Jesus Cristo é Deus?

Olá!

Jesus Cristo é Deus?

Se você respondeu “sim”, então prove!

Parece difícil? Então, vou dar uma pista: qual a celebração litúrgica mais importante do ano para nós, católicos? Se você respondeu que é o Natal… bem, precisamos esclarecer algumas coisinhas.

No Natal celebramos o nascimento de Jesus, ou seja, o início de sua vida no meio de nós, um tempo de graça. E apesar da imensa riqueza que esse tempo nos deixou, com muitos ensinamentos, muitos dons, muitas curas, muitos milagres, não são esses sinais que provam a divindade do Cristo. Afinal, Ele delegou tudo isso aos apóstolos e nem por isso eles se tornaram deuses. A prova definitiva de quem é Jesus não é propriamente sua vida, mas o que aconteceu depois de sua morte.

Estamos falando de sua ressurreição. E como nos ensina o apóstolo Paulo: “… se Cristo não ressuscitou, nossa pregação é vazia e também é vazia a fé que vocês têm” (1Cor 15,14). Nós acreditamos que Jesus é Deus por causa de sua ressurreição, que é então o fato mais importante para nós, mais que seu nascimento.

E quando é que celebramos liturgicamente a ressurreição de Cristo? Agora está fácil, não é? Que bom que você respondeu “na Páscoa”. E melhor ainda se você respondeu “na Vigília Pascal”.

A palavra “vigília” tem significado geral de espera em alerta; para nós, católicos, é um momento de preparação em oração que antecede uma celebração importante. Mas a Vigília Pascal é mais que isso. A Vigília Pascal é a noite da ressurreição do Senhor!

Ela é celebrada na noite da véspera do Domingo da Páscoa. Apesar do calendário civil indicar um sábado, liturgicamente já não é mais o Sábado Santo, dia da sepultura do Senhor, quando não há qualquer celebração. Ao amanhecer do domingo, quando as mulheres chegaram no sepulcro, o corpo de Jesus já não estava lá, já havia ressuscitado, como anunciaram os anjos (dois, como ouvimos no Evangelho segundo Lucas, proclamado neste Ano C). É por isso que a Vigília Pascal é celebrada a partir do anoitecer de sábado e antes do amanhecer de domingo.

Esta sim é nossa celebração mais importante e, para mim, a mais bela. Inicia-se com a “Celebração da Luz”, com a bênção do fogo novo e a preparação do Círio Pascal, aquela vela majestosa que simboliza a luz de Cristo. O fogo abençoado, que irá acender o Círio Pascal, também deve acender em nós o desejo por nossa própria ressurreição. Mas, para isso, nossa vida precisa ser iluminada pela luz de Cristo; daí o sentido do acendimento de nossas velas a partir da chama do Círio Pascal, à medida que entramos na igreja (templo), querendo significar que através da Igreja (corpo místico de Cristo) subiremos ao altar do Senhor para participar de sua glória eterna, manifestada na Proclamação da Páscoa, o “Exulte”, canto que conclui a Celebração da Luz.

Na sequência, vem a Liturgia da Palavra, “um pouco” mais extensa que nas missas dominicais, ocasião em que recordamos a história da salvação do povo escolhido por Deus, que tem seu ápice na ressurreição de nosso Salvador. As leituras próprias dessa liturgia concluem a catequese catecumenal, ou seja, a preparação daqueles que poderão receber o sacramento do Batismo nessa celebração, momento que aproveitamos para renovar nossas promessas batismais. Após a Liturgia Batismal, segue-se a Liturgia Eucarística, como de costume, concluindo a celebração da Vigília Pascal.

Com a aurora do domingo, inicia-se o Tempo Pascal, quando “caiu a ficha” para os apóstolos e eles puderam compreender melhor a divindade e os ensinamentos de Jesus, e que também nós devemos aproveitar para aprofundar nossa fé.

Luiz Villela
“in viam pacis”

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© Copyright Arquidiocese de Uberaba. Feito com por
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