Paróquia de São Judas Tadeu promove Encontro de Formação sobre a Campanha da Fraternidade 2018 e convida Dom Paulo para falar sobre o tema

O arcebispo de Uberaba, Dom Paulo Mendes Peixoto, participou na última sexta-feira (23) do Encontro de Formação sobre a Campanha da Fraternidade (CF) 2018 promovido pela paróquia de São Judas Tadeu, em Uberaba. A convite dos próprios leigos, Dom Paulo trouxe aos presentes o conteúdo do texto-base da CF e falou sobre a importância de explicar os documentos da Igreja aos arquidiocesanos. “O texto-base da Campanha da Fraternidade 2018 é muito rico e eu estou aproveitando as oportunidades para levar aos arquidiocesanos, nas diversas paróquias, o conteúdo deste documento. Nós que tivemos a oportunidade de estudar e fazer uma reflexão mais profunda sobre o tema, temos o compromisso de descodificar os documentos da Igreja. O texto-base da CF precisa ser transmitido às pessoas”, afirmou Dom Paulo.

O arcebispo destacou a necessidade de se falar sobre o tema da superação da violência diante de um Brasil que enfrenta tanta insegurança. “Este é um tema que toca todos nós, principalmente nesse momento que assistimos no Brasil tanta violência e tanto desrespeito às pessoas”.

A proposta é refletir junto à comunidade os três aspectos que o texto-base apresenta: o VER, o JULGAR e o AGIR. “É uma oportunidade de refletirmos sobre esses três aspectos: o VER, que faz um levantamento da realidade de violência no Brasil; o JULGAR, com o objetivo de constatar se aquilo que foi apresentado no aspecto “VER” coincide com a palavra de Deus; e o AGIR, com propostas que o texto-base apresenta para realizarmos algo de concreto. Além da coleta que nós fazemos para a Campanha da Fraternidade, que possamos fazer algum gesto para dar visibilidade do tema”, explicou o arcebispo.

Viviane Guerra, paroquiana da comunidade de São Judas Tadeu, conta que a comunidade se sente privilegiada de receber o arcebispo neste momento em que se preparam para a Páscoa. Além disso, Viviane ressalta a importância da temática abordada pela CF 2018, tão relevante para o cenário recente do Brasil. “A gente vê que a violência está cada vez maior e é de suma importância para nós, cristão, nos conscientizarmos do nosso papel. O que nós podemos fazer? Ainda mais diante desse momento de preparação para a Páscoa. Ficamos muito felizes de ter essa oportunidade com o Dom Paulo, não tem uma pessoa melhor para nos ensinar e nos despertar para essa consciência tão necessária para os dias atuais”, afirma a paroquiana.

Padre Juliano Evangelista, pároco da Paróquia de São Judas Tadeu, em Uberaba, fala da alegria de acolher o arcebispo em um tempo tão oportuno e favorável que é a Quaresma e falar sobre a Campanha da Fraternidade 2018. “Falar dessa temática tão difícil e desafiadora para que os nossos leigos e leigas possam refletir um pouco nessa busca da superação da violência. E assim lembrar o que disse São Mateus, Vós sois todos irmãos (Mt 23,8)”.

Para o sacerdote a violência só será superada quando a transformação começar dentro de cada um: dentro de casa, na família, não cometendo nenhum tipo de violência. Padre Juliano ressalta que diante das múltiplas faces da violência, o cristão precisa assumir o seu protagonismo. “Dom Paulo vem então despertar em nós que a Quaresma é esse tempo oportuno para olharmos para dentro de nós e revisar a nossa caminhada, e assim buscarmos uma conversão pessoal e comunitária, mudando de vida. Queremos convidar todas as famílias a fazerem esta experiência da oração. Redescobrir Deus através da oração e no esvaziamento de si mesmo redescobrir o outro, sendo fraterno, companheiro, se colocando junto, ao lado dos que sofrem”.

Dom Paulo reforça as palavras de padre Juliano ao afirmar que a paz começa dentro de cada um. Para o arcebispo é preciso fazer uma mudança dentro do próprio coração, sem esta disposição íntima e pessoal é impossível construir a cultura da paz.  “Nós estamos numa cultura da violência, mas a proposta da Igreja é transformá-la numa cultura da paz. É muito importante o povo sentir a necessidade de construir essa nova cultura. Por isso, dentro da Quaresma, nós somos chamados a fazer uma mudança, trabalhar para que haja realmente paz na sua casa, na sua comunidade, no Brasil e no mundo”, finaliza o arcebispo.

Jordana Moreira
Assessora de Imprensa

 

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