Conselho Arquidiocesano de Leigos/as participa dos encontros de foranias

  Ao longo dos meses de agosto, setembro e outubro de 2022, o Conselho de Leigos/as da Arquidiocese de Uberaba, em conjunto com a Comissão do Pilar da Caridade, recebeu o convite para trabalhar nas reuniões de foranias da Arquidiocese. Os temas abordados foram de carácter formativo, de maneira que, após muito refletir, foi preparado um excelente material voltado para a Dimensão Social da Fé Cristã, de autoria do Padre José Antônio Fontes. Assim sendo, como forma de dinamizar esse momento e aproximar os membros das pastorais, padres e religiosos ali presentes, foi proposto um estudo em grupo, onde as pessoas foram convidadas a discutir três perguntas referentes ao projeto do Reino de Deus na atualidade, à luz do Evangelho.

  Ressalte-se que, diante de tudo que estamos vivendo, a missão dos cristãos não poderia ser diferente: ficar do lado dos pobres. A partir da fala de Dom Helder Câmara, buscou-se iniciar o momento formativo do encontro: “Quando dou comida aos pobres, chamam-me de santo; quando pergunto por que eles são pobres, chamam-me de comunista”. Nesse sentido, as pessoas foram estimuladas a se colocarem diante da realidade de grande parte da população nos dias de hoje, assumindo o compromisso e entendendo sua participação no cuidado com o outro. É válido destacar que, nesse mundo globalizado, o caráter e o pensamento individualista se encontram sendo perpetuados e valorizados, de modo que cada um se preocupa apenas consigo mesmo, o que acaba trazendo consequências, como a globalização da indiferença e do individualismo, uma fé cada vez mais intimista, onde só importa a relação “eu e Deus”.

  O material apresentado foi uma proposta sucinta de buscar entender como a religião se afastou do projeto de Jesus, visto que não vai mais ao encontro do outro. Ajudou-nos a observar um afastamento das pessoas, que não gera o espírito de comunidade, não se compromete com a construção do meio social ou um envolvimento em projetos que transformem e façam melhorias para a população empobrecida. Ao contrário, o seguimento de Jesus gera compromisso com a vida e, para ter vida, é necessária a implementação de políticas públicas, a preocupação com o planeta onde vivemos, o cuidado com nossa casa comum, propiciando qualidade de vida para todos, não só para uma minoria.

  Assim, foi realizado um estudo em conjunto do Evangelho, do projeto de Jesus, onde foram apresentadas opiniões que, para além do refletir criticamente, levantaram possibilidades de ação, de se apropriar e comprometer com um espaço que é de todos. As reuniões terminaram com a socialização das respostas que reforçaram a importância de escutar o povo e trabalhar em conjunto para colocar em prática atividades que sejam condizentes com as propostas de Jesus de Nazaré.

Ana Paula Marçal Silva e Maria Rosária da Silva

 

 

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