Missão com Coragem

Agosto é mês vocacional, que está em perfeita sintonia com o Terceiro Ano Vocacional no Brasil. É permanente convite para refletirmos sobre a missão evangelizadora e missionária da Igreja, que necessita sempre de novos e bons pastores. Isto significa reconhecer, para os dias de hoje, a presença imprevisível de Deus na vida das comunidades. Não é passado e sim compromisso cotidiano.

Toda missão exige coragem dentro do contexto de “graça e missão”. Coragem não significa violência, mas sim serenidade, como aconteceu com o profeta Elias aos enfrentar os sacerdotes de Baal. Ele confiou no Senhor, que estava na serenidade da brisa mansa (cf. IRs 19,11-14). Devemos entender que a prudência não significa omissão, mas tática na ação missionária e evangelizadora.

Missão com coragem não significa agir com violência e sim paciência na execução de projetos conforme a serenidade e o tempo de Deus. O que é mais significativo não está nos fatos suntuosos, barulhentos e maravilhosos, mas nas pequenas realidades da vida de cada pessoa e nas necessidades de cada uma delas. A coragem está no enfrentamento de uma cultura que não valoriza os frágeis.

Paulo de Tarso foi um dos apóstolos que agiu com coragem e muita determinação ao exercer seu ministério. Teve que enfrentar o clima de rejeição à sua própria pessoa, mas conseguiu levar avante o propósito de seguimento de Jesus Cristo e de evangelização das comunidades por onde passava. Ele deixa um legado de fidelidade e testemunho destemido para o futuro missionário da Igreja.

O principal modelo de coragem para construir a comunidade cristã é Jesus Cristo, mas apoiado na força divina que vem do Pai do céu. Não basta ser humano para ter força salvadora das pessoas. Por isto, Jesus ia às montanhas para orar, para buscar força e agir de forma coerente na missão. No agito do vento, que balança a barca da cultura moderna, os desafios podem causar medo nos bons líderes.

A missão de evangelizar pode ter uma barreira para quem é muito fraco na fé. A superficialidade, a dúvida e a pouca intimidade com Jesus Cristo às vezes levam a pessoa a mergulhar-se nas águas flutuantes da vida. Sem Deus, mesmo confiando nas próprias forças, todos experimentam a fragilidade da conduta da pessoa humana, porque, só Deus é perfeito e capaz de realizar tudo com perfeição.

Dom Paulo Mendes Peixoto

Arcebispo de Uberaba

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