efetivamente todos os anos da Coleta da Solidariedade, pois é um momento concreto de amor ao próximo.

Fonte: CNBB

Compartilhe: