Arquidiocese de Uberaba: 56 anos (1962 – 2018)

No próximo dia 14 de abril, nossa Arquidiocese comemora 56 anos de criação. Foi criada em 1962 pelo papa João XXIII, através da bula Qui tanquam Petrus. É composta atualmente por quatro dioceses: Uberaba, Patos de Minas, Uberlândia e Ituiutaba. No ano de sua criação, a composição da Arquidiocese de Uberaba era outra: Uberaba, Paracatu, Patos de Minas e Uberlândia.

Antes de narrar um pouco sobre a história de nossa Arquidiocese, chamo a atenção para a origem do termo Arquidiocese. No Império Romano, o imperador Diocleciano (284 – 305 d.C.) dividiu o Império em províncias administrativas, chamadas de Dioceses. Em cada uma, havia um vigário governante em nome do imperador. Com a queda do Império Romano, após a invasão dos bárbaros, a Igreja adotou a divisão e território que era chamado de Diocese passou a ser administrado por um bispo.

No Concílio Vaticano II, esse conceito de Diocese passou a ser caracterizado como “porção do povo de Deus para o pastoreio de um Bispo”. Contudo, com o crescimento da Igreja e também o crescimento territorial e, consequentemente, o aumento populacional, as Dioceses foram dividindo-se e formando novas Dioceses. Entre elas, a mais antiga é chamada de Arquidiocese, em razão do termo “arqui”, que em grego significa “primeiro”.

Nessa perspectiva hierárquica da Igreja Católica, a divisão de Arquidiocese e Diocese recebe também o nome de Província Eclesiástica, junção das dioceses sufragâneas e da Arquidiocese. Em nosso caso, nossa província recebe o nome de Província Eclesiástica de Uberaba.

A primeira diocese criada entre as quatro atuais componentes de nossa Província foi a nossa, elevada a Diocese em 1907 pelo Papa Pio X, seu primeiro bispo foi Dom Eduardo Duarte Silva (1907 – 1923) e recebeu como padroeiro o Sagrado Coração de Jesus. Inicialmente, todo o território do Triângulo Mineiro e também o do Alto Paranaíba foram administrados pelo bispo de Uberaba.

Em 1956, a segunda Diocese foi criada pelo Papa Pio XII, a Diocese de Patos de Minas, cujo primeiro bispo foi Dom José André Coimbra (1956 – 1968), tendo recebido como padroeiro Santo Antônio.

A Diocese de Uberlândia foi criada em 1961 pelo Papa João XXIII. O primeiro bispo nomeado para administrar a diocese foi Dom Almir Marques Ferreira (1961 – 1977), que havia sido pároco de nossa Catedral Metropolitana. Recebeu como padroeira Santa Teresinha do Menino Jesus.

A Diocese de Paracatu, que inicialmente pertenceu a nossa Província, foi primeiramente elevada à categoria de Prelazia. Prelazia territorial ou Abadia territorial é uma determinada porção do povo de Deus, territorialmente delimitada, cujo cuidado, por circunstâncias especiais, é confiado a um Prelado ou Abade que governa como seu próprio pastor, à semelhança do bispo diocesano” (Cân. 370)). Foi administrada pelos padres da Ordem Carmelita da Antiga Observância e, em 1962, na mesma bula de criação da Arquidiocese de Uberaba, a prelazia foi elevada a Diocese, sendo seu primeiro bispo Dom Raimundo Luí, O. Carm, e a padroeira escolhida foi Nossa Senhora do Carmo. Entretanto, a Diocese de Paracatu em 1966 tornou-se sufragânea da Arquidiocese de Brasília, a pedido do Arcebispo de Brasília.

A elevação a Arquidiocese, bem como a criação das Dioceses de Patos de Minas e Uberlândia, evidentemente partiram do esforço inicial do primeiro arcebispo Dom Alexandre Gonçalves do Amaral, que administrou nossa Arquidiocese por quase quarenta anos (1939 – 1978). O processo de criação de uma Diocese exige longas pesquisas, reflexões, não apenas no âmbito territorial, mas envolve a cultura, a religiosidade e, consequentemente, a organização eclesiástica do local, além da própria administração econômica.

Em 1970, Dom José Pedro de Araújo Costa foi nomeado bispo coadjutor da Arquidiocese de Uberaba e permaneceu à frente da Arquidiocese com Dom Alexandre até 1978, ano em que ambos renunciaram.

Após a renúncia de Dom Alexandre em razão de sua longevidade, acompanhada pela de Dom José Pedro, quem assumiu a Arquidiocese de Uberaba foi Dom Benedicto de Ulhôa Vieira, nomeado pelo Papa João Paulo II. Durante seu governo, a Diocese de Ituiutaba foi criada, sendo a última, portanto, entre as quatro dioceses de nossa Província. Isto ocorreu em 1982 pelo papa João Paulo II e o primeiro bispo nomeado foi Dom Aloísio Roque Oppermann que, em 1996, seria nomeado o terceiro Arcebispo de Uberaba. A Diocese de Ituiutaba recebeu como padroeiro São José, titular da Catedral.

Assim, nestes 56 anos de Arquidiocese tivemos como Arcebispos: Dom Alexandre Gonçalves do Amaral (1939 – 1978), Dom Benedicto de Ulhôa Vieira (1978 – 1996), Dom Aloísio Roque Oppermann (1996 – 2012). Atualmente, temos Dom Paulo Mendes Peixoto, nomeado em 2012 pelo Papa Bento XVI.

Amanda Oliveira

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Paróquia de Nossa Senhora D’Abadia – Romaria-MG

A Paróquia de Nossa Senhora d‘Abadia de Água Suja foi criada pela Lei Imperial nº 1.900, em 19 de julho de 1872.

O processo de povoamento do antigo Carmo da Bagagem (atual Romaria) deu-se principalmente por essa região ter apresentado a riquíssima presença de diamantes, cuja extração se iniciou em 1840, dando origem ao povoado de Água Suja. Entretanto, somente em 1867 um garimpeiro chamado Sebastião descobriu diamante no córrego de Água Suja.

A origem do povoado, além da presença dos diamantes, e posteriormente do ouro, se deve à migração dos trabalhadores que anteriormente estavam instalados em um antigo povoado conhecido por Bagagem-Diamantina (atual Estrela do Sul). Estes, por causa da Guerra do Paraguai (1864-1870), travada entre a Tríplice Aliança (Argentina, Uruguai e Brasil) e o Paraguai, foram motivados a se deslocarem da região para não serem convocados para lutar no conflito, visto que a região do Triângulo Mineiro serviu de certa maneira como base militar.

O nome “Água Suja” foi dado em razão do córrego do mesmo nome, que passa perto da região onde surgiu o povoado, e da terra vermelha que se desprende dos barrancos, dando a aparência turva do córrego.

A origem devocional do povoado de Água Suja em relação a Nossa Senhora d’Abadia advém da tradicional festa religiosa de Moquém (cidade localizada no estado de Goiás). Tal festa tinha grande significado para o povoado, pois durante anos os habitantes dela participavam.

Em 1869, o povoado de Água Suja pediu ao então bispo de Goiás (Diocese à qual o Triângulo Mineiro pertenceu até 1907), Dom Joaquim Gonçalves de Azevedo, que permitisse à região a construção de uma capela dedicada a Nossa Senhora d’Abadia (título de grande expressão, sobretudo para os portugueses). Tal pedido foi aceito por Dom Joaquim. Em 1870, o português Custódio da Costa Guimarães foi até o Rio de Janeiro e adquiriu a imagem de Nossa Senhora d’Abadia, na casa comercial de Franco & Carvalho. A imagem foi recebida com grandes festas e, após uma procissão, foi entronizada na Capela que, durante quatro anos, foi o espaço de veneração da imagem e celebração de sua festa. Em 1907, o vigário da época Frei Pio Antonãnzas Palacios solicitou a Dom Eduardo a elevação da Capela à categoria de Santuário Episcopal, pedido aceito em 18 de dezembro do mesmo ano.

A devoção rapidamente expandiu-se pela região do Triângulo Mineiro, chegando até mesmo aos estados de Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo. Assim, as romarias surgiram e a popularidade da festa, iniciada em 6 de agosto, tornou-se muito grande. Durante o surto da gripe espanhola (1918), conta-se que muitos devotos pediram a proteção de Nossa Senhora d’Abadia e foram curados.

Em 1920, a festa de Nossa Senhora d’Abadia já estava comemorando seu cinquentenário. Dom Eduardo Duarte Silva, bispo diocesano, convocou todos seus diocesanos a participarem de tal festividade: “[…] sendo de nosso maior desejo que as solenidades deste ano jubilar se revistam de feérico brilho, para maior realce de tão grata e consoladora comemoração e para que a ela não deixem de comparecer, temos resolvido endereçar caloroso convite […] Como testemunho de nossa gratidão, a todos que atenderem a este nosso Convite, neste preito de gratidão, solenizando tão auspiciosa data jubilar, concedemos sessenta dias de indulgências.” A resposta dos fiéis foi grande e o relato fala da existência de 3.500 carros de bois e aproximadamente 45.000 fiéis.

Desta maneira, percebemos que a riquíssima tradição da Festa de Nossa Senhora d`Abadia já possuía grande valor religioso, e a motivação episcopal significava que sua expressão havia atingido um elevado grau na religiosidade popular, considerando a expressiva presença de romeiros que, ao longo dos anos, foram aumentando e popularizando ainda mais a romaria.

Para que o cinquentenário fosse o centro da religiosidade de toda sua Diocese, dom Eduardo endereçou também uma carta a todos os vigários pedindo a transferência das demais festividades marianas comemoradas em 15 de agosto para o dia 8 de setembro (natividade de Nossa Senhora) ou outra data, conforme carta endereçada em 6 de janeiro de 1920: “ […] para que não se venha a desviar qualquer parcela de devotos e romeiros […] resolvemos transferir para o dia 8 de setembro, ou para qualquer outra data a seu arbítrio, quaisquer festejos que em suas Matrizes ou Capelas filiais costumem ter lugar no dia 15 de agosto.”

A construção atual iniciou-se em 1932. Com autorização de Dom Alexandre Gonçalves do Amaral, pôde ser usada antes mesmo de sua conclusão que se deu na década de 1960.

Em 25 de março de 1988, nosso segundo arcebispo, Dom Benedicto de Ulhoa Vieira, endereçou uma carta ao Santo Padre João Paulo II, pedindo a elevação do Santuário a Basílica Menor. Nessa carta, apresentou um breve histórico e argumentou seu pedido, destacando a média de fiéis que passavam pelo Santuário anualmente, cerca de 60.000 pessoas, além de afirmar que o Santuário era considerado o mais importante do Triângulo Mineiro.

Dom Alexandre, no dia 24 de março, declarou seu apoio à causa, dizendo que desde o início de sua administração tomara conhecimento da vigorosa religiosidade, pois além dos fiéis da região do Triângulo Mineiro, havia a presença de fiéis dos Estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso e até mesmo do Rio de Janeiro.

No processo de elevação a Basílica Menor, consta que a alteração do nome de “Água Suja” para “Romaria” deu-se devido ao grande fluxo de romeiros e, em 1962, quando a Vila Romaria se emancipou de Monte Carmelo, passou a denominar-se “Romaria”. Contudo, como se verifica até mesmo na atualidade, o termo “Nossa Senhora d’Abadia de Água Suja” não se perdeu, em virtude da identidade religiosa fortemente presente.

A riqueza religiosa da festa de Nossa Senhora é evidente. Mais ainda surpreende o fato de que, no dia da festa em 1987, foram atendidas 2.226 confissões individuais e houve 6.000 comunhões, número bastante expressivo, chegando à presença de 20.000 fiéis na procissão.

Além disso, na década de 1970, de acordo com o processo de elevação a Basílica, foi ministrado a 400 fiéis o sacramento da Confirmação, enquanto a média de batizados chegou a 600.

Esses números corroboram uma reflexão acerca da religiosidade popular, pela expressividade das romarias, ainda responsáveis pela grandiosidade de manifestações religiosas, bem como de celebrações.

Este ano, o Santuário de Nossa Senhora d’Abadia de Água Suja completará 146 anos de história e, em 2022, será o jubileu de 150 anos. Pedimos a Nossa Senhora d’Abadia que continue abençoando o Triângulo Mineiro e derramando sobre nós infinitas graças.

Amanda Oliveira

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Paróquia Nossa Senhora de Lourdes – Conquista-MG

No dia 11 de fevereiro, celebramos a festa de Nossa Senhora de Lourdes. A origem desse título dado a Virgem Maria vem das aparições de Nossa Senhora a Santa Bernadete, em uma gruta localizada na cidade de Lourdes, na França.
Fazemos memória dessa festa, tão importante para os fiéis devotos da Mãe de Deus, principalmente por confirmar o dogma da Imaculada Conceição, proclamado quatro anos antes das aparições da Virgem em Lourdes.

Nesta edição, vamos falar um pouco da Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes, localizada na cidade de Conquista. Foi criada pelo primeiro bispo De Uberaba Dom Eduardo Duarte Silva, em 19 de dezembro de 1908. No início do século XX, a região do Triângulo Mineiro passava por um momento de crescimento econômico, advindo principalmente da presença da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, que se instalou inicialmente na cidade de Uberaba, trazendo um rápido desenvolvimento econômico para a cidade e, consequentemente, para a região do Triângulo Mineiro.

A cidade de Conquista, por localizar-se próxima a Uberaba, também se beneficiou do momento de crescimento do Triângulo Mineiro. Inclusive, sua estação ferroviária foi instalada em 25 de abril de 1889. Com essa movimentação econômica, a cidade se expandiu, e assim a região foi recebendo novos moradores, que expressaram o desejo de ter um templo dedicado a Nossa Senhora.

A primeira capela de Nossa Senhora de Lourdes foi construída em 1895, sob a orientação do coronel Domingos Vilela de Andrade, conhecido popularmente como “Coronel Mingote”, fazendeiro e latifundiário, nascido em Monte Alegre. Antes de se instalar na futura cidade de Conquista, Domingos Vilela residia em Ribeirão Preto, onde era grande produtor de café. Após a aquisição de extensiva área às margens do Rio Grande, construiu a sede de sua fazenda que, segundo a memória popular, era chamada de Fazenda da Conquista, dando assim o nome à cidade.

No processo de tombamento da Paróquia, consta que a primeira festa religiosa foi celebrada em louvor ao Senhor Bom Jesus da Lapa, em 1902, por ser de origem baiana a maioria dos habitantes da região.

Em 1905, Alexandre Palatti construiu a capela de Santo Antônio e, em 1907, o coronel Aurélio Cordeiro, a capela de São José. Alguns anos após a criação da Paróquia, Dom Eduardo aprovou a planta da nova (atual) Matriz, pois a antiga capela se encontrava em estado precário de conservação, impossibilitando até mesmo a participação dos fiéis nas celebrações.

Em 1917, a construção da nova Matriz foi iniciada por Monsenhor José João Perna, e também por Monsenhor Eduardo Antônio dos Santos, vigário à época. Com a decadência econômica da região, advinda principalmente pela extensão da Companhia Mogiana para as cidades de Uberlândia e Araguari e pelo fato da construção ser administrada por meio de doações, só foi inaugurada em 1927, pelo padre José de Mello Rezende.

Apesar da dificuldade financeira enfrentada, percebe-se nitidamente a riqueza dessa construção por meio dos detalhes de sua arquitetura. A paróquia localiza-se no centro da cidade, defronte à Praça Central, onde se encontra uma fonte dedicada à Nossa Senhora de Lourdes.

Ao lado da Paróquia, foi inaugurado o Colégio Nossa Senhora de Lourdes, inicialmente administrado pelas irmãs Franciscanas Missionárias do Egito. Contudo, devido à não-adaptação das religiosas à cidade, logo abandonaram o Colégio e em 1938 as irmãs da Congregação Nossa Senhora do Amparo o assumiram. Também essas não deram continuidade ao trabalho e, já na década de 1980, abandonaram o Colégio, assumindo trabalhos na Santa Casa de Misericórdia.

Pela riqueza arquitetônica e, evidentemente, pelo significado religioso e cultural da cidade de Conquista, a igreja foi tombada pelo IPHAN em 2003, momento em que a política local incentivou e fortaleceu a identidade local e o processo de tombamento. A Igreja de Nossa Senhora de Lourdes passou, então, a ser considerada patrimônio histórico e cultural da cidade. Evidentemente, tal procedimento de tombamento ganhou forças depois de 1999, que marcou a reinauguração da igreja Matriz de Conquista, após uma reforma conduzida pelo pároco da época Padre José dos Reis Naves, que obteve ajuda da Usina Hidrelétrica de Igarapava, no financiamento de boa parte das reformas necessárias. A cerimônia foi presidida pelo então arcebispo metropolitano de Uberaba.

Atualmente, a Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes, além da Comunidade da Matriz, conta com as capelas urbanas de Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora de Lourdes, Santos Reis, no Asilo São Vicente, São Jorge, na casa das Irmãs de Nossa Senhora do Amparo, além de três capelas rurais: a de São Francisco, São José e a de Santo Expedito. Tem como pároco desde 2013 Padre Sandro Dalmolin.

Amanda Oliveira

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Paróquia Santa Maria dos Anjos – Delta-MG

No dia 08 de dezembro de 1994, Dom Benedicto de Ulhôa Vieira assinou o decreto de Ereção de Paróquia e a Capela de Santa Maria Dos Anjos tornou-se Paróquia, na cidade de Delta – MG. Esse acontecimento trouxe transformações que presentemente continuam a ocorrer na comunidade católica de Delta.

Uma vez constituída Paróquia Santa Maria Dos Anjos, dois sacerdotes foram enviados para que assim se pudesse dar continuidade ao desenvolvimento da Igreja Matriz. Atualmente, o cargo de Pároco é ocupado pelo Padre Hélio Marcelo da Silva, que há dois anos e nove meses está atuando na Matriz e nas seis comunidades da cidade. Durante esse tempo, unido a toda a comunidade, ele vem desenvolvendo um belíssimo trabalho de fé e ação.

Muitas mudanças vêm acontecendo na Paróquia e comunidades, entre elas, mudanças na estrutura física. A Igreja Matriz, recentemente, passou pelas seguintes reformas: Capela do Santíssimo – reinaugurada em 13/12/2015 – presbitério, sala do Padre, trono da Padroeira, fachada, colocação do vitral de Santa Maria dos Anjos, pintura, restauração do jardim entre outras modificações trazendo maior acolhimento e satisfação a todos os fiéis que, com apoio e incentivo do Padre Hélio Marcelo, concretizam essas e outras benfeitorias.

A Matriz conta com missas todo 2º dia de cada mês em honra a Santa Maria dos Anjos e também missas às quintas-feiras e domingos.

A primeira igreja construída na cidade de Delta foi a Capela de São Sebastião, em 1960. Com o passar dos anos, a igreja precisou de grandes reparos, tais como: forro, piso, novas instalações elétricas, reforço das paredes e outros. Em março de 2014, deu-se início às reformas e em 22 de abril de 2016 ocorreu a reinauguração da Capela, que atualmente atende aos fiéis com missa semanal todos os sábados às 17 horas. No mês de janeiro, todos os fiéis se unem na organização da festa de São Sebastião.

No bairro Bela Vista, está localizada a Capela de Nossa Senhora Aparecida; sua construção começou no ano de 2013 e o caminho para a concretização desse projeto vem acontecendo com a atuação da comunidade. Muitos avanços foram conquistados até o momento. Entre eles estão: a construção de salas e coro (2017), sala do Padre, piso na sacristia e sala da futura Capela do Santíssimo. Outros progressos, com empenho, serão consolidados.

Na comunidade de Nossa Senhora Aparecida, há missas todos os sábados, às 19h30. No mês de outubro, é organizada a festa de Nossa Senhora Aparecida, Todos os fiéis organizam e participam do novenário, procissão e quermesse.

Além dessas comunidades citadas acima, a cidade de Delta tem outras comunidades: Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Mãe Rainha, São João Batista e a comunidade Santa Rita de Cássia. A Capela desta comunidade ainda está em processo de documentação e finalização. Para as demais, ainda não há igreja construída. Todas as comunidades têm celebrações de missa ao menos uma vez por mês. Nos demais dias, os fiéis se reúnem para rezar o terço em família; no tempo quaresmal e advento se propõem a fazer Vias Sacras, Novena de Natal e Celebração de seus Padroeiros.

A Paróquia Santa Maria dos Anjos se alegra e está aberta a todos que, com seus dons, participem e contribuam com as pastorais e grupos que existem atualmente: Pastoral do Batismo, Pastoral Bíblico-Catequética, Pastoral do Dízimo, Pastoral da Liturgia, Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão, Pastoral da Criança, Vicentinos, Pastoral da Acolhida, Pastoral do Canto, Pastoral dos Coroinhas, Acólitos e Marianas, Pastoral da Esperança, Terço dos Homens e Grupo Bíblico de Reflexão. A ação do leigo é de suma importância para que a igreja obtenha sucesso em sua missão, como nos fala o Papa Francisco, em sua primeira Exortação Apostólica, reportando-se às pastorais: “Agradeço o belo exemplo que me dão tantos cristãos que oferecem a sua vida e o seu tempo com alegria. Este testemunho faz-me muito bem e me apoia na minha aspiração pessoal de superar o egoísmo para uma dedicação maior”.

 

Maria Priscila Ribeiro Lima

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Paróquia de Nossa Senhora Aparecida – Frutal-MG

A construção da capela de Nossa Senhora Aparecida foi idealizada por frei Gabriel de Frazzanó. Em 1971, quando a capela ainda estava inacabada, a imagem da padroeira do Brasil foi trazida pelos frades capuchinhos para a inauguração do templo. A comunidade foi crescendo em participação e em espiritualidade, bem como em sua estrutura material com a generosa doação de todo o povo, principalmente dos mais simples.

O decreto de ereção da paróquia deu-se em 19 de março de 1984, por Dom Benedito de Ulhôa Vieira, Arcebispo Metropolitano de Uberaba. Desmembrada da paróquia de Nossa Senhora do Carmo, foi instalada no dia 08 de abril de 1984, tendo como primeiro pároco Frei Vicente da Silva Pereira, da ordem dos frades menores capuchinhos. Os frades ficaram responsáveis pela paróquia até o final de 1989. A partir daí, foi designado para administrar a paróquia o então padre Antônio Braz Benevente.

Em fevereiro de 1991 assumiu a paróquia padre Luís Claudio Santos Silva. Em 1994, padre Márcio Antônio Resende Ruback. Já em 1996, padre Márcio foi transferido, sendo padre Bernardino Martinez Villa nomeado novo pároco. Em janeiro de 2004, tomou posse como pároco padre Gilberto Carlos Araújo, conduzindo a paróquia até junho de 2007, quando foi nomeado pároco Padre Márcio André Ferreira Soares que pastoreou a paróquia até final de 2012. Em janeiro de 2013, padre Eliseu Pereira de Carvalho assumiu a paróquia e permanece até o presente momento.

Ao longo dos anos, o templo passou por várias pequenas reformas necessárias. No ano de 2008, no entanto, deu-se início a uma reforma que o remodelou totalmente em seu espaço interno, bem como em sua fachada, ganhando um estilo contemporâneo, permanecendo apenas duas paredes laterais pelo fato de terem sido construídas com tijolos feitos por frei Gabriel. Essa grande reforma teve sua conclusão no ano de 2017.

Nesta trajetória é possível perceber que a paróquia cresceu muito. Teve momentos difíceis, mas muito maiores foram os momentos de vitórias e conquistas em sua missão evangelizadora. Junto à Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida, a paróquia conta com duas comunidades urbanas, Santa Rita de Cássia e Mãe da Esperança, e duas rurais, Sagrado Coração de Jesus e São Bento, e diversas pastorais e movimentos que dinamizam a evangelização em seu território.

Pastoral do Batismo
Fundada em setembro de 2007 pelo Pároco Marcio André. Hoje é composta por 20 membros (10 casais). Nosso trabalho visa à evangelização da família que busca o Sacramento do Batismo, procurando despertar a necessidade de viver este Sacramento no dia a dia da família, na sociedade.

Pastoral da Acolhida
A Pastoral da Acolhida da Paróquia Nossa Senhora Aparecida existe há cerca de 15 anos.Nós nos reunimos uma vez por mês para rezar, aprimorar nossa missão e avaliar nosso trabalho.

Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística
A Pastoral dos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística conta no momento com mais de 40 ministros. São assistidos quase 50 enfermos.

Grupo de Oração Maranatha
O grupo de Oração Maranatha surgiu de alguns integrantes do grupo de jovens, Jovem Unido no Amor de Cristo (JUNAC). Foi no mês de maio de 2001 que houve a primeira reunião do Grupo de Oração Maranatha que tem hoje 17 anos de existência. Temos de quarenta a sessenta participantes. As reuniões ocorrem todos os sábados das 20h às 21h30, na Casa de Retiro Maria Santíssima.

Pastora da Saúde
Aproveitando o Ano do Laicato, no dia 05 de abril deste ano, novos e antigos voluntários da Pastoral da Saúde da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, de Frutal/MG reuniram-se no centro Pastoral da Paróquia com o objetivo de traçar novas ações para a Pastoral. Na oportunidade, padre Eliseu Pereira Carvalho apresentou a nova coordenadora, Senhora Evanilda Alves Silveira Costa. Nossa Pastoral da Saúde (em processo de reorganização) está buscando sistematizar seu trabalho de forma a atender mais e melhor as pessoas que dela necessitam. Em nossa dimensão solidária, damos assistência aos enfermos. A pastoral realiza visitas na Transnefro Clínica de Hemodiálise e Nefrologia Ltda. As famílias também solicitam a presença da Pastoral da Saúde em suas casas.

Processo de Iniciação à Vida Cristã
A Paróquia Nossa Senhora Aparecida tem tido uma ótima participação das famílias e muitas bênçãos já foram alcançadas. As famílias estão entusiasmadas com o novo método de Catequese, agora com inspiração Catecumenal.
Contamos com a participação: Eucaristia – 73 famílias; Mistagogia – 21 famílias; Crisma – 70 famílias e Catequese de Adultos – 25 famílias.

Pastoral do Dízimo
Nossa Pastoral teve início em 2009 com catorze integrantes. Hoje, somos vinte e cinco participantes. Nosso trabalho junto à Igreja é o de levar a conscientização de como ser um dizimista fiel a Deus. E o fazemos por meio de palestras, testemunhos, com missa no segundo domingo do mês voltada para o dízimo, quando fazemos sorteios aos aniversariantes do mês de uma Bíblia e, aos que devolverem no dia seu dízimo, sorteio de uma lembrança. Em todas as missas, temos o plantão do Dízimo.

Equipe de Eventos
A Equipe de Eventos foi criada em 2014 e é formada por doze paroquianos. Tem como principal finalidade planejar e coordenar, juntamente com o Padre, as festas realizadas pela Paróquia.

Ministros Extraordinários da Palavra
O Ministério da Palavra iniciou seus trabalhos na paróquia em março de 2008. É um ministério de serviço prestado à comunidade e realizado por amor a Deus e ao próximo. Um ministério de entrega, motivado pela fé e sustentado pela esperança.

Pastoral Missionária (Grupos de Reflexão)
É uma pequena comunidade de cristãos reunidos nas áreas missionárias, nas próprias casas para rezar, refletir e partilhar a realidade que os cerca à luz da Palavra de Deus. Esta Pastoral é chamada a inculturar a mensagem cristã.

Clube de Mães
O Clube de Mães é realizado semanalmente, com duração de três horas, e tem como finalidade ensinar trabalhos artesanais. É considerado uma Pastoral das Artes dentro da Igreja. Por meio de nossos encontros, procuramos levar alegria, ânimo e acolhimento. A cada final de encontro, ocorre uma evangelização através de orações espontâneas.

Pastoral Litúrgica
Em 1995, teve início a Pastoral Litúrgica com representantes das diversas pastorais. No ano de 2008, foi reorganizada a equipe e, atualmente, conta com seis membros que trabalham na organização das missas e momentos importantes da paróquia.

Pastoral do Canto
Atualmente é composta por trinta e dois agentes com idade entre 12 e 60 anos, divididos em cinco corais menores que doam seu tempo para evangelizar através da música.

Acólitos, Coroinhas e Marianinhas
Em nossa paróquia, a pastoral dos Acólitos, Coroinhas e Marianas conta no momento com mais de trinta membros, incluindo crianças, adolescentes e jovens da comunidade.

Apostolado da Oração
Estamos hoje com trinta e cinco zeladores que participam do grupo. Nosso Apostolado é muito presente nas missas e festividades da paróquia. Já existe há mais de vinte anos em nossa paróquia. Reunimos sempre uma vez por mês. Toda primeira sexta-feira do mês ocorre a Hora Santa com roteiro de O Mensageiro, seguida da Missa em louvor ao Sagrado Coração de Jesus. Sempre comemoramos a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus no mês de junho com celebrações do tríduo, procissão e a Santa Missa solene do dia com participação muito animada de nossas associadas.

Da Secretaria da Paróquia

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Santuário da Medalha Milagrosa (1949)

A história do Santuário da Medalha Milagrosa confunde-se com a história do clero e do povo católico uberabense e indubitavelmente com a própria caminhada na fé das irmãs concepcionistas. Desta forma, o início desta memória vai até o século XV, na Espanha, onde uma jovem chamada Dona Beatriz da Silva, de origem lusitana e nobre, se recolhe em vida monástica após perseguições sofridas na corte castelhana. Transcorridos os trâmites eclesiásticos, em 1498 o Papa Inocêncio II através da Bula Inter Universa autorizou o funcionamento da Ordem da Imaculada Conceição – OIC. Esta ordem, que possui no silêncio adorante e na experiência contemplativa marcas indeléveis de sua identidade religiosa, e nos exemplos da Virgem Maria e de Santa Beatriz inspirações para o seguimento a Jesus Cristo chegou a Uberaba – no Planalto Central do Brasil – em junho de 1949. Ainda que estivessem separadas por milhas e milhas daquele primeiro mosteiro em Toledo e séculos e séculos daquelas primeiras irmãs que ouviram o chamado de Cristo na pessoa de Santa Beatriz, as irmãs que chegaram a Uberaba estavam àquelas unidas através de uma profunda e ininterrupta história de amor a Deus.

Tendo chegado em junho de 1949, sob a condução de Madre Maria Virgínia do Nascimento, as irmãs concepcionistas fixaram-se em dois endereços distintos antes de, finalmente, se mudarem para onde, ainda hoje, se encontram localizadas. Primeiro formaram o Mosteiro na Rua Gonçalves Dias, em 1951 mudaram-se para a Rua Afonso Rato e definitivamente em 1961 o Mosteiro foi estabelecido na Rua Medalha Milagrosa. Em 1957 foi lançada a pedra fundamental do Santuário da Medalha Milagrosa e desde 1955 tem se rezado a Novena Perpétua de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, infundindo esta devoção mariana tão presente em nossa Igreja Particular através das gerações.

Os leigos tiveram papel central no desenvolvimento material e espiritual do Santuário, visto que contribuíram desde o princípio seja com a realização de festas e campanhas seja na participação piedosa nas santas missas e novenas. Lembramos de forma particular o dr. Nicolau Laterza e o sr. Orlando Bruno, respectivamente autor do projeto arquitetônico e presidente da Comissão Construtora do Santuário; o Prof. Djalma Alvarenga de Oliveira, fundador e entusiasta da Novena Perpétua, as sras. Arethusa Fernandes Brasil e Esperança Ribeiro Borges, respectivamente responsáveis pela Comissão Feminina Pró-Construção e difusora da devoção à Medalha Milagrosa através do Correio Católicoe da extinta rádio PRE-5.

Quanto à participação do clero, destacamos a figura sempre altiva de D. Alexandre Gonçalves do Amaral, então bispo de Uberaba e incentivador constante da presença religiosa no território arquidiocesano; também haveria de proclamar Nossa Senhora da Medalha Milagrosa como Rainha da Diocese de Uberaba. Foram capelães e reitores das irmãs concepcionistas: Mons. Genésio Borges (1955 a 1994), D. Benedito de Ulhôa Vieira (1997 a 2005) – na condição de arcebispo emérito – tendo sido auxiliado por Pe. Sebastião Ribeiro (2002 a 2003) e Pe. Roberto Oliveira (2004) na condição de pró-reitores, Pe. Geraldo Maia (2005 a 2007) e atualmente o Reitor é Pe. Ricardo Fidélis. O Mosteiro da Imaculada Conceição, da Divina Providência e de São José é atualmente conduzido pela Abadessa Madre Maria dos Anjos do Santíssimo Sacramento – OIC.

Fonte: “Preservando a Memória” da Irmã Maria Antônia de Alencar – OIC.
“Memória da Arquidiocese de Uberaba” de Pe. Thomaz de Aquino Prata.

Por Vitor Lacerda

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Paróquia São Miguel – Veríssimo (1896)

Criação da Paróquia

O povoado de Veríssimo começou a se formar em meados do século XIX estimulado pelo desenvolvimento comercial e agrícola de Uberaba que estava a menos de 50 quilômetros daquele núcleo urbano. Neste período histórico, todo o território que hoje compreende os estados de Goiás e Tocantins e as regiões mineiras do Triângulo e Alto Paranaíba compunham o vastíssimo território da Diocese de Goiás, cuja sede diocesana era a capital da província de mesmo nome: Cidade de Goiás (hoje também conhecida como Goiás Velho). Em 1871 o Bispo de Goiás, Dom Joaquim Gonçalves de Azevedo, estava em visita pastoral em nossa região e passando pelo povoado de São Miguel de Veríssimo concedeu licença para que se construísse ali uma capela dedicada ao padroeiro do povoado bem como um cemitério.

Durante todo esse período o povoado era um distrito do Município de Uberaba conforme a Lei Estadual n.º 332 de 1891 e consequentemente estava vinculada à Paróquia Matriz de Uberaba de Santo Antônio e São Sebastião (hoje nossa Catedral Metropolitana). Seria somente em 2 de junho de 1896 que a capela de São Miguel de Veríssimo seria elevada à condição de Paróquia através de um decreto episcopal de Dom Eduardo Duarte Silva, ainda como Bispo de Goiás. Curiosamente a Paróquia de São Miguel de Veríssimo foi a primeira criada por D. Eduardo em nossa diocese, mas quando ainda fazíamos parte da diocese de Goiás. Podemos assim considera-la um marco em nossa história eclesiástica. Vejamos:

Paróquias criadas quando integrávamos a Diocese de Goiás
(em nosso território arquidiocesano atual)

Paróquia de São Domingos de Gusmão – Araxá (1791)
Catedral Metropolitana do Sagrado Coração de Jesus (1820)
Paróquia de Nossa Senhora do Carmo – Prata (1840)
Paróquia de Nossa Senhora das Dores – Campo Florido (1846)
Paróquia de Nossa Senhora do Desterro – Sacramento (1857)
Paróquia de Nossa Senhora do Carmo – Frutal (1870)
Basílica do Santíssimo Sacramento Apresentada pelo Patrocínio de Maria – Sacramento (1872)
Paróquia de Nossa Senhora da Abadia – Romaria (1872)
Paróquia de Nossa Senhora das Dores – Santa Juliana (1875)
Paróquia da Imaculada Conceição – Conceição das Alagoas (1878)
Paróquia de São Miguel – Nova Ponte (1882)
Paróquia de São Miguel – Veríssimo (1896)

Paróquias criadas por Dom Eduardo como Bispo de Goiás
(em nosso território arquidiocesano atual)

Paróquia de São Miguel – Veríssimo (1896)

Paróquias criadas por Dom Eduardo como Bispo de Uberaba
(em nosso território arquidiocesano atual)

Paróquia do Santíssimo Sacramento – Uberaba (1908)
Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes – Conquista (1908)
Santuário de Nossa Senhora da Abadia – Uberaba (1921)

Reformas e Ampliações

No começo do século XX dois párocos se destacaram nos melhoramentos da igreja matriz de Veríssimo: o  Pe. Ângelo de Féo e depois dele o Pe. Júlio de Ras que também era engenheiro. O primeiro reconstruiu a igreja a partir de 1914 e o segundo a partir de 1934 até 1937 finalizou definitivamente as obras e construiu a torre. De 1937 até 1982 aquela centenária matriz dedicada a São Miguel permaneceu sem passar por qualquer tipo de reparos ou obras de expansão. Foi quando a Irmã Teresinha de Jesus Gonçalves planejou e executou novas reformas substituindo o forro de madeira por laje e trocando todo o piso da igreja. Nos anos 2000 foi realizada uma pintura externa em azul que devolveu o charme não só à igreja mas à toda cidade de Veríssimo.

Paróquia São Miguel e Religiosos

Estreitos são os laços entre a Paróquia de São Miguel com duas ordens religiosas que ao longo da história auxiliaram no processo de evangelização e conversão daquele povo: a Ordem dos Pregadores e a Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Logo em 1899 os dominicanos assumiram a condução da Paróquia em fevereiro e entre outubro de 1899 e outubro de 1900. Tornariam posteriormente entre abril de 1911 e dezembro de 1912 perfazendo quase três anos de trabalho missionário. Os capuchinhos por sua vez lá estiveram pela primeira vez em 1940 e alternando ocasionalmente com padres diocesanos lá permaneceram até 1984. Passaram por lá onze freis em vinte e cinco anos de administração capuchinha. Atualmente os Dominicanos novamente assumiram a administração paroquial sendo hoje responsável pela Paróquia o Revmo. Frei Cristiano Amaral Bhering de Lacerda OP.

Por Vitor Lacerda

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Paróquia São Miguel – Nova Ponte (1882)

Tendo sido instituída Paróquia pela Lei nº. 2916 de 26 de setembro de 1882, a matriz de São Miguel da cidade de Nova Ponte está prestes a comemorar seus 135 anos de fundação. Muitas são as memórias que se acumulam nestes mais de cem anos e que se misturam com as próprias lembranças e suspiros de seu povo e cidade.

Esta história começa no período colonial, inserida no processo de exploração e expansão territorial pelos sertões promovido pelos bandeirantes. A bandeira de Castanho Taques, que passou por Desemboque e Araxá, em busca de um caminho mais curto para Paracatu, atingiu as terras que se tornariam Nova Ponte. Os fazendeiros Manoel Pires de Miranda e Antônio Lúcio de Resende receberam uma sesmaria, dividida pelo rio Araguari, e doaram uma gleba, onde foram construídas as igrejas de São Miguel e São Sebastião, nos arredores das quais desenvolveram-se dois povoados. As pontes que foram sendo construídas ao longo da história com o propósito de ligar as duas margens do rio deram à cidade de Nova Ponte o nome como hoje é chamada.

Mais adiante, em 1882 (fim do período imperial) foi criada a freguesia de São Miguel da Ponte Nova. A inversão do nome para Nova Ponte justificou-se posteriormente por conta da quantidade de municípios brasileiros com o mesmo nome. Sua elevação a município se daria um pouco mais tarde, em 1938, desmembrando-se de Sacramento.

Um rico histórico de pastores

O primeiro pároco foi Pe. Joaquim Severino Ribeiro, cuja provisão se deu em 1884. Ele também atendia a Paróquia de Dores de Santa Juliana. Seguiram a ele outros três padres diocesanos quando, em 1899, assumiu o governo da paróquia Frei Agostinho Cristóbal OSA. Os freis agostinianos permaneceram na paróquia até 1908 sendo que passaram ao todo cinco párocos desta ordem religiosa. Em 1908 reassumiu a condução paroquial o clero diocesano na pessoa de Pe. José Sanroman (1908-1912), sendo seguido pelo Pe. Domingos da Silva (1912-1917) e pelo Pe. Albino Figueiredo de Miranda (1917-1925).

A chegada de nosso segundo bispo, Dom Antônio de Almeida Lustosa SDB em fevereiro de 1925, coincidiu com a anexação da Paróquia de São Miguel de Nova Ponte à Paróquia de Nossa Senhora da Abadia de Água Suja (Romaria) e a entrega de ambas aos recém-chegados padres da Congregação dos Sagrados Corações, dentre os quais o Beato Pe. Eustáquio van Lieshout que certamente marcou presença, como os demais padres de sua congregação, em Nova Ponte. Mas aquele que deixaria contribuição mais significativa, seja por ser o primeiro a de fato residir na cidade, como pelo tempo em que lá permaneceu, foi o holandês Pe. Panfílio van den Broek SSCC. Chegou em Nova Ponte em 1953 e durante os trinta e três anos em que foi pároco foi responsável pela construção de várias capelas rurais, pela remodelação da antiga matriz e por um eficaz trabalho pastoral e missionário.

Em 1986, todavia, a Paróquia haveria por mais uma vez, e de forma definitiva, retornar à condução do clero diocesano diante do desejo do então arcebispo Dom Benedito de Ulhoa Vieira, após prestados os devidos agradecimentos aos Padres dos Sagrados Corações que ali colaboraram por mais de sessenta anos. O primeiro pároco desse período de transição foi o Pe. José Lourenço da Silva Júnior.

A construção da represa: uma “nova” paróquia?

Em 1952, quando Juscelino Kubitschek era governador de Minas Gerais, várias pequenas usinas hidroelétricas foram reunidas numa única empresa energética que serviria como propulsora do crescimento industrial de todo o estado: a Cemig. Desse momento em diante, vários pontos hidrográficos do estado passaram a ser cogitados para ampliar nosso fornecimento de energia elétrica e, desde a década de 1970, começaram a serem feitos estudos no rio Araguari, que cortava Nova Ponte.

Quando se anunciou, no início da década de 1990, que a cidade seria inundada por ocasião da construção de uma usina hidroelétrica no local, e que a Cemig indenizaria os danos sociais causados por meio da construção de uma nova cidade, muita foi a relutância do povo. Neste sentido, vale destacar que muitas reuniões entre representantes da empresa e moradores novapontenses aconteceram na antiga matriz de São Miguel, tendo, pois, servido aquela comunidade eclesial a um importante propósito social naquele momento histórico.

Quando se deu a inundação da antiga cidade, em meados de 1993/1994, nos relatos de muitos moradores, o momento mais sofrido foi quando a cabeça da grande imagem de São Miguel, feita de pedra, que ornava a grande torre externa da matriz, caiu por chão. Mais tarde, este patrimônio histórico e religioso seria transferido para a praça da nova matriz como símbolo de continuidade do novo templo que foi construído com aquele que permanecera debaixo d’água.

Em muitos sentidos a história da Paróquia de São Miguel de Nova Ponte é didática em nos ensinar que o maior patrimônio de uma paróquia, aquilo que de fato é indissolúvel ao tempo, é justamente o produto da evangelização que geração após geração vai edificando na fé e na virtude toda uma comunidade de pessoas reunidas no amor e no seguimento a Jesus Cristo. Pois assim como o povo de Israel, cativo no Egito e na Babilônia, peregrino no deserto, perdidos por vezes no culto a outros deuses, não perdeu sua identidade e seu compromisso, assim também somos nós em nossas paróquias: pequenas parcelas do povo eleito por Deus que encontram sua identidade Nele próprio.

Continuidade de um longo trabalho

Desde janeiro de 2016 é Pároco de São Miguel de Nova Ponte o Revmo. Pe. Rone Carlos da Silva que vem se esforçando na elevação do patrimônio espiritual e material desta paróquia. Desde sua posse muito tem sido feito: a Capela de São Sebastião, símbolo resistente da época em que a cidade se dividia em dois povoados separados por um rio, teve portas trocadas, bancos restaurados e o telhado foi todo colocado. Na capela de São José foi construído um banheiro e uma pequena secretaria. Na capela de Nossa Senhora da Medalha foram colocadas rampas de acesso para portadores de necessidades especiais.

Em relação à matriz, agora um templo com quase vinte e cinco anos, foram reformadas as portas laterais e o pórtico central e está sendo concluída a troca total do telhado e das calhas. No interior da matriz está sendo ampliada a sacristia e uma capela para o Santíssimo. Foram adquiridos vitrais para a parte inferior da nave com o propósito de dotá-la de maior encanto.

Para o futuro, o pároco diz ter como projeto readequar o presbitério, pintar toda a igreja, construir armários na secretaria e na sacristia e buscar, junto à Prefeitura de Nova Ponte, uma parceria para revitalização da praça onde se encontra a matriz de São Miguel.

Por Seminarista Vitor Lacerda

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Paróquia São Benedito (1961)

Processo de criação da Paróquia

Em 24 de maio de 1959, foi constituída uma Comissão Pró-Elevação a Paróquia da Capela de São Benedito,sob a presidência do Pe. Olímpio Olivieri, naquela ocasião Cura da Catedral e, consequentemente, responsável pelo território no qual estava localizada a Capela de São Benedito. Para além dele, também participavam dessa Comissão Pe. Antônio Fialho e dezenas de leigos e leigas comprometidos com a causa. O território que se pretendia para a futura paróquia foi setorizado e os leigos foram incumbidos de percorrer residências e comércios à procura de contribuições que foram registradas num Livro de Ouro. Foram também organizadas rifas de eletrodomésticos e anualmente se realizavam no mês de outubro quermesses por ocasião da Festa de São Benedito. Em junho de 1960, Pe. Olímpio informou aos demais membros da Comissão que, após solicitar a Dom Alexandre Gonçalves do Amaral, bispo diocesano, a criação da Paróquia, este havia argumentado que estava ocupado com o processo de desmembramento e criação da Diocese de Uberlândia, de forma que poderia analisar cuidadosamente aquela solicitação apenas no ano seguinte.

Finalmente, no dia 17 de fevereiro de 1961 foi criada a Paróquia São Benedito por decreto do Bispo Diocesano, sendo localizada no coração do bairro uberabense de mesmo nome. Poucos dias depois, Pe. Vicente A. dos Santos tomou posse como primeiro pároco.

Histórico das Obras

A antiga matriz de São Benedito ficava localizada na atual Praça Dr. Jorge Frange e sua demolição se deu em outubro de 1968, a pedido da Prefeitura Municipal e com anuência da Igreja no sentido de que fosse construído um Terminal Rodoviário, o que de fato aconteceu. Imediatamente foi improvisada uma capela de madeira na Rua Francisco Pagliaro onde os ofícios litúrgicos ocorreriam temporariamente enquanto as missas dominicais seriam celebradas no galpão do Colégio Nossa Senhora das Graças. A partir de fevereiro de 1973, foram iniciadas as obras da nova matriz no mesmo local onde hoje se encontra. Apenas a partir de dezembro de 1975 os ofícios litúrgicos passaram a ser ordinariamente celebrados na nova matriz, por ocasião da colocação da cobertura, embora as obras ainda não tivessem terminado. Finalmente, no dia 3 de dezembro de 1978, foi celebrada festivamente pelo arcebispo Dom Benedito de Ulhoa Vieira uma missa de inauguração da nova matriz.

Em maio de 1996, foi inaugurado um Complexo Paroquial que contava com um Salão de Festas, um apartamento para residência do pároco e um conjunto de cinco salas de catequese.

Em setembro de 2002, foi erguida a torre de sustentação do sino e construídas as rampas e grades laterais.

Nos últimos anos foram construídos banheiros, modernizado o sistema de som e instalado um eficiente sistema de refrigeração. Recentemente, foi incorporado ao patrimônio paroquial um terreno adjacente cujo propósito será de expandir o Salão de Festas.

Paroquiatos

Entre a criação da paróquia em 1961 até 2001, foi o primeiro pároco MONSENHOR VICENTE AMBRÓSIO DOS SANTOS. Durante algum tempo, contou com Padre Eddie Bernardes como vigário paroquial.

Entre 2001 até 2010, foi o segundo pároco DOM ANTÔNIO BRAZ BENEVENTE, atualmente Bispo Diocesano de Jacarezinho (Paraná). Durante seus últimos anos de paroquiato, contou com a colaboração de Padre Roberto Francisco de Oliveira como vigário paroquial.

Entre 2010 até 2012, foi o terceiro pároco PADRE SEBASTIÃO JOSÉ APARECIDO RIBEIRO.

E desde 2012, é o quarto e atual pároco PADRE MARCELO LÁZARO PINTO.

 

Por Vitor Lacerda

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Paróquia da Imaculada Conceição – Conceição das Alagoas (1878)

Muito já falamos sobre como se desenvolveram a maioria dos municípios do interior do Brasil durante o século XIX quando aqui se vivia o período imperial. Em geral este processo se dava sobre a égide da “cruz e da espada”: ainda que o tempo de auge dos bandeirantes – esses conquistadores do sertão responsáveis pelo etnocídio indígena que foram elevados pela crônica historiográfica como heróis nacionais – já tivesse terminado e não mais se procurassem indígenas para escravidão, surgia uma procura crescente por terras para uma expansão agrícola que atendesse à demanda de uma urbanização insipiente. O Triângulo Mineiro foi povoado durante o século XIX após um traumático processo de eliminação dos habitantes indígenas aqui residentes. Apesar de Sacramento ser uma das mais antigas povoações e Araxá ter sido o primeiro município a ser juridicamente constituído, coube a Uberaba a primazia de se tornar o verdadeiro centro econômico, político e religioso da região naquele tempo, justificando assim o título ainda hoje a ela atribuído de “Princesa do Sertão”.

O território do município de Uberaba no século XIX era tão considerável que poderia se equiparar ao de alguns países europeus da atualidade. Muitos povoados foram surgindo e se desenvolvendo em seu interior e, na medida que conseguiam certa influência política e econômica, conseguiam sua emancipação. Assim se deu em 1878 com Conceição das Alagoas. Nos primeiros tempos chamava-se este lugar “Garimpo das Alagoas” em referência tanto à atividade econômica que ali se tinha – o garimpo – quanto à grande quantidade de lagoas ao redor da povoação – Alagoas. Com a emancipação, o município passa a trazer consigo o nome de sua padroeira: Nossa Senhora da Conceição.

Imaculada Conceição

Quando ouvimos hoje o termo catolicidade logo nos vem à mente a ideia de uma igreja universal, espalhada pelo mundo inteiro, diversa em carismas e serviços, inculturada em diversos países e regiões mas, apesar e graças a tudo isso, capaz de manter sua unidade com o Papa e com Cristo que é a Cabeça desta Igreja. Um sinal desta catolicidade em nossa arquidiocese pode ser percebido na devoção aqui criada por diversos santos e santas bem como por títulos marianos pouco tempo depois de seu surgimento (os leitores assíduos vão se lembrar de quando falamos de Santa Teresinha, devoção quase imediatamente trazida a Uberaba).

O dogma da Imaculada Conceição foi promulgado pelo Papa Pio IX através da Bula Ineffabilis Deusem 1854. Pouco mais de duas décadas depois nossa catolicidade se manifestava na criação da Paróquia da Imaculada Conceição em 1878.

A Paróquia

Atualmente a egrégia e centenária Paróquia da Imaculada Conceição – Senhora de Conceição das Alagoas – às vésperas de seus cento e quarenta anos de devoção à Virgem Santíssima e de serviço ao povo daquela cidade por meio da evangelização de seus filhos se encontra em período de vistoso progresso. Para além das reformas estruturais que se fez na igreja matriz e no salão de festas atualmente em construção, destaca-se a construção da Casa do Pão, com auxílio financeiro da CEI – Conferência Episcopal Italiana. Em funcionamento já fazem dois anos a Casa do Pão possui atualmente vinte equipes de voluntárias e abriga todas as pastorais sociais. Oferece sopa todos os sábados, lanche comunitário todos os domingos, jantares uma vez por mês. A Pastoral da Educação vem se organizando para oferecer reforço escolar de Português, Matemática e Alfabetização. A Pastoral da Criança em Conceição das Alagoas recentemente foi listada pelo Pastoral Nacional da Criança como uma das melhores do país. Tudo isso se deve ao esforço daquela comunidade paroquial conduzida pelo Revmo. Pe. José dos Reis Naves, conhecido por todos como Pe. Zezinho.

Por Vitor Lacerda

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