O CLUBE DE JESUS

Olá!

Você é (ou foi) sócio de algum clube? É bom, não é? Ainda mais quando se tem um daqueles antigos títulos de sócio remido, sem pagar nada (ou quase nada). É só aproveitar quando quiser, vai lá num domingo ou outro, encontra alguns conhecidos… Só alegria!

Às vezes tenho a impressão de que algumas pessoas – mesmo sem perceber – veem a Igreja como um clube, aonde vão quando têm vontade para rezar um pouquinho, pedir alguma graça ou talvez até agradecer. Bem, isso pode ser um sinal de que a “semente” que foi plantada não morreu e pode brotar a qualquer instante.

Mas precisamos deixar de simplesmente “ir” à igreja e cada vez mais “ser” Igreja. Não se constrói um edifício com operários que vão trabalhar quando querem, que não têm compromisso com a obra. O Reino de Deus é um edifício e nós somos os operários encarregados de concluir sua construção, não com tijolos, cimento e areia, mas com oração, caridade e jejum – no sentido da abstinência de tudo aquilo que nos afasta de Deus e de nosso próximo, onde quer que esteja. É uma consequência da fé.

Escrevo este texto no segundo Domingo do Advento, após ter ouvido (com o coração) a narrativa da pregação de João Batista, que tomou para si, para sua vida, as palavras do profeta Isaías: “Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas. Todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão rebaixadas; as passagens tortuosas ficarão retas e os caminhos acidentados serão aplainados. E todas as pessoas verão a salvação de Deus”.

De fato, João Batista foi esse “operário”, preparando a vinda de Jesus. Mas essa obra não é apenas um fato histórico. Ela continua com a preparação da segunda vinda de Jesus. Hoje essa obra, essa missão, é nossa, de nós que somos Igreja, nós que vamos, sim, à igreja, mas não apenas quando temos vontade ou para cumprir um preceito, nós que nos sentimos membros de uma grande família que ultrapassa todos os muros, todos os títulos.

Ultimamente, temos ouvido muito a expressão “Igreja sinodal” ou ainda “sinodalidade”. Suponho que, para muitos, essas palavras soem como novidade, mas em verdade resumem a proposta de Deus desde sempre para nós: caminhar juntos. Sabemos disso, só que as dificuldades do dia a dia vão se sobrepondo às coisas de Deus que, às vezes, acabam ficando “no fundo do baú”. Por isso, de tempos em tempos, precisamos de uma “sacudida” para reencontrar aquilo que realmente importa. Daí a razão do próximo Sínodo dos Bispos e toda sua preparação.

Portanto, você que “é” Igreja – e não apenas vai à igreja como quem vai ao clube – procure participar dos eventos que dão sustentação às atividades de sua comunidade paroquial e diocesana. Sem nossa participação, nossos sacerdotes ficam de mãos atadas, como engenheiros sem operários. Vamos “pôr a mão na massa”!

Luiz Villela

“in viam pacis”

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© Copyright Arquidiocese de Uberaba. Feito com por
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