A Arquidiocese de Uberaba promove Abertura da Campanha da Fraternidade 2018

A Arquidiocese de Uberaba, em parceria com a Pastoral da Comunicação (PASCOM), promoveu no dia 06 de fevereiro a Abertura da Campanha da Fraternidade 2018. O evento foi realizado no Anfiteatro da Prefeitura e reuniu o arcebispo metropolitano de Uberaba, Dom Paulo Mendes Peixoto, o prefeito municipal, Paulo Piau, e representantes da Polícia Civil, Militar e da Secretaria Municipal de Segurança Pública.

Após a apresentação da Orquestra Municipal de Uberaba, sob a regência do maestro Eliézer Tiago de Oliveira, as autoridades presentes foram convidadas a se dirigirem à mesa para dar início ao encontro. O assessor da Pastoral da Comunicação Arquidiocesana, Monsenhor Valmir Ribeiro, conduziu os trabalhos. “Caros amigos e irmãos, todos os anos a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta a Campanha da Fraternidade como caminho de conversão quaresmal. Um caminho pessoal, comunitário e social que visibilize a salvação paterna de Deus. Por isso a Arquidiocese de Uberaba, em comunhão com a Igreja no Brasil quer propor a todos nós, como sociedade e Igreja esta problemática social, que nos fere e machuca, mas que é possível de ser superada”, disse monsenhor.

A Campanha da Fraternidade (CF) foi iniciada nacionalmente nesta quarta-feira de cinzas. A Campanha é lançada sempre no primeiro dia da Quaresma, que é o período de preparação para a Páscoa. Durante o tempo quaresmal, paróquias, grupos e comunidades ligadas à Igreja intensificam as atividades relacionadas ao tema da CF, que neste ano de 2018 é “Fraternidade e superação da violência”. A proposta é vencer a cultura do ódio e da violência, tão forte na sociedade atual. O lema, “Vós sois todos irmãos” (Mt 23, 8), pretende resgatar o sentido de fraternidade dos povos, promovendo a cultura da tolerância, do respeito e da paz.

Durante o evento de abertura da CF 2018 em Uberaba, Dom Paulo agradeceu a presença de todos e destacou a importância de falarmos sobre a superação da violência, já que o Brasil apresenta índices preocupantes. O arcebispo citou o trecho do texto-base da Campanha que revela que o Brasil é responsável por quase 13% dos assassinatos do planeta, embora possua menos de 3% da população mundial (Texto-Base, p.15). “O tema escolhido pela CNBB tem por finalidade atingir o país todo, não é apenas lá em Brasília ou aqui em Uberaba, mas todas as comunidades, cidades e paróquias deveriam dar uma visibilidade ao tema. É hora de unirmos forças, pensarmos em eventos em conjunto para sensibilizarmos a sociedade sobre a necessidade de criar a cultura da paz”, argumentou o arcebispo, que afirmou também que a crescente violência significa que o ser humano está se agredindo, agindo uns contra os outros. “Não é essa a vontade de Deus. Quando se fala de fraternidade significa construção, e não destruição do outro. [Por isso,] nós convidamos a todos a divulgar a Campanha da Fraternidade desse ano e trabalhar o tema da cultura da paz”, disse.

A CF é realizada pela Igreja Católica no Brasil anualmente com o objetivo de apresentar à sociedade uma realidade que demanda atenção e mudança. No evento de abertura da Campanha em Uberaba, o prefeito, Paulo Piau, destacou a importância de a Igreja Católica realizar encontros com uma temática tão urgente para a sociedade. “O Papa João Paulo II tinha uma expressão que eu sempre repito onde o ambiente me permite, que dizia o seguinte: Todos queremos a paz, mas poucos querem fazer justiça”, citou. Para o prefeito, o tema é um convite para refletirmos sobre a busca pela justiça e pela segurança das pessoas. “Nós temos que fazer uma reflexão interna. Eu como prefeito, chefe do poder público hoje em Uberaba, também tenho que me colocar a serviço da busca pela paz”, afirmou.

O comandante da 5ª Região da Polícia Militar, coronel Lupércio Peres Dalva, também enalteceu a escolha da temática da superação da violência e ressaltou que esta é uma questão que exige atuações mais pontuais. “A Igreja Católica trouxe um tema extremamente acertado e a Polícia Militar está totalmente aberta a participar, não só com a Igreja, mas com a sociedade, na busca de soluções e na prática de resoluções que superem a violência”, pontuou.

O Delegado Geral da Polícia Civil em Uberaba, Dr. Heli Geraldo de Andrade, considera a família o alicerce para vencer a violência e destacou o papel da Igreja. “Só a Igreja pode resgatar novamente as famílias”, disse. Para o Secretário Municipal de Segurança Pública, capitão Roberto Alves de Oliveira, é necessário um trabalho coletivo. “O tema da Campanha da Fraternidade traz uma percepção muito importante do ato de superar, [afinal] superar é vencer. É um momento de convergência de esforços em que nós devemos trabalhar juntos, somente juntos vamos ter sucesso”.

Monsenhor Valmir evidencia a participação do clero, religiosas, pastorais e movimentos e o apoio da Polícia Civil e Militar, somada a Secretaria de Segurança Pública e Secretaria de Educação. Segundo ele, toda essa parceria confirma que a Igreja de Uberaba tem condições de viver ao longo dessa Quaresma uma discussão muito produtiva do tema que está sendo apresentado. “E, principalmente, sairmos dessa reflexão com ações, propostas e projetos, sabendo que serão possíveis de serem executados, graças a toda essa parceria que se estabeleceu”.

O Vigário Geral da Arquidiocese de Uberaba, padre Saulo Emílio Moraes, lembra as palavras de Jesus, que reprova todo o tipo de ação violenta. “Vemos isso nos Evangelhos quando Ele diz: Vocês ouviram o que foi dito aos antigos, olho por olho, dente por dente, eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos. Então, a partir do exemplo de Jesus, que quebra essa lei de talião, e que apresenta uma nova lei, a lei do amor, somos chamados a superarmos a violência”. E finaliza, “quer dentro da comunidade cristã, quer dentro da sociedade civil, somos chamados a buscarmos e a mostrarmos que outro mundo é possível, que essa cultura da violência basta, não há mais lugar para ela”.

Jordana Moreira
Assessoria de Imprensa

Fotos de Rejane Canedo, membro da PASCOM Arquidiocesana.

Compartilhe!

Missas na Quarta-feira de Cinzas em Uberaba

Com a Missa desta Quarta-feira de Cinzas a Igreja inicia o Tempo Quaresmal que se estenderá até as vésperas da Missa da Ceia do Senhor. Tempo dedicado à intensificar o jejum e a abstinência, a oração e a caridade, nos preparando para chegarmos purificados a festa da Páscoa; tempo de conversão e mudança de vida, onde somos chamados a “rasgar o coração e não as vestes, voltando-se para o Senhor e reconhecendo-o benigno, compassivo, paciente e cheio de misericórdia, inclinado a perdoar” (Jl 2, 13).

Confira os diversos horários das Missas nas paróquias e comunidades de Uberaba:

Santuário da Medalha 7h e 19h

Santuário de N. Sra. da Abadia 19h

Hospital São Domingos 17h

Paróquia Santa Teresinha 19h

Paróquia São Judas 19h

Paróquia Santa Luzia 19h

Paróquia São Benedito 19h

Paróquia da Ressurreição 19h

Paróquia da Catedral 19h30

Paróquia São Mateus 19h30

Paróquia Sagrada Família 19h30

Paróquia Santa Bárbara 19h30

Paróquia São Paulo 19h30

Paróquia São Galvão 19h30

Paróquia Santa Maria (N. Sra. Aparecida) 19h30

Paróquia Santo Expedito 19h30

Paróquia Nossa Senhora do Rosário 19h30

Paróquia São José (Gameleira) 19h30

Paróquia São José (Tutunas) 19h30

Igreja Divino Espírito Santo 19h30

Paróquia Santa Cruz e Nossa Senhora das Dores 19h30

Paróquia Santo Antônio (comunidade N. Sra. Aparecida – Josa Bernardino) 19h30

Comunidade São João Batista e Quase Paróquia São Miguel Arcanjo 19h30

O arcebispo, Dom Paulo, irá celebrar às 19h30 na paróquia de Nossa Sra. do Rosário (Uberaba 1)

Compartilhe!

Jovem de Araguari recebe o hábito carmelita em Uberaba e inicia seu noviciado

O Carmelo de Uberaba recebeu na manhã de ontem (11) uma nova irmã carmelita. O rito de iniciação ao noviciado e missa foram presididos pelo arcebispo metropolitano de Uberaba, Dom Paulo Mendes Peixoto, e pelo padre Fidelis Stockl, membro da Ordem dos Cônegos Regulares da Santa Cruz e morador do Mosteiro de Santa Cruz, em Anápolis, Goiás.

O noviciado é o tempo em que se assume de forma mais profunda a experiência de vida religiosa no Carmelo. “Hoje nós tivemos a tomada de hábito da Sandra, uma jovem que se dedicou a atender ao chamado de Deus”, disse a irmã Teresinha Maria, madre priora do Carmelo de Uberaba. A religiosa conta que a vida da carmelita é muito simples, mas é destinada às jovens que realmente são chamadas à vocação. “É algo difícil de explicar, só quem tem o chamado de Deus é que sente essa liberdade. As pessoas se preocupam, pensando que somos muito fechadas, porque a vida da carmelita é de clausura, fechada dentro do Carmelo. Mas é uma vida de uma liberdade interior imensa. Eu me sinto muito livre”, conta a irmã.

Após a vestição do hábito religioso, a postulante Sandra passou a se chamar Irmã Benedita Maria de Santa Maravilhas de Jesus. Em sua homilia, Dom Paulo falou sobre as vocações e sobre o chamado vocacional dentro de uma cultura individualista e relativista, que exige dos cristãos testemunho de vida. “Cada um do seu jeito, no seu contexto”, disse o arcebispo.

Retomando as leituras e o Evangelho da missa, Dom Paulo ressaltou que a ação de Deus na vida de todos exige uma ação pessoal de cada um. “Nós também temos que agir. Tem o lado da ação de Deus e o lado da ação humana”, disse. “Irmã Benedita, faça seu caminho de forma alegre, feliz. Tudo o que assumimos por vontade própria deve ser feito com alegria”, animou o arcebispo, que relembrou as palavras do Papa Francisco sobre a importância da alegria em toda e qualquer situação, “isso é expressão de fé”, acrescentou.

A irmã Teresinha Maria, madre priora do Carmelo, conta que era muito apegada à família e pensava que nunca teria coragem de deixar sua mãe. “Tenho uma família grande e muito amorosa. Nós temos saudade da família, também sofremos, mas tudo eu coloco nas mãos de Deus e me dá alegria pensar: graças a Deus eu tenho saudade do meu povo para oferecê-la para Jesus”, conta a irmã. As irmãs oferecem todo o sacrifício que fazem para Jesus. “O nosso desejo é de nos doar totalmente a Ele, para alegrar o Seu coração e também levar as almas até Deus”.

As carmelitas são pessoas consagradas à oração, o objetivo principal de suas vidas na clausura é a salvação das almas “do mundo inteiro”. O que elas gratuitamente oferecem de si por todos é a oração, que é o carisma do Carmelo. Um gesto de doação, em um tempo individualista, como recordou Dom Paulo.

“Aqui nós vivemos o silêncio durante todo o dia. Temos os horários para conversar, para falar e também brincar. Temos nosso horário da diversão, mas fora desse horário é silêncio, oração, falar somente com Deus. Isso nos ajuda a viver bem”, explica a madre priora. “Desde pequena eu dediquei minha vida a Jesus, sempre quis fazer a vontade de Deus. Vejo que eu era muito feliz com a minha família, mas no Carmelo eu me sinto umas cinco vezes mais feliz, é uma felicidade completa! Eu falo e repito: só quem recebe esse chamado é que sente, não tem explicação a alegria interior que sentimos aqui”.

Uma peculiaridade é a atuação de uma irmã carmelita denominada “veleira”. Ainda que participante da vida contemplativa, recebeu a incumbência de oferecer atendimento direto aos que lá se apresentam, além de se ocupar dos assuntos externos relativos ao Carmelo de Uberaba. Hoje vivem no Carmelo do Coração Eucarístico de Jesus 20 irmãs. “Temos 19 irmãs aqui dentro e a irmã Marta, que fica na portaria. Nós a chamamos de veleira, porque ela vela pelas irmãs”, explica irmã Teresinha Maria.

Utilizando o contexto do Carmelo, Dom Paulo destacou a importância do cristão ser um sinal de Deus no mundo. “O Espírito Santo desperta nos jovens a coragem. Queremos parabenizá-la, irmã Benedita Maria de Santa Maravilhas de Jesus! Sempre vejo na vida dos religiosos e religiosas um sinal de Deus no mundo. Peçamos ao Espírito Santo para sermos sinais de Deus na terra”, finalizou o arcebispo.

Jordana Moreira

Assessora de Imprensa

        

 

O Carmelo de Uberaba celebra seu Ano Jubilar!

No dia 1º de Dezembro de 2017, o Carmelo  do Coração Eucarístico de Jesus, em Uberaba, completou 70 anos de existência. Para conhecer a sua história, acesse o blog: http://wwwcarmelodeuberaba.blogspot.com.br/p/nossa-historia.html e a página: http://bit.ly/2EkUcKp

Assista também o vídeo com imagens antigas e atuais do Carmelo: https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=KvRZvnr3BIE

Compartilhe!

Reunião do Conselho de Formadores da Arquidiocese de Uberaba

Na manhã de hoje (09) foi realizada a Reunião do Conselho de Formadores Arquidiocesano. O reitor do Seminário de Filosofia e Teologia da Arquidiocese de Uberaba, Padre Vanderlei Izaumi Silva, nos conta o que é o Conselho de Formadores. “Dentro da Arquidiocese nós temos os organismos de funcionamento. A parte da Formação é uma dimensão da Arquidiocese que precisa estar sempre em atenção. Nos organismos que precisam de mais atenção forma-se um conselho particular específico para aquela função”, este é o caso do Conselho de Formadores.

Este Conselho é formado inicialmente pelo bispo, que é o primeiro formador dos padres da Arquidiocese, depois pelos padres que o bispo escolhe. “O reitor é aquele que trabalha de maneira mais direta com a formação. No meu caso, sou morador do seminário e estou no auxílio de todos os outros seminaristas. Eu gosto de dizer que eu sou auxiliar da caminhada de cada um”, afirma padre Vanderlei, reitor do Seminário.

Os demais integrantes do Conselho de Formadores, também trabalham de maneira direta na formação, são eles: os diretores espirituais, padre Rogério Consentino de Aguiar e padre José Rinaldo Trajano; monsenhor Levi Fidelis, reitor do Seminário Propedêutico em Araxá; padre Marcelo Lázaro, diretor da Escola Diaconal; padre Saulo Emílio Moraes, vigário geral da Arquidiocese e Dom Paulo Mendes Peixoto, arcebispo metropolitano.

Segundo padre Vanderlei, o Conselho de Formadores auxilia o bispo nos assuntos diretos que correspondem à formação. O Conselho “analisa e avalia cada seminarista, ajudas no discernimento de cada vocacionado que se ingressa no seminário e a partir dessas análises, fazem os escrutínios (por exemplo) para ver se estão aptos ou não para a ordenação, tanto diaconal quanto presbiteral”, conta o reitor.

Os assuntos que regem o Conselho de Formadores são os que dizem respeito à ação mais direta da formação, o objetivo é auxiliar o bispo nesses assuntos. “Esse ano nós estamos trabalhando a diferença de formação inicial e formação permanente. O Conselho de Formadores trata diretamente da questão da formação inicial, ou seja, dos seminaristas que estão na fase de ingresso para a vida presbiteral, que é a preparação de oito anos dentro do seminário”, finaliza padre Vanderlei.

Para conhecer melhor a história do Seminário Arquidiocesano de Uberaba, visite o site: https://www.seminariodeuberaba.com/

Jordana Moreira

Assessora de Imprensa

Compartilhe!

5 anos da renúncia de Bento XVI: “gesto heroico de amor à Igreja”

Cinco anos se passaram desde 11 de fevereiro de 2013, quando Bento XVI anunciou a decisão de renunciar ao Pontificado. Aquele gesto, que pegou o mundo de surpresa, é cada vez mais compreendido como um grande ato de amor pela Igreja.

Alessandro Gisotti, do Vatican News, entrevistou Mons. Alfred Xuereb, hoje Secretário-geral da Secretaria para a Economia, que foi o vice-secretário de Bento XVI de 2007 até o fim do Pontificado.

“Tenho muitas recordações do Papa Bento XVI e não quero esquecê-los, para manter aqueles anos vivos em minha memória. Obviamente, os momentos mais fortes foram ligados à sua renúncia. Lembro-me muito bem quando em 5 de fevereiro de 2013, ele me chamou em sua sala e me anunciou a decisão de renunciar. Naquela hora, pensei em lhe pedir para pensar um pouco mais… mas não o fiz, porque sabia que ele havia rezado muito. E justamente ali me recordei que durante um longo tempo, ele se detinha na sacristia antes de celebrar a missa; ficava rezando inclusive quando o relógio tocava assinalando o início da celebração. Ele o ignorava e permanecia ali, diante do crucifixo, na sacristia. Eu pensava que ele estava rezando por alguma coisa muito importante.

Quando o mundo inteiro foi informado

“Naturalmente outro momento forte foi o anúncio público, no Consistório de 11 de fevereiro. Eu chorei o tempo todo e inclusive no almoço. Ele entendeu que eu estava emocionado; eu lhe disse: ‘Santo Padre, mas o sr. está tranquilo?’. E ele respondeu com firmeza: ‘Sim’, porque seu trabalho já estava feito. Estava sereno porque sabia que tinha avaliado tudo e que estava em paz, na vontade de Deus”.

A despedida e a nova incumbência

“Outro  momento importante para mim foi a despedida, porque ele me disse: ‘Você fica com o novo Papa’. E assim, quando foi eleito o Papa Francisco, ele lhe escreveu uma carta reiterando que me deixaria livre, caso precisasse de mim. E quando chegou o dia de deixar Castel Gandolfo, a Secretaria de Estado me avisou: ‘Corre, faz a mala porque o Papa Francisco está abrindo as cartas sozinho!’. Entrei no escritório de Bento e lhe pedi, chorando, a sua bênção. Ele levantou, eu fiquei de joelhos e com tranquilidade, me deu a bênção e me deixou ir”.

A atual condição de Bento XVI 

“Fui convidado por ele no dia de meu aniversário, 14 de outubro passado, para celebrar a missa e tomar café da manhã. Eu o vi bastante lúcido, me perguntou várias coisas. E os olhares que me dirigiu significavam que ele estava contente em me rever. Recordava bem alguns detalhes sobre minha família, minha mãe e até seus gatos!. Obviamente está muito frágil fisicamente. Tem quase 91 anos…”.

Nos últimos cinco anos as pessoas entenderam melhor aquele gesto?  

“Algumas pessoas sim, mas penso que outras ainda devem compreendê-lo. Foi um gesto grandioso. Bento XVI entendeu especialmente durante o voo ao México que não poderia mais fazer viagens longas. Em breve chegaria a Jornada Mundial da Juventude no Brasil e ele percebeu que não conseguiria mais viajar e fazer esforços como aquele… Sua atitude foi heroica, a meu ver, porque pensou sobretudo na Igreja, no amor pela Igreja que era muito maior do que o amor por si mesmo, por seu ego. Não se incomodou com o que pessoas ou realidades poderiam pensar sobre ele… que não tinha coragem para prosseguir… Uma vez que entendeu que Deus lhe havia pedido aquele gesto, amando a Igreja, ele se tranquilizou”.

“O Papa Francisco deu-lhe imediatamente a definição certa: ‘Temos o privilégio de ter um ‘vovô’ em casa’. E estou certo de que o Papa Francisco faz isso. Naturalmente, os gestos também falam. Ainda antes de se apresentar ao mundo, na sacada da Basílica de São Pedro, ele tentou ligar para o Papa Bento para cumprimentá-lo. Nós estávamos na sala da TV, onde o telefone estava sempre o volume baixo e por isso não o ouvimos tocar. Este é o motivo porque o Papa Francisco chegou atrasado na sacada. Mais tarde, nos ligaram novamente, durante o jantar, e disseram que Francisco chamaria depois. Quando chegou o telefonema, passei para o Papa Bento e o ouvi dizer: ‘Santidade, prometo desde já minha obediência e orações’. Não posso me esquecer daqueles momentos”.

Fonte: vaticannews.va

Compartilhe!

Encontro Arquidiocesano de Formação de Catequistas reúne 410 catequistas em Uberaba

Aconteceu no último domingo (04), no Colégio Marista, o Encontro Arquidiocesano de Formação de Catequistas. O encontro foi assessorado pela Irmã Marlene Bertoldi e Ariél Philippi Machado, de Florianópolis, e contou com um número expressivo de catequistas de nossa Arquidiocese.

Os assessores conduziram o encontro com dinâmicas e vivências sobre o método de Iniciação à Vida Cristã de inspiração catecumenal, de maneira que os participantes sentiram, na prática, o que é a iniciação à vida cristã e o objetivo deste método para uma nova evangelização de nossas famílias.

O tema do encontro, Iniciação à Vida Cristã de inspiração catecumenal, responde às necessidades do Plano Arquidiocesano de Pastoral de Uberaba (PAPIU), no seu número 93, que se refere à implantação da iniciação cristã permanente. Durante o encontro, também foram entregues as Diretrizes e o Calendário do novo itinerário para aplicação nas paróquias.

Assim, vamos entendendo que a formação geral, os momentos de estudos e as vivências em conjunto fortalecem a compreensão de que a fé é um processo contínuo, que se enriquece nos momentos de partilhas e com novos frutos de unidade e fraternidade na Igreja.

Deste modo, amadurecendo a fé a cada novo encontro, vamos nos moldando como discípulos missionários de Jesus Cristo, com o objetivo de ‘que Cristo seja o centro da pessoa, através de um constante encontro, tenha um espírito de oração, seja amante da Palavra, participante da Eucaristia, inserido na comunidade eclesial e tenha um coração missionário’ (DA, p.292)”.

Texto escrito por Cláudia Beatriz Moreira, coordenadora da Comissão Arquidiocesana de Catequese.

 

Jordana Moreira

Assessora de Imprensa

Compartilhe!

Edições CNBB oferece curso online sobre Campanha da Fraternidade 2018

A editora Edições CNBB acaba de disponibilizar um curso online e gratuito em preparação para a Campanha da Fraternidade (CF) de 2018.

De acordo com a proposta, são oito vídeos “curtos e objetivos” nos quais o secretário executivo de Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Padre Luís Fernando da Silva, aponta luzes e caminhos sobre o tema. Além dos vídeos, o participante receberá material de apoio para o itinerário do curso que ainda pretende dar dicas práticas para comunicar a mensagem da Campanha e superar a violência nos mais diversos contextos sociais.

A edição da CF deste ano tem como tema “Fraternidade e superação da violência” e lema “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8).

O Cursos é voltado para padres, diáconos, coordenadores pastorais diocesanos, agentes pastorais e lideranças.

Confira a ementa do curso:

1. O que é a Campanha da Fraternidade?

2. CF 2018 “Fraternidade e Superação da Violência – Parte 1

3. CF 2018 “Fraternidade e Superação da Violência – Parte 2

4. A violência nas Sagradas Escrituras

5. Novo testamento: Jesus anuncia o Evangelho da reconciliação e da paz

6. Igreja X Violência – Porque precisamos nos envolver

7. Ações práticas para superar a violência nas nossas comunidades

8. Dicas práticas para comunicar a mensagem da Campanha da Fraternidade.

Para se inscrever acesse o site de materiais das Edições CNBB

*Fonte: CNBB

Compartilhe!

Reunião Geral do Clero da Arquidiocese de Uberaba reúne 59 padres na Cúria Metropolitana da cidade

Nesta terça-feira, dia 06 de fevereiro, a Arquidiocese de Uberaba realizou a primeira Reunião Geral do Clero do ano de 2018. O encontro contou com a presença de leigos, diáconos permanentes e recebeu 59 padres diocesanos e de congregações religiosas.

No período da manhã, o primeiro assunto em pauta tratou das orientações sobre a Catequese. Padre Fabiano Roberto, assessor arquidiocesano da Comissão Bíblico Catequética, falou sobre o Encontro Arquidiocesano de Catequistas no último domingo (04/02) realizado no Colégio Marista, em Uberaba. Padre Fabiano informou que estiveram presentes 410 catequistas de toda a arquidiocese. “O encontro foi bom, tivemos um bom retorno dos catequistas. Agora nós vamos começar um trabalho mais personalizado nas paróquias”, contou padre Fabiano. Cláudia Beatriz Moreira, coordenadora da Comissão Arquidiocesana de Catequese, falou sobre a importância de se planejar estes encontros. “Não podemos nos especializar na arte do improviso”.

Na sequência, o arcebispo de Uberaba, Dom Paulo Mendes Peixoto, falou sobre a Campanha da Fraternidade (CF) 2018, cujo tema é “Fraternidade e Superação da Violência” e incentivou os padres a abordarem o tema da Campanha durante a missa para despertar a consciência coletiva sobre a importância de sermos agentes de transformação na sociedade. “Seria interessante nas missas os padres passarem essa palavra de paz. A Campanha da Fraternidade é o espaço para uma reflexão comprometida sobre o tema, mas é preciso criar espaços nas paróquias para refletir sobre o assunto. Podemos propor um gesto concreto nas paróquias, dar visibilidade à questão da violência”. Um exemplo de gesto concreto foi exposto pelo diácono José Célio, da Paróquia de São Domingos de Gusmão, em Araxá. A paróquia realizará em no dia 24 de março a Caminhada da Paz.

Monsenhor Valmir Ribeiro, assessor da Pastoral da Comunicação Arquidiocesana, reforçou o convite aos presentes para o evento de Abertura da Campanha da Fraternidade 2018 que aconteceu na noite de terça-feira (06/02), às 19h, no Anfiteatro da Prefeitura Municipal de Uberaba. Monsenhor Valmir também falou sobre os projetos desenvolvidos pelas polícias civil e militar da cidade de Uberaba em prol da superação da violência, e destacou a importância da Igreja contar com a parceira da segurança pública para realizar as ações propostas pelo texto-base da CF 2018.

Outro assunto apresentado foram as orientações sobre o Ano Nacional do Laicato. Suely Fernandes, coordenadora do Conselho Arquidiocesano de Leigos, falou sobre a importância do diálogo entre padres e leigos para que exista realmente uma interação em prol da nossa Igreja. “Nós pedimos muito que os padres e os leigos possam fazer uma caminhada juntos. É importante que seja dado um grande apoio aos leigos e que os padres realmente possam interagir com a comunidade como um todo”, afirmou a coordenadora.

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), juntamente com o CNLB (Conselho Nacional do Laicato do Brasil), criaram o Estandarte do Ano do Laicato, que tem a Sagrada Família como imagem representativa. A escolha remete ao ideal de família que deve ser seguido por todos nós. Para Suely, o Estandarte é uma forma de integrar e ao mesmo tempo fazer com que todos interajam. “Esse Estandarte ficará em cada paróquia da nossa Arquidiocese, nas áreas pastorais, basílicas, santuários etc. Ele irá fazer a visita na íntegra, com a permanência de cinco dias”, explicou. Além do Estandarte, a CNBB criou um folheto celebrativo para acolhida e para envio. “Esse folheto nos dará um embasamento a ser seguido, claro que cada padre pode fazer as adequações de acordo com a realidade da sua paróquia. É um conteúdo maravilhoso que tem como objetivo principal integrar mais o povo e conscientizar o leigo na sua missão, vocação e no seu trabalho frente à Igreja”, finalizou Suely.

 

Jordana Moreira

Assessora de Imprensa

 

Compartilhe!

Arquidiocese de Uberaba realiza Reunião Geral do Clero

Acontece nesta terça-feira, dia 06 de fevereiro, a reunião geral do clero da Arquidiocese de Uberaba. O encontro será realizado na Cúria Metropolitana Praça Dom Eduardo, 56, Bairro Mercês.

Segundo o arcebispo, Dom Paulo Mendes Peixoto, são esperados 90 padres e diáconos. “É uma reunião geral. Na manhã trataremos de temas mais ligados à identidade sacerdotal e Campanha da Fraternidade. No período da tarde, assuntos mais ligados à administração econômica da Arquidiocese e Paróquias”.

Todos os padres e diáconos são convidados. Leigos e leigas, religiosos e religiosas são convidados a participar da reunião na parte da manhã, quando serão tratados assuntos pastorais. Na parte da tarde a reunião é voltada para o clero, com assuntos referentes à administração.

Dentre os principais assuntos em questão estão as orientações sobre a Catequese, a Campanha da Fraternidade 2018, cujo tema é “Fraternidade e superação da violência” e o Ano Nacional do Laicato.

Reunião Geral do Clero 2018

Jordana Moreira
Assessoria de Imprensa

Compartilhe!

Papa convoca Dia de Jejum e Oração pela Paz

“As vitórias obtidas com a violência são falsas vitórias”. Diante dapersistência de inúmeros conflitos em diversas partes do mundo, o Papa Francisco no Angelus deste domingo voltou a condenar a violência e convocou um Dia de Jejum e Oração pela Paz:

E agora um anúncio: diante da trágica continuação de situações de conflito em diversas partes do mundo, convido todos os fiéis a um Dia especial de Oração e Jejum pela Paz em 23 de fevereiro próximo, sexta-feira da Primeira Semana da Quaresma”.

O ofereceremos em particular pelas populações da República Democrática do Congo e do Sudão do sul. Como em outras ocasiões similares, convido também os irmãos e irmãs não católicos e não cristãos para se associarem a esta iniciativa nas modalidades que considerarem mais oportunas, mas todos juntos”.

O Santo Padre recordou que “o nosso Pai Celeste escuta sempre os seus filhos que gritam a Ele na dor e na angústia, “cura os corações feridos e enfaixa  suas feridas””.

O Pontífice dirigiu um apelo, para que também cada um de nós ouça este grito e que cada um, diante de Deus, pergunte na própria consciência: “O que eu posso fazer pela paz?”:

Certamente podemos rezar; mas não só. Cada um pode dizer concretamente “não” à violência naquilo que depender dele ou dela. Porque as vitórias obtidas com a violência são falsas vitórias; enquanto trabalhar pela paz faz bem a todos!”

Fonte: vaticannews.va

Compartilhe!