Formação do Povo de Deus para o Compromisso Político

As leigas e os leigos da Arquidiocese de Uberaba têm feito uma caminhada muito bonita e desafiadora: a de educar-se na escola da essencial articulação entre fé e vida!  E isto tem ocorrido a partir de várias iniciativas pastorais na área social, nos vários campos que tocam a realidade concreta de nosso dia a dia.  Com relação às propostas de formação assumidas pelo Conselho de Leigos na implementação (verdadeira reanimação!) de nossa Escola de Fé e Cidadania, os mais diversos temas já foram tratados, um verdadeiro feito em tempos de pandemia!  Através de diversas reuniões e encontros formativos realizados de forma on-line, o pensamento da Doutrina Social da Igreja vem sendo exposto e, desde o início, disponibilizado através das redes sociais para consulta e utilização do material oferecido a nossos diversos grupos pastorais, movimentos e sociedade em geral. A série de temas trabalhados nos autoriza a destacar um aspecto caro ao Magistério e à Prática eclesial nas mais diferentes realidades: a de que “nada que é humano é estranho ao cristão”.  A herança latina desta frase, atribuída ao poeta Terêncio, teria sido um dos princípios adotados por Tertuliano de Cartago em sua vida e ministério. Teologia da Encarnação na mais pura acepção da palavra!

O que acabo de dizer nesta contextualização supõe que você se importa com o aspecto vivencial de nossa profissão de fé ou que não tem nenhuma dúvida sobre a imprescindível coerência de vida de que fala Tiago, no Cap. 2 de sua carta, em especial nos versículos 17-18.  Se você assume algum serviço ou ministério na Comunidade ou participa das celebrações, é dizimista e procura estar de “antena ligada” nos assuntos relacionados a sua Igreja, então o ensino de Tiago deverá ser aplicado a tudo o que for “humano”.  E é neste aspecto que tudo o que na Igreja tem sido ensinado no correr dos séculos, tem por base o tão conhecido tripé: Palavra de Deus, Tradição e Magistério.  Por isso, é fundamental que toda discussão sobre a dimensão política da fé ou as consequências do Evangelho nesta área tenham por base a integralidade do que as autoridades da Igreja têm manifestamente publicado.  Sonho com o dia em que tenhamos todos(as) em nossas mãos a Palavra de Deus, o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (2865 parágrafos, fora as orações no Apêndice!) e o Compêndio da Doutrina Social da Igreja (583 parágrafos)! Esses dois últimos você pode baixá-los (ou lê-los) gratuitamente na página do Vaticano (vatican.va) ou em tantas outras.  Hoje, só não terá acesso aos documentos da Igreja quem não tiver interesse.

A longa introdução feita ao que ora concluo, a modo de “provocação”, é uma quase malcriação de minha parte: o alerta para que nenhum(a) de nós faça qualquer afirmação que não esteja fundamentada na referida Doutrina Social da Igreja!  Desejo vivamente que não reste qualquer dúvida quanto à necessidade de os discípulos e discípulas de Jesus terem a consistente formação para que assumam seus compromissos com a atividade política.  Seja esta de forma direta, nos cargos e funções na vida pública, ou indiretamente, nas eleições e nas várias possibilidades de manifestação de sua visão cristã sobre a pessoa e a sociedade.  Eis uma atualização vigorosa de nossa vocação a sermos “sal da terra e luz do mundo”! Chegando até aqui, com certeza você já sabe que este texto está bem incompleto…  Fica, então, uma tarefa “para casa”: ler a breve e imprescindível cartilha “Encantar a Política”, em especial os capítulos 3 (“As grandes causas do Evangelho”) e 5 (“2022 – Eleições e Democracia”). Se puder realizar este estudo em grupo, tanto melhor! Você consegue baixar a cartilha, fácil e gratuitamente, em várias páginas.  Sugiro que o faça pela página da CNBB (cnbb.org.br).  Paz e Bem!

Washington Silva

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© Copyright Arquidiocese de Uberaba. Feito com por
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