Barco Hospital Papa Francisco parte para ajudar 700.000 ribeirinhos na Amazônia

Mil comunidades deverão ser atendidas por médicos a bordo. “O povo da Amazônia tem dificuldades em ver médicos e sacerdotes; neste barco-hospital, eles verão os dois”.

Construído pela Indústria Naval do Ceará, zarpou nesta sexta-feira, dia 7 de junho, o Barco Hospital Papa Francisco. Seu destino são as povoações da Amazônia, para onde leva o propósito de atender uma estimativa de 700 mil ribeirinhos.O arcebispo de Fortaleza, dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, presidiu a celebração de bênção e envio da embarcação. Participaram desta cerimônia também os frades franciscanos, diretamente envolvidos na concepção e implementação da iniciativa, além de outros religiosos e profissionais de diversas áreas que trabalharam na construção do navio.

Iniciativa da Igreja no Brasil

A maquete do barco-hospital, que é uma proposta da Igreja no Brasil, foi apresentada ao Papa Francisco em 5 de novembro de 2018, no Vaticano. O barco deverá cobrir um percurso de mil quilômetros ao longo do Rio Amazonas, em território paraense, a fim de levar atendimento médico a mil comunidades ribeirinhas de 12 municípios, beneficiando cerca de 700 mil pessoas.

O projeto, que emocionou o Papa, foi apresentado a ele por dom Bernardo Bahlmann, bispo do Óbidos, e pelo frei Francisco Belotti, da Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus. Eles foram “provocados” pelo próprio Papa, que, durante a Jornada Mundial da Juventude de 2013, tinha visitado um hospital administrado pela Fraternidade no Rio de Janeiro e perguntado ao frade se eles já estavam presentes também na Amazônia.

O propósito do projeto que leva o nome do pontífice é levar mais saúde às comunidades ribeirinhas, com especial enfoque na prevenção contra o câncer mediante exames e triagens para pesquisas, a ser feitas em parceria com universidades sobre as patologias de maior incidência na região.

O barco-hospital tem estrutura com ambulatórios, laboratórios, bloco cirúrgico e alojamento para profissionais da saúde, na maioria voluntários de hospitais-escola administrados pela Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus. O navio contará ainda com assistência de congregações franciscanas femininas, incluindo a presença constante de uma freira médica.

Em Belém, a embarcação receberá uma imagem da Virgem de Nazaré e seguirá para Óbidos, ainda no Pará. Naquela cidade, com celebração eucarística, terá início a primeira missão do barco-hospital.

Como bem observou o frei Francisco Belotti, “o povo da Amazônia tem dificuldades em ver médicos e sacerdotes; neste barco-hospital, eles verão os dois”.

Com informações de “Ancoradouro”

Fonte: Aleteia

Confira o vídeo:

 

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Papa: não tenham medo da ternura, pois ela dignifica

“Quando alguém disser coisas com “proximidade” expressa ternura: ternura de um olhar sereno, simples; ternura de uma palavra de encorajamento”, afirma Francisco na vídeo-mensagem por ocasião do Dia de “iMision”, ocorrido em Madri.

Manoel Tavares – Cidade do Vaticano 

O Santo Padre enviou uma vídeo-mensagem, nesta quinta-feira (14/06), por ocasião do Dia de “iMision”, ocorrido em Madri, para a formação gratuita de missionários digitais de língua espanhola.

“iMision” é uma Associação, sem fins lucrativos, que reúne várias instituições católicas e pessoas interessadas em evangelizar o continente por meio digital.

Os objetivos da Associação, que nasceu em 2012, são: criar uma rede de Missionários para formar, ajudar e trabalhar juntos na Internet; oferecer uma formação de qualidade a todos os que desejam ser missionários digitais; e organizar eventos formativos.

Em sua vídeo-mensagem, falando em espanhol, o Papa disse:

Quero saudar todos vocês, que estão participando deste Dia Missionário Digital. Vão em frente! O problema que temos hoje não é tanto o que alguém diz ou que não diz, mas qual! Podemos dizer coisas dentro de ambientes de trabalho, totalmente assépticas, que não servem para nada. Podemos dizer coisas à distância, declarações que tampouco podem ser úteis ou que inspiram alguma coisa. O importante é dizer tudo com “proximidade”, estando perto. Quando alguém disser coisas com “proximidade” expressa ternura: ternura de um olhar sereno, simples; ternura de uma palavra de encorajamento, de uma pessoa que acompanha quem fica para trás; ternura dos que estão sofrendo pelos efeitos desta civilização do “descarte”. Não tenham medo da ternura, pois ela dignifica e é linguagem de Deus. Deus se apresenta ao Povo de Israel dizendo como o trata: “Eu me comportei com ele – diz Deus – como um Pai que carrega seu filho nos braços”. Ele se apresenta com uma imagem de ternura. Logo, não tenham medo da ternura. Vão em frente! Comprometam-se com o coração, então sim se pode “dizer” coisas verdadeiras, não coisas assépticas, coisas declaratórias, coisas de compromisso, mas coisas que constroem o futuro.

Abençoo todos vocês e não se esqueçam de rezar por mim. Que a Virgem os proteja”!

Fonte: Vatican News

 

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CNBB publica as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019-2023

A Conferência Nacional dos Bispos Brasil (CNBB) acaba de publicar, por meio da Edições CNBB, as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) para o quadriênio 2019 – 2023.  A publicação integra a série Documentos da CNBB sob o nº 109. Trata-se do principal documento que o episcopado brasileiro aprovou durante a sua 57ª Assembleia Geral, realizada em Aparecida (SP), de 1º a 10 de maio.

Para o quadriênio 2019-2023, as diretrizes foram estruturadas a partir da concepção da Igreja como “Comunidade Eclesial Missionária”, apresentada com a imagem da “casa”, “construção de Deus” (1Cor 3,9). Em tudo isso, as Diretrizes – aprovadas pelos bispos do Brasil– convidam todas as comunidades de fé a abraçarem e vivenciarem a missão como escola de santidade.

Na apresentação da publicação, a presidência da CNBB ressalta que as diretrizes são o caminho encontrado para responder aos desafios do Brasil, “um país que, na segunda década deste século XXI, experimenta grandes transformações em todos os sentidos”. A introdução da publicação defende que as diretrizes constituem uma das expressões mais significativas da colegialidade e da missionariedade da Igreja no Brasil.

O Documento nº 109, de 93 páginas, é organizado em quatro capítulos. No primeiro, cujo título é o “Anúncio do Evangelho de Jesus Cristo”, o texto aprofunda os desafios do contexto urbano e o papel das comunidades eclesiais missionárias neste contexto. O capítulo 2,  fala do “O olhar dos discípulos missionários” sobre os desafios presentes na cidade.

O terceiro capítulo, “A Igreja nas Casas”, apresenta a ideia de casa, entendida como “lar” para os seus habitantes, acentua as perspectivas pessoal, comunitária e social da evangelização, inserindo no espírito da Laudato Si’, a perspectiva ambiental. Essa casa é a comunidade eclesial missionária que, por sua vez, é sustentada por quatro pilares: Palavra, Pão, Caridade e Ação Missionária. O quarto capítulo, cujo título é “A Igreja em Missão” apresenta encaminhamentos práticos de ação para cada um dos pilares.

A publicação pode ser adquirida no blog da Edições CNBB no link: www.edicoescnbb.com.br

Fonte: CNBB

 

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Uma semana de atividades vai marcar a 34ª Semana do Migrante em todo país

Uma semana de atividades vai marcar a partir do próximo domingo, dia 16, a realização em todo país da 34ª Semana do Migrante, que se encerrará dia 23 deste mês. Como a temática da semana é sempre relacionada ao tema da Campanha da Fraternidade de cada ano, em 2019 o tema da 34ª Semana do Migrante é: “Migração e Políticas Públicas” e o lema: “Acolher, proteger, promover, integrar e celebrar. A luta é todo dia”.

Texto-base, rodas de conversa e roteiro de celebração ecumênica enviados às comunidades. Foto: Assessoria de Imprensa CNBB/Daniel Flores

“Neste tempo propício convidamos todos os agentes da Pastoral dos Migrantes, as pastorais de conjunto, homens e mulheres de boa vontade, sensíveis à dor do outro, para refletir e buscar pistas de ação, a partir do convite do papa Francisco para acolher, proteger, promover e integrar o migrante”, disse dom José Luiz Ferreira Sales, bispo de Pesqueira (PE), referencial do Setor da Mobilidade Humana, integrado à Comissão Episcopal Pastoral Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e presidente do Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM).

Neste contexto, dom José Luiz informa que Serviço Pastoral dos Migrantes vem atuando para que sejam realizadas ações para oferecer possibilidades mais amplas de entrada segura e legal nos países de destino, ações em defesa dos direitos e da dignidade dos migrantes e refugiados, bem como oportunidades para que se realizem como pessoas em todas as dimensões humanas.

O bispo lembra que um conjunto de materiais sobre a realidade da migração no Brasil e para dinamizar ações durante a semana (Texto-base, Roda de Conversa e Roteiro de Celebração Ecumênica) foi enviado às Igrejas particulares e para as comunidades onde as organizações que integram o Setor de Mobilidade Humana atuam. Duas datas importantes marcam a semana. No dia 20, comemora-se o Dia Mundial do Refugiado e no dia 25 o Dia do Migrante.

Indígenas migrantes venezuelanos em Roraima. Fotos: Jaime Patias

Histórico – Em 1980, a Igreja Católica no Brasil, por meio da CNBB, lançou a Campanha da Fraternidade com o tema “Fraternidade e Migrações” e o “lema Para onde vais?” para motivar a sociedade brasileira a refletir sobre o movimento migratório da época, seus desafios e o apelos de atenção a esta população em movimento.

Em dezembro de 2003, por ocasião do 17º Plano Pastoral Bienal para os anos 2004/2005, a CNBB constituiu o Setor das Pastorais da Mobilidade Humana com o objetivo de ”favorecer o aprofundamento da temática da Mobilidade Humana e articular as Pastorais do Setor, para a integração das atividades que a Igreja desenvolve neste âmbito, dando visibilidade ao fenômeno da mobilidade humana em suas várias formas e expressões, com vistas a contribuir para uma nova sociedade onde ninguém se sinta estrangeiro ou excluído”.

Hoje integram o SMH da CNBB, o Apostolado do Mar, a Pastoral Rodoviária, Pastoral dos Nômades, Pastoral do Turismo, Pastoral dos Refugiados, Núcleo dos Estudantes Internacionais e Pastoral das Migrações (Serviço Pastoral dos Migrantes, Missão Católica Polonesa e Pastoral Nipo-Brasileira).

Fonte: CNBB

 

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15 de junho – Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa

15 de junho é o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. A data foi instituída em 2006, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa. O principal objetivo do dia é criar uma consciência mundial, social e política, da existência da violência contra a pessoa idosa, além de, ao mesmo tempo, disseminar a ideia de não aceitá-la como normal.

Ofereça amor e carinho, ao invés de violência. Seja um aliado dos direitos humanos.

Sua atenção e denúncia é importante para a segurança de nossos idosos. Para denúncias, disque 100.

Fonte: Fonte: Pastoral da Pessoa Idosa CNBB

 

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Homem e mulher os criou: Vaticano se pronuncia sobre ideologia de gênero na educação

O Vaticano se pronunciou sobre a ideologia de gênero na escola com um documento da Congregação para a Educação Católica intitulado: “Homem e mulher os criou. Para uma via de diálogo sobre a questão de gender na educação”.

O documento explica que “difunde-se cada vez mais a consciência de que estamos diante de uma verdadeira e própria emergência educativa, em particular no que concerne aos temas de afetividade e sexualidade”.

O Vaticano adverte que a “desorientação antropológica que caracteriza difusamente o clima cultural de nosso tempo, certamente contribuiu para desestruturar a família, com a tendência de cancelar as diferenças entre o homem e a mulher, consideradas como simples efeitos de um condicionamento histórico-cultural”.

Neste contexto, “a missão educativa enfrenta o desafio que surge de diversas formas de uma ideologia, genericamente chamada gender, que nega a diferença e a reciprocidade natural do homem e da mulher”.

Esta ideologia “apresenta uma sociedade sem diferenças de sexo e esvazia o fundamento antropológico da família. Esta ideologia leva a projetos educativos e diretrizes legislativas que promovem uma identidade pessoal e uma intimidade afetiva que estão radicalmente desvinculadas da diversidade biológica entre o homem e a mulher. A identidade humana vem determinada por uma opção individualista, que também muda com o tempo”.

Ao contrário, “a visão antropológica cristã vê na sexualidade um elemento básico da personalidade, um modo próprio de ser, de se manifestar, de se comunicar com os outros, de sentir, de expressar e de viver o amor humano”.

Por isso, “a Congregação para a Educação Católica, dentro de suas competências, tem a intenção de oferecer algumas reflexões que possam orientar e apoiar aqueles que estão comprometidos com a educação das novas gerações a abordar metodicamente as questões mais debatidas sobre a sexualidade humana, à luz da vocação ao amor a que cada pessoa é chamada”.

Desta forma, “se quer promover uma metodologia articulada nas três atitudes de ouvir, refletir e propor que favoreçam o encontro com as necessidades das pessoas e das comunidades”.

Ouvir

O documento propõe uma série de pontos de encontro, como “a educação de crianças e jovens para respeitar cada pessoa em sua condição particular e diferente, para que ninguém, devido às suas condições pessoais (deficiência, origem, religião, tendências afetivas, etc.) possa se tornar objeto de assédio, violência, insultos e discriminação injusta”.

“Outro ponto de crescimento na compreensão antropológica são os valores da feminilidade que foram destacados na reflexão de gender“.

No entanto, também propõe várias críticas, como o fato de que, especialmente as teorias mais radicais da ideologia de gênero indicam “um processo progressivo de desnaturalização ou distanciamento da natureza rumo a uma opção total para a decisão do sujeito emocional”.

“Com esta atitude, a identidade sexual e a família se convertem em dimensões da ‘liquidez’ e ‘fluidez’ pós-modernas: fundamentadas mais sobre uma mal entendida liberdade do sentir e do querer do que na verdade do ser; no desejo momentâneo do impulso emocional e na vontade individual”.

“Os pressupostos dessas teorias são atribuíveis a um dualismo antropológico: à separação entre corpo reduzido e matéria inerte e vontade que se torna absoluta, manipulando o corpo como lhe agrada”, assinala o documento.

Essa ideologia “induz projetos educacionais e pautas legislativas que promovem uma identidade pessoal e uma intimidade afetiva radicalmente livre da diferença biológica entre homens e mulheres”.

Refletir

No documento, apresentam uma série de “argumentos racionais que esclarecem a centralidade do corpo como um elemento integral da identidade pessoal e das relações familiares”.

Recorda que, “do ponto de vista genético, as células do homem (que contêm os cromossomos XY) são diferentes das mulheres (cujo equivalente é XX) desde a concepção”.

O processo de identificação da pessoa “se vê obstaculizado pela construção fictícia de um ‘gênero’ ou ‘terceiro gênero’. Desta maneira, a sexualidade se escurece como uma qualificação estruturante da identidade masculina e feminina. A tentativa de superar a diferença constitutiva do homem e da mulher, como acontece na intersexualidade ou no transgender, conduz a uma ambiguidade masculina e feminina, que pressupõe de maneira contraditória aquela diferença sexual que se pretende negar ou superar”.

Propor

Finalmente, o Vaticano aborda a introdução da ideologia de gênero na educação e assinala que, “sem uma explicação satisfatória da antropologia na qual se baseia o significado da sexualidade e da afetividade, não é possível estruturar adequadamente uma via educativa que seja coerente com a natureza do homem como pessoa, a fim de orientá-lo ao pleno desenvolvimento de sua identidade sexual no contexto da vocação ao dom de si mesmo”.

O primeiro passo para este esclarecimento antropológico consiste em “reconhecer que o homem também possuiu uma natureza que ele deve respeitar e que não pode manipular como lhe apetece”.

Explica que “a antropologia cristã tem suas raízes na narração das origens tal como aparece no livro de Gênesis, onde está escrito que ‘Deus criou o homem à sua imagem […] homem e mulher os criou’. Nestas palavras, há o núcleo não só da criação, mas também da relação vivificante entre o homem e a mulher, que os coloca em íntima união com Deus”.

Defende que “é necessário reafirmar a raiz metafísica da diferença sexual: de fato, o homem e a mulher são as duas formas nas quais se expressa e realiza a realidade ontológica da pessoa humana”.

“Esta é a resposta antropológica à negação da dualidade masculina e feminina a partir da qual a família é gerada. A rejeição dessa dualidade não apenas apaga a visão da criação, mas delineia uma pessoa abstrata que depois escolhe para si, autonomamente, uma ou outra coisa como sua natureza”.

Também se nega a “homens e mulheres a sua exigência criacional de ser formas da pessoa humana que se integram mutuamente. Ora, se não existe a dualidade de homem e mulher como dado da criação, então também não existe a família como realidade pré-estabelecida pela criação. Mas, neste caso, a prole também perdeu o lugar que até agora lhe correspondia e a dignidade particular que lhe é própria”.

Destaca que “a família é o lugar natural onde esta relação de reciprocidade e comunhão entre o homem e a mulher encontra o seu pleno desempenho”.

Enfatiza que na família “se fundamentam dois direitos fundamentais, que devem sempre ser respaldados e garantidos”.

“O primeiro é o direito da família a ser reconhecida como o principal espaço pedagógico primário para a formação da criança.”

O segundo direito “é o da criança crescer numa família, com um pai e uma mãe capazes de criar um ambiente ideal para o seu desenvolvimento e maturidade afetiva. Continuar amadurecendo em relação, em confrontação, com o que é a masculinidade e feminilidade de um pai e uma mãe, e assim armando a sua maturidade afetiva”.

O documento do Vaticano explica que “a ação educativa da família se une à da escola, que interage de maneira subsidiária”.

“A escola católica deve se tornar uma comunidade educativa na qual a pessoa se expresse e cresça humanamente em um processo de relacionamento dialógico, interagindo construtivamente, exercendo a tolerância, compreendendo diferentes pontos de vista e criando confiança em um ambiente de autêntica harmonia”.

“A educação na afetividade precisa de uma linguagem adequada e moderada. Em primeiro lugar, deve levar em consideração que as crianças e os jovens ainda não atingiram a plena maturidade e começam a descobrir a vida com interesse. Portanto, é necessário ajudar os estudantes a desenvolverem um senso crítico diante de uma invasão de propostas, diante da pornografia descontrolada e da sobrecarga de estímulos que podem mutilar a sexualidade”.

Por estas razões, “não se pode deixar a família sozinha diante do desafio educativo. Por sua vez, a Igreja continua oferecendo apoio às famílias e aos jovens nas comunidades abertas e acolhedoras”.

Fonte: ACI Digital

 

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Assim será a reforma da Renovação Carismática Católica incentivada pelo Papa

No último domingo, 9 de junho, Solenidade de Pentecostes, entrou em vigor a nova realidade eclesial que agrupa todos os movimentos de Renovação Carismática Católica, uma medida incentivada pelo Papa Francisco.

Trata-se de Charis (Catholic Charismatic Renewal Internacional Service), que dependerá diretamente do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida; que, após a aprovação de seus estatutos em 2018 e de um tempo “ad experimentum”, a partir de Pentecostes começará sias plenas funções.

Charis substituirá o Serviço Internacional da Renovação Carismática Católica (ICCRS) e a Fraternidade Católica de Comunidades e Associações Carismáticas de Aliança, conhecida como “Catholic Fraternity”.

Em entrevista concedida ao Grupo ACI, o secretário do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, Pe. Alexandre Awi Mello, explicou que o Papa Francisco solicitou em 2015 quem existisse uma única realidade que englobasse todas as manifestações dentro da Igreja Católica desta “corrente de graça”.

Mas, quais são as implicações de fundo que tem esta reforma da Renovação Carismática dentro da Igreja Católica impulsionada pelo Papa Francisco?

Em primeiro lugar, a partir do último domingo, 9 de junho, deixaram de existir o Serviço Internacional da Renovação Carismática Católica (ICCRS) e a Fraternidade Católica de Comunidades e Associações Carismáticas de Aliança, que agrupavam a maioria dos movimentos e grupos de oração da Renovação Carismática Católica.

O sacerdote indicou que Charis busca desenvolver “seu serviço em benefício de todas as expressões da Renovação Carismática Católica”, mas “sem exercer alguma autoridade sobre elas”.

“O Papa Francisco está insistindo muito nisso, que a Renovação Carismática Católica seja vista realmente como uma única corrente de graça. E, por isso, constitui-se um único serviço a esta corrente, que não é um serviço de governo”, explicou Pe. Mello.

Nesse sentido, o sacerdote recordou que, desde seu começo, o Dicastério no qual serve “está acompanhando muito de perto esta nova realidade que é uma ‘notícia muito boa’ para toda a Renovação Carismática do mundo e também para a Igreja”, sobretudo pelo serviço que a Renovação Carismática realiza no âmbito da evangelização.

“Temos que pensar que a renovação chega a mais de 120 milhões de pessoas no mundo, com diferentes comunidades, grupos de oração, diferentes escolas de evangelização, meios de comunicação. É uma realidade muito rica, muito ampla e, como tal, mais do que um movimento, é uma corrente de graça”, destacou o secretário de Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

Impulso ecumênico

Além disso, Charis busca oferecer “um maior impulso ecumênico” a partir da “efusão no Espírito Santo, do batismo no Espírito que eles recebem como constitutivo de sua vida, do serviço aos pobres, que é muito próprio da ação do Espírito, seja através do serviço ecumênico com o qual também nasceu esta corrente de graça, através dessa dimensão ecumênica”, descreveu Pe. Mello.

Neste sentido, o sacerdote explicou que se pode esperar que Charis colaborará também com o Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, como o demonstrou a participação de seu presidente, o Cardeal Kurt Koch, durante a reunião em Roma que começou em 6 de junho e que será concluída com a audiência com o Santo Padre no sábado, 8 de junho.

“Nós sabemos que o serviço ecumênico está muito presente no coração do Papa”, reiterou o sacerdote. “Nós esperamos que Charis possa ser um serviço muito efetivo para que toda a Renovação Carismática no mundo recupere essa dimensão ecumênica, que talvez em alguns lugares do mundo se perdeu um pouco ao longo dos anos”, ressaltou.

“O Papa Francisco quer acentuar novamente a dimensão ecumênica e o serviço aos pobres, que é próprio da ação do Espírito Santo – e da Renovação Carismática Católica –, que agora serão certamente mais impulsionados através da Charis”, concluiu o secretário do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

Fonte: ACI Digital

 

VEJA MAIS

Vaticano apresenta o Charis, um novo serviço para a Renovação Carismática Católica – JCTV – 06/06/19

 

Padre Raniero Cantalamessa fala da Charis, o novo serviço da Renovação Carismática – JCTV – 12/06/19

*Fonte: Rede Vida

 

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O rito e o Missal Romano

“Sabemos que conservar o Rito Romano não é uma questão puramente de estética, de conservadorismo, mas de zelar pela natureza própria da Liturgia milenar, que remonda à comunidade primitiva. Por isso, o Papa Paulo VI trouxe essa renovação, conservando a tradição, com a publicação de um novo “Ordo missae” – o novo Missal Romano – em 1969, três anos depois do Concilio Vaticano II”, nos recorda padre Gerson Schmidt, em nosso especial Memória Histórica.

Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

No nosso espaço Memória Histórica – 50 anos do Concílio Vaticano II, vamos falar no programa de hoje sobre  “O rito e o Missal Romano. [1]”

O Missal Romano (Missale Romanum), é o missal do rito romano da Igreja Católica.

A primeira edição impressa de um livro com o título de Missale Romanum e que se propunha trazer os textos da Santa Missa segundo os usos da Cúria Romana (“Ordo Missalis Secundum Consuetudinem Curiae Romanae“) remonta a 1474 e foi impressa em Milão [1]. Daquela data até a publicação da primeira edição oficial do Missal Romano, publicada pela Santa Sé, passou-se quase um século. Durante este período, surgiram pelo menos outras 14 edições do livro litúrgico: dez em Veneza, três em Paris e uma em Lyon [2] Devido à falta de um órgão de supervisão de sua qualidade, estas diferentes edições acabaram sofrendo várias modificações pelos editores, algumas dos quais não foram triviais [3].

A edição de 1474 é considerada o arquétipo de todas as publicações que mais tarde se fundiram na edição oficial aprovada pelo Papa Pio V em 1570, também conhecido como “Missal tridentino” ou “Missal de São Pio V” [4]. As notas do cardeal Guglielmo Sirleto em um exemplar da edição com o título Missale secundum morem Sanctae Romanae Ecclesiaeimpresso em Veneza em 1497 (substancialmente idêntico ao de 1474) demonstram que esta edição veneziana foi usada como modelo para a edição de 1570 [3].

Missais com maior ou menor número de modificações foram publicados sucessivamente pelos Papas Clemente VIII em 1604, Urbano VIII em 1634, Leão XIII em 1884, Bento XV em 1920 (Missal cuja revisão foi iniciada por Pio X).

Pio XII reformou profundamente a liturgia da Semana Santa e da Vigília Pascal, modificando não somente o texto das orações, mas também o horário das celebrações.

A sexta e última edição típica do Missal Romano “revisado por decreto do Concílio de Trento” foi aquela publicada pelo Papa João XXIII em 1962.

Ao aplicar a Constituição Sacroanctum Concilium do Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI, assistido por uma comissão de cardeais, bispos e peritos (o Consilium ad exsequendam Constitutionem de Sacra Liturgia), criou uma nova edição do Missal Romano, promulgada com a Constituição Apostólica Missale Romanum de 3 de abril de 1969 e que entrou em vigor em 30 de novembro sucessivo, início do novo Ano Litúrgico. A forma ordinária da celebração da Missa segundo o rito romano continua a ser a do Missal Romano, reformado e publicado por Paulo VI

Antes da grande reforma litúrgica realizada por Paulo VI, o Missal Romano previa a celebração da chamada Missa tridentina, que era a forma anterior do rito romano e cujo uso foi amplamente restaurado pelo Papa Bento XVI através do motu proprio Summorum Pontificum e da instrução Universae Ecclesiae.

Padre Gerson Schmidt nos propõe hoje a reflexão “O rito e o Missal Romano”:

“Apenas três anos depois do término do Concilio Vaticano II, o Papa Paulo VI surpreendia o universo católico com a publicação de um novo “Ordo missae” – um novo missal Romano – que levava a data de 6 de abril de 1969.  Os Papas, até Paulo VI, não modificaram o Ordo Missae – O Rito Romano, mesmo introduzindo-se modos próprios para novas festas, o que não destrói a chamada Missa Tridentina ou Missa de São Pio V.

Uma Missa Tridentina ou de São Pio V na verdade nunca existiu, já que, seguindo as instâncias do Concílio de Trento, não foi formado um Novus Ordo Missae, dado que a Missa de Pio V não é mais que o Missal da Cúria Romana, que foi se formando em Roma muitos séculos antes, e difundido especialmente pelos franciscanos em numerosas regiões do Ocidente. As modificações efetuadas em sua época por São Pio V são tão pequenas, que são perceptíveis tão somente pelos olhos dos especialistas.

O que fez, na verdade, Pio V? Não fez grande modificação. Tomou o missal em uso em Roma e em tantos outros lugares, deu-lhe retoques, especialmente reduzindo o número das festas dos Santos que continha. Não o tornou obrigatório para toda a Igreja. Respeitou até as tradições locais que pudessem se gloriar de ter, pelo menos, duzentos anos de idade.

Assim, propriamente: era suficiente que o missal estivesse em uso, pelo menos, há duzentos anos, para que pudesse permanecer em uso ao lado e no lugar daquele publicado por São Pio V.

O fato de que o Missale Romanum tenha se difundido tão rapidamente e tenha sido espontaneamente adotado também em dioceses que tinham o modo próprio mais que bicentenário, deve-se a outras causas. Roma não exerceu sobre elas nenhuma pressão, e isto numa época em que, bem diferente do que acontece hoje, não se falava de pluralismo, nem de tolerância.

Portanto, deixando de lado a expressão imprópria de Missa Tridentina, falamos melhor de um Ritus Romanus. O rito romano remonta em suas partes mais importantes pelo menos ao século V, e mais precisamente ao Papa São Dâmaso (366-384).

Canon Missae, com exceção de alguns retoques efetuados por São Gregório I (590-604), alcançou com São Gelásio I (492-496) a forma que conservou até há pouco. A única coisa sobre a qual os Romanos Pontífices não cessaram de insistir do século V em diante, foi a importância para todos de adotar o Canon Missae Romanae, dado que dito cânon remonta nada menos que ao próprio Apóstolo Pedro.

O primeiro Papa que ousou inovar o Missal tradicional foi Pio XII, quando modificou a liturgia da Semana Santa. Seja-nos permitido observar, a respeito, que nada impedia de restabelecer a Missa do Sábado Santo no curso da noite de Páscoa, ainda que sem modificar o rito. João XXIII o seguiu por este caminho, retocando as rubricas. Mas nem um nem o outro, ousaram inovar sobre o Ordo Missae, que continuou invariável. Porém a porta tinha sido aberta, e por ela cruzaram aqueles que queriam uma substituição radical da liturgia tradicional e que a obtiveram.

Muitos não concordaram com as mudanças de Paulo VI com um novo Rito Romano e preveem consequências desastrosas. Outros, no lado oposto, prefeririam ainda inventar uma liturgia totalmente nova, perdendo-se a tradição milenar. Mas sabemos que conservar o Rito Romano não é uma questão puramente de estética, de conservadorismo, mas de zelar pela natureza própria da Liturgia milenar, que remonda à comunidade primitiva. Por isso, o Papa Paulo VI trouxe essa renovação, conservando a tradição, com a publicação de um novo “Ordo missae” – o novo Missal Romano – em 1969, três anos depois do Concilio Vaticano II.”

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[1] Resgate histórico feito por Monsenhor Klaus Gamber, Reforma da Liturgia Romana, disponível em http://www.unavocesevilla.info/reformaliturgia.pdf,  adaptado em linguagem radiofônica.

[2]  Missale Romanum. Mediolani. 1474 a cura di Robert Lippe (Londra 1899), vol. 1.

[3] Manlio Sodi e Achille Maria Triacca, Missale Romanum: Editio Princeps (1570) (Libreria Editrice Vaticana 1998), p. XV.

[4] Łukasz Celińsk, “Per una rilettura della storia della formazione e dello sviluppo del Messale Romano. Il caso del Messale di Clemente V.” in Ecclesia Orans 33 (2016) 383-404 (p. 15 dell’estratto)

[5] Concilio di Trento, Sessione XXV

 

Fonte: Vatican News

 

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Papa: “abandonar o egocentrismo e não temer a diversidade”

A comunhão é o primeiro testemunho dos Apóstolos da obra de salvação de Cristo e da ação de Deus na história, disse o Papa em sua catequese, na audiência geral.

Cristiane Murray – Cidade do Vaticano

Cerca de 20 mil pessoas foram à Praça São Pedro participar da audiência geral do Papa Francisco nesta quarta-feira, 12 de junho. Dando continuidade ao ciclo de catequeses sobre os Atos dos Apóstolos, o Papa iniciou afirmando que a Ressurreição de Cristo não foi um evento entre outros, mas a fonte da vida nova.

A ‘viagem’ do Evangelho

Seus discípulos sabiam e por isso, ficaram unidos a Maria, perseverantes na oração e fortalecidos na comunhão. Os apóstolos buscaram recompor o seu corpo que, após os eventos dolorosos da Paixão do Senhor, ficara reduzido a 11 membros.

Judas Iscariotes, muito embora recebera a grande graça de ser parte do círculo íntimo de Jesus e de participar do seu ministério, num determinado momento isolou-se, apegando-se ao dinheiro e caindo no orgulho ao ponto de preferir a morte à vida.

Recompor o corpo, fechar a ferida

Os Apóstolos, ao contrário, escolheram a vida e a bênção e, para tal, decidiram eleger alguém para o lugar de Judas. Pedro indica que deveria ser um discípulo de Jesus desde o Batismo no Jordão até a Ascensão de Jesus ao Céu.

Elegeu-se Matias através do discernimento comunitário, ou seja, procurando olhar a realidade com os olhos de Deus segundo a ótica da unidade e comunhão.

“ O novo corpo dos Doze é um sinal de que a comunhão vence sobre as divisões e o isolamento, que a comunhão é o primeiro testemunho oferecido pelos Apóstolos da obra de salvação de Cristo e da ação de Deus na história, na fidelidade às palavras do Senhor. ”

Eles não expressam ao mundo uma presumível perfeição, mas através da graça da unidade, fazem emergir um Outro, que vive de um modo novo em meio a seu povo: o Senhor Jesus.
Ao terminar sua reflexão, o Papa exortou:

“Nós também precisamos redescobrir a beleza de testemunhar o Ressuscitado, abandonando atitudes egocêntricas, renunciando a apropriar-nos dos dons de Deus e não cedendo à mediocridade. A recomposição do colégio apostólico demonstra que no DNA da comunidade cristã existem unidade e liberdade de si mesmos. Isto permite não temer a diversidade, não apegar-se às coisas e dons e tornarmo-nos mártires testemunhas luminosas do Deus vivo e atuante na história”.

Fonte: Vatican News

 

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CNBB quer clareza do STF sobre objetividade de criminalizar homofobia

“Orientar os fiéis sobre o matrimônio, aconselhá-los em questões relacionadas à família e à conduta pessoal não pode ser considerado ofensa”

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu nesta quarta-feira, 12 de junho, nota sobre o julgamento em curso no Supremo Tribunal Federal a respeito da criminalização da homofobia. “Em diálogo com os setores da sociedade que buscam fortalecer a punição para os casos de homofobia, a Igreja pede clareza nos processos em curso no Judiciário e Legislativo”, afirma a CNBB.

E acrescenta: “a liberdade religiosa, que pressupõe o respeito aos códigos morais com raízes na fé, deve ser compatibilizada com as decisões judiciais relacionadas à criminalização da homofobia. A doutrina religiosa não semeia violência, mas, ao contrário, partilha um código de condutas que promove a defesa da vida. Informar e orientar os fiéis sobre o matrimônio, aconselhá-los em questões relacionadas à família e à conduta pessoal não pode ser considerado ofensa contra pessoa ou grupo”.

Leia a nota na íntegra:

Nota da CNBB

  1. A Igreja Católica, especialmente por sua Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, historicamente, é defensora incondicional da vida, desde a sua concepção até a morte natural. Nesse sentido, é contrária a qualquer ato de violência. Atentados contra a vida merecem a mais severa condenação por parte de toda a sociedade civil e, principalmente, das autoridades devidamente constituídas.
  2. Dedicamos a nossa atenção ao julgamento, em curso, no Supremo Tribunal Federal, da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO 26) e do trâmite no Senado Federal do Projeto de Lei 672/2019 para alterar a Lei 7.716/1989. Nosso posicionamento é alicerçado em princípios ético morais que defendem o respeito a todos, sem distinções.
  3. O Magistério da Igreja indica o acolhimento solidário e respeitoso, evitando-se todo sinal de discriminação. Isto não significa se omitir ou negar o que ensina a sua doutrina: o matrimônio é a união entre o homem e a mulher, com a possibilidade de gerar vida. Nesse sentido, em diálogo com os setores da sociedade que buscam fortalecer a punição para os casos de homofobia, a Igreja pede clareza nos processos em curso no Judiciário e Legislativo: a liberdade religiosa, que pressupõe o respeito aos códigos morais com raízes na fé, deve ser compatibilizada com as decisões judiciais relacionadas à criminalização da homofobia. A doutrina religiosa não semeia violência, mas, ao contrário, partilha um código de condutas que promove a defesa da vida. Informar e orientar os fiéis sobre o matrimônio, aconselhá-los em questões relacionadas à família e à conduta pessoal não pode ser considerado ofensa contra pessoa ou grupo.
  4. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) confia e espera que as autoridades do Judiciário e do Legislativo, cônscios de suas responsabilidades, trabalhem, de modo adequado, dedicando-se, com profundidade, a essa questão que exige também ouvir diferentes perspectivas. Um tema tão delicado e complexo exige ser tratado pelo amplo diálogo e pela reflexão de toda a sociedade. Assim, é possível contribuir para promover a harmonia social em uma sociedade que precisa superar as polarizações. Assegurar cada vez mais a integridade do cidadão, a partir do respeito fraterno que todo ser humano deve cultivar em relação a seu semelhante. Esse compromisso requer irrestrito respeito a princípios morais e religiosos intocáveis.
  5. Em espírito de comunhão e serviço, a CNBB quer colaborar para que se encontre o caminho necessário para vencer injustiças e perseguições – a violência contra o ser humano, que inclui também o desrespeito à liberdade religiosa e aos valores do Evangelho de Jesus Cristo, “ caminho, verdade e vida”.

Brasília, 12 de junho de 2019.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler, OFM
Arcebispo de Porto Alegre – RS
1º Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima – RR
2º Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo Auxiliar de S. Sebastião do Rio de Janeiro – RJ
Secretário-Geral da CNBB

Fonte: CNBB

 

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