Para a construção de um Brasil melhor, bispo diz que é preciso critérios éticos

Em seu artigo “Critério de ação”, o arcebispo de Uberaba (MG) dom Paulo Mendes Peixoto, diz que as pessoas humanas são as construtoras dos ambientes de convivência. O bispo afirma que com muita sabedoria e capacidade, elas conseguem criar as bases de sustentação para a vida, seja humana, como também animal e vegetal. “Atualmente esse caminho de construção conta com o avanço da tecnologia em alta escala, podendo contribuir, de forma impressionante e saudável, com uma realidade confortável”, diz.

Em um olhar mais bíblico, dom Paulo salienta que a ressurreição de Jesus Cristo possibilitou aos apóstolos realizar determinados critérios de ação. Convenceram-se do compromisso que o Mestre lhes tinha confiado. “Eles deveriam anunciar, com testemunho pessoal, a Palavra de um Deus vivo e presente na comunidade dos primeiros cristãos. E foram testemunhas oculares das aparições de Jesus ressuscitado”, considera.

Dom Paulo admite que outro critério de ação dos apóstolos, e dos cristãos de hoje, está firmado no amor com que são assumidos os trabalhos para o bem das pessoas. Para ele, isto constituiu a prática de Jesus, incutida na vida de seus seguidores, que deve prosseguir na história das pessoas. “A vivência do amor tem como exigência fundamental a realização da justiça, fortalecida pela caridade e os bons propósitos”, diz.

Para a construção de um Brasil melhor, o arcebispo reconhece que é preciso um itinerário marcado pelos critérios éticos da responsabilidade. Ele diz que mesmo estando conscientes da existência de uma cultura econômica de concentração, é fundamental proclamar a possibilidade de uma história diferente, de mais partilha e diminuição da grande distância entre os ricos e os pobres.

Jesus, segundo ele, veio proclamar uma realidade nova, falando de ‘novo céu e nova terra’: “É como a recriação de uma nação diferente, onde cada pessoa humana é valorizada na sua dignidade”, aponta. Mas isso não está acontecendo, de acordo com ele, porque há tantas pessoas vitimadas pelo progresso, que deveria dar mais condições de vida digna para os cidadãos e cita o caso dos desastres de Mariana e Brumadinho, da Vale.

Os sofrimentos de Jesus Cristo, acontecidos principalmente na realidade da Paixão e vivenciados na Semana Santa, ainda conforme dom Paulo continuam presentes na vida de muita gente dos novos tempos. “Sofrimentos que atingem comunidades inteiras, deixando a marca da indignação, porque, em muitos casos, são frutos de administração irresponsável, sem critério de ação que levasse em conta o direito das pessoas”, finalizou.

Fonte: CNBB

 

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