CELAM eleva sua voz pela Amazônia

A Presidência do Conselho Episcopal Latino-Americano, CELAM, manifesta a sua preocupação com os incêndios que ocorrem em diferentes partes do mundo, especialmente na Amazônia, cujos efeitos são de natureza global.

Silvonei José – Cidade do Vaticano

Fazendo eco às palavras do Papa Francisco, os representantes da Igreja na América Latina e no Caribe exortam homens e mulheres a serem guardiões da criação. A nota publicada pela presidência tem o título “Levantamos a voz pela Amazônia”.

Conscientes dos terríveis incêndios que consomem grande parte da flora e da fauna no Alasca, na Gronelândia, Sibéria, Ilhas Canárias e, em particular, na Amazônia, os Bispos da América Latina e Caribe desejam manifestar – escrevem -, a preocupação perante a gravidade desta tragédia, que não é apenas de impacto local ou mesmo regional, mas de proporções planetárias.

A esperança pela proximidade do Sínodo Amazônico, convocado pelo Papa Francisco – lê-se ainda no texto -, está agora manchada pela dor desta tragédia natural. Aos irmãos povos indígenas que habitam este amado território, expressamos toda a nossa proximidade e unimos a nossa voz à sua para clamar ao mundo por solidariedade e chamar a atenção para acabar com esta devastação.

Já o Instrumento de Trabalho do Sínodo adverte profeticamente, escreve a presidência do CELAM: “Na selva amazônica, de vital importância para o planeta, se desencadeou uma profunda crise por causa de uma prolongada intervenção humana, onde predomina uma “cultura do descarte” (LS 16) e uma mentalidade extrativista. A Amazônia é uma região com uma rica biodiversidade, é multiétnica, pluricultural e plurirreligiosa, espelho de toda a humanidade que, em defesa da vida, exige mudanças estruturais e pessoais de todos os seres humanos, dos Estados e da Igreja. Esta realidade vai além do âmbito estritamente eclesial amazônico, porque se focaliza na Igreja presente em todo o mundo e também no futuro de todo o planeta” (Instrumentum laboris para o Sínodo da Amazônia, preâmbulo).

A nota dos bispos latino-americanos exorta os governos dos países amazônicos, especialmente do Brasil e da Bolívia, às Nações Unidas e à comunidade internacional a tomarem medidas sérias para salvar o pulmão do mundo. O que acontece com a Amazônia – afirmam os bispos -, não é apenas uma questão local, mas global. Se a Amazônia sofre, o mundo sofre.

Recordando as palavras do Papa Francisco, – continua o texto da presidência do CELAM -, gostaríamos de “pedir, por favor, a todos aqueles que ocupam cargos de responsabilidade nos âmbitos econômico, político e social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: [que] sejamos guardiães da criação, do projeto de Deus inscrito na natureza, guardiães do outro, do ambiente; não deixemos que os sinais de destruição e de morte acompanhem o caminho deste nosso mundo” (Homilia no início do ministério Petrino, 19 de março de 2013).

A declaração é assinada pelo presidente do CELAM, Dom Miguel Cabrejos Vidarte, arcebispo de Trujillo, Peru; pelo primeiro vice-presidente, arcebispo de São Paulo, Brasil, cardeal Odilo Pedro Scherer; pelo segundo vice-presidente, arcebispo de Manágua, Nicarágua, cardeal Leopoldo José Brenes Solórzano; pelo presidente do Conselho de Assuntos Econômicos, arcebispo de Monterrey, México, Dom Rogelio Cabrera López; e pelo secretário-geral, bispo-auxiliar de Cali, Colômbia, Dom Juan Carlos Cárdenas Toro.

Fonte: Vatican News

 

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Comissão para a Animação Bíblico-Catequética reúne-se com entidades bíblicas

A Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou no dia 16 de agosto, no Centro de Formação Sagrada Família, no bairro Ipiranga em São Paulo, uma reunião com algumas entidades bíblicas e o Grupo de Reflexão Bíblico-Catequética (Grebicat).

Na ocasião, foi apresentado o esboço do texto-base para o mês da Bíblia em 2020, que  terá como tema o Livro do Deuteronômio e lema “Abre tua mão para teu irmão” (Dt 15,11). “Contamos com a colaboração na elaboração e apresentação do texto do professor Luiz Dietrich, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná”, afirmou o padre Jânison de Sá, novo assessor da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB.

Na sequência, nos dias 17 e 18, aconteceu a reunião do Grupo de Reflexão Bíblico-Catequética que colabora com a Comissão. Segundo o padre Jânison de Sá, o grupo refletiu temáticas como as novas Diretrizes para a Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE); Iniciação à Vida Cristã e a Animação Bíblica; Plano Quadrienal; Projeto Lectionautas, além da natureza e identidade do Grebicat.

Atualmente, o Grebicat é coordenado por dom José Antônio Peruzzo, presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, contando também com a colaboração de dois bispos da comissão: Dom Armando Bucciol, bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA) e dom Waldemar Passini Dallbello, bispo de Luziânia (GO).

Fonte: CNBB

 

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“Mês da Bíblia favorece o conhecimento da Sagrada Escritura”, afirma dom Peruzzo

O mês de setembro se tornou referência para o estudo e a contemplação da Palavra de Deus, tornando-se em todo o Brasil, desde 1971, o Mês da Bíblia. Desde o Concílio Vaticano II, convocado em dezembro de 1961, pelo papa João XXIII, a Bíblia ocupou espaço privilegiado na família, nos círculos bíblicos, na catequese, nos grupos de reflexão, nas comunidades eclesiais.

Este ano, 2019, a Igreja no Brasil comemora o Mês da Bíblia, em sintonia com a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dando continuidade ao ciclo do tema “Para que n’Ele nossos povos tenham vida”, propondo o estudo da Primeira Carta de João com destaque para o lema “Nós amamos porque Deus primeiro nos amou” (1Jo 4,19).

“Na realidade ainda não tinha sido contemplado este escrito, então se o objetivo do Mês da Bíblia é favorecer o conhecimento da Sagrada Escritura, era hora de colocar ante os olhos da nossa gente, do nosso povo também esse escrito tão bonito”, salientou o presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, dom José Antônio Peruzzo.

Dom Peruzzo, presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética

Dom Peruzzo explica que o texto foi redigido para uma comunidade mergulhada em muitas incertezas e interrogações. “Naquela época, eles se questionavam se eram mesmos amados por Deus e por Jesus Cristo, se eram eleitos. Havia muitas hostilidades no mundo circunstante, hostilidade aos cristãos e também tensões internas, então o texto foi escrito para dar respostas”, salienta o bispo.

Essas respostas, segundo dom Peruzzo, afirmam que somos sim amados por Deus e por Jesus Cristo. “Sempre perceberemos este amor se de fato crermos que Ele, Jesus Cristo é filho de Deus e participou de nossas histórias. Se o acolhermos como ele foi revelado, como ele se apresentou e se entre nós vive a fraternidade e o amor, daí a ênfase na fraternidade, no perdão, no convívio salutar, tudo por causa de Deus e quem o revelou: Jesus Cristo”, aponta.

Ainda de acordo com dom Peruzzo convencionou-se que o Mês da Bíblia fosse comemorado em setembro, e na ocasião, a Igreja sempre propõe um livro para ser estudado, como é o caso do deste ano. “A proposta é que ao longo do tempo e a cada ano conhecendo, estudando, orando, lendo cada vez um destes livros, o discipulado tenha crescido a familiaridade com a Palavra”, finaliza o bispo.

Texto-base

No texto-base para o Mês da Bíblia, lançado pela Editora CNBB, logo em suas primeiras páginas são dadas algumas orientações básicas sobre a Primeira Carta de João, importantes para situá-la em seu contexto histórico, literário e teológico. À medida que o leitor avança poderá encontrar informações básicas referentes ao gênero literário, ao autor e aos interlocutores, aos temas teológicos principais, à época e ao lugar de composição da Carta.

Nos capítulos seguintes, o autor busca fazer uma exposição passo a passo. O subsídio já está à venda e pode ser adquirido no site da Edições CNBB: www.edicoescnbb.com.br

Fonte: CNBB

 

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Comissão se prepara para lançamento do Mês Missionário Extraordinário

No mês de outubro a Igreja vai vivenciar em todo o mundo o Mês Missionário Extraordinário (MME), proclamado pelo papa Francisco para 2019 e que traz como tema: Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo. No Brasil, o lançamento oficial da campanha será no dia 01 de outubro com uma celebração na Brasília de Aparecida (SP) transmitida ao vivo para todo o Brasil.

No entanto, semanas antes, em setembro, haverá um lançamento do Mês Missionário Extraordinário, na reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, com os presidentes das Comissões Episcopais Pastorais e organismos vinculados a entidade.

O trabalho de mobilização para a campanha tem sido feito pela Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, a Comissão para a Amazônia, as Pontifícias Obras Missionárias (POM) e outros organismos que compõem o Conselho Missionário Nacional (COMINA).

Dom Odelir José Magri

O bispo de Chapecó (SC) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, Dom Odelir José Magri explica a ideia é que cada arqui/diocese, cada paróquia faça o seu momento de abertura do Mês Missionário Extraordinário.

“Vamos dar um destaque para o chamado gesto concreto que é o final de semana do Dia Mundial das Missões, aquela saída, aquele momento de vigília e a coleta missionária, que acontece nos dias 19 e 20 de outubro”, destaca.

Dom Odelir ressalta ainda que o material de divulgação compostos pelo subsídio da novena missionária, cartazes, santinhos e envelopes para o Dia Mundial das Missões foram enviados a cada arqui/diocese, prelazia do país. A cruz missionária, símbolo escolhido para motivar o mês missionário, também está sendo enviada.

“Esse é o material que o pessoal tem em mãos para poder encaminhar e fazer com que esse mês aconteça com as mais diversas iniciativas que estão sendo programadas a nível de todo o Brasil”.

Neste ano, a Campanha Missionária vai apresentar uma novidade com relação aos vídeos da novena. Com a constante evolução da tecnologia e em resposta ao crescente uso da internet, os DVDs com os vídeos de testemunhos missionários foram substituídos por pencards, podendo ser compartilhados em todas as paróquias que compõem a diocese. Os testemunhos também estarão disponíveis no site e nas redes sociais das POM. Os vídeos foram produzidos em parceria com a TV Aparecida, que terá uma programação especial durante o mês de outubro.

Segundo dom Odelir já tem muita diocese fazendo a programação de abertura do MME, seja momentos formativos envolvendo lideranças das dioceses ou em comunidades religiosas.

“Nós temos dioceses que estão com processo das santas Missões populares, uma delas, por exemplo a nossa diocese de Chapecó (SC) e que o pessoal está valorizando esse aspecto da visita no sábado da vigília missionária”, disse.

Já está disponível o Guia para o Mês Missionário Extraordinário. O objetivo da obra é servir às dioceses em suas necessidades de formação e animação missionária, preparando os fiéis ao redor do mundo para se viver o Mês Missionário Extraordinário, convocado pelo Papa Francisco, para outubro deste ano, por ocasião do centenário da promulgação da Carta Apostólica Maximum Illud do Papa Bento XV.

O Guia do Mês Missionário Extraordinário pode ser adquirido pelo site da neste link Edições CNBB.

Fonte: CNBB

 

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Novos assessores são apresentados em reunião do Consep da CNBB

Irmã Sandra atuará como assessora na Comissão para a Ação Missionária e Cooperação . Foto: Assessoria de Imprensa CNBB/Daniel Flores

Novos assessores que estarão a serviço das 12 Comissões Episcopais Pastorais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil se apresentaram na primeira seção da reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na sede da entidade, em Brasília (DF), nesta terça-feira, 20 de agosto.

A Irmã Sandra Regina Amado, religiosa missionária Comboniana, recém chegada de uma missão no Sudão do Sul, atuará como assessora na Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial junto com padre Daniel Luz Rochetti. Ela ressaltou que será um prazer colaborar e estar à serviço da Igreja no Brasil por meio do trabalho da comissão. Dom Odelir José Magri, presidente da Comissão, destacou o perfil dos novos assessores: “contaremos com pessoas preparadas não apenas teoricamente, mas com experiências missionárias significativas”, disse.

O novo assessor da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé padre João Paulo de Mendonça Dantas, de Belém (PA), ressaltou o espírito de família que encontrou na CNBB, ambiente importante de aprendizado. “Senti que aqui na CNBB existe um espírito de família o que facilitará compreender rapidamente os desafios que temos pela frente”.

“O bom filho à casa retorna”, com estas palavras o arcebispo de Curitiba (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico- Catequética, dom José Antonio Peruzzo apresentou o padre Jânison de Sá Santos, de Propriá (SE) que voltará a atuar na comissão. Ele trabalhou na CNBB em 2003 e 2007. “Padre Jânison já prestou serviços à CNBB. Estudou e se atualizou e agora retorna para colaborar conosco novamente”, disse dom Peruzzo.

Novo time – Após a apresentação de todos os novos assessores, o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, ressaltou a qualidade e a competência do time de assessores que estará a serviço das comissões episcopais e à entidade. “Poderemos prestar um importante serviço à Igreja no Brasil. Agradeço ao sacrifício e a doação dos assessores que, inclusive, tiveram que deixar outros serviços mais consoladores para estar à serviço da CNBB”, disse.

Dom Walmor disse que esta reunião do Consep tem o importante papel de retomar o horizonte das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, verificar os passos e avanços em programação e cronograma por parte das Comissões Episcopais Pastorais.

O presidente da CNBB reafirmou que o objetivo final é o chegar a esse horizonte bonito de Evangelizar num Brasil cada vez mais urbano pelo anúncio da Palavra de Deus, à luz da evangélica opção pelos pobres firmando e aumentando a rede de comunidades eclesiais missionárias.

“Nós como Igreja precisamos contribuir, temos condições e vamos contribuir para que a nossa sociedade seja pautada pelas luzes do Evangelho”, disse. O arcebispo destacou outros pontos que serão tratados no Consep como temas ligados à organização da CNBB e das articulações necessárias para prestar um melhor serviço à Igreja.

Saiba quem são os assessores e suas respectivas comissões:

MINISTÉRIOS ORDENADOS E VIDA CONSAGRADA
Padre Juarez Albino Destro – Rogacionista, Brasília-DF
Padre João Cândido da Silva Neto – São João da Boa Vista-SP

LAICATO
Professor Laudelino Augusto dos Santos Azevedo – Itajubá-MG
Celso Carias – CEB’s – Duque de Caxias-RJ
Padre Paulo Adolfo Simões – CEFEP – Pouso Alegre-MG

AÇÃO MISSIONÁRIA E COOPERAÇÃO INTERECLESIAL
Irmã Sandra Regina Amado – Comboniana
Padre Daniel Luz Rocchetti – SAC – Palotino

ANIMAÇÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICA
Padre Jânison de Sá Santos – Propriá-SE

DOUTRINA DA FÉ
Padre João Paulo de Mendonça Dantas – Belém-PA

LITURGIA
Assessor do Setor Música Litúrgica
Irmão Fernando Benedito Vieira, SJ – Brasília-DF
Assessor do Setor Espaço Litúrgico
Padre Thiago Aparecido Faccini Paro – São Paulo-SP
Perito para a Liturgia
Padre Leonardo José de Souza Pinheiro – Juiz de Fora-MG

ECUMENISMO E DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO
Padre Marcus Barbosa Guimarães – Nova Iguaçu-RJ

AÇÃO SOCIOTRANSFORMADORA
Frei Olavio Dotto, OFM – Brasília-DF

CULTURA E EDUCAÇÃO
Assessor para Cultura
Padre Luciano da Silva Roberto – Mariana-MG
Assessor para Educação
Padre Júlio César Evangelista Resende, OSC – Campo Belo-MG
Assessor para Universidades e Bens Culturais
Padre Danilo Pinto dos Santos – Salvador-BA
Assessor para Ensino Religioso
Padre Eduardo Rocha – Tubarão-SC

VIDA E FAMÍLIA
Padre Crispim Guimarães dos Santos – Dourados- MS

JUVENTUDE
Padre Antônio Ramos de Prado, SDB – Externo
Assessor interno – A definir

COMUNICAÇÃO
Padre Tiago José Sibula da Silva – Santo André-SP
Professora Manuela de Oliveira Castro – Brasília-DF

ESPECIAL PARA A AMAZÔNIA
Irmã Maria Irene Lopes dos Santos

Fonte: CNBB

 

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Novos assessores das Comissões da CNBB se reúnem pela primeira vez no GA

Termina nesta sexta-feira, 23 de agosto, a reunião ordinária do Grupo de Assessores (GA) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O encontro, que começou na quinta-feira (22), é o primeiro que reúne em Brasília todos os assessores novos que passaram a compôr Comissões Episcopais Pastorais da nova gestão. O objetivo da reunião foi debater assuntos pertinentes às suas tarefas específicas e para conhecer como é o funcionamento administrativo da Conferência.

Dom Joel Portella, secretário-geral da CNBB. Foto: Assessoria de Comunicação CNBB/Daniel Flores

A reunião foi presidida pelo secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella. Na pauta, o eixo principal foi a apresentação e o aprofundamento das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019-2023 e como cada comissão pode ser multiplicadora desse documento.

“A importância dessa reunião é criar comunhão no trabalho, no relacionamento, mas também no cumprimento do objetivo das diretrizes”, destaca dom Joel.

Padre João Paulo de Mendonça Dantas. Foto: Assessoria de Comunicação CNBB/Daniel Flores

Novato no grupo, o padre João Paulo de Mendonça Dantas, assessor da Comissão Episcopal Pastoral para Doutrina da Fé disse estar surpreso com o clima de família da reunião.

“Eu imaginava que o ambiente tivesse um clima mais institucional, mas frio. Um clima familiar, cordial com um bom acolhimento por parte daqueles que já estão trabalhando nas comissões, nas equipes aqui da CNBB e daqueles que estão chegando como eu”, ressaltou.

Também recém-chegado à CNBB, o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, padre Tiago José Sibula da Silva, ressalta que esse primeiro momento está sendo de compreender o trabalho.

“Estamos compreendendo todo o trabalho da CNBB, a incisão que ela tem nas comunidades, desde as comunidades de base até as dioceses, regionais e poder agregar todos os organismos pastorais e nesse imenso Brasil poder levar a Palavra de Deus”, disse.

Padre Marcus Barbosa, secretário-adjunto de pastoral da CNBB. Foto: Assessoria de Comunicação CNBB/Daniel Flores

De acordo com o secretário-adjunto de pastoral da CNBB, padre Marcus Barbosa, a pauta gira ainda em torno da acolhida da proposta das diretrizes gerais da ação evangelizadora na vida e organização das comissões e na preparação do plano quadrienal das comissões, bem como do reflexão sobre o papel do assessor à entidade.

Ainda segundo o secretário-adjunto de pastoral, serão apresentados os regulamentos, normas e a rotina da sede da CNBB. Além de uma fala sobre o Mês Missionário Extraordinário, que acontece em outubro deste ano.

Fonte: CNBB

 

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Mensagem para o Dia do Catequista recorda o significado de gratidão e de esperança

A Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou mensagem para os catequistas de todo o Brasil, por ocasião do dia a eles dedicado, 25 de agosto. “Quero parabenizá-lo (a) por este dia, pois sem sua atuação catequética a fé em Jesus Cristo seria quase que apenas uma ideia”, afirma dom José Antônio Peruzzo, presidente da Comissão.

Na mensagem, o arcebispo considera que celebrar o Dia do Catequista tem um significado de gratidão e de esperança. “Gratidão pelo amor e gratuidade dedicados a anunciar a pessoa de Jesus Cristo. Esperança, porque enquanto pudermos contar com catequistas, o anúncio terá também a marca da ternura”, aponta.

Neste domingo (25), em comunhão, os bispos de todo Brasil vão orar por seus catequistas. “Talvez aconteça que não consigam ser suficientemente gratos aos catequistas de suas dioceses. Mas Deus nunca se deixa vencer em generosidade. Um dia Ele mesmo vai abraçá-los por terem oferecido do seu tempo para a catequese. Que a grande Catequista, aquela de Nazaré, caminhe ao seu lado nesta missão tão sublime”, afirma dom Peruzzo na mensagem. (Clique e confira o texto na íntegra).

Homenagem

Em homenagem aos catequistas de todo o país, o portal da CNBB gravou com exclusividade um vídeo, com um uma homenagem especial de dom Peruzzo:

Fonte: CNBB

 

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Carta do Papa aos sacerdotes: padres refletem as palavras de Francisco

No jornal vaticano “L’Osservatore Romano”, as entrevistas e as contribuições de sacerdotes que refletem sobre a Carta endereçada a eles pelo Papa Francisco, no último dia 4 de agosto. A reflexão parte de realidades paroquias que preservam a fé na Itália, Índia, Guatemala e Vietnã.

Benedetta Capelli, Andressa Collet – Cidade do Vaticano

Ouça a reportagem e compartilhe:

A Itália das periferias, o Orissa na Índia, o teatro de perseguições anticristãs, mas também a Guatemala e o Vietnã, países pobres que preservam uma fé viva e forte. Dessas realidades foram colhidas as reações de vários sacerdotes sobre a Carta do Papa Francisco dirigida a eles por ocasião  dos 160 anos da morte do santo Cura d’Ars, no último dia 4 de agosto. Os testemunhos – inclusive na sua versão integral – estão disponíveis no jornal vaticano “L’Osservatore Romano”, onde também se encontra a gratidão do Papa pelo pensamento a ele, além das interrogações feitas pelos pontos propostos no texto, revitalizando assim o próprio ‘sim’ ao Senhor.

Pe. Tiziano Cantisani: a dor que se abre à força do Espírito

Na entrevista do diretor Andrea Monda ao pároco de Maratea, na província de Potenza, na Itália, o jovem sacerdote de 35 anos, Pe. Tiziano Cantisani, sublinha como o Papa foi “paterno” na Carta dirigida aos padres. “Não é um texto que provém do alto, de advertência, mas foi escrito por uma pessoa que compartilhou e ainda compartilha a mesma condição que vivem os destinatários da Carta, nós, presbíteros”, afirma Pe. Tiziano.

O coração do texto, para o sacerdote italiano, é a dor que “não deve se fechar na desolação, mas se abrir à força do Espírito Santo”; “ocasião que pode se tornar ponto de encontro com a graça do Senhor” e, ao mesmo tempo, “experiência basilar” que leva longe a frustração e o desencanto. Gratidão, coragem e louvor são os outros pontos enfatizados por Pe. Tiziano que evidencia como a oração seja o elo forte com Jesus, e recorda “a inversão” que o Papa convida a fazer: o confiar no povo de Deus que intuiu e que poderia fazer crescer uma nova mentalidade, “um novo modo de se sentir Igreja”.

Pe. Dominic Ngo Quang Tuyen: o Papa, amigo, mestre e pai

No testemunho de Dominic Ngo Quang Tuyen, sacerdote do Vietnã, Francisco é definido “amigo, mestre e pai”, porque fala com sinceridade aos seus irmãos, oferece apoio e conforto. “Penso que seja uma Carta dirigida a mim”, explica o sacerdote de 71 anos, 13 dos quais com trabalho dentro das prisões. Hoje ele se compromete na evangelização do seu “amado país” e envia uma mensagem ao Pontífice, dizendo que o ama e que traduziu os seus importantes ensinamentos e documentos em língua vietnamita: “Santo Padre, rezemos um pelo outro”.

Pe. Juan Mardoqueo Aj Luis: as palavras do Papa, sopro de ar fresco

“As palavras do Papa são um sopro de ar fresco que encoraja o nosso coração de pastor”. Essa é a definição de Juan Mardoqueo Aj Luis, presbítero da diocese de Suchitepèquez-Retalhuleu, na Guatemala, em relação à Carta do Papa Francisco. “Mesmo se há pecados que provocaram grandes dores à Igreja com os abusos sexuais cometidos por alguns padres, essa crise é um período de purificação pela Esposa de Cristo porque Ele a quer santa e Imaculada. E o caminho que o Papa nos propõe com a conversão, a transparência e a sinceridade suscitará grande frutos de santidade nos padres de todo o mundo”, comenta o Pe. Juan.

Pe. Santosh Kumar Digal: renovar a vida sacerdotal por amor ao Evangelho

Pe. Santosh Kumar Digal, da arquidiocese de Cuttack-Bhubaneswar em Odisha (antigo Orissa), estado do leste da Índia, comenta assim a Carta do Papa: “nos meus 19 anos de sacerdócio eu senti, experimentei e vi como sacerdotes, em lugares ou regiões distantes e inacessíveis, se empenham nos vários trabalhos pastorais, pregando a Palavra de Deus em várias situações e levando esperança às pessoas com amor, espírito de serviço e comprometimento, reforçando as comunidades e apoiando a causa dos pobres, promovendo os direitos humanos, a dignidade humana e a justiça social, mesmo com inúmeras dificuldades e desafios”.

O convite do sacerdote é aquele de olhar para os bons momentos vividos no sacerdócio, marcados pelo amor e pelo afeto para continuar a ser fiéis e generosos, a serviço dos outros  pelo amor ao Evangelho, “portando esperança ao mundo dilacerado em que vivemos hoje”.

Fonte: Vatican News

 

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Três anos atrás, a instituição do Dicastério para os leigos, a família e a vida

O Dicastério, criado em 2016, assumiu responsabilidades anteriormente pertencentes ao Pontifício Conselho para os Leigos e ao Pontifício Conselho para a Família, que cessaram as suas funções.

Amedeo Lomonaco, Silvonei José – Cidade do Vaticano

Passaram-se três anos desde a publicação da Carta Apostólica “Sedula Mater”, sob a forma de Motu Proprio, com a qual o Papa Francisco instituiu o Dicastério para os leigos a família e a vida.

Carta apostólica “Sedula Mater”.

“A Igreja mãe cuidadosa – lê-se no texto – sempre, ao longo dos séculos, seguiu e cuidou dos leigos, da família e da vida, manifestando o amor do Salvador misericordioso pela humanidade”. “Façamos com que os Dicastérios da Cúria Romana se conformem prontamente com as situações do nosso tempo e se adaptem às necessidades da Igreja universal. Em particular, o nosso pensamento dirige-se aos leigos, à família e à vida, aos quais queremos oferecer apoio e ajuda, para que sejam testemunhas ativas do Evangelho no nosso tempo e expressão da bondade do Redentor”.

Competências e atividades

O Dicastério – recorda-se no estatuto – é competente “nas matérias que são da responsabilidade da Sé Apostólica para a promoção da vida e do apostolado dos fiéis leigos, para o cuidado pastoral dos jovens, da família e da sua missão, segundo o projeto de Deus e para a proteção e apoio da vida humana”. Entre as atividades específicas do Dicastério, estão as de promover e organizar “conferências internacionais e outras iniciativas relativas ao apostolado dos leigos, aos jovens, à instituição do matrimônio e à realidade da família e da vida no âmbito eclesial, assim como às condições humanas e sociais dos leigos, dos jovens, do instituto familiar e da vida humana em sociedade”. É também responsabilidade do Dicastério animar e encorajar “a promoção da vocação e da missão dos fiéis leigos na Igreja e no mundo, como indivíduos, casados ou não, e também como membros pertencentes a associações, movimentos e comunidades”. Favorece também a abertura das famílias à adoção e ao acolhimento de crianças e aos cuidados dos idosos, fazendo-se presente nas instituições civis para apoiar tais práticas”.

O Dicastério e a Pontifícia Academia para a Vida

O prefeito é o cardeal Kevin Farrell, nascido a 2 de setembro de 1947 em Dublin, Irlanda, e ordenado sacerdote em 24 de dezembro de 1978. O secretário é o Padre Alexandre Awi Mello. O Dicastério tem “um vínculo direto com o “Pontifício Instituto Teológico João Paulo II para as Ciências do Matrimônio e da Família”. A Pontifícia Academia para a Vida também está ligada a este Dicastério.

Fonte: Vatican News

 

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Papa enaltece “mulheres corajosas” que prestam assistência humanitária

Hoje recordamos todas as mulheres corajosas que vão ao encontro dos seus irmãos e irmãs em dificuldade. Cada uma delas é sinal da proximidade e da compaixão de Deus. #WomenHumanitarians

Bianca Fraccalvieri com Rádio ONU

As Nações Unidas celebram neste 19 de agosto o Dia Mundial de Assistência Humanitária para homenagear pessoas que atuam nessa área e realçar que é preciso apoio para os afetados por crises.

Em 2019, a organização destaca a ação de mulheres em crises em todo o mundo e a elas o Papa Francisco dedicou a sua mensagem no Twitter:

“ Hoje recordamos todas as mulheres corajosas que vão ao encontro dos seus irmãos e irmãs em dificuldade. Cada uma delas é sinal da proximidade e da compaixão de Deus. #WomenHumanitarians ”

Mortos

Entre essas trabalhadoras mencionadas pelo Papa Francisco está a brasileira Karin Manente, cujo primeiro contato com os afetados pelo ciclone Idai em Moçambique marcou sua atuação como diretora do Programa Mundial de Alimentação, PMA, no país.

“Achamos que na nossa resposta é importante alavancar e colocar o papel da mulher na dianteira. Isso com base no facto do papel fundamental que elas têm na sociedade, e também na questão do combate à fome. Então, por exemplo, a nível de comunidades onde nos interagimos, nós trabalhamos com comunidades, seus líderes e com a nossa contraparte do governo para pôr as mulheres na dianteira.”

O fenômeno natural provocou centenas de mortos e afetou mais de 1,8 milhão de pessoas quando passou por Moçambique em março.

Cerimônia

Em mensagem de vídeo sobre a data, a secretário-geral António Guterres disse que desde o apoio a civis em crise à atuação em surtos de doenças, “as mulheres em ações humanitárias estão na linha de frente”.

Segundo António Guterres, a presença feminina “torna as operações de auxílio mais eficazes, aumentando seu alcance. Também melhora a resposta humanitária à violência de gênero, que aumenta durante as emergências.”

Por ocasião do dia, a organização incentiva a partilha de histórias desses personagens e que seja reafirmado “o compromisso de fortalecer o papel das mulheres em operações humanitárias”. Uma campanha nas redes sociais usa a hastag #WomenHumanitarians.

Ataques Guterres disse que líderes mundiais e todas as partes em conflitos devem garantir que os funcionários humanitários sejam protegidos contra danos, como é exigido pela lei internacional.

O chefe da ONU destaca ainda que violações graves do direito internacional humanitário e dos direitos humanos continuam em todo o mundo e “devem ser investigadas e julgadas.”

Ataques

No ano passado ocorreu o segundo maior número de ataques a trabalhadores humanitários, com 405 funcionários atacados, 131 mortos, 144 feridos e 130 sequestrados. No total ocorreram 226 incidentes em 2018.

Desde 19 de agosto de 2003, mais de 4,5 mil funcionários humanitários foram mortos, feridos, detidos, sequestrados ou impedidos de cumprir seus deveres para salvar vidas. As Nações Unidas estimam que uma média de 280 trabalhadores desse setor sofrem ataques por ano, um número que corresponde cinco vítimas por semana.

Este ano, o Dia Mundial de Assistência Humanitária marca 10º aniversário do ataque com um veículo-bomba ao prédio da ONU em Bagdá, que deixou 24 mortos. Entre as vítimas estava o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, que era representante máximo das Nações Unidas no Iraque. Outras dezenas de pessoas ficaram feridas no atentado.

Na entrada da ONU, em Nova Iorque, está exposta a bandeira da organização que estava hasteada no prédio do Canal Hotel no momento do ataque em Bagdá. É nesse ponto na sede da organização que vários trabalhadores realizam uma cerimônia para lembrar o pessoal que perdeu a vida na capital iraquiana.

Fonte: Vatican News

 

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