Papa na festa de Guadalupe: Maria nos anima a viver a audácia da fé e da esperança

Trata-se de uma festa muito amada pelo Papa e particularmente evocativa para os latino-americanos. A missa foi concelebrada na Basílica Vaticana por vários cardeais, bispos e arcebispos, cerca de 550 sacerdotes, colaboradores do Pontífice na Cúria Romana, entre os quais o cardeal brasileiro João Braz de Aviz.

Raimundo Lima e Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

“Maria, ‘pedagoga do Evangelho’, caminhou e cantou nosso Continente e, assim, a Guadalupana não é somente recordada como indígena, espanhola, hispana ou afro-americana. Simplesmente é latino-americana.”

Assim se expressou o Santo Padre na missa celebrada na Basílica de São Pedro na tarde desta quarta-feira, 12 de dezembro, festa de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina e Imperadora de todo o Continente Americano.

A Basílica Vaticana encontrava-se lotada de fiéis e peregrinos, muitos dos quais latino-americanos, bem como de outras partes do mundo. A Virgem de Guadalupe é também padroeira das Filipinas e sua devoção hoje tem uma grande difusão universal.

Maria, primeira “pedagoga do Evangelho”

Trata-se de uma festa muito amada pelo Papa Francisco e particularmente evocativa, naturalmente, para os latino-americanos. A missa foi concelebrada por vários cardeais, bispos e arcebispos, cerca de 550 sacerdotes, muitos deles, colaboradores do Pontífice na Cúria Romana, entre os quais o cardeal brasileiro João Braz de Aviz.

“Maria nos ensina que, na arte da missão e da esperança, não são necessárias tantas palavras nem programas, seu método é muito simples: caminhou e cantou”, disse o Santo Padre após evocar o Magnificat, através do qual Maria se torna a primeira “pedagoga do Evangelho”, e nos recorda as promessas feitas a nossos pais e “nos convida a cantar a misericórdia do Senhor”.

Caminhar e cantar

Com os dois referidos verbos, caminhar e cantar, o Papa desenvolveu a homilia da celebração evidenciando a figura da Virgem Santa nos Evangelhos e, particularmente, sua presença na vida dos povos latino-americanos.

“Caminhou ao Tepeyac para acompanhar Juan Diego e continua caminhando no Continente quando, por meio de uma imagem ou estampa, de uma vela ou de uma medalha, de um Terço ou Ave-Maria, entra numa casa, na cela de um cárcere, na sala de um hospital, num albergue de anciãos, numa escola, numa clínica de reabilitação… para dizer: ‘Não estou eu aqui, que sou tua mãe?’”

Em Seguida, falou das muitas aprendizagens que podemos obter da “escola de Maria”, na qual “aprendemos a estar em caminho para chegar aonde devemos estar: ao pés e de pé diante das muitas vidas que perderam, ou à quais roubaram, a esperança”, frisou.

Sacralidade da vida e respeito pela criação

“Na escola de Maria aprendemos a caminhar pela cidade e nos alimentamos o coração com a riqueza multicultural que habita o Continente; quando somos capazes de escutar esse coração recôndito que palpita em nossos povos e que custodia – como um pequeno fogo sob aparentes cinzas – o sentido de Deus e de sua transcendência, a sacralidade da vida, o respeito pela criação, os laços da solidariedade, a alegria da arte do bem viver e a capacidade de ser feliz e fazer festa.”

Maria caminha carregando a alegria de quem canta as maravilhas que Deus realizou com a pequenez de sua serva, disse ainda Francisco, acrescentando que “na escola de Maria aprendemos que sua vida está marcada não pelo protagonismo, mas pela capacidade de fazer com que os outros sejam protagonistas. Brinda a coragem, ensina a falar e, sobretudo, anima a viver a audácia da fé e da esperança”.

Protagonismo que não tem medo da ternura e da carícia

“Assim o fez com o indiozinho Juan Diego e com tantos outros que, saindo do anonimato, lhes deu voz, fez conhecer seu rosto e história e os fez protagonistas desta, nossa história de salvação. O Senhor não busca o aplauso egoísta ou a admiração mundana. Sua glória está em fazer seus filhos protagonistas da criação. Com coração de mãe, ela busca levantar e dignificar todos aqueles que, por diferentes razões e circunstâncias, foram imersos no abandono e no esquecimento.”

Na escola de Maria “aprendemos o protagonismo que não precisa humilhar, maltratar, desprestigiar ou zombar dos outros para sentir-se valioso ou importante; que não recorre à violência física ou psicológica para sentir-se seguro ou protegido. É o protagonismo que não tem medo da ternura e da carícia, e que sabe que seu melhor rosto é o serviço”, destacou o Papa.

Dignificar todo aquele que está caído

Em sua escola – acrescentou – “aprendemos autêntico protagonismo, dignificar todo aquele que está caído e fazê-lo com a força onipotente do amor divino, que é a força irresistível de sua promessa de misericórdia”.

“Em Maria, o Senhor desmente a tentação de dar destaque à força da intimidação e do poder, ao grito do mais forte ou do fazer-se valer baseado na mentira e na manipulação. Com Maria, o Senhor protege os crentes para que não se lhes endureça o coração e possam conhecer constantemente a renovada e renovadora força da solidariedade, capaz de escutar a batida de Deus no coração dos homens e mulheres de nossos povos.”

Filho e irmão latino-americano – foi a exortação final do Santo Padre – “sem medo, canta e caminha como fez tua Mãe”.

Fonte: Vatican News

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O pesar do Papa pela tragédia em Campinas

O Papa Francisco “convida a todos, diante deste momento de dor, a encontrar conforto e forças em Jesus Ressuscitado, pedindo a Deus para que a esperança não esmoreça nesta hora de prova e faça prevalecer o perdão e o amor sobre o ódio e a vingança”.

Cidade do Vaticano

O Papa Francisco manifestou seu pesar pela tragédia ocorrida na Catedral de Campinas, na terça-feira (11/12), depois que um atirador abriu fogo após a missa. Até o momento, cinco pessoas morreram.

“Profundamente consternado pelo dramático atentado realizado durante a celebração da Santa Missa na Catedral da Arquidiocese de Campinas, o Papa Francisco confia à misericórdia de Deus as vítimas e assegura a sua solidariedade e conforto espiritual às famílias que perderam seus entes queridos e toda a comunidade arquidiocesana, com votos de pronta recuperação dos feridos”, lê-se no telegrama assinado pelo Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin.

No texto, “o Santo Padre convida a todos, diante deste momento de dor, a encontrar conforto e forças em Jesus Ressuscitado, pedindo a Deus para que a esperança não esmoreça nesta hora de prova e faça prevalecer o perdão e o amor sobre o ódio e a vingança”.

O telegrama se conclui com a benção apostólica do Papa Francisco.

Polícia ainda investiga o caso

As cinco vítimas são: Heleno Severo Alves, Sidnei Vitor Monteiro, José Eudes Gonzaga, Cristofer Gonçalves dos Santos, Elpidio Alves Coutinho. Segundo a polícia, o atirador Euler Fernando Grandolpho se suicidou. Outras três pessoas ficaram feridas, mas já receberam alta. A Polícia ainda investiga qual teria sido a motivação do atirador para abrir fogo contra os fiéis.

O Regional Sul I da CNBB divulgou uma Nota de Solidariedade a todos os fiéis e à Cúria fazendo um apelo para depor “as armas da violência seja das mãos, seja dos corações”.

Fonte: Vatican News

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Papa: “Chamar o Pai Nosso de ‘pai’ ou ‘papai'”

Na audiência desta quarta-feira (12/12), Francisco explicou que Deus não nos quer anestesiados diante das dificuldades e sofrimentos, mas sim que elevemos ao céu as nossas necessidades, e elas se transformem num diálogo.

Cristiane Murray – Cidade do Vaticano

Continuando o ciclo de catequeses sobre o Pai-Nosso iniciado semana passada, na audiência geral desta quarta-feira (12/12), o Papa Francisco explicou aos fiéis que Jesus pôs nos lábios de seus discípulos esta oração breve e audaz; e que se não fosse Ele a ensiná-la, ninguém ousaria rezar a Deus dessa forma.

A primeira oração é o nosso pranto, ao nascermos

Falando a cerca de 7 mil pessoas na Sala Paulo VI, no Vaticano, Francisco prosseguiu:

“Composta por 7 petições, o Pai-Nosso nos convida a nos aproximar de Deus com confiança filial, sem preâmbulos nem termos solenes, simplesmente chamando-O Pai, como um filho o faz com o seu pai, dirigindo-se a Ele com intimidade e confiança, pedindo-Lhe aquilo que corresponde às nossas necessidades básicas e existenciais, como é o caso do ‘pão nosso de cada dia’”.

Isto porque – disse ainda – a oração do ‘Pai Nosso’ tem raízes na realidade concreta do homem: “A fé não é uma ‘decoração’ separada da vida, que surge apenas quando nossas necessidades estão satisfeitas, quando o ‘estômago está cheio’; mas é imbuída no homem, em todo homem que tem fome, chora, luta, sofre e se pergunta ‘por que’”.

Sendo assim, a nossa primeira oração foi o choro que acompanhou nosso primeiro respiro. Naquele pranto, de recém-nascido, anunciou-se o destino de toda a nossa vida: a nossa contínua fome e sede, a nossa busca pela felicidade.

Continuar a gritar, como o cego curado pela fé

Jesus ensina que Deus não nos quer anestesiados diante das dificuldades e sofrimentos, mas sim que elevemos ao céu as nossas necessidades, e se transformem num diálogo. “Ter fé é acostumar-se a gritar, e pedir para sermos curados, como fez o cego Bartimeu com sua invocação, mais forte do que o bom-senso”.

Com isso fica claro que a oração de petição, longe de ser uma forma inferior de diálogo com Deus, indica que Ele é um Pai cheio de compaixão e quer que Lhe falemos sem medo.

“A oração não só precede a salvação, mas de certa forma a contém, porque liberta do desespero de quem não crê numa saída, diante de tantas situações insuportáveis. Por isso, podemos lhe contar tudo, inclusive as coisas que em nossa vida permanecem distorcidas e incompreensíveis”.

“ Ele nos prometeu ficar conosco para sempre, até o último dos dias que passaremos nesta terra ”

O Papa Francisco encerrou a sua catequese pedindo que ao rezar o ‘Pai Nosso’, iniciemos chamando-o ‘Pai’ ou simplesmente ‘papai’.

Veja um trecho da catequese do Santo Padre:
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Papa Francisco: nomeação e transferência para o Brasil

Mons. Carlos José de Oliveira foi nomeado Bispo da Diocese de Apucarana (PR) e dom José Eudes Campos do Nascimento foi transferido para a Diocese de São João del Rei (MG).

Cidade do Vaticano

O Papa Francisco nomeou Bispo da Diocese de Apucarana (PR), nesta quarta-feira (12/12), o mons. Carlos José de Oliveira, do clero da Arquidiocese de Botucatu (SP), até agora vigário-geral e pároco do Santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Lençóis Paulista (SP).

Mons. Carlos nasceu em 17 de outubro de 1967, em Botucatu. Estudou Filosofia e Teologia na Pontifícia Faculdade Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo. Em 1996, obteve o Mestrado em Teologia Moral na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, e o Doutorado em Teologia Dogmática na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, em 2016.

Em 4 de outubro de 1992, foi ordenado sacerdote, incardinando-se na Diocese de Mogi das Cruzes (SP), na qual desempenhou os seguintes cargos: administrador paroquial de Nossa Senhora da Paz, em Mogi da Cruzes (1992-1994), reitor do Seminário Propedêutico (1992-1994), coordenador da Pastoral Vocacional 1992-1994), e secretário do Conselho Presbiteral (1992-1994).

Em 1996, foi incardinado em Botucatu, onde exerceu as seguintes funções: assessor arquidiocesano da Pastoral Familiar (1997-1999 e 2002-2007), responsável da informação arquidiocesana (1999-2005), coordenador arquidiocesano da Pastoral (2001-2009); secretário executivo de pastoral da Província Eclesiástica de Botucatu (2003-2005), coordenador do II Congresso Eucarístico Arquidiocesano (2008), coordenador do Conselho Presbiteral (2001-2007), membro do Conselho de Formação (desde 2001), e professor do Instituto Teológico da Faculdade João Paulo II da Província Eclesiástica de Botucatu, com sede em Marília (desde 1997).

Em 4 de outubro de 2007, foi incluído entre os Capelães de Sua Santidade.

Atualmente, é vigário-geral (desde 2016), pároco e reitor do Santuário Nossa Senhora da Piedade, em Lençóis Paulista (desde 1996), membro do Conselho Presbiteral e do Colégio de Consultores.

O Bispo da Diocese de Leopoldina (MG), dom José Eudes Campos do Nascimento, foi transferido para a Diocese de São João del Rei (MG), nesta quarta-feira (12/12).

Dom José Eudes nasceu em 30 de abril de 1966, em Barbacena (MG), na Arquidiocese de Mariana (MG). Estudou Filosofia no Instituto de Filosofia dos Padres Salesianos em São João del Rei (1988) e no Instituto de Filosofia Santo Tomás de Aquino, em Belo Horizonte (1989-1990). Estudou Teologia no Seminário Maior São José da Arquidiocese de Mariana (1991-1994).

Foi ordenado sacerdote em 22 de abril de 1995, e incardinado na Arquidiocese de Mariana, na qual desempenhou os seguintes cargos: vigário-paroquial de Nossa Senhora da Conceição, em Congonhas (MG), pároco das Paróquias de São Gonçalo do Amarante, em Catas Altas da Noruega (MG), de Nossa Senhora do Rosário, em Rio Pomba (MG), e de Santa Efigênia, em Ouro Preto (MG), assessor arquidiocesano da Pastoral da Juventude, diretor espiritual do Seminário Maior, membro do Conselho Presbiteral e do Colégio de Consultores, representante dos presbíteros da arquidiocese nos organismos eclesiais regionais e nacionais, e vigário episcopal.

Em 27 de junho de 2012, foi nomeado Bispo de Leopoldina, recebendo a ordenação episcopal em 15 de setembro do mesmo ano.

Fonte: Vatican News

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Detalhes sobre a imagem da Virgem de Guadalupe que intrigam cientistas

Todo ano, no dia 12 de dezembro, a Igreja Católica celebra a Festa de Nossa Senhora de Guadalupe. Nesse dia em 1531, a Virgem Maria apareceu a um indígena de 57 anos chamado Juan Diego. A história da “tilma” em que a imagem da Virgem apareceu é conhecida, o que ainda é desconhecido para a ciência é como ela foi feita.

Em um de seus encontros, a Virgem Maria pediu a Juan Diego que recolhesse na “tilma” dele –um tecido muito singelo – rosas de Castilla que tinham florescido, apesar do inverno, para que as apresentasse ao Arcebispo do México, Dom Juan de Zumárraga, como prova das aparições.

Quando Juan Diego desdobrou a “tilma” com as rosas diante do Prelado, sobre ela estava impressa a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Nos sete anos seguintes, mais de 9 milhões de astecas se converteram ao cristianismo. Juan Diego foi proclamado santo por São João Paulo II em 2002, na sua última visita ao México.

A seguir, quatro fatos realmente impressionantes sobre a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe que ainda intrigam a ciência:

1. Ela possui qualidades que são impossíveis de replicar humanamente

Feita principalmente de fibras de cacto, a “tilma” era tipicamente de muito baixa qualidade e tinha uma superfície áspera, tornando-a muito difícil de usar, ainda mais para pintar sobre ela uma imagem que perdurasse. Entretanto, a imagem ainda se conserva intacta e os cientistas que a estudaram insistem que não se utilizou nenhuma técnica para adequar a superfície.

A superfície onde a imagem está “estampada”, no entanto, é muito suave, assemelhando-se à seda. A parte onde a imagem não está segue sendo áspera e tosca.

Mais ainda. Os peritos em fotografia infravermelha que estudaram a “tilma” no final da década de 1970 determinaram que não havia traços de pincel, dando como resultado uma imagem que foi plasmada toda ao mesmo tempo.

Isto, junto com uma qualidade iridescente de mudar ligeiramente de cores dependendo do ângulo que uma pessoa a veja e o fato de que a coloração da imagem não demonstra elementos animais ou minerais (os corantes sintéticos não existiam em 1531), o que gera ainda mais perguntas aparentemente impossíveis de responder. Isso é impressionante.

2. A ciência demonstrou que não se trata de uma pintura

Uma das primeiras coisas que dizem os céticos sobre a imagem é que de alguma forma houve uma fraude e que a imagem foi pintada com uma técnica conhecida naquela época, mas desconhecida hoje em dia. O fato é que há séculos ninguém conseguiu replicar uma imagem com as propriedades deste manto, começando pelo fato de que perdure tanto tempo, quase 500 anos, sem descolorir.

Miguel Cabrera, artista do século XVIII que produziu três das melhores cópias já conhecidas (uma para o arcebispo, uma para o Papa e uma para ele para futuras réplicas), escreveu certa vez sobre a enorme dificuldade de recriar a imagem mesmo sobre as melhores superfícies. Outro fato que impressiona.

3. O manto mostrou características surpreendentemente parecidas com as de um corpo humano

Em 1979, quando o Dr. Phillip Callahan, um biofísico da Universidade da Flórida (Estados Unidos), estava analisando a “tilma” usando tecnologia infravermelha, descobriu que a malha mantém uma temperatura constante de entre 36,6 e 37 graus Celsius, a temperatura normal de uma pessoa viva.

Quando o Dr. Carlos Fernández de Castillo, médico mexicano, examinou o tecido, encontrou uma flor de quatro pétalas sobre o ventre da Maria. Os astecas chamavam a flor de “Nahui Ollin” e era o símbolo do sol e da plenitude.

Depois de mais exames, o Dr. Fernández de Castillo concluiu que as dimensões do corpo de Nossa Senhora na imagem eram os de uma mãe por dar à luz em pouquíssimo tempo. E como se sabe, 12 de dezembro, dia da aparição está muito perto do Natal.

Finalmente, uma das atribuições mais comuns e descobertas reportadas estão dentro dos olhos da Virgem na imagem.

O Dr. José Alte Tonsmann, um oftalmologista peruano, estudou os olhos da imagem da Virgem com uma magnificação de 2.500 vezes e foi capaz de identificar até 13 indivíduos em ambos os olhos em diferentes proporções, exatamente como um olho humano refletiria uma imagem.

Parecia ser uma captura do momento exato em que Juan Diego desdobrou a “tilma” perante o Arcebispo Zumárraga. Isso é surpreendente.

4. Parece ser virtualmente indestrutível

Dois eventos ameaçaram o manto através dos séculos. Um deles ocorreu em 1785 e o outro em 1921.

Em 1785, um trabalhador estava limpando a proteção de vidro quando acidentalmente derramou solvente de ácido nítrico sobre uma grande parte da imagem. A imagem e o resto do manto deveria ser quase instantaneamente corroído pelo ácido, mas não foi assim. A imagem “autorrestaurou-se” após 30 dias e permanece intacta até hoje, com apenas pequenas manchas e em lugares onde a imagem não está plasmada.

Em 1921, um ativista anticlerical escondeu 29 cargas de dinamite em um vaso de rosas e o pôs diante da imagem dentro da Basílica de Guadalupe.

Quando a bomba explodiu, quase tudo, desde o piso até o genuflexório de mármore voou pelos ares. A destruição alcançou inclusive as janelas a 150 metros de distância e os candelabros de metal que estavam ao lado da Virgem ficaram retorcidos pela força do impacto.

Entretanto a imagem e o vidro ao seu redor, que não era a prova de bala, permaneceram totalmente intactos. Um pesado crucifixo de bronze, que terminou completamente dobrado para trás, evidencia a força das dinamites que deveriam ter estilhaçado o vidro e repartido o manto por completo.

Outros detalhes do manto ainda chamam a atenção de cientistas e fiéis como os seguintes:

O cabelo solto da Virgem, símbolo asteca para a virgindade.

As mãos, uma mais morena e a outra mais branca, mostram a união de duas raças.

As 46 estrelas do manto mostram exatamente as constelações vistas no céu daquela noite em 1531.

Os raios, que simbolizavam para os astecas o brilho do sol, a maior divindade desta cultura, os quais se intensificam no ventre da imagem, onde Maria carrega o menino.

A lua sob seus pés, que além de evocar a imagem do Apocalipse da Mulher vestida de sol com a lua sob seus pés, evoca o próprio nome do México, que em língua asteca significa “centro da lua”.

Finalmente, o anjo representado com asas de pássaros típicos daquela região do México simboliza a junção entre a terra e o céu.

Fonte: ACI Digital

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Igreja celebra neste dia 12 de dezembro Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América

“Não se perturbe teu rosto, teu coração… Não estou eu aqui, tua Mãe?”, disse a Virgem de Guadalupe ao aflito Juan Diego em 12 de dezembro de 1531. Ela, a Padroeira da América e do México, quis deixar sua imagem desde esse dia em uma singela “tilma” como sinal do amor de Deus para com os crentes e não crentes.

Somente dez anos depois da conquista do México, os missionários tinham pouco êxito na evangelização e conversão dos novos povos, em grande parte pelo mau exemplo dos que, chamando-se cristãos, abusavam dos nativos.

Em 9 de dezembro de 1531, a Virgem apareceu a um humilde índio convertido ao cristianismo, chamado Juan Diego, em um lugar denominado Tepeyac. Maria se apresentou como “a perfeita sempre Virgem Santa Maria, Mãe do verdadeiro Deus”.

A Rainha do Céu lhe encomendou que, em seu nome, pedisse ao Bispo, o franciscano Juan de Zumárraga, a construção de uma Igreja no lugar da aparição.

O Bispo não aceitou a ideia e a Virgem pediu a Juan Diego que insistisse. No dia seguinte, ele voltou a encontrar o Prelado, que o examinou na doutrina cristã e lhe pediu provas objetivas do prodígio.

Na terça-feira, 12 de dezembro, a Virgem apareceu e consolou Juan Diego, dizendo: “Não tema…”,  porque seu tio já estava curado. Logo, convidou-o a subir ao topo da colina de Tepeyac para colher algumas flores e trazê-las para Ela.

Apesar da estação de inverno e da aridez do lugar, São Juan Diego encontrou flores muito belas e colocou-as em sua “tilma”. A Virgem, então, mandou que ele as apresentasse ao Bispo.

Estando na frente do Prelado, o santo abriu sua “tilma” e deixou cair as flores. Na manta apareceu a imagem da Virgem de Guadalupe. O Bispo e os demais presentes caíram de joelhos com grande assombro. Em seguida, o Bispo pediu perdão.

No dia seguinte, foram ao monte Tepeyac, onde imediatamente as pessoas se ofereceram para elevar o templo. Juan Diego pediu permissão e foi pressurosamente ver seu tio Juan Bernardino, que tinha estado com a saúde muito debilitada. Ao chegar, viu que seu parente estava recuperado.

Fonte: Cléofas

Ali, Juan Diego lhe contou o acontecido e o tio respondeu dizendo que a Virgem também lhe tinha aparecido e que havia pedido que contasse ao Bispo sobre sua cura.

Com o manto, a Virgem trouxe reconciliação entre nativos e espanhóis porque, com os símbolos que ali apareciam, as duas culturas podiam entender perfeitamente a mensagem do Céu. Do mesmo modo, ajudou-lhes a compreender que a fé cristã não é propriedade de ninguém, a não ser um dom de amor para todos.

Nos 7 anos depois das aparições, houve uma conversão de 8 milhões de nativos – o que representa uma média de 3 mil homens por dia e que faz recordar a pregação de São Pedro no dia do Pentecostes, no qual também se converteram 3 mil homens.

A cada ano, aproximam-se da venerada imagem cerca de 20 milhões de fiéis e, no dia de sua festa, calcula-se que quase três milhões vão ao santuário.

“Quero muito, ardo de desejo de que aqui tenham a bondade de construir-me um pequeno templo, para ali O revelar a vocês, engrandecendo-O e entregar vocês a Ele, a Ele que é todo o meu amor, a Ele que é meu olhar compassivo, Àquele que é meu auxílio, Àquele que é minha salvação”, disse a Virgem do Guadalupe a São Juan Diego.

“Porque em verdade, tenho a honra de ser a mãe misericordiosa de todos vocês; tua e de todos os povos aqui nesta terra unidos e dos demais diferentes homens, que me amam, os que a mim clamam, os que me buscam, os que me honram confiando em minha intercessão. Porque ali estarei sempre disposta a escutar seu pranto, sua tristeza, para purificar, para curar todas as suas variadas misérias, suas penas, suas dores”, acrescentou a Mãe das Américas.

Fonte: ACI Digital

Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por nós!

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Papa: colocar os direitos humanos no centro de todas as políticas

“Enquanto uma parte da humanidade vive na riqueza, outra parte vê sua própria dignidade renegada, desprezada ou pisoteada e seus direitos fundamentais ignorados ou violados”, ressalta Francisco.

Mariangela Jaguraba – Cidade do Vaticano

O Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes da Conferência Internacional sobre o tema “Os direitos humanos no mundo atual: conquistas, omissões e negações” que teve início, nesta segunda-feira (10/12), na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, promovida pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral e essa instituição acadêmica.

O encontro de dois dias realiza-se por ocasião dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, celebrados nesta segunda-feira, e do 25º aniversário da Declaração e Programa de Ação de Viena para a tutela dos direitos humanos no mundo.

Igual dignidade de cada pessoa humana

“Através desses dois documentos, a família das Nações reconhece a igual dignidade de cada pessoa humana, da qual derivam direitos e liberdades fundamentais que, arraigados na natureza da pessoa humana, unidade inseparável de corpo e alma, são universais, indivisíveis, interdependentes e inter-relacionados. Ao mesmo tempo, a Declaração de 1948 reconhece que “o indivíduo tem deveres para com a comunidade na qual é possível o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade”.

Neste ano “em que se celebram os aniversários significativos desses instrumentos jurídicos internacionais”, o Papa afirma que é “oportuna uma reflexão profunda sobre o fundamento e o respeito dos direitos humanos no mundo atual”, esperando que dessa reflexão “possa surgir um compromisso renovado em favor da defesa da dignidade humana, com uma atenção especial aos membros vulneráveis da comunidade”.

Visões antropológicas redutivas

“Observando com atenção as nossas sociedades contemporâneas, verificam-se muitas contradições que levam a nos perguntar se realmente a igual dignidade de todos os seres humanos, proclamada solenemente 70 anos atrás, é reconhecida, respeitada, protegida e promovida em toda circunstância.”

“ Hoje, persistem no mundo várias formas de injustiça, alimentadas por visões antropológicas redutivas e por um modelo econômico baseado no lucro, que não hesita em explorar, descartar e até mesmo matar o ser humano. Enquanto uma parte da humanidade vive na riqueza, outra parte vê sua própria dignidade renegada, desprezada ou pisoteada e seus direitos fundamentais ignorados ou violados. ”

“Penso nos nascituros aos quais são negados o direito de vir ao mundo, naqueles que não têm acesso aos meios indispensáveis para uma vida digna, nos que são excluídos de uma educação adequada, naqueles que são injustamente privados do trabalho ou forçados a trabalhar como escravos, nos que estão detidos em condições desumanas, nos que sofrem torturas ou não têm a possibilidade de se redimir, nas vítimas de desaparecimentos forçados e suas famílias.”

Suspeita e desprezo

O Papa recorda também as pessoas “que vivem num clima dominado por suspeita e desprezo, que são alvos de intolerância, discriminação e violência por causa de sua pertença racial, étnica, nacional e religiosa”.

Lembra “os que sofrem múltiplas violações de seus direitos fundamentais no contexto trágico dos conflitos armados, enquanto negociantes de morte sem escrúpulos se enriquecem com o preço do sangue de seus irmãos e irmãs”.

Coragem e determinação

Segundo o Pontífice, somos chamados em causa diante desses fenômenos graves. “Quando os direitos fundamentais são violados, ou quando se privilegiam alguns em detrimento de outros, ou quando os direitos são garantidos somente a determinados grupos, ocorrem injustiças graves que por sua vez alimentam conflitos com consequências sérias dentro das nações e em suas relações.”

“ Cada um é chamado a colaborar com coragem e determinação, na especificidade de sua função, em prol do respeito dos direitos fundamentais de cada pessoa, especialmente as “invisíveis”: aquelas que têm fome e sede, que estão nuas, doentes, estrangeiras ou detidas, que vivem às margens da sociedade ou são descartadas. ”

“Essa exigência de justiça e solidariedade tem um significado especial para nós cristãos, pois o Evangelho nos convida a voltar o olhar aos nossos irmãos e irmãs, a nos mover pela compaixão e nos comprometer concretamente para aliviar seus sofrimentos.”

Despertar as consciências

O Papa faz um apelo aos responsáveis de instituições, pedindo-lhes para que coloquem “os direitos humanos no centro de todas as políticas, incluindo as de cooperação ao desenvolvimento, mesmo se isso significa caminhar contracorrente”.

Francisco espera que esses de reflexão na Pontifícia Universidade Gregoriana possam “despertar as consciências e estimular iniciativas voltadas a tutelar e promover a dignidade humana”.

Fonte: Vatican News

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Papa: assim como os mártires, deixar-se consolar por Deus

Na missa na capela da Casa Santa Marta, o Papa falou da consolação e fez referência aos mártires de hoje, como os coptas assassinados na praia da Líbia.

Debora Donnini – Cidade do Vaticano

O Senhor nos consola com a ternura, assim como fazem as mães que acariciam seus filhos quando choram. Foi o que disse o Papa Francisco na homilia da Missa celebrada esta manhã (11/12) na capela da Casa Santa Marta, exortando a deixar-se consolar por Deus sem opor resistência.

Ouça a reportagem com a voz do Papa Francisco:

Não opor resistência à consolação

A Primeira Leitura extraída do Livro do Profeta Isaías (Is 40,1-11), de fato, é justamente um convite à consolação: “Consolai, consolai o meu povo – diz o vosso Deus”, porque “a expiação de suas culpas foi cumprida”. Trata-se, portanto, da “consolação da salvação”, evidenciou o Papa, da boa notícia que “fomos salvos”. Cristo Ressuscitado, naqueles 40 dias, faz justamente isso com os seus discípulos: consolar.

Mas “nós não queremos arriscar” e “opomos resistência à consolação”, como se “estivéssemos mais seguros nas águas turbulentas dos problemas”. “Nós estamos presos a este pessimismo espiritual”, disse o Papa.

Ternura: palavra cancelada do dicionário

Francisco citou as crianças que, nas audiências públicas, gritam e choram porque, vendo-o vestido de branco, pensam que ele seja o médico ou o enfermeiro pronto a dar uma injeção. Também nós somos um pouco assim, mas o Senhor diz: “Consolai, consolai o meu povo”.

E como consola, o Senhor? Com a ternura. É uma linguagem que os profetas de desventuras não conhecem: a ternura. É uma palavra cancelada por todos os vícios que nos afastam do Senhor: vícios clericais, vícios dos cristãos que não querem se mexer, mornos … A ternura dá medo. “Eis que o Senhor Deus vem com a conquista, eis à sua frente a vitória”: assim se conclui o trecho de Isaías. “Como um pastor, ele apascenta o rebanho, reúne, com a força dos braços, os cordeiros e carrega-os ao colo; ele mesmo tange as ovelhas-mães”. Este é o modo de consolar do Senhor: com a ternura. As mães, quando o filho chora, o acariciam e o tranquilizam com a ternura: uma palavra que o mundo de hoje, de fato, cancelou do dicionário. Ternura.

A consolação no momento do martírio

O Senhor convida a deixar-se consolar por Ele e isso ajuda também na preparação para o Natal. E hoje, na oração da coleta, recordou o Papa, pedimos a graça de uma sincera exultação, desta alegria simples, mas sincera:

E, pelo contrário, eu diria que o estado habitual do cristão deve ser a consolação. Também nos momentos difíceis: os mártires entravam no Coliseu cantando; os mártires de hoje – penso nos trabalhadores coptas na praia da Líbia, degolados – morriam dizendo “Jesus, Jesus!”: há uma consolação, dentro; uma alegria também no momento do martírio. O estado habitual do cristão deve ser a consolação, que não é a mesma coisa que o otimismo, não: o otimismo é outra coisa. Mas a consolação, aquela base positiva … Fala-se de pessoas luminosas, positivas: a positividade, a luminosidade do cristão é a consolação.

O Senhor bate à nossa porta com o carinho

Nos momentos em que se sofre, não se sente a consolação, mas um cristão não pode perder a paz “porque é um dom do Senhor” que a oferece a todos, inclusive nos momentos mais difíceis.

O convite do Papa, portanto, é pedir ao Senhor nesta semana de preparação ao Natal para não ter medo e deixar-se consolar por Ele, fazendo referência também ao Evangelho de hoje (Mt 18,12-14):

Que também eu me prepare para o Natal pelo menos com a paz: a paz do coração, a paz da Tua presença, a paz que os Teus carinhos dão”. “Mas eu sou pecador …” – sim, mas o que nos diz o Evangelho de hoje? Que o Senhor consola como o pastor; se perde um dos seus, vai procurá-lo, como aquele homem que tinha 100 ovelhas e uma delas se perdeu: vai procurá-la. Assim faz o Senhor com cada um de nós. Eu não quero a paz, eu resisto à paz, eu resisto à consolação… mas Ele está à porta. Ele bate para que nós abramos o coração para deixar-nos consolar e para deixar-nos ficar em paz. E o faz com suavidade: bate à porta com os carinhos.

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Calendário das celebrações litúrgicas do Papa no Tempo de Natal

Entre as atividades do Papa ainda em 2018, a Missa de Natal, a Bênção Urbi et Orbi e as Primeiras Vésperas com o canto do Te Deum

Cidade do Vaticano

O Mestre das Cerimônias Litúrgicas do Sumo Pontífice, Mons. Guido Marini, publicou na manhã desta segunda-feira (10/12) o Calendário das Celebrações que o Papa Francisco presidirá no Tempo de Natal 2018-2019.

O Vatican News irá transmitir todas as celebrações, com comentários em português. (Para saber o horário no Brasil, diminuir 3 horas da hora indicada no início de cada cerimônia, conforme elencado abaixo):

Segunda-feira, 24 de dezembro às 21h30, a Missa da Solenidade do Natal do Senhor na Basílica de São Pedro, Missa do Galo.

Terça-feira, dia 25, Festa do Natal: às 12 horas o Papa dirige da sacada central da Basílica de São Pedro sua mensagem de Natal ao mundo e concede a Bênção Urbi et Orbi.

Na segunda-feira, 31 de dezembro, às 17 horas, o Papa preside na Basílica de São Pedro as Primeiras Vésperas, com a exposição do Santíssimo Sacramento, o tradicional canto do Te Deum em agradecimento pelo ano que termina e a bênção eucarística.

Na terça-feira, 1º de janeiro de 2019, às 10 horas, o Papa preside a Santa Missa na Basílica de São Pedro na Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus e no 52º Dia Mundial da Paz sobre o tema “A boa política está a serviço da paz”.

Por fim no domingo, 6 de janeiro, Solenidade da Epifania, o Papa preside a celebração da Santa Missa às 10 horas na Basílica de São Pedro.

Fonte: Vatican News

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Papa Francisco: preparar-se para o Natal com a coragem da fé

Na homilia da missa matutina, o Papa Francisco exortou a viver a segunda semana do Advento pedindo a graça de nos preparar com fé ao Natal.

Benedetta Capelli – Cidade do Vaticano

Celebrar o Natal com verdadeira fé. Este foi o convite do Papa Francisco na homilia da Missa na Casa Santa Marta (10/12), na qual comentou o episódio do Evangelho do dia, que narra a cura de um paralítico. Foi a ocasião para o Papa reiterar que a fé infunde coragem e é o caminho para tocar o coração de Jesus.

Pedimos a fé no mistério de Deus feito homem. A fé também hoje, no Evangelho, mostra como toca o coração do Senhor. O Senhor muitas vezes fala a respeito da catequese sobre a fé, insiste. “Vendo-lhes a fé”, diz o Evangelho. Jesus viu aquela fé – porque é necessário coragem para fazer um buraco no telhado e descer o leito com o doente ali… precisa de coragem. Aquela coragem, aquelas pessoas tinham fé! Eles sabiam que se o doente fosse levado diante de Jesus, ele seria curado.

O Natal não se celebra de modo mundano

Francisco recordou que “Jesus admira a fé nas pessoas”, como no caso do centurião que pede a cura para seu servo; da mulher sírio-fenícia que intercede pela filha possuída pelo demônio ou também da senhora que, somente tocando a barra da veste de Jesus, se cura das perdas de sangue que a afligiam. Mas “Jesus – acrescentou o Papa – repreende as pessoas de pouca fé”, como Pedro que duvida. “Com a fé – continuou – tudo é possível”.

Hoje pedimos esta graça: nesta segunda semana do Advento, nos preparar com fé para celebrar o Natal. É verdade que o Natal – todos o sabemos – muitas vezes se celebra não com muita fé, se celebra também mundanamente ou de modo pagão; mas o Senhor nos pede que o façamos com fé e nós, neste semana, devemos pedir esta graça: poder celebrá-lo com fé. Não é fácil custodiar a fé, não é fácil defender a fé: não é fácil.

O ato de fé com o coração

Para o Papa, é emblemático o episódio da cura do cego no capítulo IX de João, o seu ato de fé diante de Jesus que reconhece como o Messias. Francisco então exorta a confiar a nossa fé em Deus, defendendo-a das tentações do mundo:

Hoje, e também amanhã e durante a semana, nos fará bem pegar este capítulo IX de João e ler esta história tão bonita do jovem cego desde o nascimento. E concluir do nosso coração com o ato de fé: “Creio, Senhor. Ajuda minha pouca fé. Defende a minha fé da mundanidade, das superstições, das coisas que não são fé. Defende-a de reduzi-la a teorias, sejam elas ‘teologizantes’ ou moralistas … não. Fé em Ti, Senhor”.

Veja um trecho da homilia do Santo Padre:

Fonte: Vatican News

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