Seguimento

A vida tem uma história normalmente pautada por fatos que marcam o caminho percorrido. Torna-se fundamental a projeção de objetivos claros a ser atingidos, motivados por ideais de resistência e perseverança no seguimento. Vence aquele que não se deixa abater pelas dificuldades e sofrimentos inevitáveis. O importante é não ser sucumbido e seduzido pelas marés que veem em contrário.

Jesus usa o verbo seguir para desenvolver seus objetivos. Ele diz: “Segui-me” (Mt 4,19). Assim foi o chamado do Senhor feito a múltiplas pessoas, entre elas, podemos evidenciar Samuel, Jonas e os diversos profetas e apóstolos na História da Salvação. O chamado para uma missão, o seguimentos do Mestre e o envio para construir o Reino de Deus continuam hoje na tarefa cotidiana da Igreja.

O termo “seguimento” pode ser aplicado a duas figuras de fundamental importância para o Antigo e o Novo Testamento: Jonas, que após ter entendido o chamado do Senhor e o seguido, exerceu sua missão em relação ao povo da cidade de Nínive (Jn 3,2), e Jesus, no seguimento da proposta desafiadora do Pai, quando entregou-se decididamente ao projeto de vida e libertação de seus seguidores.

A vida humana é limitada e passageira. Na visão do apóstolo Paulo, ela tem uma provisoriedade, para dizer que o apego ao mundo temporal não ocasiona razoável segurança às pessoas. A esperança está centrada na pessoa e nos ensinamentos de Jesus Cristo, para o qual deve haver um processo de seguimento e de prática das virtudes naturais em benefício de umas pessoas para com as outras.

O tempo passa, é breve e irrecuperável. O presente encobre o passado e prossegue para um futuro imprevisível. Por isto é muito importante descobrir e ver o caminho de seguimento daquilo que é capaz de levar à dignidade humana. Fazer sempre uma trajetória de fraternidade significa assegurar um futuro de estabilidade e vida habilitada para ser sempre mais feliz, porque Deus está no meio.

Refletir ainda sobre a palavra seguimento, principalmente a Cristo, é estar de coração decididamente aberto e também capaz para perceber a vocação das pessoas em relação à vida. Vocação que implica trabalho, doação, serviço, fraternidade e proximidade às pessoas mais frágeis e carentes de ajuda. Por esse caminho passa quem consegue entender o verdadeiro sentido da vida humana.

Dom Paulo Mendes Peixoto

Arcebispo de Uberaba

Compartilhe:

Assine nossa News

Seja o primeiro a receber nossas novidades!

© Copyright Arquidiocese de Uberaba. Feito com por
© Copyright Arquidiocese de Uberaba. Feito com por