Mártires da fé

A beleza da palavra “vida” revela o dinamismo da criação e da natureza. O mundo é contagiado por aquilo que contribui para o bem viver. Mas, também, ao lado do belo e das satisfações cotidianas, a história registra sofrimentos, angústias, destruição e antivida. A evidência está na vida humana, responsável por zelar por tudo que é vida e contribuir para a preservação da natureza.

Aí entendemos a frase “mártires da fé”, referente a quem é capaz de morrer para salvar vidas. A história do cristianismo tem essas marcas de forma muito sensível. Assim podemos começar pelos primeiros seguidores de Jesus Cristo, no caso dos dois Apóstolos Pedro, que morreu pregado numa cruz e Paulo, sendo degolado em Roma. Agiram livres e conscientes em relação à fé em Jesus Cristo.

Pedro representa a instituição Igreja, nas palavras de Jesus: “Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja” (Mt 16,18). Uma construção bimilenar, estruturada na convergência do Papa Francisco e espalhada pelo mundo inteiro. Paulo sinaliza a ação ministerial presente nas comunidades cristãs. Portanto, a Igreja é uma instituição projetada dentro de um prisma missionário.

Esses mártires da fé participaram do mesmo destino do Mestre. O rei Herodes tinha o firme propósito de destruir a Igreja nascente, prendendo e matando os líderes cristãos mais influentes. Mas não conseguiu eliminar o avanço corajoso de muitos outros, que também morreram martirizados. Foi tempo de grande perseguição e derramamento de sangue, fertilizando as bases do cristianismo.

Por detrás de tudo estavam as dificuldades e tribulações fazendo parte do projeto de evangelização proclamado e motivado por Jesus Cristo, quando ele mesmo diz aos seus seguidores: Ide todos pelo mundo inteiro para proclamar a Boa-Nova do Reino do Pai (cf. Mt 28,19). As palavras de Jesus deram firmeza e coragem aos que foram enviados e alguns tiveram que enfrentar o martírio.

A Igreja hoje continua desempenhando a mesma missão daquele tempo, enfrentando novas realidades para construir o Reino, que não é dela, mas de Deus. A isto chamamos de cuidado pastoral, tarefa de orientação na prática dos ensinamentos do Evangelho. Em vários países, cristãos continuam sendo martirizados, quando ajudam irmãos a solidificar a fé e a levar adiante a missão de Jesus Cristo.

Dom Paulo Mendes Peixoto

Arcebispo de Uberaba.

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