Primeiro Observatório de Bioética da Igreja no Brasil contribuirá com pesquisas sobre a vida

O objetivo é reunir dados coletados para contribuir com os debates da sociedade.

Elisa Ventura – Cidade do Vaticano 

A igreja do Brasil lança nesta quarta-feira, no Rio Grande do Sul, o primeiro Observatório de Bioética, organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), para promover pesquisas com temas ligados à vida, em parceria com universidades e outras entidades gaúchas. O lançamento será realizado às 19h, no auditório da Casa de Retiros, em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.

Entre os assuntos a serem abordados pelo observatório estão o aborto, manipulação genética e experimentação com fetos. O mapeamento da vulnerabilidade humana será a partir de três eixos: início da vida, final da vida e políticas públicas. O objetivo é reunir dados coletados por meio de pesquisas científicas, que contribuam com os debates da sociedade, como a Audiência Pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal, em agosto deste ano, sobre a descriminalização do aborto.

Segundo o bispo da Diocese do Rio Grande do Sul e idealizador do Observatório, Dom Ricardo Hoepers, a iniciativa vai possibilitar a ampliação das pesquisas que são realizadas atualmente ao promover novas demandas e novas metodologias. Além das universidades, a intenção é expandir a participação também da área social, por meio da Pastoral Familiar.

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Fonte: Vatican News

Parceria multidisciplinar

O Observatório será abastecido com pesquisas na área da saúde realizadas por meio de parcerias com universidades de todo o Estado, católicas e não católicas: PUCRS – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, de Porto Alegre; Universidade Franciscana, de Santa Maria, Universidade Católica de Pelotas (UCPel); Faculdade Meridional (IMED), Faculdade Especializada na Área da Saúde do Rio Grande do Sul (FASURGS), Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Universidade Passo Fundo (UPF), Instituto de Teologia Pastoral (ITEPA), Hospital da Cidade e Hospital São Vicente de Paulo, todos de Passo Fundo.

Nos três eixos que serão trabalhados pelo Observatório estão temas como aborto, manipulação genética, esterilização, procriação responsável, experimentação com fetos, eugenia (início da vida); eutanásia, cuidados paliativos, terapia intensiva (final da vida); e direito à saúde, doenças crônicas, distribuição de recursos, conselhos de saúde, comitês de ética, prevenção (políticas pública). O primeiro retorno sobre as pesquisas deve ocorrer em seis meses, no final do primeiro semestre de 2019, a partir dos estudos que já estão em andamento nas universidades.

Mais de 50 membros, formados em Medicina, Direito, Enfermagem , Teologia, Psicologia, Filosofia e Pedagogia, participarão da iniciativa. Um segundo passo da organização será expandir a participação e incluir, além das universidades (pesquisa, ensino e extensão), a área social, por meio da Pastoral Familiar, elegendo um casal de cada diocese da região do Estado para organizar uma agenda anual de eventos em promoção e defesa da vida.

Sobre o assunto, a CNBB publicou, pela Coleção Estudos, o nº 98 cujo título é “Questões de Bioética”.

Site do projeto: http://observatoriodebioetica.ucpel.edu.br/

Fonte: CNBB

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