Maio: mês das Mães

Minha admiração pelo mês de maio vem da infância, pois era um mês de muita alegria por ser o mês de Nossa Senhora.  Em Cruzeiro da Fortaleza, cidade onde vivi até a adolescência, comemora-se durante todo esse mês a Festa de Nossa Senhora de Fátima, e para nós, crianças, era motivo de muita expectativa, pois a pequena cidade ficava toda diferente e movimentada nessa época.  Além disso, também comemorávamos o Dia das Mães sempre em família e com a casa cheia. E assim foi por muitos anos.

No ano de 2021, meu sentimento pelo Dia das Mães foi um pouco diferente. No final de 2020, eu e meu marido, Antonio (Badu) estávamos grávidos, mas passamos por algumas intercorrências durante a gestação que não foi pra frente. Deus quis que nossa pequena Alice fosse dele. Era uma espera muito desejada, mas o que nos restava era aceitar a vontade e os planos de Deus. Passamos por dias muito difíceis, mas nunca perdemos a fé e sempre pensamos que tudo seria feito conforme Deus planejava que fosse.

Enfim, no mês de setembro de 2021, veio a notícia de que estávamos grávidos novamente! A novidade veio acompanhada de um mix de sentimentos… mas o amor era o maior deles!

Abro um parêntese para mencionar que as duas descobertas das gestações foram a partir de uma rosa amarela que recebemos. Isso pode ser estranho para alguns, mas para nós é mais um sinal de graça por intercessão de Santa Teresinha, nossa santinha de devoção. Aquela rosa e vários outros sinais que recebemos vieram para nos mostrar que a graça já estava alcançada.

Começamos todo o acompanhamento necessário que a gestação exigia e os medos foram transformados em confiança e fé que o final seria diferente. Precisei ficar de repouso durante a gestação e foi aí que percebemos a grandiosidade do amor que recebemos de tantas pessoas, que nos ajudaram das mais diversas formas. Nossa família e amigos se mobilizaram junto com a gente e tudo foi ficando mais leve.

No quarto mês, veio a segunda boa notícia: É uma menina! E a alegria tomou conta novamente. Os preparativos começaram e houve, então, a escolha do nome: Maria Teresa (que foi um nome que veio como um sopro de Deus em um sonho). O nome foi escolhido, levando em conta nossa devoção a Nossa Senhora e a Santa Teresinha.

Em 21.04.2022, nossa pequena Maria Teresa chegou, cheia de saúde. A partir daquele dia eu me senti MÃE por completo, pois pude pegar minha filha no colo pela primeira vez. A meu lado estava alguém que, até então, eu conhecia como um homem, um marido maravilhoso e hoje vejo que é um pai exemplar. Vivemos naquele momento a experiência mais emocionante de nossa vida.

Nunca me esquecerei da música que tocava naquela sala de parto, vinda de uma playlist (tocando em modo aleatório):

“Estás aqui, agraciada.
Posso sentir teu perfume.
Estás aqui, Mãe do Meu Senhor!
Vem ficar perto de mim,
Cheiro de rosas nesse lugar.
Maria aqui está
E o Espírito de Deus descerá,
Cheiro de rosas nesse lugar.
A Rainha presente está,
Pentecostes acontecerá.”

Fomos tomados de uma emoção tão grande que as lágrimas expressaram nossa alegria e gratidão a Deus por aquele momento que contagiou inclusive a equipe que estava presente.

Maio terá o sentido mais lindo de todos os anos de minha vida, pois me tornei Mãe.

Peço a Deus, por intercessão de Nossa Senhora, que todas as bênçãos sejam derramadas sobre nós, que carregamos no coração o maior e mais puro amor do mundo, o amor de mãe.

Feliz Dia das Mães!

Bruna Shellie Siqueira Leite

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© Copyright Arquidiocese de Uberaba. Feito com por
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